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quarta-feira, 25 de maio de 2022

Ghost: Impera - Review

E pensar que há 10 anos ouvi alguns dizerem que não dariam ouvidos a banda pois eram apenas mais uma amostra de sons simples e concentração visual exagerada, mas não, o Ghost está aí para provar que sua qualidade de manteve acima das críticas.

Em seu quinto registro de estúdio os suecos se firmam ainda mais no amadurecimento de sua música, algo nítido em "Impera", que desde março último vem chamando atenção de seus fãs e adeptos a canções que abordam uma linhagem mais acessível e popular.

Muitos elementos presentes aqui estão em alguns álbuns recentes de sua carreira, mas incrivelmente tentam não copiar o que já está feito, para uma boa percepção é possível reparar as tentativas de novos caminhos, mesmo que em poucas nuances em algumas coisas, mas o que foi mudado de fato cai muito bem para a atualidade.


Não é exagero algum dizer que este registro está entre os melhores de 2022, seja por sua produção coesa, riffs bem construídos para suas melodias suaves e cada vez mais cadenciadas, o que torna a audição por vezes no âmbito do Rock Progressivo, passando pelo Hard de décadas passadas, além claro do Metal.

Seja pela ótima "Hunter's Moon" que ecoa em várias rádios há um tempo, a progressiva e contagiante (e porque não dizer bem Rush e um solo com "toques" de Dream Theater) "Kaiserion", ou na cadenciada e relaxante "Spillways" (que parece ter uma boa influência de Journey em alguns aspectos), Tobias e Cia não decepcionam em momento algum, ampliam ainda mais a sua gama de criatividade com tais temas e enriquecem a sua discografia a cada ano.


Acredito que dentro de suas 12 faixas exista uma conclusão exata para cada público que busca diversidade e nunca havia tido contato com a banda, afinal, temos uma mescla bem exacerbada que casa e flui naturalmente em sua proposta, sendo acessível sem forçar.


Dê o play agora mesmo e divirta-se, relaxe, viage mentalmente!


Ouça:

terça-feira, 24 de maio de 2022

Sylvestra Bianchi: Sons of The Blue Ray (single) - Review

Recentemente pude ter contato com a talentosa cantora curitibana Sylvestra Bianchi e logo pude perceber a sua capacidade para interpretar determinadas nuances atmosféricas e agradáveis, sendo uma benção para os ouvidos mais apurados e sedentos por música de qualidade.

Na ocasião, era meu primeiro contato com o seu trabalho, este aliás que vem ganhando mais adeptos e seguidores, denominado pela própria como "Rock Cósmico", isto é, uma junção de energias positivas com bastante criatividade musical, instrumental e melodica.

O lance é que a cantora busca em suas canções uma forma de inserir mensagens positivas e energias que beneficiem os ouvintes de tal forma que tudo se "transforme/tenha asas" como um movimento único, variando entre mensagens de paz e espiritualidade em grande vigor, além de outros temas e sensações derivativas das citadas, sendo altamente convidativa para a sua audição.

"Dance with the Elves" era tudo o que suas ideias, energias, transmitiam de melhor naquele instante que a conheci e rapidamente me cativou para trabalhar um pouco em cima de sua forma de compor, criar melodias e sua vocalização.

Tudo soou muito bem para meu gosto e assim me tornei mais um de seus seguidores, além claro de transmitir e recomendar para várias mentes que desejam um pouco de qualidade diária em sua playlist.



Agora Sylvestra chega para mais um momento ímpar, trata-se de seu mais novo trabalho intitulado "Sons of The Blue Ray", literalmente uma mescla certeira de Blues com o seu já citado Rock Cósmico, sempre mantendo uma linha de extremo bom gosto e claro, suavidade em conduzir cada parâmetro para que tudo soe o mais agradabilíssimo possível.

Além da produção impecável, Sylvestra chega com uma percepção muito legal ao meu ver, inserindo pouco a pouco as suas características em meio as nuances conhecidas, sem contar o empenho para que tudo case muito bem.


Se você ainda conhece o trabalho desta ótima musicista, aproveite este momento e abrace sua carreira, tem muita coisa interessante para entender em seu trabalho e além disso, a própria ainda tem muito a dizer!


Ouça e compartilhe!


Para conferir seu novo single via Spotify, clique aqui

Para conferir o single via YouTube Music, Clique aqui!


Em fevereiro último entrevistamos a Sylvestra através de nosso podcast e você pode conferir nos links abaixo:

Via Spotify

Via YouTube


Links:

sexta-feira, 20 de maio de 2022

HammerFall: Hammer Of Dawn - Review

Parece que foi ontem que o HammerFall trouxe "Dominion" ao mercado fonográfico, mas lá se vão 3 anos desde sua estreia, e cá estamos novamente para outro registro.

Trata-se de "Hammer Of Dawn", um álbum mais polido se comparado ao seu antecessor citado acima, mas ainda mantendo certo peso e melodias já conhecidas dos fãs.

Sua produção continua coesa e apresenta várias coisas dos últimos registros, além de sempre inovar aqui e ali, afinal, os caras estão sempre tentando mudar suas nuances, sem deixar suas raízes.

Acredito que aqui vemos a melhor forma da banda em pelo menos 7 anos (claro, "Built To Last" de 2017 foi bom sim).


No geral, acho um álbum bem legal e que não preza apenas pelo peso dos riffs (caso que ocorreu um pouco demais em "Dominion"), trouxe aquele feeling mais polido e vocais sempre eficientes.


Assista o vídeo do single "Brotherhood" clicando aqui!


Tracklist:
1. Brotherhood
2. Hammer of Dawn
3. No Son of Odin
4. Venerate Me
5. Reveries
6. Too Old to Die Young
7. Not Today
8. Live Free or Die
9. State of the W.I.L.D.
10. No Mercy


Ouça nos links abaixo:

Anvil: Impact Is Imminent - Review

Os veteranos do Anvil estão de volta hoje, 20/5/2022, com o seu mais novo registro de estúdio intitulado "Impact Is Imminent".

Como se espera, um álbum cheio de guitarras características de sua carreira, riffs conhecidos do Heavy Metal e refrões bem encaixados na maioria de suas faixas.

Com produção de Martin "Mattes" Pfeiffer e Jörg Uken, o álbum se mantém em uma linha muito boa e evidencia a técnica apurada da banda, acredito inclusive que este retrate melhor a essência dos músicos se compararmos com os últimos registros lançados.

Desde a enérgica "Ghost Shadow", a cadenciada "Another Gun Fight" e as rifferamas de "Fire Rain" e "Teabag", vemos uma banda revigorada, cheia de referências de muitas fontes de décadas passadas, bem como a galera mais atual, o que impacta diretamente em sua música e direcionamento.

"Explosive Energy" é um outro bom exemplo de execução de primor desses lendários músicos!


No geral, é diversão garantida do início ao fim, mesmo que estejamos diante de 14 faixas!


Tracklist:
1. Take A Lesson
2. Ghost Shadow
3. Another Gun Fight
4. Fire Rain
5. Teabag
6. Don't Look Back
7. Someone To Hate
8. Bad Side Of Town
9. Wizard's Wand
10. Lockdown
11. Explosive Energy
12. The Rabbit Hole
13. Shockwave
14. Gomez

Line-up:
Steve "Lips" Kudlow: guitarra/vocal
Chris Robertson: baixo
Robb Reiner: bateria


Fique ligado que os nossos parceiros da Shinigami Records irão disponibilizar o álbum físico através de sua loja em parceria com a AFM Records e a Valhall Music.

Previsão de lançamento entre o fim de junho e início de julho!

quarta-feira, 18 de maio de 2022

As The Palaces Burn: Offer To The Gods (EP) - Review

O As The Palaces Burn é um daqueles nomes que você sempre espera uma qualidade superior, seja na execução de suas canções ou em sua produção caprichada, e isto novamente podemos conferir em seu mais novo registro em estúdio, o ótimo EP "Offer To The Gods".

Trata-se de um registro em homenagem a grandes nomes do nosso Metal, o Sepultura, o Angra e, os mestres do Dr. Sin.

Contendo 3 faixas bem equilibradas e cheias de feeling puro, os músicos prestam um tributo de muita qualidade e exacerbam ainda mais a importância destes 3 nomes.

"Mass Hypnosis" é de uma fase extrema do Sepultura e que foi muito bem interpretada pela banda, evidenciando toda aquela áurea oitentista, assim como a ótima "Streets of Tomorrow" do Angra, impecavelmente tocada aqui e por fim, "Fire", esbanjando técnica igual a um dos trios mais célebres do nosso Metal nacional, o Dr. Sin.

Carlos Fides é o responsável pela linda arte, já a produção do EP ficou a cargo da banda e mixagem/master por Adair Daufembach.


Abrace esse registro e o mantenha em sua cabeceira, é qualidade acima da média e feeling puramente de quem ama o que faz!


Tracklist:
1. Mass Hypnosis (Sepultura)
2. Streets of Tomorrow (Angra)
3. Fire (Dr. Sin)



Line-up:
Alyson Garcia (vocals)
Diego Bittencourt (guitar/vocals)
Gilson Naspolini (drums)

Rodrigo Martins Zilli (gravação do baixo)

Tivemos a oportunidade de entrevistar a banda três vezes e você pode conferir abaixo:



A nossa terceira e mais recente entrevista foi feita através de nosso Podcast, você pode conferir nos links abaixo:
 


Link:

GAMMA RAY: JÁ DISPONÍVEL RELANÇAMENTO DE “EMPIRE OF THE UNDEAD” COM QUATRO FAIXAS BÔNUS

Nota:

Certamente, é muito raro você encontrar pessoas que não gostem ou, até mesmo não gostando, que não respeitem os deuses alemães do Power Metal GAMMA RAY pois, mesmo com alguns pequenos erros de percurso, a banda é uma das poucas que lançam novo material de forma consistente e sempre de altíssima qualidade. Mesmo quando acontecem tragédias, grandes ou pequenas...

A maré de azar começou em 2012 com a saída do seu baterista de longa data Daniel Zimmermann (que foi substituído pelo talentoso Michael Ehré, ex integrante do Metallium e Firewind) e em 2013 um incêndio destruiu o Hammer Studios, que era a sala de ensaio e estúdio principal da banda y de propriedade do guitarrista e vocalista Kai Hansen, enquanto a banda excursionava pela América do Sul.  

Mas há males que vêm para o bem e esta tragédia fez que as mentes criativas de Hansen e do baixista Dirk Schlachter funcionassem a todo vapor para escrever o material que faria parte do que viria ser o sucessor de "To The Metal!" e 11º álbum de estúdio da banda: "Empire of the Undead", lançado em 2014.

No álbum temos uma mostra de um GAMMA RAY mais feroz e com uma atitude mais brusca que fez com que o som do álbum ficasse mais pesado com influências do Speed americano e toques do Thrash Metal, envolvendo alguns ritmos mais energéticos e selvagens. 


Crédito Foto: Mertsch


Não podemos deixar de destacar o incrível trabalho duplo de Kai Hansen nos vocais, após a saída de Ralf Scheepers, e na guitarra. De vez em quando, sua garganta parece lhe pregar uma peça, mas a paixão de Hansen é indiscutível e poucos vocalistas/músicos conseguem manter a energia tão alta como ele mostra em "Empire of the Undead".

Com "Empire of the Undead", o GAMMA RAY mostrou que eles ainda podiam fazer que o gênero soasse tão fresco quanto quando eles começaram na cena, três décadas atrás.

Esta versão, lançado no Brasil pela parceria Shinigami Records / earMUSIC / Sound City Records, inclui a música ‘Built a World’ e as versões gravadas ao vivo no estúdio de ‘Avalon’, ‘The Spirit’ e ‘Empire of the Undead’ como FAIXAS BÔNUS.

Adquira sua cópia em https://bit.ly/3LtetzJ. 

FONTE: SHINIGAMI RECORDS

IBARAKI: JÁ À VENDA “RASHOMON”, ÁLBUM DE ESTREIA DO PROJETO SOLO DO VOCALISTA E GUITARRISTA DO TRIVIUM

Nota:

Nos anais do metal moderno há poucas histórias mais ilustres ou celebradas da que a história da banda TRIVIUM que começou há mais de 20 como um grupo de jovens desajustados da Flórida sonhando com as luzes do palco. Desde aqueles inebriantes anos, a reputação da banda vem crescendo graças às suas implacáveis turnês e aos constantes e marcantes lançamentos que lhes renderam uma legião de fãs ao redor do mundo. 

Assim como o TRIVIUM vem forjando incansavelmente sua carreira, também aqueles incessantes golpes de cinzel moldaram Matt Heafy que, a cada ano que passa, toma forma como artista, compositor e uma das vozes mais atraentes do Metal.

Dado o estreito entrelaçamento das histórias de Matt e TRIVIUM, você pode pensar que os dois seriam inseparáveis, mas o IBARAKI é a prova absoluta que não é assim. O IBARAKI, que é o nome de um terrível demônio japonês tirado de uma lenda feudal, é mais que um projeto solo. Como Matt bem explica, ele é o resultado final de uma jornada para encontrar sua voz. 

É pessoal, é profundo e suas inspirações são diversas: desde uma adoração pelos extremos do Black Metal, passando pela narrativa exuberante de Gerard Way (vocalista e cofundador do My Chemical Romance), ao mundanismo aventureiro do trágico bon vivant Anthony Bourdain. 

O IBARAKI é um reflexo de seus interesses multifacetados, bem como uma profunda afirmação de sua identidade nipo-americana e que o levou a enfrentar um dos momentos mais trágicos de sua família. Há muita história por trás do IBARAKI e tudo começou com um tímido e-mail para uma das figuras mais reverenciadas e influentes dentro do Black Metal.

“O Black Metal sempre foi algo grande para mim. Antes do TRIVIUM eu estava em uma banda chamada Mindscar e fui atraído para aquele mundo, para a tradição de tudo, de onde veio: culturas pagãs, os velhos deuses. Eu amei. Mas nós nos separamos, o TRIVIUM aconteceu e avançamos para, talvez, 2009 e eu disse ‘que se foda, quero fazer um projeto Black Metal’. Mas eu sabia que os headbangers pensariam: ‘Matt é comercial, não sabe de nada, ele não tem permissão para fazer parte’. 

Então pensei em fazer isso sob um pseudônimo e compus algum material e mandei para Darren Toms do Candlelight Records que já tinha me visto em algumas revistas usando camisetas do EMPEROR. Eu perguntei: ‘Ei, o que você acha? Você se importaria de enviar isto para Ihsahn?’. Ele era um dos meus heróis e não o conhecia pessoalmente. Então recebo este e-mail de Ihsahn e não me lembro exatamente o que dizia, mas ele disse ‘bom trabalho’. Foi muito legal receber aquele aceno e me inspirou a começar a ouvir seu material solo. Ele tinha acabado de lançar seu álbum solo e eu nunca tinha ouvido nada parecido: saxofones, canto limpo, acordes de jazz. Foi algo incrível para mim. Ele é um compositor que não para. Então comecei a escrever de uma maneira diferente”.

Foi o trabalho solo de Ihsahn que inspiraria o Matt para gradualmente construir o que acabaria por se tornar o IBARAKI. E também foi o início de uma amizade e uma parceria criativa que eventualmente obrigaria Ihsahn a assumir um novo papel: de produtor do projeto. Embora grande parte do material para um disco do IBARAKI tenha sido criado ao longo desses anos, foi só com a parada obrigatória, devido à pandemia, que a ideia pode finalmente florescer. “Nós só tivemos demos cruas por muito tempo porque somos pessoas muito ocupadas, mas de repente tudo foi cancelado e tivemos tempo em nossas mãos pela primeira vez, então foi como ‘Ok, vamos trabalhar nisso’”, diz Ihsahn. “Nunca chegamos a trabalhar na mesma sala, ele gravava as guitarras e as enviava para mim, eu as passava pelo meu estúdio e as enviava de volta. Era uma nova maneira de trabalhar, mas era como se ele estivesse do outro lado do vidro. 

Matt é um fã de música muito positivo, energético e apaixonado, temos atitudes muito semelhantes em relação à música e somos mentes abertas. [...] Ele tem uma vasta gama de influências musicais. Nós conversamos sobre isso e era muito óbvio para mim que ele poderia estender seus talentos para uma gama ainda mais ampla. Em todos os gêneros extremos, sempre há uma estrutura estereotipada muito pequena do que você deve fazer”.

Mas o IBARAKI era mais do que apenas uma expressão da profunda ressonância criativa de Matt e Ihsahn. Ele conseguiu viver com uma pequena ajuda de alguns amigos, também. Embora composta principalmente por Matt, Ihsahn foi o engenheiro de som e produtor e contribui com algumas estruturas musicais e também contribuíram em várias faixas Alex Bent, Paolo Gregoletto e Corey Beaulieu; baterista, baixista e guitarrista do TRIVIUM respectivamente. 

A esposa de Ihsahn, Heidi, até sampleou alguns sons naturais da floresta perto de sua casa e sua família inteira e Gerard Way contribuíram como vocalistas convidados na música ‘Ronin’. “Nós temos também o Nergal [do Behemoth] como vocalista convidado em ‘Akumu’, o que foi incrível”, diz Matt.

Mas não era apenas a perspectiva de Matt sobre a música que estava prestes a mudar. Assim como Ihsahn encorajou Matt a romper com as convenções musicais limitantes do gênero, ele também o motivou a buscar novos caminhos para sua inspiração lírica.

“Estávamos no Facetime e mencionei que gostaria de ser escandinavo. Eu estava tipo ‘eu gosto da tradição, eu poderia escrever sobre historias norueguesas, escandinavas’. Mas Ihsahn estava tipo ‘isso já foi feito, você deve realmente canalizar o que você tem, olhar para sua própria cultura e entrar de cabeça nisso’ e foi como ‘oh, sim, eu sou japonês!’ Então eu deveria estar escrevendo sobre essa vasta e incrível variedade de histórias que eu já tatuei no meu corpo. Quero dizer, cada tatuagem que tenho é uma história japonesa antiga específica de deuses, deusas e monstros do Xintoísmo que minha mãe me ensinou. 

Por mais que eu quisesse ser um norueguês em uma banda de Black Metal cantando sobre Thor, o que eu deveria estar fazendo estava bem diante dos meus olhos. Era eu. Isso mudou tudo e eu comecei a vomitar essas letras”, diz Matt.

Mais do que um álbum simplesmente inspirado na mitologia e folclore japonês, para Matt, “Rashomon” do IBARAKI é, como tantas coisas da terra do Sol Nascente, um álbum que existe em dois níveis: o imaginário e o literal. As camadas de significado também são abundantes, assim como os demônios reais e imaginários.

“No Japão existe essa coisa de karoshi, assalariados que trabalham até a morte. Eu não falo muito sobre isso, mas meu tio Kiichi se matou. O nome dele é meu nome do meio. Ele era um policial no Japão, ele tinha uma família. Lembro-me de chegar em casa e encontrar minha mãe soluçando. Suponho que ele perdeu o emprego. Eu tentei descobrir por que isso acontecia e isso me fez querer investigar isso. 

O Japão tem uma alta taxa de suicídio, então na superfície parece que está tudo bem, mas não está. Comecei a conversar com minha mãe sobre isso e reconheci a mesma pressão e ansiedade que coloco em mim mesmo. As pessoas pensam que uma carreira musical é esse país das maravilhas, mas realmente não é. Eu realmente queria explorar isso neste álbum também”.

Portanto, o IBARAKI, e consequentemente o “Rashomon”, forneceria a Matt o catalisador para contemplar sua própria identidade e considerar como as recentes tragédias nos Estados Unidos destacaram a necessidade de uma melhor representação no metal. O aumento da violência e do fanatismo anti-asiáticos era algo que Matt queria enfrentar.

“A violência nos Estados Unidos contra os asiáticos, os assassinatos de asiáticos por causa da mesquinhez das pessoas, podemos ver o que está acontecendo. É como se eu nunca me sentisse asiático o suficiente porque sou metade e nunca me senti branco o suficiente porque sou metade, mas sinto que é importante falar sobre isso agora. Tudo tem uma cultura rica, incrível e linda por trás: cada civilização, cada cultura, cada estilo de vida. 

Então eu espero que isso possa fazer com que os headbangers asiáticos ou os fãs asiáticos da música em geral se sintam um pouco mais representados. É ótimo poder dizer: ‘isto é de onde eu sou’ e ‘este é quem eu sou’”.


Adquira sua cópia aqui: https://bit.ly/3MBuEvq.

Um lançamento da parceria Shinigami Records/Nuclear Blast Records.

FONTE: SHINIGAMI RECORDS
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