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domingo, 11 de novembro de 2018

Rock Vibrations Entrevista : Facing Fear


Resgatar a sonoridade "oitentista" tem sido uma das grandes idéias dos últimos anos para algumas bandas do Metal mundial, e, a que vamos abordar hoje entra no seleto grupo das que fazem isso muito bem.

A Facing Fear trás em seu som, uma boa mescla dos tempos em que a música estava em alta no Heavy Metal, com altas vendas, visual clássico, além de técnica e feeling que todos headbangers conhecem.
Abaixo; confira o bate papo que tivemos com os integrantes da banda :

Terry Painkiller (vocal)
Raphael Dantas (guitarra)
Nathalia Souza (baixo)
Vall Maranhão (bateria)


1 - Poderiam nos contar sobre o início da banda?
R: Raphael : Tudo começou recorrente da minha amizade com o Vall Maranhão, iniciada durante o show do JackDevil no Rio de Janeiro.

Conforme o tempo foi passando, sempre falávamos em conceber uma banda de Heavy Metal fiel às raízes, nossas inspirações não vinham somente de Iron Maiden e Judas Priest, mas também de inúmeros grupos de metal dos anos 80 e da atual N.W.O.T.H.M.
Em meados de 2016, começamos a dar vida às as primeiras composições. A música “Enfrentando O Medo" foi a primeira ser feita.

Gravamos somente o instrumental para usarmos na busca de integrantes, deixar mais claro o direcionamento do grupo.
Fiz o convite à Nathalia Souza alguns dias após gravar essa demo instrumental, ela aceitou na hora.
Eu já tinha visto seu trabalho na banda de grindcore Oxiurus, mesmo sendo algo bem diferente é bem fácil de perceber o quanto também ela tem de influência de Heavy Metal tradicional, por isso foi bem tranquilo o processo de sua entrada. Depois convidamos a Carina, que também aceitou a proposta.

O vocal foi introduzido na demo para iniciar a divulgação e shows, que já tinham várias datas marcadas. Carina deixou o posto de vocalista após cinco meses e 

Terry Painkiller entrou no lugar devastando tudo.
A busca durou somente um mês, o que foi bom porquejá havíamos começado o trabalho do EP.

Ah! Quase esquecei, a origem do nome foi inspirada em filmes de terror. É a velha situação clichê do gênero, em que no final do filme o protagonista não vê outra maneira de sobrevivência, a não ser enfrentar o vilão.


2 - Eu realmente fiquei satisfeito com as canções do E.P. "Lutaremos Pelo Metal"... como chegaram nessa produção?
R: Vall : Gravamos no estúdio de um amigo meu, cheguei a aprender alguns segredos de gravação durante o período. Queríamos deixar um som mais direto, na cara, mas, ao mesmo tempo, com uma vibração atual, fiquei contente com resultado, para uma banda inciante está bom.

Raphael : Apesar de várias complicações durante a gravação devido a falta de tempo, no final achei favorável. Porém, no full length estará bem diferente. Tivemos muito mais liberdade na produção, sem contar o tempo livre para realizar tudo com mais calma.


3 - Ainda sobre o E.P., não posso deixar de destacar o vigor da "cozinha" com um baixo muito bem coeso e groove seminal (remetendo fácil aos anos 80)...
Qual a sua inspiração, Nathalia, para essas linhas?
R: Nathalia: Olha, dizer por exato quem foi a influência para aquela linha é um tanto complicado considerando que há um misto.

Eu sou grande fã de W.A.S.P e Raven então, com certeza, a pegada de John Gallagher e Blackie sempre me influenciaram bastante. Tenho os dois cravados em minha pele, não é por pouco, é por paixão!

Fico extremamente contente pela sonoridade do baixo no E.P. ter lhe agradado. Porém, posso te dizer de primeira mão que a qualidade e a sonoridade alcançada no full length está bem melhor, certeza que gostará! (risos).

Nesse trabalho optamos gravar sem pressa, o que foi do contrário com o E.P., e isso foi de diferença gigantesca para nós, tivemos um longo período para nos prepararmos e para gravarmos com calma, gerando um resultado totalmente satisfatório e gratificante para nós.


4 - Nos últimos anos fomos "bombardeados" com bandas que resgatam a sonoridade Hard/Heavy da década de 80... Temos inúmeros exemplos pelo mundo e vocês estão muito bem inseridos nisto... Desde o início, já pensavam em ter essa temática e sonoridade?
R: Raphael : Com certeza! Sou apaixonado por vários estilos musicais, mas o Heavy Metal tradicional é minha raiz e ninguém arranca ela.
O principal nisso tudo é manter a sinceridade em tudo aquilo que for feito e lutar até alcançar seus objetivos.

Os grandes grupos do Metal que eu citei na primeira resposta são exemplos quando pensamos nesse assunto, se eles chegaram lá tocando Heavy Metal, nós também podemos.

E pra isso ser concluído, muito chão pela frente teremos, mantendo sempre o profissionalismo e compromisso com Rock’n’Roll.

Um motivo que me deixa muito feliz além de ter conseguido criar o Facing Fear, é trabalhar com pessoas que tem o mesmo intuito, é muito difícil conseguir isso, principalmente num país como o Brasil, em que ser músico erockeiro é apenas um hobby para muita gente.

Cada integrante está ali pelas mesmas causas, tocar Metal, fazer música para entreter as pessoas, alertá-las e viver disso. Fazemos do Facing Fear o nosso trabalho quase diário e posteriormente torná-lo diário.

Enfim, cresci ouvindo esse estilo, estudei tudo sobre ele, não me vejo fazendo outra coisa.




5 - A opção por cantar em português é fixa?pergunto isto pois em inglês, também podem arriscar e muito bem pelo o que já ouvi...
R: Terry : Não… Não… Pra quem vem comparecendo aos shows do Facing Fear já está ciente que, com exceção da faixa título do debut, todas as outras estão em inglês, ainda que não tenhamos tocado todas as faixas durante esses últimos shows.

Na verdade, assim que entrei no Facing Fear conversei sobre isso.

Sei que há ótimas bandas que têm seu material todo em língua portuguesa, no entanto, o que buscamos é a relevância mundial e um trabalho em língua inglesa acaba agregando mais ao público para esta empreitada.

Com o feedback que tivemos da única faixa em língua inglesa do E.P., vimos que esse era de fato o caminho certo.


6 - Poderiam nos contar alguma coisa sobre o novo álbum?confesso que estou ansioso, por ser fã de vocês...
R: Raphael : Bom, o novo álbum se chama “Ana Jansen”, terá a faixa-título em português inspirada na famosa lenda do São Luís do Maranhão.

Queremos tentar mostrar um pouco da cultura brasileira para o mundo, algo comum em muitas bandas brasileiras e seria legal manter essa tradição.

No geral o disco aborda diversos temas como guerra, filmes, Heavy Metal, etc... Na música “War of Lies”, tive como base um dos meus filmes preferidos, “Platoon” de 1984, que fala sobre a revolta de um soldado americano em meio a guerra do Vietnã.

Sou apaixonado por cinema, acho que no álbum tem umas quatro canções baseadas em longas-metragem.

Sobre a produção, a gravação está em processo de finalização no Rio de Janeiro e mixagem/masterização será concluída em São Paulo, pelo excelente guitarrista e produtor Luke D. Couto (Fire Strike, Night Prowler e Rider).

É um grande amigo nosso também, será um prazer trabalhar com ele, tendo em vista o objetivo da sonoridade que a banda quer alcançar.

Até o momento está soando bem pesado, sem perder é claro, os brilhos da melodia.

E dizendo aqui em primeira mão, a capa já foi finalizada pelo maravilhoso desenhista Eduardo Untura, mês que vem divulgaremos a arte.
Muitos fãs estão curiosos porque uns meses atrás divulgamos parte da capa, garanto que ficou sensacional.


7 - Como tem sido o contato com o público?
Vocês me parecem ser acessíveis...
R: Raphael : Tem sido ótimo, é impressionante saber que pessoas de tão longe gostaram da sua música, parece meio bobo falando isso, mas é só acontecendo conosco pra saber o quanto é gratificante.

O show em Teresina foi louco!
O público sabia perfeitamente bem as letras, melhor do que eu! Sem contar intensidade da galera curtindo, maravilhoso.

Após o show muita gente veio tirar fotos e tudo mais, foi uma experiência muito legal esse contato, vimos que a galera realmente admira a banda.
No Rio e em São Paulo o contato é sempre ótimo também, muito bom ver os fãs indo em quase todos shows que fazemos na região, o interessante a comentar, é ter aparecido uma galera nova nas redondezas durante esse período, o Rock precisa disso, fãs novos pra manter a chama acessa, ainda mais na situação atual do nosso país.

E sim, tentamos ser acessíveis com certeza, sem os fãs não somos nada, sempre teremos admiração por eles.


8 - Ser uma banda independente requer mais trabalho que o de costume, mas sei o quanto isso vale a pena...
Vocês mesmos que cuidam do Merch?tem sido boa a procura por CDS e camisetas?
R: Raphael : Sim, todo o esquema somos nós que cuidamos. Por enquanto têm sido viável controlar as vendas, fazemos todo um planejamento do que será vendido nos shows, pelo correio, lojas etc...
Mantendo esse controle fica muito mais fácil saber a renda e nisso manter o investimento da nossa estrutura.

Porém, quando chegar o dia em que a demanda aumentar em números bem maiores, teremos um suporte para este serviço o que, aliás, faz parte dos planos.

A procura tem sido muito boa desde quando lançamos o E.P. “Lutaremos pelo Metal”, isso é de espantar porque já faz mais de um ano do seu lançamento.

Vendemos para vários países como Alemanha, Estados Unidos, França, Japão, Argentina etc...
Por isso estamos confiantes com a venda do álbum, sendo inglês o alcance será maior.
E sobre as camisas, bom, elas vendem igual água.


9 - Quais os próximos planos?
R: Raphael : Em 2019 lançaremos o disco “Ana Jansen”, divulgá-lo em tudo quanto é lugar, físico e virtual, marcar shows pelo Brasil e no resto do mundo dentro de um eficiente planejamento logístico, infelizmente ainda não vivemos da nossa música, então é preciso organizar tudo nos mínimos detalhes, mas sempre há um jeito para resolver, é o nosso trabalho.

Faz parte do plano também filmar um novo vídeoclipe, a faixa escolhida é a “Hell's Killer”.
Uma forte canção do Facing Fear, já havia sendo executada nas apresentações, particularmente eu considero como a melhor composição da Facing.

Estamos confiantes com a repercussão, o álbum é forte e nossos shows serão ainda melhores, queremos fazer com que o público sinta uma experiência única em sua vida.


10 - Finalizamos por aqui... gostariam de deixar algum recado?
R: Raphael : Quero agradecer ao imenso apoio vindo dos nossos fãs, a vida no Heavy Metal não é fácil, mas nem por isso desistiremos do nosso ideal, o carinho de vocês nos dão força para continuar!
Facing Fear chegará em 2019 mais poderoso do que nunca! Facing is Rock!


Vall : Primeiramente muito obrigado pela oportunidade, estamos imensamente felizes pela repercussão que tivemos com o E.P., o apoio e as inúmeras mensagens que temos recebido, o álbum está ficando muito lindo, falta pouco galera!


Terry : Não esqueça, ouça Facing Fear!


Nathalia : Agradeço de coração a quem tem nos apoiado desde sempre nessa estrada e nesse sonho, a nossa equipe por trás dos palcos que está sempre de prontidão, principalmente a quem curte nosso som, compra nossos materiais, nos enviam mensagens.

Vocês fazem parte disso aqui também!
Gratidão sempre! We Are Facing Fear!





Gostaria de agradecer a banda pela oportunidade cedida, deixar o espaço para futuras colaborações e, também agradecer ao nosso amigo Leonardo (https://www.facebook.com/braunamusicpress/) por todo o trâmite para ser possível a entrevista.

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