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quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Vulture Lord: Desecration Rite - Review

Com uma certa experiência no cenário extremo, o Vulture Lord lança em 2021 o seu segundo registro de estúdio, elevando ainda mais a qualidade técnica e de produção.

Intitulado "Desecration Rite", o álbum possui uma raiz densa e suja, aliando elementos modernos do Black Metal com doses que vão do Death ao Thrash Metal visceral.

Não é segredo para ninguém esse tipo de mescla na carreira dos noruegueses, mas aqui superaram até mesmo suas próprias ideias de outrora, mostrando cada vez mais evolução e qualidade na hora de compor.

Outro fato que faz este álbum ser único é sua produção que mantém elementos minuciosos em destaque, não dependendo apenas de riffs sujos, velocidade ou viradas insanas, tudo é muito bem timbrado e detalhado.


Confira e cuidado com as paredes de sua casa em volumes altos, isso aqui é para derrubar qualquer coisa sólida!


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Thrashold of Pain: Grounds For Demise - Review

É sempre legal poder encontrar pela internet inúmeros nomes de bandas que você ainda não conheceu mas por algum motivo sabe que pode te surpreender.

Este foi o caso do Thrashold of Pain com o seu debut intitulado "Grounds For Demise", um registro realmente interessante que eleva ainda mais a nova geração do Metal europeu.

Os russos não pouparam esforços para manterem um Thrash Metal vibrante, técnico, recheado de ótimas influências dos últimos 30 anos e ainda aliando tudo a uma produção moderna e eficiente.

Destaco a qualidade em grupo dos músicos que parecem estar juntos há décadas, mantendo uma linha extremamente bem construída dentro de sua proposta, bem como a forma de criar sua parte lírica com temas recorrentes da atualidade e do próprio Thrash Metal.

Outro ponto legal é que suas raízes também bebem da fonte da NWOBHM, outro ótimo exemplo de onde surgiram bandas incríveis e que ainda são referências.


Não deixe de conferir, suas 8 faixas são fáceis de assimilar e certamente você irá encontrar influências de coisas que está acostumado a ouvir, principalmente no Thrash Metal.

O lançamento fica por conta da Risen From The Dust


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terça-feira, 14 de setembro de 2021

While She Sleeps: Sleeps Society - Review

A banda britânica While She Sleeps lançou em abril último o seu mais novo álbum Intitulado "Sleeps Society", sendo o quinto de sua carreira ligada ao Metalcore.

Sempre apostando em canções acessíveis, os caras mantém um nível elevado dentro do seu estilo e ainda compõem uma boa leva de ideias interessantes para sua progressão musical, um deleite para os seus fãs.

"You Are All You Need" mostra uma variação bem legal, recheada de elementos atuais, seguindo com a ótima "Systematic" com bastante peso e técnica.

"Nervous" também possui elementos interessantes e traz a participação de Simon Neil, o que deixa ainda mais bacana.

A produção em si é ótima, mantém um nível elevado dentro da proposta e ainda se colocam entre os melhores de 2021 em sua cena, aliás, os elementos modernos aqui inseridos dão uma gama até maior para fãs do lado alternativo gostarem.


Acredito que seja um dos melhores lançamentos da banda e certamente irá agradar os mais entusiastas de um Metal moderno de qualidade.


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segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Iron Maiden: Senjutsu - Review

Para mim, um review deve ser feito com um pouco de atenção em algumas nuances, melodias que não estão destacadas em primeiro plano na mixagem e até mesmo os espaços que determinados tempos causam em cada faixa.

Tudo isso claro, dentro de um planejamento que engloba sua forma de escrever, dissertar, opinar, mantendo uma linha que será entre "short" ou "full", como ocorre em alguns dos tantos reviews que produzo por aqui desde 2016.

Esperei um tempo para poder ter contato com o mais novo álbum do Maiden, não quis me precipitar e ouvir de qualquer jeito, muito menos me apressar somente porque muitos estavam lançando suas opiniões (aliás, o álbum chegou até a vazar dias antes do lançamento oficial, e mesmo assim não me causou certo furor para tal procura).

Fui viajar no último feriado de 7/9 e por isso preferi fazer tudo após minha volta, com a mente livre, tempo para colocar as faixas na mente e depois ver o que realmente senti, e aqui vão minhas impressões sobre, abaixo:

Bem, não é segredo que Steve Harris e CIA conseguiram manter uma linha específica de composição (vide "Fear of the Dark" de 1992 com suas variadas melodias repetitivas e que até deram uma base para a próxima década), e nos últimos 20 anos tivemos uma gama enorme delas se usarmos o "Brave New World" (2000) como ponto de partida (pensando por exemplo como diversificaram a década de 80, nas últimas duas décadas ouve aqui e ali um pouco de mesclas sim, mas sabemos que nada tem a ver com o passado), então, muito foi usado de base por alguns como o citado "Brave", o "Dance of Death" (2003) e o pouco falado ou renegado por alguns, "The Final Frontier" (2010), aliás, esses por mais que sejam diferentes em alguns aspectos, ainda carregam uma fórmula e dão uma progressão ao que vemos com "The Book of Souls" (2015) até aos dias atuais com o "Senjutsu".

Fato é que agora estão mais seguros, já lançaram álbuns para provarem qualidade, inteligência, técnica, além de diversão e ótimas tours reunindo fãs ao redor do globo terrestre, portanto, "Senjutsu" eu encaro como um álbum bom pela sua proposta, não me chama atenção em um aspecto chamativo/apoteótico como foi o "Brave", porém, não perde ou deve para seus antecessores em muitos quesitos.

"Stratego" por exemplo é uma faixa que diversifica bastante, entrega momentos com efeitos interessantes entre os vocais precisos de Bruce Dickinson (que está muito bem após tantos percalços), e é claro que tudo isso também reflete no resto da banda que contribuiu para canções com um feeling quase que único para cada audição, não sendo massivo ao meu ponto de vista e nem tão exagerado por conta das extensas durações.

"The Writing On The Wall" foi uma faixa que não consegui digerir na primeira semana, talvez por sua abordagem diferente e única, não que isso fosse ruim para a banda mas, talvez em minha mente fosse algo mais Heavy do que Country Rock para uma intro que me surpreendeu positivamente... e assim como tudo ocorre, a canção virou um vício dias depois, se tornando a minha preferida até então, do tipo que consigo cantar facilmente.

"The Time Machine" em sua intro me fez lembrar uma das faixas que mais admiro em "The Final Frontier", a ótima "The Talisman" (aí uma das provas que citei anteriormente sobre influências das últimas décadas), e claro, seguindo com uma progressão com tudo que a banda sabe fazer de melhor... outras faixas como "Days of Future Past" (com refrão bem legal) e "Darkest Hour" também entregam uma espécie de áurea única e bem vibrante.


Em um aspecto geral vejo "Senjutsu" como o melhor que podiam trazer, suas variações me deixaram bem pensativo sobre quais características quiseram dar para determinamos momentos do álbum, bem como a forma de fazerem algo novo para não repetiram uma fórmula batida ou cansativa, e ao meu ver, tiveram uma coisa bem bacana agora, a chance de escolherem um tempo exato para tais vibrações que suas faixas passam para os fãs (sejam novos ou mais saudosistas).

Seus vários momentos que transitam a cadência com certo feeling nos dão um jeito curioso e diferente de entender os motivos de ainda estarem compondo, afinal, todos ali já possuem idade para serem nossos avôs, mas ainda sim se divertem construindo novas idéias... um dos pontos altos desse feeling citado está em "Death of the Celts", além claro das construções instigantes de "The Parchment".

Fechar com "Hell On Earth" só mostra o quanto eles se preocupam ainda em soar como tal, pois nela vemos exatamente o chamado "arroz com feijão" que a banda adora nos servir, nada arriscado, e claro, sempre bom!


Ouça e tire suas conclusões mas eu devo dizer que, para uma boa digestão, tudo deve ser degustado devagar, com acompanhamento de uma ótima "Trooper" geladinha!


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quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Kal-El: Dark Majesty - Review

Os noruegueses do Kal-El lançam hoje, 1/9, o seu mais novo registro chamado "Dark Majesty", uma ode ao Doom Metal moderno com ótimas pitadas de Stoner.

Mesclando também um pouco do Hard dos anos 70 ao seu som, eles entregam para o ouvinte uma base extremamente bem construída e de peso massivo, aquele tipo de contrabaixo que o fã dos estilos citados espera, bem como a forma de compor cadenciado e bem característico.

Sua produção é excelente, evidencia muitos aspectos do estilo, existe inclusive elementos "sujos" em sua mixagem, o que torna bem legal e pesado (como citado anteriormente), mas além dessa vibe clássica, também apostam em uma produção muito atual e acessível.

Outro ponto relevante são os vocais precisos e sempre agradáveis ao instrumental, uma junção realmente legal.


Se você é fã de Stoner Metal, Doom e derivados, não deixe de conferir as suas 8 faixas (e não se assuste, a abertura com "Temple" contém sim 11 minutos haha), mas caso queira iniciar por alguma escolha aleatória, vá de "Spiral", com pouco mais de 4 minutos agrada rapidamente e tem refrão de extremo bom gosto, bem como em sua levada.


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terça-feira, 31 de agosto de 2021

Between The Buried and Me: Colors II - Review

Assim como aconteceu com "Automata" (2018) que se dividiu em duas partes, agora o Between The Buried and Me apresenta "Colors II" (continuação direta de "Colors" lançado em 2007), mas não pense que eles tenham algum foco para criarem conceitos que liguem os álbuns em questão, são apenas coincidências em alguns parâmetros, o que de fato é bom pois revisitar algo que foi feito há 14 anos num todo não seria fácil, são outras épocas e um momento muito único.

"Colors II" tem uma essência muito legal, mantém aquele Prog. Metal famoso que mescla muito bem com vocais brutais, bem como sua linha técnica que sempre traz produções interessantes.

Suas nuances acessíveis irão lembrar muitas bandas que fazem parte do mesmo cenário, assim como outras de estilos um pouco mais acentuados ao peso dos riffs e vocais consistentes.

Algumas canções continuam extensas mas se tornam prazerosas a medida que se ouve, um trabalho também muito construtivo de Jens Bogren que se tornou um grande mestre em bandas que mesclam estes parâmetros.

Acredito que tenham feito uma linha de pensamento bem atual para criarem tais faixas, não que estejam "copiando" o que foi feito em "Automata I e II" de 2018, mas a vibe se mantém muito positiva nos últimos anos para os seus lançamentos, sendo assim lógico continuar soando parecido com os últimos registros.


No geral, se você já conhece o que a banda tem para apresentar, vá fundo e curta a viagem musical, mas se ainda não os conhece, é uma boa oportunidade para visitar sua discografia e claro, curtir bastante este novo álbum.

Qualidade tem de sobra por aqui!!!


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Thunder: All the Right Noises - Review

Você amante de um Rock n Roll clássico que lembre bandas como Led Zeppelin e AC/DC não pode deixar de conferir o mais novo registro do Thunder Intitulado "All the Right Noises".

Os britânicos tem uma história muito legal no Rock e trazem agora um álbum bastante consistente, seja pelo lado divertido e leve de ouvir suas faixas ou por serem veteranos e terem uma fórmula muito legal que atrai rapidamente.

Sua produção é ótima e constante, traz leveza aos seus ouvidos, não inventam muito para apresentarem seus temas, canções como "Last One Out Turn of the Lights" que tem um refrão perfeito ou "Destruction" com sua cadência ímpar são algumas das ótimas do tracklist criado.

Outro momento bem bacana é na Country Rock "The Smoking Gun", a típica faixa de banda consolidada que sabe o que está fazendo há anos no cenário, afinal, estão em seu décimo terceiro álbum, algo que conta bastante.


No geral temos riffs certeiros (como em "Going to Sin City", "Young Man" e na ótima You're Gonna Be My Girl") e melodias acessíveis que combinam perfeitamente para momentos de abrir aquela cerveja gelada regada a um bom papo.


Tire um tempo para relaxar, dê o Play e curta bastante!


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