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sexta-feira, 26 de março de 2021

Evanescence: The Bitter Truth - Review

Você se lembra a última vez que parou para ouvir um disco completo da carreira de Amy Lee? provavelmente foi "The Open Door" (2006) ou o famigerado "Fallen" (2003), é claro que após isso o auto-intitulado álbum lançado em 2011 também fez um certo furor com a faixa "What You Want", mas ao menos no Brasil não se viu tantos comentários (aliás, isto me faz até lembrar do Verão MTV daquele ano incluindo o clipe da faixa citada acima na programação).

"Synthesis" chegou em 2017 sem tanto alarde, aliás, conseguiu atrair novos fãs para a sua carreira mas ainda sim, pelo feedback da época, alguns tantos seguidores acharam que o disco ainda faltava algo para engrenar, e claro, a sua versão ao vivo contribuiu para uma aceitação maior pois Amy Lee e banda ao vivo sempre formaram uma junção muito boa, e "Synthesis Live" fez um ótimo papel em 2018.

"The Bitter Truth" chega agora no fim de março de 2021 com um propósito de tentar resgatar todos aqueles fãs que desejavam um álbum mais denso, voltado ao Metal, e provavelmente essa tarefa foi concluída (mas em partes).
É claro que vemos um pouco de linhas pop em seu som pois a dinâmica de muitas bandas mudam, e a de Amy Lee também mudou com o tempo, mas ainda sim é possível perceber vários momentos e nuances do início de sua carreira, sem soar forçado, claro, mas tentando mesclar "os dois mundos" em que passou a transitar.

Sua produção não desagrada, é realmente bem cuidado nos mínimos detalhes como em qualquer álbum que já ouvimos da banda, porém, existe sim uma linha exacerbada no Metal que mantém melodias agradáveis de baixo, bateria e guitarras, o que faz ser o ponto positivo para quem gostava de suas canções sumamente formada em riffs pesados (mas como eu disse, não espere um álbum Metal).


No geral vejo que Amy Lee amadureceu bastante, hoje em dia busca agradar muitos grupos dentro do Rock, não apenas aquele que influenciou e criou tendências, a fama no "Gothic Metal" já não é mais a visão central, vejo que após os últimos 4 anos o seu feeling para o Pop cresceu (e não está errada em querer mostrar sua musicalidade para outros nichos, afinal, a música é um trabalho).


Ouça com calma, alguns momentos lembram a sua fase áurea, mas no âmbito geral as coisas estão ligadas ao seu tempo atual, inclusive, a própria Amy Lee disse que este era um álbum que mostraria a sua verdadeira banda, então, aproveite para conhecer e absorver a nova fase.


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