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sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Bonfire: Higher Ground - Review

Quem não gosta de um bom hard rock?!

Certamente você já esteve em contato com grandes nomes do gênero, e acredito ter sido envolvido por melodias marcantes e vocais precisos, não é mesmo?! E isso é exatamente o que esperamos de Hans Ziller, fundador do Bonfire.

Os alemães fizeram parte de uma geração rica em ótimos trabalhos, canções que fizeram centenas de fãs ficarem ligados nas rádios e claro, aqueles que ficavam ansiosos por novos clipes exibidos na MTV.

Entre a mudança de nome em 1986, várias formações instáveis, registros clássicos e fases arriscadas, a banda sobreviveu com bastante destreza, evidenciando a persistência de seu criador e também de um público que sempre ficou na espera de clássicos que fizeram suas playlists no passado.

"Higher Ground" é o primeiro registro da banda com o vocalista Dyan Mair e o vigésimo quarto da carreira, e querem saber? Ficou sensacional!
Nele temos vocais precisos, melódicos na medida certa, uma linha acessível em muitos momentos e também boas interpretações na hora de emocionar os fãs.

Seja o lado mais pesado ou na balada romântica natural do gênero, a atual formação com segue entregar uma infinidade de características originais em meio a produção moderna, evidenciando uma ótima relação com os variados públicos e identidade própria.

Destaco "I Will Rise", a auto intitulada "Higher Ground", além das boas "Come Hell Or High Water" e "Jealousy" que certamente irão embalar os fãs da década de 80, os nostálgicos e os entusiastas.


No geral, você que sempre amou canções características do auge de bandas que estavam desfilando músicos técnicos, cheios de ótimas referências e muita vontade de mostrar um novo cenário, certamente vai amar num todo.

Diversão do início ao fim!


Adquira através do link abaixo:


Agradecemos aos parceiros da Shinigami Records pelo envio do material físico.


Tracklist:
1. Nostradamus
2. I Will Rise
3. Higher Ground
4. I Died Tonight
5. Lost All Control
6. When Love Comes Down
7. Fallin`
8. Come Hell Or High Water
9. Jealousy
10. Spinnin? In The Black
11. Rock?n?Roll Survivor (2024 Version)

Formação:
Hans Ziller - Guitarra
Dyan Mair - Vocal
Frank Pané - Guitarra
Ronnie Parkes - Baixo
Fabio Alessandrini - Bateria

Gates To Hell: Death Comes To All - Review

Imagine poder fazer parte de um projeto onde você tenha o melhor de uma geração do metal extremo, aliado ao momento onde muitos elementos do metalcore, hardcore e derivados fluem com bastante primor.... Estes são alguns dos motivos para ouvir o Gates To Hell.

Chegando ao segundo registro de estúdio, os americanos evoluíram ainda mais para o death/metalcore moderno em uma produção muito boa, entrando de vez na categoria de grandes nomes da última década.

"Death Comes To All" entrega um ótimo trabalho denso, não é como se fossem mostrar uma nova definição de gênero, mas sim, aliar o melhor de várias referências interessantes, e, deixando claro que o novo público da cena ama esse tipo de sonoridade.

A produção continua em alta, consegue dar um passo maior e mais detalhado em variadas nuances, salienta ainda mais o trabalho vocal e de guitarras extremamente afiadas, mostrando toda a evolução que o quinteto almejava e, felizmente conseguiu entregar.


Destaco grandes momentos como a dobradinha "Rise Again" e "A Summoning", além de "Next To Bleed", "21 Sacraments" e "Locked Out".


No geral, este é um registro muito interessante de caras que têm muito potencial para um dia serem grandes representantes de um cenário.


Compre através do link abaixo:


Agradecemos aos parceiros da Shinigami Records pelo envio do material físico.


Tracklist:
1. Rise Again
2. A Summoning
3. Weeping In Pain
4. Next To Bleed
5. 21 Sacraments
6. Sacrificial Deed
7. Death Comes To All
8. Crazed Killer
9. Locked Out
10. Fused With The Soil

Formação:
Ryan Storey - Vocal
Eli Hanson - Guitarra
Seth Lewis - Guitarra
Dustin Cantrell - Baixo
Trey Garris - Bateria

Vanglorya: novo single é lançado pela banda

O Vanglorya é um daqueles tipos de bandas que surgem no cenário para você apreciar as variadas nuances do heavy metal de décadas passadas e entender o porquê tantos nomes trazem de volta o conceito aliado ao momento atual.

“Fear From Above” se destaca rapidamente pela velocidade característica do gênero, alia qualidade, técnica e referências conhecidas de bandas como o Helloween no início da fase Andi Deris, além de incluir muitos elementos da última década.

Vale destacar que existe uma alma hard rock bem interessante também, elevando o lado comercial num todo, além da cadência conhecida no prog metal.

Retratando um cenário apocalíptico sobre anjos caídos, demônios e elementos do fim dos tempos, a canção entra em um ambiente de dúvidas e questionamentos sobre o quanto os resultados estão ligados nas famosas profecias ou se tudo não passa de uma grande consequência humana.

No centro de todo esse caos, resta uma escolha: aceitar o fim ou lutar pela sobrevivência.

Entre vocais precisos, riffs matadores e "cozinha" bem trabalhada, o Vanglorya novamente se destaca com um ótimo lançamento.


Confira o vídeo do novo single através do link:


Siga a banda:

Judas Priest: Ian Hill anuncia aposentadoria após mais de cinco décadas de carreira

"O tempo é implacável até mesmo para os gigantes de um gênero musical"... frase dita por um amigo que ama os criadores de gêneros que hoje amamos há décadas mas que mostram que a longevidade por vezes é arriscada ou perigosa em alguns termos.

Sendo o único integrante do Judas Priest desde os seus primórdios, Ian Hill teve papel fundamental na formação musical do grupo com suas ideias e jeito único de se portar no palco, influenciando muitas gerações e entusiastas das 4 cordas.

Além do desgaste emocional com turnês mundiais ao longo de tantos anos, Ian Hill destacou recentemente os problemas de saúde que vinha enfrentando, causando assim um desconforto ainda maior para a sua permanência na banda.

Confira um trecho do comunicado:
"Olá a todos. Há bastante tempo, quando me perguntam ‘por quanto tempo você consegue continuar?’, sempre respondi: ‘até que minhas apresentações sejam prejudicadas’. Odeio dizer isso, mas esse momento chegou. Há alguns anos, venho lutando contra o início dessa terrível artrite, que agora está em estágio avançado no meu ombro esquerdo e na mão direita, e que também afeta meu ombro direito e está presente nos dois joelhos. Tenho combatido o problema com analgésicos em comprimidos e gel e, recentemente, com injeções de cortisona no ombro e na mão"...

Diante do quadro de Ian, recentemente a banda precisou fazer uma substituição por conta de sua agenda e Davey Rimmer foi o escolhido, desempenhando bem o seu trabalho.


Hill comentou sobre:
""...pedimos ao nosso bom amigo Davey Rimmer, do Uriah Heep e, claro, do Elegant Weapons, que aprendesse o repertório para me substituir caso eu precisasse me afastar, o que aconteceu no show de Londres. Isso ocorreu porque rompi um tendão no ombro esquerdo (como se eu já não tivesse problemas suficientes com ele!) pouco antes do bis durante o show em Bruxelas, dois dias antes. Com isso, não conseguia levantar o braço o suficiente para alcançar o braço do baixo. Então, tivemos que chamar Davey para me substituir, e ele fez uma apresentação incrível com tão pouco tempo de preparação..."


Confira o comunicado oficial através do perfil da banda no link abaixo:


Foto 1 por Sony - Ross Halfin

Symmetrya lamenta o falecimento do artista Juarez Machado

 
O multiartista joinvilense, falecido aos 85 anos, inspirou a faixa "Lights Go Down", que traduziu a litografia "I Encontro" para a linguagem do Metal. Vocalista destaca o legado do pintor para a cultura catarinense.

A cena cultural brasileira despediu-se na última terça-feira (6) de Juarez Machado, aos 85 anos. O multiartista, nascido em Joinville, deixou um legado inestimável que transcende as artes plásticas. Em meio ao luto nacional, a banda de Power/Prog Metal SYMMETRYA, também de Joinville, manifestou seu pesar e relembrou a profunda conexão de sua discografia com a obra do artista.

 

Ouça “Lights Go Down":

https://www.youtube.com/watch?v=PFpqWb3T_Pw

 

Em um depoimento oficial sobre a perda, o vocalista Jurandir Jr. destacou a importância de Juarez como uma referência criativa incontestável para os artistas locais: "Para nós, que também somos de Joinville, o Juarez sempre representou o ponto mais alto que a arte catarinense poderia alcançar. Ele levou o nome da nossa cidade para o mundo. Era um mestre em capturar a essência humana, fosse pelo humor na televisão, pelas cores vibrantes de seus quadros parisienses ou pela sobriedade do preto e branco. A sua partida deixa um vazio enorme, mas a genialidade da sua obra é imortal. Ter eternizado a nossa reverência a ele no álbum “Beyond the Darkness” é, sem dúvida, um dos maiores orgulhos da nossa trajetória musical."

Com mais de 60 anos de carreira, Juarez Machado não se limitou às telas. Ele foi pintor, escultor, ilustrador, cartunista e pioneiro do desenho de humor na televisão brasileira, marcando época nos anos 1970 com seu quadro de mímica no programa Fantástico (Rede Globo). Nos anos 1980, mudou-se para Paris, onde consolidou sua assinatura visual: obras marcadas por um requinte boêmio, estética Art Déco, o uso de bicicletas, guarda-chuvas e paletas de cores inconfundíveis. Em sua cidade natal, Joinville, seu impacto está cravado no espaço urbano, especialmente no mural cerâmico "O Grande Circo", no Centreventos Cau Hansen, e nas atividades do Instituto Internacional Juarez Machado.

Foi justamente o contraste na vasta obra do artista que inspirou a banda SYMMETRYA no álbum “Beyond the Darkness” (2018). A faixa "Lights Go Down" foi estruturada como um tributo direto à litografia "I Encontro", uma peça que foge das cores vibrantes habituais de Juarez e aposta inteiramente no preto e branco. Jurandir Jr. (vocal), Alexandre Lamim e Wagner Hermes (guitarras), Filipe Moreira (baixo) e Marcos Vinicius (bateria), declaram ainda que a arte de Juarez Machado continuará sendo um farol para criadores de todos os gêneros artísticos. 

A banda utilizou a estética gráfica da obra como uma metáfora lírica. Em vez de retratar o romantismo tradicional, a música discute o afeto sob uma ótica crua e objetiva. Jurandir Jr. detalha o processo de composição que uniu a arte visual ao Heavy Metal: "A letra desta canção retrata o amor em sua forma racional. Como a obra é feita em preto e branco, sem outras cores, usei este paralelo para desenvolver o tema da letra, retratando um amor sem ilusões, fazendo uma apologia ao sentimento em sua forma mais direta e simples. Foi usado o título de “Lights Go Down” (luzes se apagam) insinuando esse amor sem cores na forma poética." 

Atualmente, a banda está relançando toda a sua discografia nas plataformas de streaming. Como aquecimento para a chegada iminente do álbum “Beyond the Darkness” na íntegra, o grupo já disponibilizou digitalmente o single "Insidious". A faixa, um épico progressivo com mais de oito minutos que encerra o disco original, apresenta um contraste temático marcante. A letra aborda de forma crua e visceral a realidade do câncer, narrando a jornada desde o choque do diagnóstico até a intensa batalha física, mental e espiritual pela sobrevivência. A composição explora o medo da morte e a fragilidade humana, servindo como um tributo de força e resiliência aos pacientes e famílias que enfrentam a doença.

 

Ouça “Insidious” no Spotify:

https://open.spotify.com/intl-pt/album/3DGKp4tbrSsCCVASzvFbnI

 

Sobre o Symmetrya:

 

Formada em Joinville (SC) no início dos anos 2000, a banda construiu uma carreira sólida no cenário underground brasileiro. Com influências que vão do Hard Rock clássico ao Prog Metal moderno, a banda já dividiu palco com gigantes mundiais como Primal Fear, Dark Moor, Sonata Arctica e Angra. A banda segue trabalhando na pré-produção de seu quarto álbum de estúdio.

 

Créditos da foto: Divulgação

 

Redes sociais:

Facebook: www.facebook.com/symmetryaofficial

Instagram: www.instagram.com/symmetrya.official

YouTube: https://www.youtube.com/@SymmetryaMetal

Assessoria de Imprensa: www.wargodspress.com.br

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Benediction: Lenda do Metal extremo britânico retorna à São Paulo no dia de Halloween

Está se aproximando uma noite histórica do mais puro Death Metal 'old school' na capital paulista: após longos invernos de ausência, o Benediction volta ao Brasil para uma nova turnê, com apresentação agendada para o dia 31 de Outubro em SP, na Burning House. Esta será a quinta passagem do grupo por nosso país, tendo sido a mais recente em 2023, no antigo festival Summer Breeze Brasil - atual Bangers Open Air. Os britânicos vêm divulgando "Ravage of Empires", seu décimo álbum de estúdio, lançado por aqui em 2025 pela parceria entre Nuclear Blast e Shinigami Records.

Oriundo de Birmingham e na ativa desde 1989, o Benediction é um dos pilares do Death Metal europeu. Ao longo dos anos, a banda construiu uma sólida discografia com clássicos como "Subconscious Terror" (1990), "The Grand Leveller" (1991) e "Transcend the Rubicon" (1993), sendo este último o álbum que colocou o grupo no mapa mundial em definitivo. Nos anos recentes, reafirmou sua relevância por meio de "Scriptures" (2020) e o já citado "Ravage of Empires" (2025), trabalhos bastante celebrados por público e crítica especializada.

Um dos grandes destaques desta vindoura turnê é a presença de Kam Lee nos vocais. Conforme anunciado oficialmente em Maio, ele será o frontman do Benediction ao longo de todo o giro pela América Latina. O icônico frontman é membro do Massacre, além de ter feito parte da formação original do Mantas (pré-Death), ao lado de Chuck Schuldiner e Rick Rozz, nos primórdios do gênero. Kam Lee substitui Dave Ingram, que anunciou sua saída por problemas de saúde relacionados à artrite.

Para a abertura do evento, foram escolhidas as bandas Podridão e Madness. 

Além de São Paulo, o grupo britânico passará por Belo Horizonte (01/11), Rio de Janeiro (03/11), Porto Alegre (04/11) e Curitiba (05/11). 


Serviço: 
Benediction em São Paulo, com Podridão e Madness
Data: 31 de Outubro de 2026 (sábado)
Local: Burning House - Av. Santa Marina, 247 - Água Branca - São Paulo/SP
Horário: à partir das 18h00
Realização: Caveira Velha Produções, Xaninho Discos e Talent Nation

Opeth: Ícone do metal progressivo retorna à São Paulo em novembro


"Morre o patriarca de uma família extremamente tradicional e conservadora; durante a leitura de seu testamento, segredos obscuros e escândalos vêm à tona". Sim, esta poderia muito bem ser a manchete de alguma notícia real, especialmente nos dias de hoje, mas trata-se apenas da temática do mais recente álbum dos suecos do Opeth, "The Last Will And Testament", lançado em 2025 e absolutamente aclamado por fãs e crítica especializada. No dia 06 de Novembro de 2026 (sexta-feira), a banda retornará à São Paulo para apresentação exclusiva no Espaço Unimed, às 21h30. O espetáculo mais uma vez promete imersão profunda na intrincada sonoridade do grupo, unindo refinamento técnico, a agressividade do Death Metal e a riqueza de arranjos oriundos do Rock Progressivo. Os ingressos são limitados, e estão à venda pela plataforma Eventim.

Ao longo de suas mais de três décadas de carreira, o Opeth, liderado pelo mítico Mikael Åkerfeldt, obteve destaque por desafiar os rótulos da música pesada. Álbuns clássicos como "Blackwater Park" (2001), "Deliverance" (2002) e "Ghost Reveries" (2005) consolidaram uma assinatura estética única: faixas longas, vocais guturais intercalados com canto limpo e transições orgânicas para violões acústicos, além de influências de Jazz, Folk e outros estilos diversos. À partir dos anos 2010, com discos como "Heritage" (2011) e "In Cauda Venenum" (2019), o grupo expandiu sua transição rumo ao Rock Progressivo clássico dos anos 1970, incorporando órgãos Hammond e arranjos mais ornamentados às composições, sem perder a atmosfera densa e soturna que define a identidade da banda. Toda essa rica bagagem culminou no supracitado "The Last Will And Testament", cujos principais temas poderão ser apreciados "in loco" pelos fãs brasileiros em Novembro.

Além desta data única na capital paulista, a banda se apresentará na Ópera de Arame (Curitiba/PR) no dia anterior, 05 de Novembro, e os ingressos podem ser adquiridos pelo site Bilheteria Digital.


Serviço: Opeth em São Paulo
Data: 06/11/2026 (sexta-feira)
Local: Espaço Unimed - Rua Tagipuru, 795 - Barra Funda, São Paulo - SP
Horário: 21h30
Realização: Mercury Concerts 

Texto pelo colaborador Alexandre Veronesi
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