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terça-feira, 21 de abril de 2026

Korn: show único em São Paulo reunirá nostalgia e clássicos; Conheça um pouco mais sobre a banda

Nas últimas três décadas certamente você já esteve em contato com alguma referência ao Nu Metal, seja pela "cultura" das vestimentas da Adidas aos montes, o jeito único de curtir as apresentações (ou nunca ouviu falar da famosa "ciscada" que o fã raiz executa?!) ou então pelos famosíssimos singles de uma banda extremamente consolidada.


O Korn nasceu em uma época bastante rica e importante para os anos 90, onde o grunge estava em seu auge e muitos outros nomes estavam se adequando a nova época e o que tocavam pelas rádios e passava pela MTV (lembra desses tempos?!).

Então que tal uma passada breve por sua história?! .... Vamos lá!

Confira a nossa playlist com 3 músicas de cada álbum para conhecer melhor a banda:


Desde seu debut (auto intitulado) em 1994 e o icônico single "Blind" e sua energia ímpar (vide o apoteótico Woodstock 1999), o quinteto vinha demonstrando uma qualidade acima da média, passando também por outros nomes corriqueiros de seus sets como "Clown" e Shoots and Latters", indo para "Life Is Peach" (1996) com o vídeo macabro de "A.D.I.D.A.S.", o lado comercial acentuado em "Follow the Leader" (1998) com os clássicos "Freak On A Leash" e "Got the Life", as adoradas "Dead Bodies Everywhere", "All In The Family" e o seu hip-hop acentuado ao lado do ainda produtora Fred Durst (que chegaria ao seu auge com o Limpbizkit em pouco tempo), além de "Children of the Korn" com Ice Cube, além da ótima e enérgica B.B.K.

Fechando a década tivemos "Issues" (1999) e mais sucessos comerciais como a bem sucedida "Falling Away From Me" (continuando a animação de "Freak On A Leash"), o vídeo de "Make Me Bad" com cenas do filme Alien, "Somebody Someone" e os insetos voando a cada power chord no refrão, indo para 2002 com "Untouchables" e ainda mais consolidado, inciando pela densa "Here To Stay", a comercial e cheia de referências da nova década "Thoughtless" e a ótima semi balada "Alone I Break" que tem como foco o seu vocalista (Jonathan Davis) sendo um carrasco em um verdadeiro reality show, "eliminando" cada um dos integrantes da banda, expondo problemas internos, pressão da indústria e autodestruição.

Ainda mais denso, "Take A Look In The Mirror" (2003) chegou com temas cheios de peso emocional e muito bem abordados, além de criarem novos clássicos como "Right Now" (que causava aflição em muitos com sua animação grotesca), além da ótima "Everything I've Known". Se posicionando através do seu já status e importância garantidos, fizeram uma dura crítica sobre a indústria musical em criar músicas pop de duração curta com "Y'all Want a Single" e seu vídeo destruindo uma loja de discos repercutindo muito.

Temos aqui o auge, um belo contrato para a trilha sonora de um filme a nível mundial: Lara Croft: Tomb Raider – The Cradle of Life (2003) com a participação de Angelina Jolie e cenas da película... e olha que nem me aprofundei em outras faixas ótimas como "Break Some Off" que é uma verdadeira pedrada na orelha.

Seguindo o padrão estabelecido, o álbum intitulado "See You On The Other Side" (2006) chegou pesado e cheio de referências do passado, como por exemplo abrindo com "Twisted Transistor" e seu vídeo cheio de rappers famosos dando lugar aos integrantes da banda (Snoop Dogg e Xzibit por exemplo).

"Liar" e seu vídeo 3D caíram bem no gosto da galera mas se fato o maior sucesso por aqui foi a ótima "Coming Undone", com um vídeo bastante moderno para sua época.

Após o MTV Unplugged e o feat. com Amy Lee (Evanescence) repercutir aos montes, tivemos "Untitled" (2007) com o single "Evolution" abrindo discussões da época sobre o mundo estar em colapso com os caminhos tomados.

"Hold On" também obteve reconhecimento e assim, aquela fase com o apoio de um dos melhores bateristas de sua época, o saudoso Joey Jordison (Slipknot) foi marcada por uma transição de algo mais moderno e voltado para um lado alternativo.

Um pouco diferente e buscando se encontrar novamente, "Korn III: Remember Who You Are" (2010) trouxe canções que buscavam interagir com o passado mas que não obtiveram o retorno esperado (público, mídia e a própria banda estiveram insatisfeitos) e assim o esperado sucesso com a comercial "Oildale (Leave Me Alone)" não vingou, porém, é preciso destacar que "Korn: The Encounter" (lançado no mesmo ano) trouxe uma performance muito boa em um registro feito em Bakersfield (CA) para divulgar seu próximo lançamento.

"The Path of Totality" (2011) trouxe um apelo ainda mais comercial e alternativo com muitos recursos de dubstep, indo cada vez mais na contramão do que o fã esperava.

Participações especiais como Skrillex, Noisia e Excision não agradaram os mais assíduos no metal, porém, singles como "Get Up!" e "Narcissistic Cannibal" deram uma certa visibilidade.

"The Paradigm Shift" (2013) conseguiu finalmente resgatar algo que estavam buscando, bastante elogiado e similar ao que haviam feito na década passada, vide faixas como "Prey For Me" e Love & Meth", mas ainda sim o ponto crucial apontado foi a volta de Brian "Head" Welch, trazendo inúmeras novas ideias para o tipo de sonoridade.

Não perdendo a mão, "The Serenity of Suffering" (2016) continuou o legado que agora estava resgatado e muito bem desenvolvido, indo cada vez mais para o posto que nunca deveriam ter deixado, sendo assim como seu antecessor, considerados alguns dos melhores trabalhos de sua discografia.

Destaques para as faixas "Insane" e também "Rotting in Vain", além da participação de Corey Taylor na ótima "A Different World".

"The Nothing" (2019) recebeu também ótimas críticas, tendo um posto de álbum bastante obscuro e intenso, principalmente pela influência emocional de Jonathan Davis que havia perdido sua esposa recentemente, além de interagir com outras tragédias pessoais.

Por fim, "Requiem" (2023) é o seu mais recente álbum, trazendo uma proposta de som mais curto, porém, ainda mantendo a veia que o trouxe para o mainstream, com forte influência da virada de década.

 
Ufa, hein?! agora você pode saber e ouvir um pouco mais da banda antes de ir ao show que ocorrerá aqui em São Paulo, no dia 16 de Maio no Allianz Parque.  a abertura fica por conta das bandas Spiritbox, Seven Hours After Violet (projeto de membros do System of a Down e Winds of Plague) e os brasileiros do Black Pantera.


Serviço:
Data: 16 de maio de 2026 (sábado)
Local: Allianz Parque - Av. Francisco Matarazzo, 1705 – Água Branca, São Paulo – SP
Abertura dos Portões: 16h00
Venda de Ingressos: Site da Eventim e bilheteria física (Portão B - Allianz Parque, terça a sábado, 10h às 17h).
Atenção: QR code (Eventim.PASS) disponível apenas 24h antes no app. 

Setores e Preços (Meia/Inteira):
Cadeira Superior: R$ 182,50 | R$ 365,00
Pista: R$ 247,50 | R$ 495,00
Cadeira Inferior: R$ 322,50 | R$ 645,00
Pista Premium: R$ 497,50 | R$ 995,00
Hot Seat – Leste: R$ 822,50 | R$ 1.145,00
Pacote VIP: R$ 1.287,50 | R$ 1.785,00 

Classificação Etária: 05 a 15 anos acompanhados de pais/responsáveis; 16 a 17 anos desacompanhados.


Mais detalhes em:

Realização:

Spine Shiver lança clipe de “Silhouette” e amplia presença internacional do rock brasileiro

_A banda brasileira Spine Shiver lançou oficialmente o clipe do single “Silhouette”, marcando um novo momento em sua trajetória e reforçando sua presença no cenário internacional._


Com proposta sonora intensa e contemporânea, “Silhouette” apresenta uma nova fase da banda, trazendo uma pegada envolvente sem perder a essência marcante dos riffs e da identidade bem-humorada que acompanha o grupo. A faixa chega como uma experiência sonora diferenciada, apostando em energia, atitude e conexão com o público.

O clipe foi gravado no Lucky Friends, em Sorocaba (SP), um dos principais ícones da cultura custom na América Latina. A produção conta com a participação de amigos e personalidades ligadas ao rock, reforçando o espírito colaborativo da cena e a valorização da cultura alternativa.

Mais do que um lançamento, o projeto representa a consolidação de uma caminhada construída de forma independente, com apoio de fãs e da comunidade musical. A banda destaca que o momento simboliza resistência e continuidade, em um cenário onde o rock segue se reinventando e conquistando novos espaços.

O clipe de “Silhouette” já está disponível no YouTube e pode ser conferido no link: https://youtu.be/mAmgVSMAj_Y?si=uVyauHTYQr3ZF1DK

Com o lançamento, a Spine Shiver reafirma seu posicionamento e aposta em voos cada vez mais altos, levando sua sonoridade para novos públicos e territórios.

Fotos: Divulgação 
Instagram: @spineshiveroficial

MENANDRO lança “If Regrets Could Kill”, single EP que transforma memórias e arrependimentos em narrativa sonora intensa


O artista independente MENANDRO apresenta ao público o single EP “If Regrets Could Kill”, um trabalho autoral que mergulha em temas como relações abusivas, amadurecimento emocional e o peso das lembranças. O projeto conta com três faixas e cerca de 14 minutos de duração, consolidando uma estética intimista e ao mesmo tempo densa.

A faixa-título, “If Regrets Could Kill”, conduz o ouvinte por uma reflexão sobre o fim turbulento de um relacionamento marcado pela imaturidade. A canção aborda o olhar retrospectivo de quem, já mais maduro, encara os próprios erros e reconhece os arrependimentos como parte de um processo de aprendizado — ainda que irreversível. A versão presente no single traz uma mixagem distinta da versão que integra o álbum, reforçando nuances emocionais diferentes dentro da mesma composição.

Já “Moon”, terceira faixa do EP, funciona como um desfecho melancólico e contemplativo. A música revisita memórias do momento final de um relacionamento, transformando pequenos detalhes em gatilhos emocionais. A imagem da lua cheia, presente no último encontro, simboliza o encerramento inevitável e carrega a atmosfera de despedida que permeia a faixa.

O processo criativo das canções reforça o caráter espontâneo do projeto. “If Regrets Could Kill” foi composta de forma quase instantânea: a ideia surgiu durante um banho e, em poucos minutos, já estava estruturada com versos e refrão. “Moon”, por sua vez, nasceu a partir de versos escritos anos antes, sendo finalizada posteriormente em estúdio, também de maneira intuitiva, como se já estivesse pronta no subconsciente do artista.

Musicalmente, o trabalho dialoga com referências clássicas e contemporâneas. Na faixa principal, destacam-se influências do rock britânico e da construção de backing vocals inspirados em The Beatles, The Beach Boys e John Frusciante. Já “Moon” apresenta uma sonoridade mais atmosférica, com ecos de Radiohead e David Bowie, evocando uma despedida sombria e cinematográfica.

Totalmente concebido de forma independente, o EP evidencia o caráter multifacetado de MENANDRO, que assina composição, produção musical, arranjos, gravação, mixagem, masterização e identidade visual. A gravação foi realizada no estúdio Potato Unicorn, com participação de Rafael Guazzelli na bateria, e lançamento pelo selo Potato Unicorn Records.

Com “If Regrets Could Kill”, MENANDRO entrega um trabalho confessional e sensível, que transforma experiências pessoais em uma narrativa universal sobre perdas, memória e reconstrução emocional.

Foto: Jill Langlois / Divulgação

segunda-feira, 20 de abril de 2026

RV Indica: Caught In A Mosh: A era de ouro do Thrash


Estamos muito felizes em anunciar que fechamos uma parceria com a Editora DenFire, uma das melhores em prestação de serviços para os fãs do bom e velho metal de cada dia!

Para iniciarmos bem, vamos falar sobre um de seus últimos lançamentos, a tão esperada segunda parte da história do Thrash Metal descrita por um dos ícones em contar ótimas experiências e curiosidades, o mestre Martin Popoff.

Vamos explorar especificamente os anos dourados, exatamente ambientado onde grandes álbuns foram distribuídos pelo mundo, através de grandes nomes que hoje se tornaram lendas vivas do gênero.

Mas antes é preciso dar um contexto para você, leitor, afinal de contas, precisamos abordar a primeira parte como uma introdução ao mundo de um dos estilos mais importantes e adorados pelos headbangers das últimas três décadas, e assim, preciso também dizer que iremos fazer vários trabalhos sobre isso, portanto, aqui teremos apenas um início para você entender melhor e assim, seguir o grande trabalho da DenFire em nosso solo nacional, ok?


A primeira parte intitulada "Hit The Lights: O Nascimento do Thrash", originalmente lançada em 2019, teve como foco destrinchar as principais influências do gênero, passando por grandes nomes do rock e claro, culminando ao início de tudo com uma narrativa muito bem desenvolvida.

Desde seus lançamentos (que hoje se tornaram clássicos) até a consolidação do que estava por vir, Popoff passeia por muitos momentos memoráveis e que certamente todo fã gostaria de saber.

Bem, agora que você entende um pouco mais sobre, vamos avançar para os tempos atuais onde os principais lançamentos do Thrash Metal são abordados e venerados, contados em detalhes e devida importância.

Intitulado "Caught In A Mosh: A era de ouro do Thrash", transmite ao leitor um passeio pelas histórias de alguns dos grandes nomes do gênero (e que certamente servirá de base para muitas gerações ainda) até o ano de 1986, o que faz sentido pois temos um mar de lançamentos que mexeram com o mundo dentro deste período.

De Metallica a Slayer, de Testament a Anthrax, passando por Megadeth, Overkill, Sodom, Kreator, e tantos e tantos outros... uma verdadeira ode ao que chamamos de "época de ouro" e a consolidação dos riffs rápidos, solos viscerais, vocais cada vez mais extremos pela Europa (enquanto a cena americana passeava pela NWOBHM) além da evolução em conseguir produzir um som característico.


Fique atento em nossas publicações no Instagram e por aqui em nossas páginas pois iremos abordar mais detalhes sobre a trilogia!


Gostou?Adquira através do link abaixo diretamente no site da DenFire:


Siga a DenFire:

terça-feira, 14 de abril de 2026

Tyketto - Já disponível pela parceria Shinigami Records/Silver Lining Music “Closer To The Sun”, o retorno triunfal dos mestres do Hard Rock



Os mestres do hard rock TYKETTO apresentam seu 6º álbum de estúdio, Closer To The Sun, composto por 11 faixas cuidadosamente elaboradas que celebram o retorno desse quinteto injustamente subestimado. Liderado pelo vocalista e fundador Danny Vaughn, o disco foi gravado em diversos estúdios no Reino Unido e na Europa — incluindo o Flip Flop Studios e o lendário Rockfield, no País de Gales — e já desde o primeiro petardo, ‘Higher Than High’, fica evidente a devoção da banda pelo poder libertador da música, enquanto Vaughn brada: “In the space you can learn to heal / there is music that helps you feel / higher than high.” [“Num lugar assim você aprende a se curar / existe música que te faz sentir / mais alto do que o alto.” em tradução livre]
 
TYKETTO chegou perto do auge do hard rock no fim dos anos 80, quando Bon Jovi e Whitesnake dominavam as paradas e a MTV. Contratados pela Geffen Records em 1989, o álbum de estreia Don’t Come Easy (1991) trouxe o hit ‘Forever Young’. Mas, entre a ascensão do grunge e os rumos da vida, muitos sentiram que o TYKETTO nunca recebeu o reconhecimento que sua rica composição merecia. Em 2025, Danny Vaughn ainda é o coração da banda, com grandes músicas e performances tão presentes em seu DNA quanto sempre foram. O que não surpreende quando se conhece suas origens.
 
“Cresci ouvindo músicas de diversos estilos em casa com meus pais”, conta Vaughn“Tudo começa com os Beatles, como quase sempre. Mas também tínhamos muito folk — Bob Dylan, Joan Baez, Judy Collins — e até música do mundo, como corais africanos e cantos tibetanos. Lembre-se que eram os anos 60!”
 
O que aconteceu quando Danny tinha 3 anos certamente influenciou o fato de ele ter se tornado não apenas cantor e compositor, mas um verdadeiro “cão de estrada” das turnês.
 
“Por volta de 1963/64, meus pais pegaram tudo o que tinham, colocaram em um depósito e foram para a Europa porque meu pai [um artista plástico] queria ver todas as grandes obras e museus”, comenta rindo Danny, ciente de como essa situação era única. “Então basicamente vivemos na Europa por um ano e meio, principalmente em carros. Claro que não lembro de nada porque era muito pequeno, mas minha mãe escrevia cartas para a mãe dela o tempo todo, falando coisas como ‘você não acredita no que os suecos comem no café da manhã’. Tenho todas essas cartas agora, então consigo revisitar a viagem deles. E acho que isso tem muito a ver com o fato de eu me sentir tão em casa na Europa e por que viajar parece ser uma espécie de força vital para mim.”
 
Não é exagero dizer que o jovem Vaughn viveu uma vida pouco ortodoxa em comparação com muitas crianças de sua época, no sentido de que ele foi imerso naquele espírito aventureiro dos pais e em seu envolvimento com as artes.
 
“Meu pai ainda é um artista plástico talentoso, provavelmente o ilustrador de livros infantis mais publicado que existe, além de também produzir belas obras de arte. Então sim, sempre houve essa sensibilidade. Música, cultura e tudo mais ao redor disso. Eu cresci no Upper West Side de Nova York, que naquela época era cheio de atores, dramaturgos, músicos e boêmios.”
 
A descoberta da música por Vaughn foi igualmente pouco convencional.
 
“Eu era o típico garoto-propaganda do TDAH, com uma voz incrivelmente aguda e estridente, correndo por aí e trombando nas coisas”, diz Danny entre risadas, “felizmente, isso foi numa época em que medicar crianças não era algo comum. E então, por volta dos 11 anos, mudei de escola em Nova York, e fui para uma escola inspirada na pedagogia de Rudolf Steiner, onde algum esperto me colocou no coral. Em um mês, eu já estava fazendo meu primeiro solo e fui fisgado.”
 
Armado com seu amor por Black SabbathLed Zeppelin e Steppenwolf (“Eu queria ser o John Kay quando tinha 14 anos!”), Danny formou uma banda chamada Relative Pleasure no início dos anos 80 e depois tocou em várias bandas de hard rock que tocavam covers em Nova Jersey. O mundo dele mudaria de direção quando ele se tornou o vocalista dos barulhentos hard rockers Waysted, do lendário (e infelizmente falecido) Pete Way, do UFO, entre o fim de 1985 e início de 1986.
 
“Aprendi muito no Waysted”, diz Danny“A maior lição provavelmente foi que eu teria que levar minha voz a sério se quisesse fazer isso cinco ou seis noites por semana. Abríamos shows para o Status Quo, abríamos para o Iron Maiden, então eu precisava estar no meu melhor. Hoje as pessoas me perguntam como minha voz ainda é a mesma, ou ainda tão forte quanto sempre foi, e é porque aprendi que eu não tinha a mesma resistência que alguns daqueles caras tinham para festas e ainda assim manter a performance; quando eu exagerava, eu rendia menos e isso não era uma opção.”
 
Danny sabe que, logo após formar o TYKETTO em 1989, eles quase estouraram da mesma forma que alguns dos seus contemporâneos como o Nelson, por exemplo.
 
“Nossa, sim, sinto que chegamos muito perto. Muito rapidamente depois que o álbum saiu, a Geffen Records nos colocou em turnê abrindo para o Nelson. E o Nelson tinha o álbum número um dos Estados Unidos quando estávamos com eles. Então eram 15 mil adolescentes gritando todas as noites. E esse é um tipo de som para o qual, não importa quanta experiência você tenha em shows, você nunca está preparado.”
 
Após tanto tempo, ele já fez as pazes com a era grunge e com a ideia de que ela matou qualquer chance de o TYKETTO realmente estourar (“Naquela época, era basicamente a MTV que decidia o que tocava ou não. Na minha visão, eles destruíram a música”, diz Danny). Em 1995, ele acabou fazendo uma pausa na música por razões pessoais. Porém, uma coisa que ele nunca fez foi parar de buscar histórias para contar e escrever canções.
 
“Mesmo trabalhando em fábricas ou qualquer outra coisa, eu nunca parei de escrever”, ele afirma. “Isso estava em mim, e eu sempre encontrava histórias para contar. Eu não tinha planos para nenhuma daquelas músicas que escrevia, mas ainda assim as escrevia, porque é quem eu sou.” Foi seu amigo de longa data e ex-baterista do TYKETTOMichael Clayton Arbeeny, quem continuou incentivando Danny e acabou ajudando-o a voltar ao estúdio.
 
“Acabei fazendo um álbum solo sem nenhuma expectativa e sem pressão de ninguém, por um selinho minúsculo chamado Z Records. Eu pude fazer tudo o que quisesse. Eu o chamo de meu álbum dos anos 70. Ele se chama ‘Soldiers And Sailors On Riverside’, saiu em 2000. Fui para o Reino Unido, toquei em clubes para 200/300 pessoas, e percebi que ainda havia vida ali. E o Tyketto voltou a dar as caras por volta de 2004.”
 
Nos anos que se seguiram, o TYKETTO reconquistou seu público, voltando a fazer algumas semanas de shows por ano, até que a Covid colocou tudo em pausa.
 
“Quando estávamos deixando a pandemia para trás, conversei com o Michael e com o [ex‑guitarrista] Chris Green. Ambos disseram que, por causa da família e tudo mais, não poderiam mais fazer o Tyketto, então achei que a tenda do Tyketto seria desmontada de vez. E os dois perguntaram: ‘por quê?’ Eu disse que era apenas eu lá fora agora, sabe, e eles responderam: ‘olha, se é a sua voz cantando essas músicas, as pessoas vão aparecer!’ Então eles realmente me incentivaram.”

Com todo esse forte apoio, Danny começou a reunir uma nova banda, o que basicamente significou reencontrar velhos amigos.
 
“Temos um ditado agora, que é ‘não tem um mala-sem-alça entre nós’”, sorri Danny“Ged Rylands já estava na banda, Chris Childs tinha entrado e saído em vários momentos, então ele já conhecia a banda, e para recrutar Johnny Dee e Harry Scott Elliot foram só duas ligações”, continua Danny“Johnny Dee fecha o círculo também, já que estamos falando de 40 anos de amizade. E com essa nova banda totalmente capaz de sair em turnê, meu agente de shows disse ‘aleluia’, e aí a coisa deslanchou de vez.”
 
Em Closer To The Sun, a banda imprime performances de alto nível e uma energia vibrante às músicas, contando com a participação de diversos convidados. Ao longo do álbum, o TYKETTO fala ao ouvinte sobre amores, perdas, experiências e prazeres reais da vida.
 
“O objetivo era deixar nossos fãs realmente felizes, assim como, obviamente, nós mesmos”, diz Danny“É tudo sobre seguir em frente, trazendo também todas as experiências, sons e sabores que você acumulou ao longo do caminho, porque isso só adiciona riqueza.”
 
Por exemplo, pegue a música ‘Higher Than High’“Isso vem diretamente de mim”, se entusiasma Danny“Sou eu jogando o telefone longe, saindo de toda aquela porcaria das redes sociais e realmente apreciando a vida que estou vivendo a cada momento. É o primeiro single do álbum, gravamos um clipe para ele, e nós acreditamos muito nisso, porque a mensagem é simples: olhar para as coisas positivas da vida como um todo. Queríamos fazer um disco inspirador, e essa faixa é o ponto de partida.”
 
Esse clima de otimismo e de avanço também alimenta os momentos mais épicos do álbum, nos quais o TYKETTO se reconecta com suas raízes clássicas de arena rock e em nenhum lugar isso é mais poderoso do que em ‘We Rise’, o segundo single do álbum.
 
“Mantendo o espírito de Don't Come Easy, nós queríamos criar alguns verdadeiros hinos de arena rock, e ‘We Rise’ é definitivamente um deles. Ela também marcou o primeiro trabalho realmente colaborativo da banda para este álbum. O Harry trouxe o riff de guitarra e o refrão. O Chris e eu desenvolvemos o arranjo e a letra e, quando percebemos, a mágica tinha acontecido! É uma mensagem simples: quando você leva um tombo, continue se levantando!”
 
A positividade e a união são temas fortes em Closer To The Sun, como ‘Far and Away’ ilustra. “Minha esposa e eu finalmente fizemos uma viagem para Marrakech, no Marrocos, e eu estava muito nervoso com isso, porque eu não lido bem com essa coisa de ‘mercado lotado’ e tudo mais — e tivemos uma experiência incrível”, sorri Danny“Então a música é uma homenagem a algo em que eu realmente acredito: aquelas pessoas lá do outro lado são ‘eles’ até o momento em que você vai lá, aperta a mão deles e os conhece. A partir daí, eles deixam de ser ‘eles’, certo? Passam a ser ‘nós’. Temos muito mais em comum do que diferenças. De vez em quando eu escrevo uma música e penso comigo mesmo ‘agora acertei em cheio’. ‘Far and Away’ é uma delas!”
 
Há até espaço para um cover profundo e estiloso: ‘Harleys & Indians (Riders In The Sky)’, do Roxette.
 
“Eu sempre adorei essa música”, diz Danny“É um lado B de um single do Roxette que, a menos que a pessoa seja muito fã, provavelmente nem conhece. Mais uma vez, eu estava pensando na atitude que quero que o Tyketto sempre carregue — tanto em estúdio quanto ao vivo — que é algo edificante, envolvente e livre de pessimismo. Essa música se encaixa perfeitamente nisso, e combina muito bem com tudo o que fizemos em Closer To The Sun.”
 
TYKETTO, e Danny Vaughn, continuam uma jornada que, para ele, é simplesmente aquilo para o qual nasceu.
 
“Eu tenho essas conversas com meu pai sobre criatividade, e uma das coisas que ele sempre diz é: ‘continue dançando, garoto’. É isso que fazemos. Eu nunca me diverti tanto, nunca quis impulsionar uma banda com tanta força, e nunca me senti tão parte de algo quanto me sinto agora.”
 
Closer To The Sun é um lançamento da parceria Shinigami Records/Silver Lining Music. Adquira sua cópia aqui: https://bit.ly/4uJaOFg.
 
TRACKLIST
1. Higher Than High
2. Starts with a Feeling
3. Bad for Good
4. We Rise
5. Donnowhuddidis
6. Closer to the Sun
7. Harleys & Indians (Riders in the Sky)
8. Hit Me Where It Hurts
9. The Picture
10. Far and Away
11. The Brave
 
FORMAÇÃO 
Danny Vaughn – Vocal, Guitarra, Gaita
Chris Childs – Baixo
Johnny Dee – Bateria
Harry Scott Elliott – Guitarra
Ged Rylands – Teclados 


FONTE: SHINIGAMI RECORDS/SILVER LINING MUSIC

Michael Sweet - Já disponível “The Master Plan”, novo álbum de estúdio solo do aclamado vocalista do STRYPER

O aclamado e talentoso cantor, compositor e frontman de um dos maiores ícones do hard rock STRYPERMICHAEL SWEET, tem o orgulho de apresentar seu novo álbum, “The Master Plan”, seu trabalho solo mais pessoal e espiritualmente profundo até agora. Este disco, profundamente inspirado em adoração, marca uma mudança ousada em relação aos seus trabalhos solo anteriores ao misturar devoção sincera com novas texturas musicais e uma profundidade melódica diferente de tudo o que SWEET já fez anteriormente.
 
MICHAEL SWEET comentou sobre o novo álbum: “Não consigo dizer há quanto tempo queria fazer este álbum. Acho que, subconscientemente, comecei a fazê-lo quando ainda era criança. Toda a música que me influenciou ao longo dos anos está se revelando neste disco. Certamente não é algo padronizado. É único, muito eclético e singular, mas era exatamente isso que eu queria. Há algo para todos, e espero que vocês estejam tão animados quanto eu. A faixa-título é uma música e tanto, musical e liricamente. O objetivo é inspirar, encorajar e dar esperança às pessoas. Espero que este álbum faça exatamente isso. Quero agradecer pessoalmente a todos vocês pela paciência e pelo apoio incondicional a tudo o que faço. Muito amor a todos.”
 
Musicalmente rico e com letras inspiradoras, “The Master Plan” explora novas paisagens sonoras, construídas sobre harmonias calorosas, camadas vocais íntimas e expressões sinceras de fé. A voz inconfundível de SWEET conduz um tecido de adoração profunda, convidando os ouvintes a refletir, celebrar e se aproximar das verdades eternas no coração de sua mensagem. Com arranjos expansivos e um núcleo espiritual genuíno, o álbum oferece conforto e inspiração para momentos de oração, louvor e contemplação silenciosa.
 
Foto por Pedro Blanco


Gravado com um conjunto estelar de músicos e coproduzido por MICHAEL SWEET e Jeff Savage“The Master Plan” também apresenta teclados exuberantes, guitarras evocativas e momentos vocais memoráveis que elevam cada faixa a algo profundamente pessoal e, ao mesmo tempo, universalmente inspirador. Mixado por Danny Bernini no Spirithouse Studios, o álbum equilibra uma produção refinada com o calor da autêntica expressão de adoração.
 
Com letras sinceras e espiritualidade genuína, “The Master Plan” foi criado para inspirar paz, fé e encorajamento. Música que conforta os que se sentem abatidos, eleva o espírito e celebra o amor profundo que está no centro da jornada de fé de MICHAEL SWEET.
 
Um lançamento da parceria Shinigami Records/Frontiers Music. Adquira sua cópia no seguinte link: https://bit.ly/4bSyPBb.  
 
TRACKLIST
1. The Master Plan
2. Lord
3. Stronger
4. Eternally
5. You Lead I'll Follow
6. Desert Stream
7. Believer
8. Again
9. Faith
10. Worship You
 
FORMAÇÃO
Michael Sweet – Vocal/Guitarra
Charlie O’Neal – Guitarra adicional em ‘Eternally’
Jeff Savage – Teclados/ Piano/Órgão
McKendree Tucker – Teclados/Piano/Orquestração em ‘The Master Plan’
Paul McNamara – Teclados adicionais
Darren Barrett – Trompete
Michael Kelly – Baixo e Bandolim
Tommy Diehl – Bateria & Percussão
 
FONTE: SHINIGAMI RECORDS/FRONTIERS MUSIC

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Monsters Of Rock Brasil 2026: Halestorm empolga e apresenta um dos melhores shows do festival

Formada por Lzzy Hale e seu irmão mais novo Arejay no fim dos anos 90, o Halestorm trouxe durante os últimos 15 anos uma variedade de estilos dentro de sua proposta alternativa, flertando com o pop e o metal, reunindo fãs ao redor do mundo por sua identidade visceral nos palcos. 

Após o "morno" Yngwie Malmsteen surgir, era a hora do público acompanhar um dos nomes mais esperados nessa edição e assim foi triunfante a entrada de ambos para um show recheado de clássicos da sua carreira. 


Lzzy é muito admirada pelos fãs, seja pela sua personalidade criativa e inquieta ou pelos vocais sempre eficientes, consegue unir muitos elementos interessantes que causam uma boa impressão de imediato.

O público foi se animando com o início do show em "Fallen Star", mas tudo foi ao êxtase com canções absolutas como "Mz Hyde", "I Miss the Misery" e "Love Bites (So Do I)" em sequência, ganhando todos rapidamente pelo carisma, melodias bem construídas e presença de palco contagiante.


"I Get Off", canção que esteve presente desde os primórdios do grupo, ganhou presença na memória de vários igualmente, separando um momento para Lzzy brincar com a sua voz e demonstrar um dos momentos mais marcantes do dia com sua performance, além de trabalhar em um trecho do clássico "Crazy On You" da banda Heart.

Entre os momentos de canções mais recentes, ouve também um solo de bateria bem animado (quem esteve assistindo na Pista Premium pôde ver um grave bastante acentuado, vibrando tudo literalmente) em conjunto com aplausos a todo instante.

Apostar em canções de seu novo álbum "Everest" também foi um acerto pois a banda nunca fica acomodada, promete uma grande apresentação e ainda entrega bônus.


De modo geral foi um show muito interessante, vários momentos nostálgicos da adolescência de muitos, além de uma ótima repercussão para os novatos diante do grupo.

Sem dúvida alguma no Top 3 do dia!


Siga a banda:


Setlist:
Fallen Star
Mz. Hyde
I Miss the Misery
Love Bites (So Do I)
Watch Out!
Like a Woman Can
I Get Off
Familiar Taste of Poison (pequeno trecho)
Rain Your Blood on Me
Solo de bateria
Freak Like Me
Wicked Ways
Everest


Conheça um pouco mais das bandas através da nossa playlist especial "RV/Monsters Of Rock Brasil 2026":


Agradecimentos a Mercury Concerts e Catto Comunicação pelo credenciamento de nosso veículo de imprensa.

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Fotos por: Ricardo Matsukawa
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