NOTÍCIAS DE ÚLTIMA HORA

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Pietà transforma a tragédia das enchentes no Rio Grande do Sul em angústia na faixa “From Dust to Mud”

 

Integrante do novo álbum “Who’s Watching”, música reflete o impacto da catástrofe de 2024 em meio a uma sonoridade que dialoga com Celtic Frost, Meshuggah e Soilwork.

 

Quando a PIETÀ retomou suas atividades em 2024 para iniciar a composição do recém-lançado álbum “Who’s Watching”, a realidade do Rio Grande do Sul impôs um cenário de destruição impossível de ser ignorado. As históricas enchentes que assolaram o estado naquele ano tornaram-se o ponto de partida para uma das composições mais importantes do novo registro: “From Dust to Mud”, quarta faixa do CD. 

 

Ouça:

https://open.spotify.com/intl-pt/album/6m9wXApc1a2dgdKPaYRfhi

 

Com a participação especial do guitarrista convidado Michel Oliveira nos solos, a música afasta-se de abstrações para retratar o impacto físico e psicológico da catástrofe climática e social vivida pelos gaúchos. Segundo a banda, a música é a visão de um cidadão acordando da cegueira ideológica fascista no meio do caos da enchente. "Estávamos em pleno processo de retomada da banda em 2024 quando vimos cidades inteiras debaixo d'água, a poeira do cotidiano virando lama da noite para o dia e o desespero tomando conta de tudo. “From Dust to Mud” nasceu dessa ferida aberta. Não tinha como falar de um mundo doente sem registrar o que aconteceu no nosso próprio quintal, com o abandono e a sensação de impotência diante da força da natureza e da falha humana", relata o vocalista e guitarrista Leandro Sberzesengik.

Para dar forma a essa atmosfera sufocante ao longo das 17 faixas do álbum, a dupla formada por Leandro Sberzesengik (guitarras e voz) e Leandro Bernal Mohr (guitarras, baixo e programação de bateria) expandiu o vocabulário habitual da PIETÀ. Embora o grupo carregue o DNA do Grindcore e do Hardcore desde o fim dos anos 80, a construção de “Who’s Watching” — gravado em 2025 no Big Hill Studios — absorveu referências que privilegiam diversas influências.  Durante a concepção do trabalho, sonoridades como a escuridão abissal de “Monotheist” (álbum de 2006 dos suíços do Celtic Frost), a complexidade dissonante do Meshuggah e a pegada moderna do Soilwork serviram como norte para moldar a identidade do disco.

"Para traduzir esse clima opressivo das letras, precisávamos de texturas diferentes daquelas que fazíamos nos anos 90. A atmosfera pesadaça e arrastada do “Monotheist”, do Celtic Frost, foi uma referência enorme para o disco, assim como a frieza dos riffs do Meshuggah e a dinâmica de guitarras do Soilwork. Misturamos essas referências com a nossa bagagem do Grindcore e do Death Metal para criar um som que reflete exatamente a anomalia psíquica dos dias de hoje", explica Leandro Bernal Mohr.

 

Lançado de forma 100% independente em setembro de 2026, o CD físico “Who’s Watching” conta ainda com uma homenagem póstuma ao baixista original Sergio "Orelha" Mondin (in memoriam). O álbum pode ser adquirido diretamente com a banda pelo correio ou na loja Zeppelin, em Porto Alegre.  

 

Sobre a Pietà:

Ativa desde o final da década de 1980 em Porto Alegre, a PIETÀ faz parte do início da música extrema no Rio Grande do Sul. Guiada pelo conceito próprio de "Chaotic Grindcore" e pelo lema de "quebrar padrões dos que quebram padrões", a banda cruza Grindcore com letras em português, inglês, espanhol e italiano. Atualmente integrado pelos fundadores Leandro Sberzesengik e Leandro Bernal Mohr, o grupo soma em sua trajetória cinco demo tapes, participações em coletâneas no Brasil e no exterior, o single “Kaos” e os álbuns “Reconscience” (1996), “Chaotic Grindcore” (2015) e “Who’s Watching” (2026).  


Créditos da foto:  Divulgação

Contatos:

Instagram: https://www.instagram.com/pieta_chaoticgrindcore

Assessoria de Imprensa: www.wargodspress.com.br

ROCK VIBRATIONS NO FACEBOOK!

VISITAS

MAIS LIDAS DA SEMANA!