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quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Peter118: da Inglaterra para o mundo, três faixas para entrar no universo da banda


Com guitarras enérgicas e melodias diretas, grupo de Stoke-on-Trent atravessou fronteiras e construiu uma trajetória no circuito independente

Canções curtas, guitarras distorcidas e a energia do punk britânico são o cartão de visitas da Peter118. Originária de Stoke-on-Trent, na Inglaterra, a banda liderada pelo vocalista e *baixista* Peter Szczepanski, anteriormente conhecido como Peter Field, conquistou espaço fora de seu país por meio de gravações independentes, apresentações e divulgação em rádios internacionais.

O projeto começou como um trabalho paralelo de Peter, que já acumulava experiência em outras bandas. As primeiras apresentações acústicas deram lugar a uma proposta elétrica, e o lançamento de “Radio”, em 2014, ajudou a levar seu nome a novos públicos. Nos anos seguintes, a trajetória incluiu apresentações nos Estados Unidos e uma passagem pelo festival britânico Slam Dunk, em 2018.

Entre o apelo melódico do pop punk e gravações que exploram guitarras mais pesadas, a Peter118 apresenta diferentes caminhos para quem deseja conhecer seu repertório. “Radio”, “Need You More” e “Die For You” são três escolhas representativas dessa evolução: cada uma ajuda a contar um capítulo da história da banda.

“Radio”: o começo da conexão internacional

Lançada em 2014, “Radio” tornou-se um marco na projeção da Peter118. Em entrevista à Cross Rhythms, Peter descreveu a composição como uma música simples sobre ouvir rádio, construída com a objetividade característica do punk.

A faixa chamou a atenção do radialista Mike Rogers, que passou a tocá-la no Japão. Para um projeto que havia começado com apresentações para públicos pequenos, essa divulgação abriu uma oportunidade de alcançar ouvintes muito além da cena local.

A importância de “Radio” está justamente nesse encontro entre uma proposta descomplicada e a capacidade de atravessar fronteiras. É uma porta de entrada para as primeiras gravações da Peter118 e para entender como a banda começou a construir sua presença internacional.

“Need You More”: melodias e vozes que ampliam o alcance

Faixa-título do EP lançado em maio de 2016, “Need You More” conta com a participação da cantora Lisa Cox. A gravação destaca o lado melódico da Peter118, combinando guitarras fortes com a interação entre as vozes. Em sua avaliação do lançamento, a Cross Rhythms chamou a atenção para as melodias e a contribuição vocal da convidada.

A música também marcou um momento importante na divulgação do grupo nos Estados Unidos. O radialista Rodney Bingenheimer, conhecido por seu trabalho na KROQ, em Los Angeles, apoiou o single, contribuindo para que a banda chegasse a novos ouvintes.

Dentro desta seleção, “Need You More” representa a habilidade da Peter118 de aproximar a intensidade das guitarras de uma construção acessível, ampliando as possibilidades de seu som.

“Die For You”: guitarras mais pesadas em uma nova etapa

Lançada em 2026, “Die For You” apresenta uma faceta mais pesada da Peter118, aproximando elementos de punk, rock e metal. A faixa mostra a disposição do grupo para explorar outras possibilidades de arranjo sem abandonar a energia que acompanha sua trajetória.

Em entrevista ao portal Eternal Flames, Peter contou que a composição havia sido escrita cerca de três anos antes e ganhou novo impulso quando o guitarrista *Bruno Ribeiro* acrescentou seus riffs. Segundo o vocalista, essa contribuição trouxe mais energia à gravação.

A escolha de “Die For You” completa o percurso por três momentos distintos da banda: depois da concisão de “Radio” e do apelo melódico de “Need You More”, ela apresenta um trabalho que amplia o espaço das guitarras e incorpora referências mais pesadas.

Para quem está descobrindo a Peter118, essas três faixas oferecem uma primeira aproximação com seu repertório e sua evolução. Da divulgação inicial no Japão às experiências sonoras recentes, a trajetória revela como uma banda da cena independente britânica encontrou caminhos para fazer sua música circular pelo mundo.


Saiba mais: @peter118_official

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Peter118 anuncia nova turnê pelo Reino Unido com agenda intensa de shows


Banda britânica de punk rock cristão prepara uma série de apresentações entre agosto e fevereiro, enquanto amplia sua presença internacional e vive uma nova fase na carreira

A Peter118 anunciou uma nova sequência de apresentações pelo Reino Unido, reforçando sua presença no circuito independente britânico. A agenda reúne shows em diferentes cidades e espaços tradicionais da cena alternativa, levando ao público uma combinação de punk rock, energia ao vivo e letras sobre fé, esperança, amor e transformação.

Fundada por Peter Szczepanski, a banda começou a ganhar forma entre 2012 e 2014, a partir da experiência do músico na cena punk de Stoke-on-Trent e de sua conversão ao cristianismo, ocorrida em 2005. Ao longo de mais de uma década, o projeto atravessou diferentes formações e momentos musicais, mantendo Peter como seu principal eixo criativo.

Com influências de Green Day, Rancid, The Offspring e Ramones, a Peter118 aposta em músicas curtas, diretas e acessíveis, refrões marcantes e apresentações intensas. A proposta une a atitude do punk rock a mensagens positivas, construindo uma identidade capaz de dialogar tanto com ambientes cristãos quanto com o público secular.

A nova turnê inclui apresentações no 32 Long St e no Hayloft, em 29 de agosto; no Hogshead Wolverhampton, em 30 de agosto; no Supersonic Bar, em 4 de setembro; no The Polished Knob, em 5 de setembro; além de dois compromissos em 20 de setembro, no Bikers Church e no The Cock & Greyhound.

A agenda continua em novembro, com shows no Elements Live Lounge, The Jesse Boot e The Old Post Office. Em dezembro, a banda passa pelo Moorland Inn, Albert’s Corner, Supersonic Bar e The Butchers Arms. O calendário divulgado também prevê uma apresentação no The Latch Lifter, em 7 de fevereiro.

Nova fase e expansão internacional

A turnê chega em um momento importante para a Peter118. Depois de anos de construção independente, a banda amplia sua exposição internacional e direciona sua estratégia para novos lançamentos, produção de conteúdo digital, apresentações ao vivo e expansão para a América Latina.

Entre os resultados recentes está o desempenho de “Die For You”, que alcançou o primeiro lugar na Amazon Music UK na categoria de novos lançamentos de rock e também figurou entre as músicas mais vendidas da plataforma. Já “This Town” chegou à 12ª posição em um chart britânico geral, disputado tanto por artistas cristãos quanto por nomes da música secular. O resultado ganha ainda mais relevância justamente pela amplitude da concorrência e consolida um importante marco na trajetória da Peter118.

O repertório reúne faixas como “Radio”, “Need You More”, “Make It or Break It”, “Waiting”, “Excrutiantal”, “Great I Am”, “Money & Lies”, “For Your Glory”, “Rolling Stone”, “Thinking of You”, “Rise in Me”, “Die For You” e “This Town”. A discografia inclui ainda os EPs UK Christian Punk Rock, Anthology e Live in L.A..

A trajetória internacional da Peter118 já passou por Reino Unido, Europa, Estados Unidos, Japão e Polônia, com participações em festivais como Slam Dunk Festival, Rainbow Rock Festivals, Meltdown Festival, Rock Alive Festival, Edinburgh Festival, The Objective Festival e Slot Art Fest.

Foto: Divulgação

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Verita apresenta "Path of Life", novo single que une intensidade, personalidade e evolução sonora


A banda Verita acaba de lançar "Path of Life", seu segundo single, reafirmando a identidade do grupo e apresentando uma nova fase criativa. Com riffs marcantes, refrão memorável e uma sonoridade que transita entre o Hard Rock clássico e elementos contemporâneos, a faixa transmite uma mensagem de superação, coragem e esperança diante dos desafios da vida.

A música aborda o momento em que é preciso decidir entre permanecer na zona de conforto ou enfrentar o caminho mais difícil para alcançar uma transformação. Essa dualidade é o ponto central da composição e representa a essência da banda.

Para o vocalista Guilherme Manzato, a canção traduz a personalidade da Verita. "O refrão fala sobre um conflito interno: ou você escolhe fazer o mais difícil, algo que a maioria não faz, ou você escolhe ficar na sua zona de conforto, porque parece impossível fazer diferente. Por isso eu acho que essa música traz muita personalidade e é a cara da Verita", afirma.

Segundo o guitarrista Caio Kirdeika, "Path of Life" representa um importante marco na trajetória da banda. "Path of Life reúne o melhor do Hard Rock pegajoso e, ao mesmo tempo, energético. Misturando atitude com partes cadenciadas, o novo single trouxe elementos a mais do que em trabalhos anteriores. Afinal de contas, ela foi a primeira música que de fato trabalhamos todos juntos. Cada um trouxe uma ideia, reunimos todas e o resultado é uma canção empolgante, com algumas surpresas no decorrer dela. É a primeira marca do que os ouvintes podem esperar da gente de agora em diante."

O baixista Felipe Fornachari destaca a dinâmica da composição e os detalhes presentes nos arranjos. "Conforme você vai ouvindo, Path of Life te leva para outros momentos. Tem um refrão pegajoso, mais de um solo, mais de um riff e algumas surpresas no baixo, que dão o tom diferencial."

Gravada no Coelho Studios, a faixa contou com produção, mixagem e masterização de Filipe Coelho, evidenciando o cuidado da banda com cada detalhe da produção e reforçando a qualidade sonora do lançamento.

A formação atual da Verita é composta por Guilherme Manzato (vocal), Caio Kirdeika (guitarra) e Felipe Fornachari (baixo).

"Path of Life" já está disponível em todas as plataformas de streaming. Com uma combinação de peso, melodia e emoção, o novo single marca uma evolução na identidade musical da Verita e antecipa o que o público pode esperar dos próximos lançamentos da banda.

Acompanhe a Verita e ouça o novo single:

Foto: Divulgação

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Caio Gaona lança tributo à clássica abertura de Power Rangers com participação de Edu Curti


O baterista Caio Gaona, conhecido por seu trabalho nas bandas Triscore e Crossroad, acaba de lançar uma homenagem especial a uma das músicas mais marcantes da cultura pop dos anos 1990. O músico disponibilizou em seu canal uma versão da icônica abertura de Mighty Morphin Power Rangers, composição de Ron Wasserman que atravessou gerações e permanece viva na memória de milhões de fãs ao redor do mundo.

Para dar ainda mais força ao projeto, Caio convidou o renomado vocalista Edu Curti, que empresta sua potência vocal à releitura, trazendo uma nova energia ao clássico tema da série que se tornou um fenômeno mundial.

A produção busca unir nostalgia e modernidade, celebrando uma canção que marcou época e continua conquistando novos admiradores. O lançamento já pode ser conferido em vídeo através do canal oficial de Caio Gaona.

Assista ao vídeo:

Além do lançamento em vídeo, a faixa também estará disponível em breve nas principais plataformas digitais de streaming.

Com essa homenagem, Caio Gaona reforça sua versatilidade como músico e seu apreço por obras que influenciaram gerações, entregando aos fãs de rock, metal e cultura geek uma versão vibrante de um dos temas mais emblemáticos da televisão.

terça-feira, 23 de junho de 2026

Festival Ruído da Resistência reúne nomes da cena underground em São Paulo

A cidade de São Paulo deverá receber, no próximo dia 26 de julho de 2026, uma edição do Festival Ruído da Resistência, evento que se consolida como uma importante vitrine da música extrema e alternativa brasileira. Promovido pela Rádio Word Escola e Produtora Musical, o festival aposta na força da cena independente para transformar o som em ferramenta de expressão política, social e cultural.

Inspirado pela filosofia Do It Yourself (Faça Você Mesmo), o Ruído da Resistência propõe mais do que uma sequência de apresentações musicais. O evento busca reunir diferentes vertentes do underground nacional em torno de um mesmo propósito: dar voz à contestação, à criatividade e à resistência artística por meio da música.

O line-up confirmado reúne quatro bandas com propostas distintas, mas conectadas pela intensidade sonora e pela independência criativa.

Abrindo a programação musical, a Sonic Torment apresenta sua fusão entre Grindcore, Noisecore e Noise, marcada por estruturas curtas, batidas frenéticas e uma abordagem sonora abrasiva. Oriunda de São Paulo, a banda é conhecida por transformar a angústia urbana em uma experiência musical visceral.

Representando o Black Metal, a D'us Oculto leva ao palco composições densas e atmosféricas que exploram temas obscuros e filosóficos. Reconhecida pelo rigor técnico e pela forte presença de palco, a banda figura entre os nomes de destaque da cena underground da região Sul do país.

Já a D.O.S. Crossover (Deform of Society) promete trazer uma combinação explosiva entre Hardcore Punk e Thrash Metal. Com letras de forte crítica social e energia voltada ao mosh pit, o grupo se destaca por seu discurso direto contra a opressão e as desigualdades.

Encerrando a programação, a Peer e Inumanos apresenta uma proposta híbrida dentro do rock alternativo brasileiro. A banda utiliza sua música como um "antídoto" para o caos urbano, abordando em suas letras temas como contradições sociais, solidão e a intensidade da vida nas grandes metrópoles. Sua sonoridade une técnica, peso e reflexão social.

De acordo com a organização, os portões serão abertos às 15h30. As apresentações terão início às 16h com a Sonic Torment, seguida por D'us Oculto às 16h50, D.O.S. Crossover às 17h40 e Peer e Inumanos às 18h30. O encerramento das atividades está previsto para as 20h.

O festival deverá acontecer no Teatro Mars, localizado na Rua João Passalaqua, 80, no bairro Bela Vista, região central de São Paulo.

Com uma proposta voltada à valorização da cultura independente, o Festival Ruído da Resistência reforça a importância dos espaços dedicados à música alternativa e à livre manifestação artística, reunindo artistas e público em uma celebração da diversidade sonora e da resistência cultural.

Serviço
Festival: Ruído da Resistência
Data: 26 de julho de 2026 (previsão)
Horário: Abertura dos portões às 15h30
Local: Teatro Mars – Rua João Passalaqua, 80, Bela Vista, São Paulo/SP
Produção: Rádio Word Escola e Produtora Musical

Assessoria de Imprensa: Isabele Miranda (@isabelemirandatv)

terça-feira, 9 de junho de 2026

Caio Gaona lança versão metálica do tema de Homelander, de The Boys


O baterista Caio Gaona acaba de apresentar uma releitura pesada do tema de Homelander, principal antagonista da aclamada The Boys.

A proposta do músico foi transformar a composição em uma versão com forte influência do metal, trazendo guitarras marcantes, bateria intensa e uma atmosfera agressiva que transmite sensação de urgência e perigo, refletindo a tensão e o clima sombrio da temporada mais recente da série.

A produção ficou a cargo de Bridy, resultando em uma interpretação que preserva a identidade do tema original enquanto acrescenta uma nova identidade sonora voltada aos fãs do rock e do metal.

A faixa já está disponível nas plataformas digitais e também pode ser conferida no YouTube.

Ouça a versão:
[Caio Gaona – Homelander Theme (Metal Version)](https://youtu.be/JpmXwY5KRXc?si=vl7SU_r-s5F4I1yp&utm_source=chatgpt.com)

Com a iniciativa, Caio Gaona reforça sua versatilidade como instrumentista e produtor de conteúdo musical, apostando em releituras que unem a cultura pop à energia e ao peso característicos do metal.

Fotos: Divulgação

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Wagner Gracciano fala sobre carreira internacional, música instrumental e os desafios do mercado brasileiro

Com uma trajetória construída entre os palcos, estúdios e salas de aula, o guitarrista, produtor musical e compositor Wagner Gracciano consolidou seu nome como um dos músicos brasileiros que levaram sua arte para além das fronteiras do país. Atualmente radicado em Atlanta, nos Estados Unidos, ele desenvolve projetos autorais, atua como produtor e trabalha ao lado de artistas de diferentes nacionalidades.

Nesta entrevista, Wagner fala sobre o início da sua relação com a música, suas principais influências, o processo criativo por trás de suas composições, os desafios enfrentados pela música instrumental no Brasil e a experiência de atuar no mercado internacional. O músico também comenta o single “I'm Here”, sua visão sobre o ensino da guitarra e revela qual é o grande projeto que ainda sonha realizar.


Entrevista com Wagner Gracciano

1. Você começou seus estudos musicais muito cedo — qual foi o momento em que a guitarra deixou de ser apenas um hobby e se tornou sua vocação profissional?
Eu, na verdade, não percebi. Eu comecei a tocar na igreja quando tinha uns 8 anos e, como era “bonitinho” uma criança tocando, o pessoal foi me colocando. Com 14 anos, comecei a dar aulas e, quando vi, já trabalhava com música.

2. Sua música mistura estilos como progressivo, blues, jazz e até elementos cinematográficos. Como você desenvolveu essa fusão sonora e quais foram suas principais influências?
Meu pai colecionava vinis, então eu tinha de tudo em casa, tudo mesmo. Jazz, MPB, clássico, rock, hard rock, heavy metal, progressivo, tudo. Para mim, foi natural transitar nesses estilos porque eu não conseguia gostar apenas de um; era tudo questão de textura e intenção. Cada estilo me lembra um lugar ou uma situação, por isso eu gosto de usar uma vibe diferente para cada momento da vida. Isso acaba passando para a minha música.

É muito difícil falar das minhas influências. Em toda entrevista eu deixo um monte de fora, porque seriam uns 40 nomes, hehehe. Então vou tentar seguir a mesma linha, começando pelos principais que nunca ficam de fora: Dire Straits, Beatles, Rush, Van Halen, Led Zeppelin, Steve Morse Band, Genesis, Yes, Mr. Big, Pat Metheny, Stevie Ray Vaughan, Toquinho, Tom Jobim, Mike Stern, Chick Corea, Dream Theater, Steve Vai, Joe Satriani, Toto, Dixie Dregs, Metallica, Opeth e Mastodon. Já coloquei muita gente e ainda está faltando, hehehe.

3. Você já lançou vários álbuns autorais e também trabalha como produtor e session guitarist. Como você equilibra esses papéis distintos na criação e produção musical?
Acho que é o mesmo trabalho em todos. Tudo passa pelo lado compositor. Se estou gravando, pensando em produção e, claro, nas minhas músicas, a chave é sempre compor, seja sobre algo que o artista quer ou apenas como guitarrista. Em todo momento eu tento pensar em composição, e por isso fica mais fácil me encaixar em qualquer contexto.

4. Ao longo da sua carreira, qual foi o maior desafio que enfrentou ao lançar música instrumental autoral, especialmente no Brasil?
Infelizmente, a música instrumental interessa somente para quem é músico no Brasil. Aqui nos EUA existe uma cultura muito grande de apreciação de qualquer forma de música, cantada ou instrumental. É nítido que o público aqui está realmente curtindo o momento e sentindo a música.

No Brasil, eu sentia que era uma comparação. Em todo show, parecia que eu estava fazendo uma audição para ser aprovado para um trabalho, e não tocando a minha música. Existe uma cultura de workshops que até pode ser boa no Brasil, principalmente em lojas de música e igrejas. Mas isso viciou o público a ouvir música instrumental como uma aula ou masterclass, e não como arte. Como mercado, foi muito bom, mas, como música, eu considero uma das piores coisas para o instrumental.

5. Seu single “I’m Here” traz uma mensagem de esperança e colaborações internacionais. Qual foi a inspiração por trás dessa canção e como você escolheu os músicos que participaram dela?
A música tem um contexto dentro da história. É, de certa forma, uma mensagem de esperança, principalmente pelo fundo cristão do disco. É o momento em que o personagem já passou por todo o processo de provação e dor, até chegar ao ponto mais baixo. Aí vem uma palavra de Deus como esperança para quem está nessa situação.

Também é um momento que transmite uma mensagem para quem está enfrentando problemas psicossomáticos de todas as ordens: existe uma saída. Eu escolhi o Cleveland para cantar essa música justamente para dar esse tom mais leve, melancólico e sensível. Ele traz uma alma muito grande para cada música que canta.

6. Você tem trabalhado muito com produção musical em Atlanta e estúdio — como essa mudança de cenário influenciou seu processo criativo?
Aqui eu tenho acesso a muito mais recursos do que no Brasil. A forma de trabalhar também é bem diferente. Já trabalhei com vários músicos de diferentes nacionalidades. Como existem igrejas e comunidades de vários países, você acaba se misturando muito. Todos esses povos são bem mais diretos e objetivos do que os brasileiros.

Uma grande diferença é que o músico brasileiro toca basicamente de tudo, pelo menos um pouco de tudo. As outras nacionalidades são mais específicas. Você não vai ver um músico de heavy metal tentando tocar jazz, ou um músico de country tentando tocar samba. Isso me ajudou a enxergar melhor cada estilo da forma que ele é, sem colocar aquela pitadinha de Brasil em tudo.

7. Falando da sua técnica e didática, você já lançou vídeos e conteúdos instrutivos — que conselhos você dá para guitarristas iniciantes que querem seguir uma carreira profissional?
Eu vejo uma diferença muito grande entre os alunos de hoje e os de 15 anos atrás. Está todo mundo meio perdido e tentando tocar tudo. Você passa pelos reels e vê 10 músicos diferentes tocando, corre atrás de material para estudar todos eles e acaba não estudando nenhum.

Procurem sempre um bom professor. O YouTube não é o melhor lugar para iniciantes. Você precisa ter uma boa curadoria da informação, e só uma pessoa mais experiente vai conseguir te oferecer isso. Além do mais, bons professores você encontra em aulas particulares. Existem muitas pessoas com ótimos cursos, mas que são péssimos professores, e vice-versa. Muito professor genial não consegue passar tudo em vídeo. Mas esse cara quase sempre é o melhor. Música é relacionamento, não troque isso por nada.

8. Para finalizar, qual é o projeto dos seus sonhos — pode ser um álbum, colaboração ou espetáculo que ainda não aconteceu?
Gravar um DVD com todas as minhas músicas, reunindo todos os músicos que me ajudaram ao longo da caminhada, além da participação de alguns heróis. Conseguir levar a minha música para os palcos com toda a estrutura que ela exige é um dos meus objetivos de vida.

Foto: divulgação

segunda-feira, 18 de maio de 2026

NASCAR Brasil escolhe banda brasileira Spine Shiver para criar tema oficial da temporada 2026

A NASCAR Brasil escolheu uma banda brasileira para dar voz à velocidade na temporada 2026. A responsável pela nova trilha oficial da categoria será a Spine Shiver, que desenvolveu uma faixa inédita especialmente para o campeonato.

A parceria entre a banda e a NASCAR Brasil começou no fim de 2025, durante uma apresentação da Spine Shiver na transmissão ao vivo da Final da NASCAR Brasil 2025. Na ocasião, o grupo aproveitou a experiência dentro do universo automobilístico para gravar o clipe da música “Highway Night”, produção que rapidamente chamou a atenção pela estética intensa e pela conexão com o espírito das pistas.

Foi nesse contexto que nasceu a aproximação com a NASCAR Brasil. Inicialmente, a banda chegou a apresentar “Highway Night” como uma possível música-tema da temporada 2026. Porém, segundo integrantes da Spine Shiver, a organização da categoria demonstrou interesse em ir além e propôs a criação de uma composição totalmente exclusiva para representar a nova fase da competição.

A partir daí, a banda retornou ao estúdio para desenvolver uma faixa inédita, criada especialmente para traduzir a identidade da NASCAR Brasil: velocidade, adrenalina e intensidade. O resultado será apresentado oficialmente como tema da temporada 2026.

A escolha da Spine Shiver também reforça o momento de crescimento vivido pela NASCAR Brasil nos últimos anos. A categoria vem ampliando sua presença no automobilismo nacional, conquistando maior alcance de público, fortalecendo transmissões e consolidando uma identidade própria dentro do esporte a motor brasileiro. Nesse cenário, a aposta em uma banda nacional para assinar a trilha sonora oficial da temporada simboliza a busca por uma conexão ainda mais forte entre entretenimento, música e automobilismo.

Além disso, a parceria evidencia a valorização de artistas brasileiros dentro do esporte, aproximando o rock autoral da atmosfera das grandes competições e criando uma identidade sonora exclusiva para a categoria.

O anúncio da parceria vem acompanhado da divulgação do material audiovisual de “Highway Night”, que ajuda a contar o início dessa conexão entre banda e automobilismo. O conteúdo pode ser conferido no perfil oficial da banda nas redes sociais.

Foto: Divulgação 
Saiba mais: @spineshiveroficial

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Verita inicia nova fase com o lançamento de “Cult of Reason” e formação renovada

_Single traz crítica contundente à credibilidade de figuras de autoridade e marca o início de uma nova era sonora para a banda_

A banda Verita apresenta ao público seu mais novo trabalho, “Cult of Reason”, single que simboliza uma virada importante em sua trajetória artística. Além de reforçar a identidade sonora marcada por peso, dinâmica e intensidade, o lançamento também oficializa a nova formação do grupo, agora consolidado como um power trio.

Com versos melódicos e um refrão de fácil assimilação, a faixa equilibra agressividade e musicalidade, características que vêm se tornando assinatura da Verita desde sua criação. A canção mergulha em uma crítica direta à forma como a sociedade contemporânea deposita confiança em figuras de autoridade que, muitas vezes, não demonstram capacidade de liderar com responsabilidade e transparência.

A letra de “Cult of Reason” propõe uma reflexão sobre o cenário atual, questionando não apenas líderes políticos e sociais, mas também vozes que se apresentam como científicas ou detentoras da verdade. Nesse contexto, a banda aborda o conceito de um “culto à razão” como uma ironia — sugerindo que, em muitos casos, a racionalidade é apenas aparente, enquanto crenças são construídas e disseminadas sem o devido questionamento.

O single também traz uma perspectiva individual ao explorar o despertar de quem se vê inserido nesse ambiente de caos e desinformação, incentivando uma postura mais crítica diante das narrativas impostas. A proposta é provocar o ouvinte a refletir sobre até que ponto suas convicções são realmente baseadas em fatos verificáveis.

Fundada em 2023 como um projeto solo, a Verita ganhou destaque com seu primeiro álbum, bem recebido por público e crítica. Agora, com Guilherme Manzato (voz e backing vocal), Caio Kirdeika (guitarra) e Felipe Fornachari (baixo), a banda amplia horizontes e busca fortalecer sua presença no cenário nacional e internacional.

“Cult of Reason” foi gravada no Coelhos Studios, em São Bernardo do Campo (SP), com produção, mixagem e masterização de Filipe Coelho. O single já está disponível em todas as plataformas de streaming e inaugura oficialmente uma nova fase na carreira do grupo.

Ouça já:

Saiba mais: @veritaproj
Foto: Chibbas

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Verita inicia nova fase com o lançamento de “Cult of Reason” e formação renovada

_Single traz crítica contundente à credibilidade de figuras de autoridade e marca o início de uma nova era sonora para a banda_

A banda Verita apresenta ao público seu mais novo trabalho, “Cult of Reason”, single que simboliza uma virada importante em sua trajetória artística. Além de reforçar a identidade sonora marcada por peso, dinâmica e intensidade, o lançamento também oficializa a nova formação do grupo, agora consolidado como um power trio.

Com versos melódicos e um refrão de fácil assimilação, a faixa equilibra agressividade e musicalidade, características que vêm se tornando assinatura da Verita desde sua criação. A canção mergulha em uma crítica direta à forma como a sociedade contemporânea deposita confiança em figuras de autoridade que, muitas vezes, não demonstram capacidade de առաջնորդar com responsabilidade e transparência.

A letra de “Cult of Reason” propõe uma reflexão sobre o cenário atual, questionando não apenas líderes políticos e sociais, mas também vozes que se apresentam como científicas ou detentoras da verdade. Nesse contexto, a banda aborda o conceito de um “culto à razão” como uma ironia — sugerindo que, em muitos casos, a racionalidade é apenas aparente, enquanto crenças são construídas e disseminadas sem o devido questionamento.

O single também traz uma perspectiva individual ao explorar o despertar de quem se vê inserido nesse ambiente de caos e desinformação, incentivando uma postura mais crítica diante das narrativas impostas. A proposta é provocar o ouvinte a refletir sobre até que ponto suas convicções são realmente baseadas em fatos verificáveis.

Fundada em 2023 como um projeto solo, a Verita ganhou destaque com seu primeiro álbum, bem recebido por público e crítica. Agora, com Guilherme Manzato (voz e backing vocal), Caio Kirdeika (guitarra) e Felipe Fornachari (baixo), a banda amplia horizontes e busca fortalecer sua presença no cenário nacional e internacional.

“Cult of Reason” foi gravada no Coelhos Studios, em São Bernardo do Campo (SP), com produção, mixagem e masterização de Filipe Coelho. O single já está disponível em todas as plataformas de streaming e inaugura oficialmente uma nova fase na carreira do grupo.

Foto: Chibbas

terça-feira, 21 de abril de 2026

Spine Shiver lança clipe de “Silhouette” e amplia presença internacional do rock brasileiro

_A banda brasileira Spine Shiver lançou oficialmente o clipe do single “Silhouette”, marcando um novo momento em sua trajetória e reforçando sua presença no cenário internacional._


Com proposta sonora intensa e contemporânea, “Silhouette” apresenta uma nova fase da banda, trazendo uma pegada envolvente sem perder a essência marcante dos riffs e da identidade bem-humorada que acompanha o grupo. A faixa chega como uma experiência sonora diferenciada, apostando em energia, atitude e conexão com o público.

O clipe foi gravado no Lucky Friends, em Sorocaba (SP), um dos principais ícones da cultura custom na América Latina. A produção conta com a participação de amigos e personalidades ligadas ao rock, reforçando o espírito colaborativo da cena e a valorização da cultura alternativa.

Mais do que um lançamento, o projeto representa a consolidação de uma caminhada construída de forma independente, com apoio de fãs e da comunidade musical. A banda destaca que o momento simboliza resistência e continuidade, em um cenário onde o rock segue se reinventando e conquistando novos espaços.

O clipe de “Silhouette” já está disponível no YouTube e pode ser conferido no link: https://youtu.be/mAmgVSMAj_Y?si=uVyauHTYQr3ZF1DK

Com o lançamento, a Spine Shiver reafirma seu posicionamento e aposta em voos cada vez mais altos, levando sua sonoridade para novos públicos e territórios.

Fotos: Divulgação 
Instagram: @spineshiveroficial

MENANDRO lança “If Regrets Could Kill”, single EP que transforma memórias e arrependimentos em narrativa sonora intensa


O artista independente MENANDRO apresenta ao público o single EP “If Regrets Could Kill”, um trabalho autoral que mergulha em temas como relações abusivas, amadurecimento emocional e o peso das lembranças. O projeto conta com três faixas e cerca de 14 minutos de duração, consolidando uma estética intimista e ao mesmo tempo densa.

A faixa-título, “If Regrets Could Kill”, conduz o ouvinte por uma reflexão sobre o fim turbulento de um relacionamento marcado pela imaturidade. A canção aborda o olhar retrospectivo de quem, já mais maduro, encara os próprios erros e reconhece os arrependimentos como parte de um processo de aprendizado — ainda que irreversível. A versão presente no single traz uma mixagem distinta da versão que integra o álbum, reforçando nuances emocionais diferentes dentro da mesma composição.

Já “Moon”, terceira faixa do EP, funciona como um desfecho melancólico e contemplativo. A música revisita memórias do momento final de um relacionamento, transformando pequenos detalhes em gatilhos emocionais. A imagem da lua cheia, presente no último encontro, simboliza o encerramento inevitável e carrega a atmosfera de despedida que permeia a faixa.

O processo criativo das canções reforça o caráter espontâneo do projeto. “If Regrets Could Kill” foi composta de forma quase instantânea: a ideia surgiu durante um banho e, em poucos minutos, já estava estruturada com versos e refrão. “Moon”, por sua vez, nasceu a partir de versos escritos anos antes, sendo finalizada posteriormente em estúdio, também de maneira intuitiva, como se já estivesse pronta no subconsciente do artista.

Musicalmente, o trabalho dialoga com referências clássicas e contemporâneas. Na faixa principal, destacam-se influências do rock britânico e da construção de backing vocals inspirados em The Beatles, The Beach Boys e John Frusciante. Já “Moon” apresenta uma sonoridade mais atmosférica, com ecos de Radiohead e David Bowie, evocando uma despedida sombria e cinematográfica.

Totalmente concebido de forma independente, o EP evidencia o caráter multifacetado de MENANDRO, que assina composição, produção musical, arranjos, gravação, mixagem, masterização e identidade visual. A gravação foi realizada no estúdio Potato Unicorn, com participação de Rafael Guazzelli na bateria, e lançamento pelo selo Potato Unicorn Records.

Com “If Regrets Could Kill”, MENANDRO entrega um trabalho confessional e sensível, que transforma experiências pessoais em uma narrativa universal sobre perdas, memória e reconstrução emocional.

Foto: Jill Langlois / Divulgação
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