O fim de semana em São Paulo não é para amadores, em todo canto dessa capital existem inúmeros eventos semanalmente, pessoas andando para vários destinos e muitos públicos diversos, um tanto quanto curioso pelas mesclas de estilos que se encontram.
Na sexta-feira, 23/10, a noite estava agradável pelos seus 21 graus e uma premissa de lua entre nuvens, era possível também perceber um público distinto e mais velho (considerando os meus apenas 35 anos) pronto para uma noite especial e emocionante.
Elvis Presley dispensa apresentações, mas precisamos falar ao menos um pouquinho sobre sua importância como figura, não apenas musicalmente falando, afinal, o artista quebrou barreiras ao mesclar elementos de blues afro-americano com o country do sul, além da sua passagem pela música gospel cristão.
Em termos de vestimentas ganhou notoriedade com trajes cada vez mais replicados durante seu tempo, indicando uma certa rebeldia e também apelo comercial, influenciando gerações até os dias atuais com seus passos, trejeitos, penteados e vocais precisos característicos que abrangem inúmeros gêneros.
O Espaço Unimed estava lotado de fãs, todos atentos para mais um capítulo na história do Rei do Rock, e desta vez, sob o nome "Elvis In Concert Live On Screen", um grande tributo em homenagem aos 50 anos da morte do músico.
Visando um padrão entre três telões, imagens com tratamento retiradas de especiais como "The ’68 Comeback Special, Elvis: Aloha from Hawaii" (1973), "Elvis: That’s the Way It Is" (1970) e "Elvis on Tour" (1972), além do áudio remasterizado, o show tem como base uma orquestra de 30 músicos, reproduzindo exatamente o formato que Elvis tinha como base em seus shows clássicos.
Elvis era o destaque no telão central, enquanto os posicionados nas laterais destacavam algumas imagens mescladas, inclusive, replicando o central em muitos momentos por dimensões diferentes, em montagens específicas.
Acredito que a espera de clássicos absolutos foi o grande motivo para tal público, ainda mais pensando sobre uma apresentação que envolve seguidores fiéis e sedentos por detalhes minuciosos.
Assim que deram início, não tivemos como em algumas tantas apresentações do passado o início a icônica "See See Rider", mas sim, "Burning Love", que teve uma recepção um pouco morna, porém, bem executada. Entre fases distintas, eram mostradas fotos, imagens conhecidas dos fãs dos shows memoráveis, além de momentos de emoção com várias pessoas cantando juntas aos seus parceiros(as).
O rock de "Blue Suede Shoes", a clássica "Suspicious Mind", a sempre romântica "Don't e "Love Me Tender" recheada de projeções de época ganharam presença e com suas características peculiares, tendo atenção de muitos que apontavam seus celulares para o palco.
Outras faixas esperadas como "Don’t Be Cruel", "Bridge Over Troubled Water", "My Way" e "Can’t Help Falling in Love" ganharam destaque.
A baixa fica pela ausência do baixista Jerry Scheff, integrante da lendária TCB Band entre 1969 e 1977, que acabou cancelando sua participação poucos dias antes por motivos administrativos.
No geral, acredito que entregaram uma performance interessante, canções conhecidas, variados momentos entre as baladas e a fase Rock n' Roll... também devo elogiar (aos meus olhos) a ótima performance da orquestra que trouxe aos devidos cuidados da casa com seu som bem regulado.
"ELVIS: DIRETO DE GRACELAND" ganhará uma exposição no Brasil com temporadas previstas em Porto Alegre, São Paulo e Curitiba entre este ano e 2027.
Deixamos o nosso agradecimento a Horácio Brandão e Midiorama pelo convite ao show.
Arte editada por @vinyalmeida91metal