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quarta-feira, 3 de junho de 2026

Wagner Gracciano fala sobre carreira internacional, música instrumental e os desafios do mercado brasileiro

Com uma trajetória construída entre os palcos, estúdios e salas de aula, o guitarrista, produtor musical e compositor Wagner Gracciano consolidou seu nome como um dos músicos brasileiros que levaram sua arte para além das fronteiras do país. Atualmente radicado em Atlanta, nos Estados Unidos, ele desenvolve projetos autorais, atua como produtor e trabalha ao lado de artistas de diferentes nacionalidades.

Nesta entrevista, Wagner fala sobre o início da sua relação com a música, suas principais influências, o processo criativo por trás de suas composições, os desafios enfrentados pela música instrumental no Brasil e a experiência de atuar no mercado internacional. O músico também comenta o single “I'm Here”, sua visão sobre o ensino da guitarra e revela qual é o grande projeto que ainda sonha realizar.


Entrevista com Wagner Gracciano

1. Você começou seus estudos musicais muito cedo — qual foi o momento em que a guitarra deixou de ser apenas um hobby e se tornou sua vocação profissional?
Eu, na verdade, não percebi. Eu comecei a tocar na igreja quando tinha uns 8 anos e, como era “bonitinho” uma criança tocando, o pessoal foi me colocando. Com 14 anos, comecei a dar aulas e, quando vi, já trabalhava com música.

2. Sua música mistura estilos como progressivo, blues, jazz e até elementos cinematográficos. Como você desenvolveu essa fusão sonora e quais foram suas principais influências?
Meu pai colecionava vinis, então eu tinha de tudo em casa, tudo mesmo. Jazz, MPB, clássico, rock, hard rock, heavy metal, progressivo, tudo. Para mim, foi natural transitar nesses estilos porque eu não conseguia gostar apenas de um; era tudo questão de textura e intenção. Cada estilo me lembra um lugar ou uma situação, por isso eu gosto de usar uma vibe diferente para cada momento da vida. Isso acaba passando para a minha música.

É muito difícil falar das minhas influências. Em toda entrevista eu deixo um monte de fora, porque seriam uns 40 nomes, hehehe. Então vou tentar seguir a mesma linha, começando pelos principais que nunca ficam de fora: Dire Straits, Beatles, Rush, Van Halen, Led Zeppelin, Steve Morse Band, Genesis, Yes, Mr. Big, Pat Metheny, Stevie Ray Vaughan, Toquinho, Tom Jobim, Mike Stern, Chick Corea, Dream Theater, Steve Vai, Joe Satriani, Toto, Dixie Dregs, Metallica, Opeth e Mastodon. Já coloquei muita gente e ainda está faltando, hehehe.

3. Você já lançou vários álbuns autorais e também trabalha como produtor e session guitarist. Como você equilibra esses papéis distintos na criação e produção musical?
Acho que é o mesmo trabalho em todos. Tudo passa pelo lado compositor. Se estou gravando, pensando em produção e, claro, nas minhas músicas, a chave é sempre compor, seja sobre algo que o artista quer ou apenas como guitarrista. Em todo momento eu tento pensar em composição, e por isso fica mais fácil me encaixar em qualquer contexto.

4. Ao longo da sua carreira, qual foi o maior desafio que enfrentou ao lançar música instrumental autoral, especialmente no Brasil?
Infelizmente, a música instrumental interessa somente para quem é músico no Brasil. Aqui nos EUA existe uma cultura muito grande de apreciação de qualquer forma de música, cantada ou instrumental. É nítido que o público aqui está realmente curtindo o momento e sentindo a música.

No Brasil, eu sentia que era uma comparação. Em todo show, parecia que eu estava fazendo uma audição para ser aprovado para um trabalho, e não tocando a minha música. Existe uma cultura de workshops que até pode ser boa no Brasil, principalmente em lojas de música e igrejas. Mas isso viciou o público a ouvir música instrumental como uma aula ou masterclass, e não como arte. Como mercado, foi muito bom, mas, como música, eu considero uma das piores coisas para o instrumental.

5. Seu single “I’m Here” traz uma mensagem de esperança e colaborações internacionais. Qual foi a inspiração por trás dessa canção e como você escolheu os músicos que participaram dela?
A música tem um contexto dentro da história. É, de certa forma, uma mensagem de esperança, principalmente pelo fundo cristão do disco. É o momento em que o personagem já passou por todo o processo de provação e dor, até chegar ao ponto mais baixo. Aí vem uma palavra de Deus como esperança para quem está nessa situação.

Também é um momento que transmite uma mensagem para quem está enfrentando problemas psicossomáticos de todas as ordens: existe uma saída. Eu escolhi o Cleveland para cantar essa música justamente para dar esse tom mais leve, melancólico e sensível. Ele traz uma alma muito grande para cada música que canta.

6. Você tem trabalhado muito com produção musical em Atlanta e estúdio — como essa mudança de cenário influenciou seu processo criativo?
Aqui eu tenho acesso a muito mais recursos do que no Brasil. A forma de trabalhar também é bem diferente. Já trabalhei com vários músicos de diferentes nacionalidades. Como existem igrejas e comunidades de vários países, você acaba se misturando muito. Todos esses povos são bem mais diretos e objetivos do que os brasileiros.

Uma grande diferença é que o músico brasileiro toca basicamente de tudo, pelo menos um pouco de tudo. As outras nacionalidades são mais específicas. Você não vai ver um músico de heavy metal tentando tocar jazz, ou um músico de country tentando tocar samba. Isso me ajudou a enxergar melhor cada estilo da forma que ele é, sem colocar aquela pitadinha de Brasil em tudo.

7. Falando da sua técnica e didática, você já lançou vídeos e conteúdos instrutivos — que conselhos você dá para guitarristas iniciantes que querem seguir uma carreira profissional?
Eu vejo uma diferença muito grande entre os alunos de hoje e os de 15 anos atrás. Está todo mundo meio perdido e tentando tocar tudo. Você passa pelos reels e vê 10 músicos diferentes tocando, corre atrás de material para estudar todos eles e acaba não estudando nenhum.

Procurem sempre um bom professor. O YouTube não é o melhor lugar para iniciantes. Você precisa ter uma boa curadoria da informação, e só uma pessoa mais experiente vai conseguir te oferecer isso. Além do mais, bons professores você encontra em aulas particulares. Existem muitas pessoas com ótimos cursos, mas que são péssimos professores, e vice-versa. Muito professor genial não consegue passar tudo em vídeo. Mas esse cara quase sempre é o melhor. Música é relacionamento, não troque isso por nada.

8. Para finalizar, qual é o projeto dos seus sonhos — pode ser um álbum, colaboração ou espetáculo que ainda não aconteceu?
Gravar um DVD com todas as minhas músicas, reunindo todos os músicos que me ajudaram ao longo da caminhada, além da participação de alguns heróis. Conseguir levar a minha música para os palcos com toda a estrutura que ela exige é um dos meus objetivos de vida.

Foto: divulgação

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Burning Extreme Fest: evento focado no lado extremo do metal agita o cenário underground de São Paulo neste sábado (30)

O cenário underground de São Paulo recebe mais um grande evento neste fim de semana!

Intitulado de "Burning Extreme Fest", tem como foco o lado mais extremo do nosso underground com nomes importantes e que fazem a diferença no cenário nacional.

Conheça um pouco mais das bandas abaixo:



The Damnnation:
Power trio liderado por Renata Petrelli (vocal e guitarra) Fernanda Lessa (baixo) e Camis (bateria), possuem 2 álbuns lançados, sendo o último, "Eyes of Despair" (2026) um dos mais elogiados no cenário atual.

Siga a banda:


Siegrid Ingrid:
Lendária banda paulistana de thrash/groove metal, formada em São Paulo em 1989, contendo uma sonoridade agressiva e cheia de punch.

Apesar do fim das atividades nos anos 2000, voltaram com força total, tendo na formação atual com M.Punk (vocal), André Gubber (guitarra), Luiz Berenguer (baixo) e
Edilson Alves (bateria), sempre mantendo o alto nível, lançando ótimos registros recentes como os álbuns "Back From Hell" (terceiro da carreira, em 2023) e o primeiro ao vivo, "Massacre em Lorena" (2024).

Siga a banda:


Faces Of Death:
Composta por um thrash/death metal de respeito, a banda foi formada em 1990 em Pindamonhangaba, interior de São Paulo.

Conhecida por suas letras contestadoras e sonoridade agressiva, a atual formação com Laurence Miranda (vocal e guitarra), Sylvio Miranda (baixo), Mauricio Filho (guitarra solo) e Igor Nogueira (bateria) apresentam um som brutal e cheio de feeling.

Seu mais recente álbum, "Evil" (2023) foi amplamente elogiado, bem como o último single, "Terror em Barbacena", lançado em 2025.

Siga a banda:


Sacrifix:
Formada em 2019, Frank Gasparotto, acompanhado por Diego Domingos (guitarra), Filippe Tonini (baixo) e Fábio Moysés (bateria) mantém um thrash metal visceral e denso.

Seu mais recente lançamento é o EP "Let's Thrash" de 2025.

Siga a banda:



Chaoslace:
Banda enraizada no melhor do brutal death metal formada em 2004 na cidade de Santo André, no ABC Paulista.

Seu mais recente trabalho é o ótimo e denso "Inhumane Terror Cult" de 2018.


Siga a banda:



SERVIÇO:
Burning Extreme Fest
Local: Burning House
Data: 30 de Maio
Endereço: Av. Santa Marina, 247 - Água Branca
Horário: A partir das 16:00
Bandas: The Damnnation, Siegrid Ingrid, Faces Of Death, Sacrifix e Chaoslace


Link para compra dos ingressos:

Slayer: show é anunciado com aberturas de Korzus e Kreator

Os rumores enfim foram confirmados e nós amantes do thrash metal podemos comemorar!

Os alemães do Kreator e os brasileiros do Korzus farão parte da grande celebração do Slayer no fim deste ano, aqui em São Paulo.

Após o anúncio do show, muitas especulações foram geradas em torno da banda de Mille Petrozza integrar o line-up, e felizmente isso se confirmou nas últimas horas, além da também ótima performance da nova formação do Korzus unindo forças para uma grande noite.

Outro detalhe interessante é que "Reign In Blood" (clássico álbum do Slayer de 1986) será tocado na íntegra e especificamente neste show, mostrando ainda mais a importância dos 40 anos de seu lançamento.

O evento ocorrerá no Nubank Parque (ex Allianz Parque) com abertura dos portões ás 17h, sendo o Korzus a primeira a tocar (às 19h), o Kreator (às 19h50) e o Slayer às 21h05.

A pré-venda para clientes Itaú Personnalité e Private começa em 1º de junho às 10h e termina em 2 de junho, às 9h59. 

A pré-venda para todos os clientes Itaú começa em 2 de junho às 10h e vai até 3 de junho às 9h59. 

A venda geral começa em 3 de junho às 11h pelo site da Livepass e às 12h na bilheteria 


Alguns pacotes especiais também estarão disponíveis:
"You Against You" Superfan Package:
Pista Premium e Cadeira Nível 1 Lateral. Na Pista Premium, os preços são R$ 2.038,94 na inteira, R$ 1.593,94 na meia-entrada e R$ 1.771,94 para cliente Itaú. Na Cadeira Nível 1 Lateral, os valores são R$ 1.798,94 na inteira, R$ 1.473,94 na meia e R$ 1.603,94 para cliente Itaú.

"You Against You":
Inclui ingresso com entrada antecipada, item exclusivo de merchandising VIP do Slayer, crachá comemorativo com cordão, acesso a um posto oficial de merchandising antes da abertura dos portões ao público geral, check-in VIP, atendimento personalizado e fila prioritária para entrada no estádio.

"Postmortem" Rockstar for a Day Experience:
Pista Premium com os preços de R$ 3.844,41 na inteira, R$ 3.399,41 na meia-entrada e R$ 3.577,41 para cliente Itaú. O pacote dá acesso a uma plataforma privativa localizada à frente das torres de delay e também ao setor de pista premium.

"Postmortem":
Inclui uma tour em grupo pelas áreas de produção, com oportunidade individual de foto no palco, pôster autografado de edição limitada da turnê do Slayer, item exclusivo de merchandising VIP, crachá comemorativo com cordão, acesso antecipado ao posto oficial de merchandising, check-in VIP, atendimento personalizado e fila prioritária e pôster previamente autografado.


**Ingressos em pré-venda serão limitados**


Os valores vão de R$ 180 a R$ 890 conforme o tipo de ingresso (de cadeira superior até pista premium).

Clientes Itaú poderão parcelar a compra em até 3x sem juros, enquanto que os demais em até 10x com juros (apenas online).

Para compra em bilheteria, o parcelamento será apenas para clientes Itaú (com taxa administrativa de R$ 22,25).


IMPORTANTE:
O evento terá limite de seis ingressos por CPF, com no máximo dois de meia-entrada. 

A classificação etária é de 16 anos desacompanhado.

Menores de 16 anos poderão entrar apenas acompanhados dos pais ou de responsável legal. A classificação está sujeita a alteração por decisão judicial. 


**A Livepass informa que não se responsabiliza por compras feitas em canais não oficiais**


A realização é da Move Concerts em parceria com a 30e, com apresentação da Itaú Live, plataforma de música do Itaú Unibanco.


Siga:
Move Concerts Brasil:

30ebr:

Midiorama:

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Slayer: após anúncio de show único em São Paulo, telões do metrô expõem propagandas sobre o evento

Após o anúncio da volta do Slayer ao Brasil muita coisa foi especulada e obviamente, a divulgação não seria diferente.

Através de uma ação da Move Concerts e a 30e, o Metrô de São Paulo apareceu diferente neste quarta-feira (27) com várias artes da banda em telões.

Previsto para o fim do ano, a apresentação do quarteto acontecerá em um momento muito especial, afinal, trata-se da celebração dos 40 anos de "Reign In Blood", clássico do thrash metal lançado originalmente em 1986.


Confira o post no perfil oficial da Move Concerts Brasil:


**A data e o local serão confirmados na próxima sexta-feira, 29 de maio**


Foto: Divulgação/Nuclear Blast

DarkTower abre nova era com “Invasão” e anuncia álbum com forte carga conceitual “DISSENSU


A DarkTower iniciou oficialmente o ciclo de seu novo álbum, “DISSENSU”, com o lançamento de “Invasão”. Com letra em português, assim como todo o álbum, a faixa chega acompanhada de um lyric video, antecipa o trabalho mais ambicioso da banda carioca e aprofunda sua proposta de unir metal extremo, peso conceitual e temas ligados à memória histórica brasileira.

Confira o lyric video de “Invasão” aqui: 

EPK completo: 

Assessoria – The Bridge

Sepultura: show final da banda é confirmado com ex membros e bandas de abertura


Após o anúncio surpresa de seu último show na Mercado Livre Arena Pacaembu, o Sepultura também divulgou mais detalhes sobre o grande evento em São Paulo.

A turnê intitulada “Celebrating Life Through Death” irá contar com convidados especiais e também ex membros que fizeram parte de sua rica história, tais como Jean Dolabella (baterista que integrou a banda por 5 anos) e Jairo Guedz (guitarrista que participou da formação entre 1985 e 1987).

Já as bandas de abertura ficaram por conta do projeto Metal Allegiance com os músicos Mark Menghi (baixo) Mike Portnoy (bateria, Dream Theater), Phil Demmel (guitarra, ex-Machine Head), Troy Sanders (baixo, Mastodon) e Chuck Billy e Alex Skolnick (vocalista e guitarrista do Testament respectivamente), o clássico thrash do Sacred Reich e o Krisiun, um dos pilares do death metal mundial.


Serviço:
PRÉ-VENDA SANTANDER:
Quinta-feira (28/05) às 12h: Clientes Select e Private
Sexta-feira (29/05) às 12h: Demais clientes Santander

VENDA GERAL:
30/05 a partir das 10h online
11h na bilheteria oficial

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Wasteland Prophets lança terceiro single e amplia sua sonoridade; lado B traz cover de Johnny Cash


Duo formado por ex-integrantes do lendário Avalon lançará novo disco em breve

Por VHPress

A saga continua! O Wasteland Prophets, formado pelo guitarrista Frank Almendra (ex-integrante do Avalon e outros projetos) e o vocalista Anton Parr (ex-Buffalo Theory MTL, The Still, Avalon), que também atuam juntos no Hoax Society, lança o terceiro single do projeto, a faixa “Flat Earth Man".

A nova música dá continuidade ao trabalho, que consiste nos lançamentos mensais de singles que culminarão ao final em um álbum completo. Além do som autoral, todos os singles são/serão acompanhados de um cover e, depois de homenagear Nick Cave and The Bad Seeds e Leonard Cohen, agora é a vez de celebrar Johnny Cash. 

Expandindo sua paleta sonora para territórios inesperados — "Flat Earth Man" incorpora um coral gospel e camadas de teclado, além da base de hard rock característica da banda, criando uma de suas ofertas mais texturizadas e cinematográficas até o momento. A faixa continua o foco da banda em sistemas de crenças distorcidos, mitologia moderna e as falhas que atravessam a sociedade contemporânea.

"A música fala sobre o tipo de pessoa que constrói toda a sua identidade em torno de uma mentira — e como o mundo continua abrindo espaço para ela”, detalha o duo.

O cover escolhido foi de "The Man Comes Around", como mencionado de Johnny Cash, que chega retrabalhado através da lente mais sombria e atmosférica da banda. Enquanto a versão original de Cash carregava o peso de um acerto de contas bíblico, a versão do Wasteland Prophets filtra essa visão apocalíptica através de uma sensibilidade contemporânea do hard rock, amplificando o terror e mergulhando na decadência.

Com o entrosamento de Frank e Anton, o Wasteland Prophets molda ainda mais sua sonoridade, expandido sua gama de influências e criando ainda mais identidade. 

Ouça o single em todas as plataformas 
(link abaixo): 


"Flat Earth Man" chega em formato de lyric video, que ficou a cargo do próprio Anton Parr, que vem se especializando cada vez mais em arte digital, criando uma animação especial, utilizando como ferramenta principal a IA da Meta,  para a faixa. 

Confira abaixo:
 

Siga o Wasteland Prophets: 
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