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terça-feira, 6 de outubro de 2026

Tigers Jaw volta ao Brasil com a maturidade sensível do novo álbum Lost On You

Tigers Jaw | Crédito: Nicole Busch


A banda norte-americana Tigers Jaw, uma das formações mais respeitadas e queridas do emo e do rock alternativo surgidos a partir dos anos 2000, volta ao Brasil nesta semana para três shows dentro da turnê latino-americana do novo álbum Lost On You. A realização é da New Direction Productions junto à Powerline Music & Books.

As apresentações acontecem em São Paulo, no dia 10 de outubro (Cine Joia), no Rio de Janeiro, dia 11/10, no Agyto, e em Curitiba, dia 12/10, no Belvedere.

Formado há 20 anos em Scranton (Pensilvânia EUA), o Tigers Jaw construiu uma trajetória marcada por melodias emocionais, guitarras diretas e pela combinação vocal entre Ben Walsh e Brianna Collins, amigos desde a adolescência que transformaram a linguagem íntima da juventude em uma obra capaz de acompanhar seu público também na vida adulta.

A turnê marca a chegada ao Brasil de Lost On You, sétimo álbum de estúdio do Tigers Jaw e primeiro trabalho inédito da banda em cinco anos.

No disco, Ben Walsh, Brianna Collins e a formação atual com Mark Lebiecki, Colin Gorman e Teddy Roberts retomam elementos centrais da identidade do Tigers Jaw, como a seção rítmica pulsante, as guitarras melódicas que se alternam entre peso e delicadeza e os vocais que se cruzam entre Walsh e Collins.

Gravado novamente com o produtor e engenheiro Will Yip, no Studio 4, na Pensilvânia, o álbum registra uma banda que preferiu deixar o repertório amadurecer no próprio tempo, sem apressar uma nova fase nem tentar romper artificialmente com sua história.

Em Lost On You, o Tigers Jaw trabalha a passagem do tempo como matéria emocional. As canções partem da ideia de que passado, presente e futuro não aparecem como linhas separadas, mas como camadas que convivem ao mesmo tempo na vida adulta.

O disco olha para incertezas que pareciam pertencer à juventude, mas continuam presentes anos depois, agora atravessadas por memória, ansiedade, afeto e aceitação.

É nessa tensão que a banda encontra sua força atual: seguir reconhecível para quem acompanhou sua formação na cena independente, mas escrever a partir de outro ponto da vida, com a mesma proximidade emocional e uma percepção mais madura sobre aquilo que permanece.

Antes de chegar ao Brasil, a turnê passa por outras seis cidades da América Latina. O roteiro começa na Cidade do México, no México (1º/10), no Foro Alicia, e segue por Guatemala City, na Guatemala (2/10), na Alianza Francesa; San José, na Costa Rica (3/10), no Amon Solar; Bogotá, na Colômbia (4/10), no Relevent Music Hall; Santiago, no Chile (6/10), na Sala Metrónomo; e Buenos Aires, na Argentina (8/10), no Uniclub.


Uma história cantada por fãs devotos

Antes de chegar a Lost On You, o Tigers Jaw construiu uma discografia de registros marcantes e cheios de hits.

O início em Scranton, ainda em Belongs to the Dead, carregava a urgência de uma banda jovem, mas o álbum autointitulado de 2008 foi o registro que transformou essa intimidade em marca definitiva. Músicas como “The Sun”, “Plane vs. Tank vs. Submarine” e “I Saw Water” ajudaram a formar uma ligação rara com o público, daquelas que passam por quartos, fones de ouvido, pequenas casas de show e letras cantadas como se fossem lembranças próprias.

Em Two Worlds, a linguagem do Tigers Jaw foi amadurecendo, mantendo a sensação de juventude inquieta, enquanto Charmer, lançado em 2014, se tornou um ponto especialmente sensível dessa história. É um disco de melodias bonitas e feridas abertas, com a voz de Ben Walsh e Brianna Collins ampliando a força emocional da banda.

Esse vínculo ganhou outro capítulo importante com Spin, de 2017, álbum que abriu uma fase mais luminosa, melódica e direta do Tigers Jaw sem apagar a melancolia que sempre esteve no centro de suas canções.

Foi com esse disco que a banda veio ao Brasil naquele mesmo ano, em shows realizados em São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Belo Horizonte, pela Powerline. Canções como “Guardian”, “June” e “Escape Plan” são já clássicos!

Depois, em I Won’t Care How You Remember Me, a banda voltou a olhar para memória, perda e permanência com a maturidade de quem já escreve a partir das marcas deixadas pelo tempo.


Lost On You na imprensa internacional

Na Kerrang!, Lost On You foi tratado como um disco “cheio de esperança, dor, desejo e aprendizado”, e destaca o Tigers Jaw como “mestre de uma linguagem que parece ter ajudado a fundar”.

Já na New Noise, o álbum aparece como “um dos discos mais poderosos da banda até agora”, com a resenha cravando que “é esse controle que torna Lost on You poderoso”.

A When The Horn Blows leu o disco como “um dos álbuns mais brilhantes da banda até hoje” e sintetizou o registro como “renovador e familiar”.

Na PopMatters, a banda foi descrita como “confiavelmente ótima”, em um álbum visto como “outra coleção recompensadora de faixas diretamente saídas do manual do Tigers Jaw”.

A Scene Point Blank destacou a coesão do álbum ao afirmar que “cada música era um capítulo que, somado aos outros, criava um romance bem pensado em forma de álbum”.


SERVIÇO

Tigers Jaw em São Paulo (SP)

Data: 10 de outubro de 2026

Local: Cine Joia (Praça Carlos Gomes, 82 - Liberdade, São Paulo - SP)

Ingresso: fastix.com.br/events/tigers-jaw-eua-em-sao-paulo


Tigers Jaw no Rio de Janeiro (RJ)

Data: 11 de outubro de 2026

Local: Agyto (Av. Mem de Sá, 66 - Lapa, Rio de Janeiro)

Ingresso: fastix.com.br/events/tigers-jaw-rj


Tigers Jaw em Curitiba (PR)

Data: 12 de outubro de 2026

Local: Belvedere (R. Inácio Lustosa, 496 - São Francisco, Curitiba - PR)

Ingresso: meaple.com.br/belvedere/tigers-jaw

Föxx Salema revela capa e libera pré-save do novo single "I Refuse"

Com sonoridade voltada ao Power Metal e influências de Maiden e Priest, a nova faixa integrará o álbum "Metal is Metal" e traz uma mensagem direta contra opositores na cena.


A cantora e compositora de Heavy Metal FÖXX SALEMA acaba de revelar a arte da capa e disponibilizar o link de pré-save de seu próximo single, intitulado "I Refuse", que será lançado no dia 31 de outubro. Dando sequência à ótima repercussão de seu lançamento anterior, "Dead Flies Rising", a nova faixa mantém o ritmo de divulgação de seu vindouro segundo álbum de estúdio, "Metal is Metal", e já pode ser salva antecipadamente pelos fãs nas principais plataformas digitais.

 

Faça o pré-save de "I Refuse":

https://onerpm.link/165147366385

 

No aspecto musical, "I Refuse" aposta no Power Metal, carregando fortes influências de nomes fundamentais do Heavy Metal tradicional, como Iron Maiden e Judas Priest. A construção da faixa também marca uma colaboração direta no processo criativo: um dos riffs principais foi composto em parceria com o guitarrista Beto Lani, que divide a co-autoria instrumental da música ao lado da vocalista.

A letra de "I Refuse" apresenta um posicionamento firme de FÖXX SALEMA diante de seus haters dentro da cena musical. Os versos deixam claro que a artista se recusa a ceder ou se curvar perante ataques e tentativas de intimidação. Esse conceito é retratado diretamente na ilustração da capa do single, que traz a imagem de um rei morto para simbolizar a queda de falsas autoridades e a recusa à submissão.

A respeito da temática e da criação da nova música, a artista comenta: "'I Refuse' é uma resposta direta a todos os opositores e haters que tentam colocar barreiras no meu caminho. A mensagem principal da letra é que eu não vou me curvar perante nenhum deles. Musicalmente, é um Power Metal energético, bebendo na fonte de clássicos lendários e que ganhou ainda mais força com a parceria do Beto na criação conjunta de um dos riffs principais e na coautoria do instrumental."

Além da FÖXX SALEMA (letra, música, vocal principal e todos os vocais de apoio) e do professor de música Beto Lani (guitarras), a gravação conta com a parceria constante do tecladista Cleber Magalhães, do baixista italiano Alessandro Moschini, e do baterista contratado A. Kelvin. A mixagem e a masterização seguem a cargo de Alex Voorhees. E este single tem novamente o co-patrocínio do portal Road to Metal, através de Caco Garcia.

 

Sobre a artista:

Ativa na música desde 1996, a cantora e compositora de Heavy Metal FÖXX SALEMA conquistou seu espaço na cena independente brasileira com o álbum de estreia "Rebel Hearts" (2019), que teve sua tiragem física de mil cópias esgotada e já ultrapassou a marca de 1 milhão e 200 mil streams nas plataformas digitais. Reconhecida por suas letras engajadas e pela defesa dos direitos lGBT+ no meio musical, ela trabalha ao lado do marido e tecladista Cleber Magalhães. Após o recente lançamento do single "Dead Flies Rising", a artista segue finalizando seu segundo disco de estúdio, "Metal is Metal".

 

Ouça "Dead Flies Rising":

https://open.spotify.com/album/428geMQ9sAuo8ZDm7YuDMQ

 

Assista ao lyric vídeo de "Dead Flies Rising":

https://www.instagram.com/foxxsalema/reel/DcOWnfXBD82

 

Colabore com o financiamento coletivo do novo álbum “Metal is Metal”:

https://www.vakinha.com.br/vaquinha/foxx-salema-metal-is-metal

 

Créditos da Ilustração: Föxx Salema e Cleber Magalhães

 

Contatos:

Site: www.foxxsalema.com.br

Spotify: https://bit.ly/FöxxSalema

Bandcamp: https://foxxsalema.bandcamp.com

Playlist Oficial: https://bit.ly/ThisIsFöxxSalema

Instagram: www.instagram.com/foxxsalema

YouTube: www.youtube.com/user/foxxsalema

Assessoria de Imprensa: www.wargodspress.com.br

Maestrick lança 'Zion', primeiro single do novo álbum antes da turnê com Roy Khan

Crédito: Mario David

Faixa conta a história de cientista que transfere a consciência do filho doente para um mundo virtual; single e clipe antecedem 12 shows com Roy Khan


O Maestrick lança 'Zion' nesta terça-feira (6/10), primeiro single do quarto álbum de estúdio, previsto para o segundo semestre de 2027. Acompanhada do maior videoclipe já produzido pela banda de metal progressivo de São José do Rio Preto (SP), a música chega ao YouTube e às plataformas digitais pela gravadora italiana Frontiers Records três dias antes de o grupo cair na estrada com Roy Khan (Conception, ex-Kamelot) em 12 apresentações pela América do Sul e Europa.


Ouça 'Zion' no streaming (clique aqui).

Assista ao videoclipe de 'Zion' (estreia ao meio-dia de 6/10): youtu.be/HSGAVmsMXOo


A letra acompanha um cientista que, diante do filho à beira da morte e da indiferença das big techs que ajudou a construir, cria um mundo virtual e transfere para lá a consciência do menino, para mantê-lo vivo enquanto busca a cura.

Dentro dessa criação, o filho passa a ter acesso a todo o conhecimento disponível e entra em conflito sobre o papel do ser humano no mundo.

"No final da música, ele se torna Zion, uma entidade que pretende recriar a sociedade de acordo com sua visão egocêntrica", explica Fábio Caldeira, vocalista, pianista e fundador do Maestrick.

Zion é uma fábula sobre tecnologia, poder e luto que conversa diretamente com o presente: inteligência artificial, concentração de poder nas grandes empresas de tecnologia e a fronteira cada vez mais borrada entre consciência humana e máquina.

"'Este single representa o novo Maestrick: nova formação, energia renovada e olhando para o futuro com muito entusiasmo, nos posicionando definitivamente como parte dele", resume Fábio.


Sinfônico e eletrônico

"'Zion' traz o lado sinfônico do Maestrick, influenciado por compositores como Hans Zimmer e Gustav Holst", define Fábio. A faixa avança sobre timbres modernos nos instrumentos e nos vocais, e elementos de música eletrônica e atmosférica aproximam a banda de nomes como Muse, Vola, Spiritbox e Bad Omens.

A produção, a mixagem e a masterização são de Adair Daufembach.

O resultado aprofunda uma transição que já se insinuava em "Lunare": um Maestrick mais pesado, moderno e sintonizado com o metal contemporâneo, sem abrir mão da complexidade e da teatralidade que marcam sua obra.


De faixa bônus a single

'Zion' nasceu durante a composição de "Espresso Della Vita", projeto conceitual dividido em dois discos, "Solare" (2018) e "Lunare" (2025).

"A ideia inicial dessa música me surgiu no processo de composição do 'Espresso Della Vita'. Ela seria uma das faixas do 'Lunare', mas, por não estar finalizada, acabou ficando de fora", lembra Fábio.

Quando a banda fechou com a Frontiers, a música foi retomada para ser faixa bônus da edição japonesa de "Lunare".

"Comecei a trabalhar em uma roupagem mais moderna e agressiva para ela, nos moldes do que tínhamos feito no 'Lunare'", conta. Como o disco já estava fechado conceitualmente, a narrativa da letra mudou junto com o novo arranjo.

"Quando estávamos com a música pronta, percebemos que ela soava como o próximo passo natural do Maestrick", diz o músico. A sugestão de transformá-la em primeiro single do próximo álbum partiu do empresário da banda e foi aceita pela gravadora. Assim, a faixa que quase fechou um ciclo virou a porta de entrada do seguinte.


O clipe

Dirigido e roteirizado pelo cineasta Mário David, o videoclipe é a maior produção audiovisual da história do Maestrick. O filme traduz para a tela o universo de 'Zion', com fotografia cinematográfica, atmosfera sci-fi e a máscara de círculo vermelho que se tornou o primeiro símbolo dessa nova fase.

O guitarrista Gabriel Veloso (Fabio Lione, Storia) faz participação especial.


Silêncio antes de Zion

O lançamento foi precedido por uma campanha que começou com um apagão. Em 29 de setembro, o Maestrick arquivou todas as publicações do seu Instagram e trocou a foto do perfil por um círculo vermelho, símbolo da máscara de Zion, sem nenhuma explicação pública.

Nos dias seguintes, vídeos curtos com estética de transmissão corrompida apresentaram frases soltas, "Misanthropy", "The End of Humanity" e "You'll Claim for Light", alimentando a dúvida entre os fãs: o "fim" anunciado seria o da banda ou o de um ciclo?

A resposta veio no dia 5, com um teaser de cenas do clipe e a data de lançamento.

A ruptura nas redes tem razão de ser. 'Zion' inaugura uma nova identidade sonora e visual do Maestrick, construída em torno de uma estética de ficção científica sombria, em que música e imagem passam a existir dentro de um mesmo universo.


Nova formação

'Zion' é a estreia da formação que o Maestrick oficializou em junho de 2026, após as saídas do baterista Heitor Matos e do guitarrista Guilherme Carvalho: Fábio Caldeira (vocais, piano e orquestrações), Renato Montanha (baixo), Charles Soulz (teclados) e Chris Oliveira (bateria).

"Com o 'Lunare' encerramos um ciclo incrível, um projeto que levou cerca de 13 anos para ser concluído. O novo Maestrick nasce com esse lançamento", afirma Fábio.

"É o nosso novo momento, com uma formação renovada, abraçando o futuro com muito entusiasmo e respeito ao que já fizemos. Somos muito gratos a tudo e todos que participaram até aqui, mas 'Zion' delimita um novo território e não vemos a hora de explorá-lo com o público."


Na estrada com Roy Khan

A partir de 9 de outubro, o Maestrick acompanha Roy Khan na turnê "The Black Halo and Beyond", que revisita "The Black Halo" (2005), um dos discos mais celebrados do Kamelot. As noites são duplas: o Maestrick abre com seu próprio repertório e, na sequência, volta ao palco como banda de apoio do vocalista norueguês.

A passagem pela América do Sul inclui Quito, Bogotá, Lima, Santiago, Buenos Aires, São Paulo, Recife, Limeira, Curitiba e Porto Alegre. Em novembro, a agenda segue para Apeldoorn (Holanda) e Oslo (Noruega).

A sequência fecha a Lunare Tour, iniciada em 2025, e termina em 27 de novembro, em Oslo, com um show que será registrado para um novo material audiovisual ao vivo, com possibilidade de DVD.


Roy Khan e Maestrick

A parceria com Roy Khan começou em estúdio. O norueguês foi convidado para cantar em "Lunar Vortex", faixa de "Lunare" composta com forte inspiração em seu trabalho no Conception e no Kamelot, e teve liberdade para imprimir sua própria interpretação. Khan também aparece no videoclipe da música, experiência inédita em sua carreira, segundo a banda.

Em 2025, o vocalista convidou o Maestrick para ser sua banda de apoio no primeiro show de sua carreira solo, com ingressos esgotados no Tokio Marine Hall, em São Paulo. A noite rendeu "Soul Society (Live in São Paulo)", vídeo gravado com o Maestrick e a Orquestra Jovem de Artur Nogueira. Agora, a relação volta aos palcos em escala maior, numa turnê que cruza oito países.


Ficha técnica

Música: "Zion"

▪Formato: single e videoclipe
▪Lançamento: 6 de outubro de 2026
▪Álbum: quarto disco de estúdio do Maestrick (previsto para o segundo semestre de 2027)
▪Gravadora: Frontiers Music
▪Composição e arranjo: Maestrick
▪Produção, mixagem e masterização: Adair Daufembach
▪Direção e roteiro do clipe: Mário David
▪Participação especial no clipe: Gabriel Veloso

Formação: Fábio Caldeira (vocais, piano e orquestrações), Renato Montanha (baixo), Charles Soulz (teclados) e Chris Oliveira (bateria)

Instagram: @maestrickofficial


Crédito: Mario David

Maestrick: biografia

Criado em 2006 por Fábio Caldeira, em São José do Rio Preto, o Maestrick construiu uma linguagem própria a partir do encontro entre metal progressivo, música brasileira, world music, música clássica e referências de cinema e teatro. A banda estreou com "Unpuzzle!" (2011), disco que chamou a atenção da imprensa especializada, e lançou em 2015 o EP "The Trick Side of Some Songs", com releituras de artistas que a influenciaram.

Em 2018, veio "Espresso Della Vita: Solare", lançado na Ásia pela japonesa Marquee/Avalon e primeira parte de um conceito que usa uma viagem de trem como metáfora da vida: as 12 faixas representavam as horas do dia. "Lunare", a parte noturna, saiu em 2 de maio de 2025 já pela Frontiers, com 12 faixas, 1h18 de duração e temas mais sombrios, como vício, preconceito racial, abuso e Holocausto.

O disco foi bem recebido fora do país. A finlandesa Tuonela Magazine o apontou como um dos trabalhos mais fortes do metal progressivo cinematográfico em 2025, e o The Prog Report destacou o nível de detalhe do álbum, comparável ao de um filme ou de um romance.

No palco, a banda acumula passagens por festivais como ProgPower USA (Atlanta, onde estreou em 2025), ProgPower Europe (Holanda), Bangers Open Air (São Paulo), Abril Pro Rock (Recife, ao lado do Movimento Baque Mulher), Lima Prog Fest (Peru) e La Plata Prog (Argentina).

Com formação original, suecos do Grave se apresentam nesta quarta-feira em São Paulo

Crédito: Divulgação

Um dos grandes nomes do death metal sueco, com uma trajetória reconhecida mundialmente, o Grave retorna ao Brasil nesta quarta-feira, (7 de outubro) com show no Burning House, em São Paulo. O show reunirá Ola Lindgren, Jörgen Sandström, Jens “Jensa” Paulsson e Jonas Torndal, os quatro integrantes da formação original responsável pela consolidação do estilo inconfundível da banda.

O repertório será dedicado aos clássicos Into the Grave e You’ll Never See…, dois discos fundamentais da primeira geração do gênero. A realização é da Caveira Velha Produções e da Xaninho Discos.

Ingressos: 101tickets.com.br/events/details/GRAVE-formacao-original-de-1991-1992-SP

A apresentação brasileira integra a turnê latino-americana de 2026, que também passa por Santiago, no Chile, em 6 de outubro, e pela Cidade do México, em 9 de outubro. Em São Paulo, o Grave terá a banda Infamous Glory como convidada.

O encontro de Ola, Jörgen, Jensa e Jonas devolve ao palco a formação associada ao período em que o Grave estabeleceu sua identidade e alcançou projeção internacional. Ola Lindgren assume guitarra e vocais, Jörgen Sandström retorna aos vocais e à guitarra, Jonas Torndal ocupa o baixo e Jens “Jensa” Paulsson, a bateria.

As raízes do Grave remontam a 1986, na ilha de Gotland, na Suécia. Depois de atuar inicialmente sob o nome Corpse, a banda adotou a denominação definitiva em 1988 e passou a integrar o movimento que, na virada para os anos 1990, transformou o death metal sueco em uma das vertentes mais influentes do metal extremo.

Ao lado de Entombed, Dismember e Unleashed, o Grave é frequentemente incluído entre os quatro nomes centrais daquela geração, classificação adotada também pelo Sweden Rock Festival.

Lançado em 1991, Into the Grave completa 35 anos em 2026. Gravado no Sunlight Studio, em Estocolmo, com produção de Tomas Skogsberg, o álbum definiu parte importante do vocabulário musical da banda: guitarras afinadas em registros graves, timbres densos, andamento físico e uma combinação de brutalidade, peso e cadência. A força de composições como “Deformed”, “Extremely Rotten Flesh” e a faixa-título fez do disco uma referência duradoura do death metal europeu.

A sequência veio em 1992 com You’ll Never See…. Sem abandonar a aspereza do trabalho anterior, o Grave acentuou o peso rítmico e a construção de riffs, consolidando uma assinatura que permaneceria reconhecível ao longo de sua discografia. Os dois álbuns formam o núcleo do repertório preparado para a atual reunião.

A projeção conquistada por esses trabalhos levou o Grave a extensas turnês internacionais, dividindo palcos com nomes como Death, Cannibal Corpse, Bolt Thrower, Morbid Angel, Dismember e Unleashed.

Em 1994, Soulless ampliou o alcance da banda, e o videoclipe da faixa-título recebeu exposição no programa Headbangers Ball, da MTV.

Com 11 álbuns de estúdio, o Grave preservou sua atividade mesmo durante períodos de profundas mudanças no mercado do metal extremo. Endless Procession of Souls, lançado em 2012, apareceu na seleção dos 40 melhores discos de metal daquele ano da Pitchfork. O trabalho de estúdio mais recente é Out of Respect for the Dead, de 2015.

A reunião dessa formação ganhou forma nos palcos em abril de 2025, em Estocolmo. A resposta ao reencontro levou a banda a ampliar a agenda inicialmente planejada, abrindo caminho para novas apresentações em 2026 e para a passagem pela América Latina.

O show na Burning House também marca a volta do Grave ao Brasil após 14 anos.


Serviço

Grave em São Paulo

Banda convidada: Infamous Glory

Data: 7 de outubro de 2026, quarta-feira

Local: Burning House

Endereço: Avenida Santa Marina, 247, Água Branca, São Paulo, SP

Ingressos: 101tickets.com.br/events/details/GRAVE-formacao-original-de-1991-1992-SP

Realização: Caveira Velha Produções e Xaninho Discos

Informações: @caveiravelhaproducoes e @xaninhodiscos

Crossroads Jazz & Classics mergulha na revolução do bebop com homenagem a Dizzy Gillespie e Charlie Parker

Projeto segue nesta quinta-feira, 8 de outubro, com noite dedicada ao bebop, entrada gratuita até 19h e double de chope até 20h 

Antes de o jazz chegar a tantas das formas que conhecemos hoje, houve uma revolução. Nos anos 1940, músicos como Charlie Parker e Dizzy Gillespie ajudaram a transformar o gênero a partir do bebop, levando velocidade, improvisação e novas possibilidades harmônicas para o centro da música. É essa virada que o Crossroads Jazz & Classics revisita na quinta-feira, 8 de outubro, em Curitiba.

A noite começa com Jeff Sabbag & Sergio Rocha e segue com o Kubis Quarteto, responsável pelo show principal. A apresentação presta homenagem a Parker e Gillespie a partir do repertório e da linguagem que fizeram do bebop um dos capítulos mais importantes da história do jazz.

Mais do que um estilo marcado por andamentos rápidos e solos virtuosos, o bebop mudou a relação entre composição e improvisação. A música passou a exigir escuta, precisão e liberdade ao mesmo tempo, abrindo caminho para diferentes gerações de jazzistas. Parker, no saxofone, e Gillespie, no trompete, estiveram no centro desse movimento.

Os shows fazem parte do Crossroads Jazz & Classics, série que dedica as quintas-feiras de outubro a diferentes vertentes do jazz no Crossroads. Com curadoria musical do pianista Jeff Sabbag, músico atuante desde 1981 e com trajetória ligada à música instrumental em Curitiba, o projeto propõe novos recortes a cada semana, passando por estilos, períodos, repertórios e formações que ajudam a mostrar a amplitude do gênero. 

Para acompanhar esse clima histórico e cultural, o Crossroads preparou duas atrações especiais. A primeira é a presença de um piano de cauda, que reforça a ambientação e aproxima o espaço da atmosfera dos clubes de jazz. A segunda é a volta de itens antigos do cardápio, resgatando sabores que também fazem parte da memória da casa. 

Nas quintas de Crossroads Jazz & Classics, a casa abre às 18h e a música começa às 19h30. A entrada é gratuita até as 19h e, após esse horário, o valor de portaria será de R$ 25. A noite também terá double de chope até as 20h.


Serviço
Crossroads Jazz & Classics | Bebop Jazz – homenagem a Dizzy Gillespie e Charlie Parker
Data: quinta-feira, 8 de outubro
Atrações:Jeff Sabbag & Sergio Rocha; Kubis Quarteto
Local: Crossroads
Endereço: Av. Iguaçu, 2310, Água Verde, Curitiba
Abertura da casa: 18h
Início das apresentações: 19h30
Entrada: gratuita até 19h | R$ 25 após 19h
Promoção: double de chope até 20h
Mais informações: @barcrossroads e crossroads.com.br

The Toy Dolls volta ao Brasil em 2027 para quatro shows

O The Toy Dolls, banda punk inglesa conhecida pelas letras bem-humoradas e pelos shows de energia contagiante, comemora 48 anos de atividade com a turnê "Only 48 Years Old", que passa pelo Brasil em setembro de 2027. A realização é da Powerline Music & Books.

Ingressos para Curitiba, São Paulo e Belo Horizonte já à venda no site da Fastix (acesse aqui) e, para Porto Alegre, na Bilheto (acesse aqui).

O reencontro com os fanáticos fãs brasileiros acontece em quatro shows: Porto Alegre (15/9), Curitiba (17/9), São Paulo (18/9) e Belo Horizonte (19/9). A turnê começa na Argentina, em Buenos Aires, no dia 12, em parceria da Powerline com a Hellnoise Booking.

Nas quatro datas brasileiras, o Cólera toca como banda convidada, um dos pioneiros do punk nacional, num encontro de duas bandas nascidas no mesmo ano e que atravessaram quase cinco décadas de devoção ao punk.

O último disco de estúdio do Toy Dolls é "Episode XIII", lançado em setembro de 2019 nos 40 anos da banda. O álbum foi construído em torno de um programa de TV, daí o título, com faixas inspiradas em séries policiais.

O sucessor está em composição, mas a agenda falou mais alto: em vez de esperar mais um ano até Olga terminar o novo álbum, a banda decidiu fazer muito mais shows em 2027, e já existem cerca de 20 datas confirmadas, entre festivais e casas de shows.


Da piada ao hit

Formada na cidade de, Sunderland, em 1979pelo influente guitarrista/vocalista e compositor Michael 'Olga' Algar ao lado de Tommy Goober (baixo), o The Toy Dolls começou com um compacto independente. "Tommy Kowey's Car", de 1980, foi bancado por um empresário da cidade e esgotou a primeira prensagem de 500 cópias. Sem dinheiro para prensar mais, a banda transformou o single em raridade. O disco de estreia, "Dig That Groove Baby", saiu em 1983 e é considerado por muitos fãs o melhor trabalho da banda.

O grande salto veio com uma canção infantil de 1956. A versão punk de "Nellie the Elephant" chegou ao 4º lugar da parada britânica em 1984 e ficou 14 semanas no ranking, e "A Far Out Disc", de 1985, alcançou o 71º lugar da parada de álbuns.

Vieram depois discos como "Idle Gossip" (1986), "Bare Faced Cheek" (1987), "Absurd-Ditties" (1993), "One More Megabyte" (1997) e "Our Last Album?" (2004), que fez os fãs acreditarem que seria o último trabalho da banda, até a faixa final avisar que não era.

Em paralelo, Olga, o grande protagonista do The Toy Dolls e reconhecido mundialmente como um dos melhores guitarristas punk por fãs e músicos, participou de vários álbuns de artistas, escreveu e produziu canções para bandas, programas de TV e anúncios de TV.

A banda teve sua música usada em filmes, jogos de PlayStation e música incidental para TV em todo o mundo.

Ao vivo, The Toy Dolls entrega um espetáculo punk de respeito: o show de palco é repleto de saltos e danças sincronizadas, coreografias, guitarras giratórias e melodias altamente viciantes.


SERVIÇO


The Toy Dolls em Porto Alegre

Data: 15 de setembro de 2027 (quarta-feira)

Local: Opinião

Endereço: Rua José do Patrocínio, 834, Cidade Baixa, Porto Alegre/RS

Ingressos on-line: bileto.sympla.com.br/event/127893


The Toy Dolls em Curitiba

Data: 17 de setembro de 2027 (sexta-feira)

Local: Tork n' Roll

Endereço: Avenida Marechal Floriano Peixoto, 1695, Rebouças, Curitiba/PR

Ingressos on-line: fastix.com.br/events/toy-dolls-em-curitiba


The Toy Dolls em São Paulo

Data: 18 de setembro de 2027 (sábado)

Local: Cine Joia

Endereço: Praça Carlos Gomes, 82, Liberdade, São Paulo/SP

Ingressos on-line: fastix.com.br/events/toy-dolls-em-sao-paulo


The Toy Dolls em Belo Horizonte

Data: 19 de setembro de 2027 (domingo)

Local: Mister Rock

Endereço: Avenida Tereza Cristina, 295, Prado, Belo Horizonte/MG

Ingressos on-line: fastix.com.br/events/toy-dolls-em-belo-horizonte

Fabiano Negri & Bebê Diabo mergulham nas trevas do heavy metal clássico em “The Lord’s Curse”

Novo álbum transforma destruição humana, desespero e morte em uma experiência sombria e cinematográfica, construída sobre as raízes de Iron Maiden, Judas Priest e Black Sabbath

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Após mais de três décadas dedicadas à música, Fabiano Negri apresenta The Lord’s Curse, novo álbum lançado ao lado de sua banda, a Bebê Diabo. Com oito faixas inéditas, o trabalho parte das raízes do heavy metal clássico e explora temas como guerra, decadência, manipulação, desesperança e a fragilidade da condição humana.



Ouça The Lord’s Curse em todas plataformas digitais​
​https://distrokid.com/hyperfollow/fabianonegri/the-lords-curse​

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O lançamento foi antecedido por três singles: “Highlands”, “Greetings From Sadness”, ambos com seus respectivos videoclipes, e “Flying Towards The End”. Assim, as músicas apresentaram diferentes aspectos da proposta do novo álbum antes de sua chegada completa ao público. Ao mesmo tempo, já demonstravam a atual fase mais pesada do músico.

Natural de Campinas (SP), Fabiano construiu uma trajetória que atravessa diferentes vertentes da música pesada. Ao longo desse percurso, o músico passou por bandas como Rei Lagarto, Dusty Old Fingers e Unsuspected Soul Band. Paralelamente, desenvolveu uma extensa carreira solo como cantor, compositor, multi-instrumentista, produtor e professor.

Ao longo de sua longeva carreira, essa trajetória foi marcada pela busca constante por novas possibilidades dentro do hard rock e, agora, do heavy metal. Nesse contexto, The Lord’s Curse sucede ZebathY (2022), Mysteries the Night Hides (2023) e The Outlaw’s Journey (2025). Os três trabalhos foram totalmente dedicados ao metal clássico e, juntos, representam diferentes etapas dessa desenvoltura musical.

Para o novo álbum, Fabiano voltou sua atenção às referências fundamentais do heavy metal. Entre elas estão os três primeiros trabalhos do Iron Maiden, a fase setentista do Judas Priest e elementos do Black Sabbath. São influências que sempre o acompanharam e que, agora, ganham novas formas dentro das composições.

“Esse novo álbum nasceu da ideia de revisitar o heavy metal oitentista sem reproduzir seus clichês. Quisemos criar músicas rápidas, pesadas e atmosféricas, sempre com uma sensação constante de tensão. É um disco profundamente pessimista, um reflexo do mundo em que vivemos”, explica o músico.

A produção também acompanha essa proposta. Em vez de estabelecer uma única abordagem para todas as faixas, Fabiano trabalhou diferentes possibilidades de produção e mixagem. Dessa maneira, cada escolha foi pensada de acordo com as características de cada composição.

“Eu tentei construir a sonoridade que cada música merecia, na minha visão. Então, existem coisas muito limpas e convencionais em termos de produção e mixagem, e outras propositalmente feitas para gerar uma sensação de incômodo no ouvinte”, comenta.

Embora não seja um álbum conceitual, o álbum apresenta conexões entre suas músicas. Em especial, “The Lord’s Curse”, “You’ll See The Light of the Morning Star” e “The Fisherman”, quando ouvidas em sequência, formam uma história completa.

“É um álbum, até certo ponto, conceitual, mas não em ordem de pensamentos ou cronologia. As músicas estão interligadas de alguma forma. E essas três, se ouvidas na ordem, contam uma história completa, que muita gente conhece, mas que eu abordo de uma maneira mais humana e real. Resumindo: é só trevas, desespero e morte (risos)”, finaliza Negri.

O álbum também apresenta a nova configuração da banda como quarteto, com Fabiano Negri (vocais e guitarra), Igor Russo (guitarra), Ian Absurd (baixo) e Pedro Quintans (bateria).

Além de The Lord’s Curse, 2026 marca outro momento importante na carreira de Fabiano. O músico também assumiu os vocais do Tracy G. Group, novo projeto do guitarrista norte-americano Tracy G., conhecido por sua passagem pela banda de Ronnie James Dio entre 1993 e 1999. O primeiro single da parceria, “Human Reptile”, foi lançado em setembro e, agora, antecede o álbum MAKKINAGEDOOM, previsto para o final de outubro.

Com The Lord’s Curse, Fabiano Negri & Bebê Diabo ampliam uma trajetória construída ao longo de décadas. O álbum utiliza referências fundamentais do heavy metal como ponto de partida para novas composições e, ao mesmo tempo, desenvolve uma abordagem própria sobre os aspectos mais sombrios da condição humana.

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