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quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Dark Tranquillity, em São Paulo no domingo (18), e seu retrato de um mundo em colapso

Crédito: Alessandro di Martino

Repertório será dedicado aos álbuns The Gallery (1995) e Character (2005) mais músicas essenciais da longa carreira dos suecos

Em um cenário global marcado por guerras, deslocamentos forçados, sanções econômicas e crescimento da extrema direita, a música dos suecos do Dark Tranquillity soa menos como fantasia e mais como diagnóstico. Em mais de três décadas, a banda construiu uma obra lírica que, sem recorrer a slogans políticos, descreve com precisão o impacto humano de um mundo que normalizou o colapso social, a violência e a perda de sentido. Em um início de 2026 entre tensões e incertezas, a banda traz seu sempre urgente e impecável death metal melódico a São Paulo/SP no próximo domingo, dia 18/01, no Carioca Club. A produção é da Overload.

Ingressos: clubedoingresso.com/evento/darktranquillity-sp

O Dark Tranquillity não faz música de protesto no formato clássico, mas sua obra é profundamente política. Ao insistir em falar de sofrimento, alienação e colapso, a banda reafirma algo básico e radical em tempos de guerra e ódio. A vida humana importa.

Formado em Gotemburgo, em 1989, o Dark Tranquillity construiu uma das trajetórias mais respeitadas do metal. Diferentemente de muitas bandas do gênero, seu foco nunca esteve em violência gráfica ou escapismo. O grupo liderado pelo vocalista Mikael Stanne desenvolveu uma escrita centrada em três grandes eixos: o sofrimento existencial, a crise da consciência e a decadência da civilização.

São pilares que se tornaram especialmente relevantes no século 21, quando conflitos armados, políticas de punição coletiva e disputas imperiais passaram a moldar a vida de milhões de pessoas, do genocídio na Palestina à Venezuela pressionada por sanções e interferência externa dos EUA.

Dor, identidade e memória em um mundo desumanizado

O primeiro eixo da lírica do Dark Tranquillity é o existencial e psicológico. Canções como ThereIn, Lethe, Monochromatic Stains e Misery’s Crown abordam a perda de identidade, o peso da memória e o desgaste emocional provocado por um mundo que isola, descarta e fragmenta indivíduos.

Em um planeta onde refugiados são tratados como ameaça e populações inteiras são deslocadas por guerras e bloqueios econômicos, essa sensação de desenraizamento deixou de ser apenas individual. Ela se tornou estrutural. As letras da banda capturam esse sentimento de forma crua, mostrando o que acontece quando sistemas políticos e econômicos reduzem pessoas a números.

Verdade em colapso e consciência em crise

O segundo pilar é filosófico. Músicas como The Mundane and the Magic, Nothing to No One, Hours Passed in Exile e Inside the Particle Storm questionam a própria ideia de verdade, identidade e percepção da realidade.

Esse tema ressoa diretamente em uma era dominada por desinformação, propaganda digital e manipulação política. Guerras são justificadas por narrativas fabricadas, sanções são vendidas como soluções humanitárias e massacres são relativizados por discursos oficiais. O Dark Tranquillity transforma esse colapso da verdade em poesia sombria, expondo o vazio moral que sustenta a violência contemporânea.

Uma civilização que aprende a conviver com a barbárie

O terceiro eixo é civilizacional. Em faixas como Terminus Where Death Is Most Alive, The Lesser Faith, Atoma e Encircled, a banda descreve sociedades em decadência, sistemas que falham e estruturas que se tornam máquinas de destruição.

Essas imagens dialogam com um mundo que assiste a bombardeios de hospitais, genocídio em Gaza, crises humanitárias prolongadas e o avanço de regimes autoritários. Embora a banda não cite países ou governos, suas letras descrevem o clima moral de uma época em que a violência se tornou política pública.

The Character Galley

Dark Tranquillity volta com a inédita turnê 'The Character Galley', em que parte do repertório será dedicado aos emblemáticos álbuns The Gallery (1995) e Character (2005), mais clássicos e músicas de registros mais recentes.


SERVIÇO

Dark Tranquillity em São Paulo

Data: Domingo, 18 de Janeiro de 2026

Abertura da casa: 18h30 | Showtime: 20h

Local: Carioca Club Pinheiros (Rua Cardeal Arcoverde, 2899 - Pinheiros - São Paulo, SP)

Venda online: clubedoingresso.com/evento/darktranquillity-sp

Valores: Solidário (doe 1 Kg de alimento não perecível) e Meia Entrada em 1º lote: R$ 220,00 | Inteira em 1º lote: R$ 440,00 | Camarote em 1º lote: R$ 280,00

Classificação etária: +16

Mais informações

https://www.darktranquillity.com/

https://linktr.ee/overloadbrasil

https://www.instagram.com/tedesco.com.midia/

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Cine Joia, em São Paulo, recebe Vapors of Morphine e Dean Wareham, juntos, em maio

São Paulo/SP recebe no dia 9 de maio (sábado), no Cine Joia, um encontro de duas trajetórias fundamentais do rock alternativo norte-americano. Vapors of Morphine, o legado do lendário Morphine e Dean Wareham, em um set especial dedicado ao Galaxie 500. A produção é da Maraty e os ingressos estão à venda no site da Fastix.

Ingressos: fastix.com.br/events/vapors-of-morphine-e-dean-wareham-em-sao-paulo

Ativos na mesma época, unidos por uma mesma ideia de reinvenção do rock, Vapors of Morphine e Dean Wareham representam duas linhagens que ajudaram a redefinir os limites da música alternativa: de um lado, a estética hipnótica, urbana e minimalista do Morphine; de outro, a sensibilidade etérea, melancólica e espacial do Galaxie 500, duas matrizes que seguem moldando o indie contemporâneo.

Fundado no estado de Massachusetts no fim dos anos 1980, o Galaxie 500 se tornou um dos grupos mais influentes de sua época, mesmo com uma discografia enxuta. Os álbuns Today (1988), On Fire (1989) e This Is Our Music (1990) estabeleceram um novo vocabulário para o rock alternativo, baseado em guitarras envoltas em reverberação, andamentos lentos e uma melancolia deliberadamente anti espetacular.

À frente da banda, Dean Wareham ajudou a deslocar o indie do nervosismo pós-punk para um território mais contemplativo, abrindo caminho para o que mais tarde seria reconhecido como dream pop e slowcore, influenciando diretamente artistas como Slowdive, Yo La Tengo, Beach House e The National.

Já o Morphine, cuja obra o Vapors of Morphine mantém viva, ocupou um lugar singular dentro do mesmo período. Liderada por Mark Sandman, a banda de Boston rompeu com a formação tradicional do rock ao eliminar a guitarra e construir seu som em torno de saxofone barítono, baixo de duas cordas e bateria, criando uma sonoridade densa, sensual e profundamente urbana.

Álbuns como Good (1992), Cure for Pain (1993) e Yes (1995) transformaram o grupo em um dos cultos mais duradouros dos anos 1990, influenciando desde o rock alternativo britânico até artistas como Radiohead, Nick Cave, Queens of the Stone Age e Arctic Monkeys.

Após a morte de Sandman em 1999, Dana Colley (sax) encontrou no Vapors of Morphine uma forma de preservar e expandir esse repertório, agora ao lado de Jeremy Lyons e Tom Arey, mantendo vivo um dos catálogos mais singulares da música alternativa moderna.


SERVIÇO

Vapors of Morphine + Dean Wareham em São Paulo

Data: 9 de maio de 2026 (sábad0)

Horário: 20h (abertura da casa)

Local: Cine Joia

Endereço: Praça Carlos Gomes, 82 - Liberdade, São Paulo

Ingresso:

Pista:
R$ 170,00 (1º lote, meia entrada estudante); R$ 180,00 (1º lote, meia entrada solidária); R$ 340,00 (1º lote, inteira)

Camarote:
R$ 220,00 (1º lote, meia entrada estudante); R$ 230,00 (1º lote, meia entrada solidária); R$ 440,00 (1º lote, inteira)

Venda: fastix.com.br/events/vapors-of-morphine-e-dean-wareham-em-sao-paulo

Mais informações

www.instagram.com/vaporsofmorphine

www.instagram.com/deanwareham

www.instagram.com/tedesco.com.midia

www.instagram.com/agenciapowerline


sábado, 10 de janeiro de 2026

Dark Tranquillity volta a São Paulo no dia 18/01 com show que celebra dois álbuns clássicos

Credito: Michele Aldeghi


Repertório será dedicado aos álbuns The Gallery (1995) e Character (2005) mais músicas essenciais da longa carreira dos suecos


Dark Tranquillity, banda da Suécia pioneira do gênero death metal melódico, está de volta a São Paulo/SP neste mês de janeiro, dia 18/01, com a inédita turnê 'The Character Galley', em que parte do repertório será dedicado aos emblemáticos álbuns The Gallery (1995) e Character (2005), mais clássicos e músicas de registros mais recentes. Será show único no país, no Carioca Club. O show começa às 20h.

A realização é da Overload em parceria com a CK Concerts.

Ingressos: clubedoingresso.com/evento/darktranquillity-sp

"O ano de 2025 marcou o aniversário combinado de dois marcos em nossa carreira, The Gallery (1995) e Character (2005)", comenta o Dark Tranquillity sobre a proposta desta turnê que enfim chega a São Paulo.

Para celebrar essa ocasião, a banda embarca em uma turnê especial dedicada a destacar esses álbuns lendários, mas com espaço para muito mais de sua extensa carreira de 13 registros de estúdio.

"Prepare-se para músicas que nunca foram apresentadas ao vivo, além de faixas clássicas que há anos não integravam nosso repertório", completam.

A formação atual é Peter Lyse Karmark (guitarra), Joakim Strandberg Nilsson (bateria), Mikael Stanne (vocal), Christian Jansson (baixo), Johan Reinholdz (guitarra) e Martin Brändström (eletrônicos).

The Gallery é um disco visionário de meados da década de 1990 devido à combinação de linhas melancólicas em meio ao death metal, sua estrutura progressiva e passagens limpas como nunca visto até então naquele estilo. Brutalidade e beleza não são opostos aqui, mas parceiros.

Respaldado por críticas positivas em todo o mundo, é um clássico do 'melodeath', com riffs incrivelmente eficazes e produção limpa que realça todos os instrumentos.

Músicas como “Punish My Heaven”, com suas linhas melódicas quase neoclássicas, e “Lethe”, descrita por alguns como uma das mais belas peças já compostas no melodeath, são pontos altos que mantêm o álbum vigente até hoje.

Dez anos depois, o Dark Tranquillity lança Character, que é mais um divisor de águas tanto na trajetória da banda como da música pesada. É um registro com melodia, velocidade e atmosfera única, com Mikael Stanne transitando entre os fortes e característicos vocais rasgados e cantados.

Character recuperou parte da ferocidade das raízes do gênero enquanto incorporou complexidade melódica e atmosfera sombria. O álbum possui bateria e riffs que mostram o domínio técnico da banda e um uso de teclados que oferece profundidade sem exagero.


Dark Tranquility e o 'Som de Gotemburgo'

O Dark Tranquillity, ao lado de At the Gates e In Flames, está na origem do que o mundo passou a chamar de death metal melódico, o chamado “som de Gotemburgo”, uma das cenas mais influentes da música pesada nas últimas três décadas.

Este subgênero, no início dos anos 1990, colocou a Suécia no centro do mapa do heavy metal global. O também 'movimento' (ou cena) redefiniu o metal extremo ao unir agressividade, melodia e emoção, criando uma linguagem capaz de atravessar o underground, ocupar grandes festivais e dialogar com públicos de diferentes cenas do rock.


SERVIÇO

Dark Tranquillity em São Paulo

Data: Domingo, 18 de Janeiro de 2026

Abertura da casa: 18h30 | Showtime: 20h

Local: Carioca Club Pinheiros (Rua Cardeal Arcoverde, 2899 - Pinheiros - São Paulo, SP)

Venda online: clubedoingresso.com/evento/darktranquillity-sp

Valores: Solidário (doe 1 Kg de alimento não perecível) e Meia Entrada em 1º lote: R$ 220,00 | Inteira em 1º lote: R$ 440,00 | Camarote em 1º lote: R$ 280,00

Classificação etária: +16

Mais informações

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https://www.instagram.com/tedesco.com.midia/

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Cena Contra Fome 2026: bandas e produtoras se unem em evento de caráter social no Hangar 110

O sábado de Carnaval deste ano em São Paulo será marcado por uma ação solidária entre produtoras, dez bandas de hardcore/punk e outros agentes do entretenimento com a missão de angariar 3 toneladas de alimentos! É o Cena Contra Fome 2026, que acontece dia 14 de fevereiro, a partir das 13h, no Hangar 110.

O ingresso a preço popular, em lote único, custa R$ 10 + entrega de 5 kg de alimentos não perecíveis no dia do evento. Adquira sua entrada no site da 101 Tickets.

O Cena Contra Fome 2026 traz bandas experientes, nomes em alta nos últimos anos e promessas do punk/hardcore e rock alternativo nacional: Zander, Garage Fuzz, Bayside Kings, Sugar Kane, Deb and the Mentals, Swave, Wasted Kidds, Under Influence, Contra o Céu e Karma Chord.

O evento é uma realização conjunta da Solid Music Entertainment, Hangar 110, Caveira Velha Produções, Desgosto Discos, La Iglesia e Vomit3d, uma força-tarefa da cena alternativa enquanto agente ativa de transformação social, mobilizando o público em torno do combate à insegurança alimentar.

Os apoiadores oficiais, marcas e iniciativas ligadas à música e à produção cultural independente, são Jack Daniel’s, Downstage, Tedesco Mídia, Só Palco – Locação de Backline, Rock Together e Crossover.

Esta é a primeira edição de um evento que busca ocupar um tradicional espaço de shows da capital paulista também como um espaço de cuidado, solidariedade e responsabilidade social.

SERVIÇO

Cena Contra a Fome 2026: 14/02 em São Paulo/SP

Data: 14 de fevereiro de 2026

Local: Hangar 110 (Rua Rodolfo Miranda, 110 - Bom Retiro - São Paulo - SP)

Horário: 13h (abertura da casa)

Bandas: Zander, Garage Fuzz, Bayside Kings, Sugar Kane, Deb and the Mentals, Swave, Wasted Kidds, Under Influence, Contra o Céu, Karma Chord

Ingressos: R$ 10 (lote único) + doação de 5 kg de alimento não perecível

Vendas: 101tickets.com.br/events/details/Cena-Contra-Fome-2026

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Dark Tranquillity volta a São Paulo no dia 18/01 com show que celebra dois álbuns clássicos

Dark Tranquillity, banda da Suécia pioneira do gênero death metal melódico, está de volta ao Brasil em janeiro de 2026 com a inédita turnê 'The Character Galley', em que parte do repertório será dedicado aos emblemáticos álbuns The Gallery (1995) e Character (2005), além de clássicos e musicas de registros mais recentes. Será show único no país, dia 18 de Janeiro, no Carioca Club, em São Paulo/SP.

A realização é da Overload em parceria com a CK Concerts.

Ingressos: clubedoingresso.com/evento/darktranquillity-sp

O Dark Tranquillity, junto ao At the Gates e In Flames, foi responsável por fundar o que hoje é conhecido como death metal melódico, ou o som de Gotemburgo (já que todos são originários dessa cidade).

"2025 marca o aniversário combinado de dois marcos em nossa carreira – The Gallery (1995) e Character (2005)", comenta o Dark Tranquillity sobre a proposta desta turnê que passará por São Paulo em 2026.

Para celebrar essa ocasião, a banda embarca em uma turnê especial dedicada a destacar esses álbuns lendários, mas com espaço para muito mais de sua extensa carreira de 13 registros de estúdio.

"Prepare-se para músicas que nunca foram apresentadas ao vivo, além de faixas clássicas que há anos não integravam nosso repertório", completam.

A formação atual é Peter Lyse Karmark (guitarra), Joakim Strandberg Nilsson (bateria), Mikael Stanne (vocal), Christian Jansson (baixo), Johan Reinholdz (guitarra) e Martin Brändström (eletrônicos).

The Gallery é um disco visionário de meados da década de 1990 devido à combinação de linhas melancólicas em meio ao death metal, sua estrutura progressiva e passagens limpas como nunca visto até então naquele estilo. Respaldado por críticas positivas em todo o mundo, é um clássico do 'melodeath', com riffs incrivelmente eficazes e produção limpa que realça todos os instrumentos.

Dez anos depois, o Dark Tranquillity lança Character, que é mais um divisor de águas tanto na trajetória da banda como da música pesada. É um registro com melodia, velocidade e atmosfera única, com Mikael Stanne transitando entre os fortes e característicos vocais rasgados e cantados.


Credito da foto: Michele Aldeghi


SERVIÇO

Dark Tranquillity em São Paulo

Data: Domingo, 18 de Janeiro de 2026

Abertura da casa: 18h30 | Showtime: 20h

Local: Carioca Club Pinheiros (Rua Cardeal Arcoverde, 2899 - Pinheiros - São Paulo, SP)

Venda online: clubedoingresso.com/evento/darktranquillity-sp

Valores: Solidário (doe 1 Kg de alimento não perecível) e Meia Entrada em 1º lote: R$ 220,00 | Inteira em 1º lote: R$ 440,00 | Camarote em 1º lote: R$ 280,00

Classificação etária: +16

Mais informações

https://www.darktranquillity.com/

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https://www.instagram.com/tedesco.com.midia/

Nile retorna a São Paulo em março: egiptologia convertida em death metal técnico

O gigante do death metal mundial Nile retorna a São Paulo/SP em 22 de março de 2026 para uma apresentação no Burning House, agora com Adam Roethlisberger como novo baixista e vocalista e trazendo na bagagem seu trabalho mais recente, The Underworld Awaits Us All (2024), décimo álbum de estúdio da banda. A produção é da Vênus Concerts junto à Caveira Velha.

Ingressos à venda pelo site da 101 Tickets. Adquira aqui.


A tour completa, que no Brasil também passa por Brasília (20/03, no Toinha, ingresso aqui) e Fortaleza (21/03, como atração principal do Fortaleza Extreme III, ingresso aqui), é da LBN Agency.

Formado em 1993, nos Estados Unidos, o Nile construiu uma trajetória singular ao combinar brutalidade técnica, velocidade extrema e rigor composicional com referências históricas ligadas ao Antigo Egito e a culturas do Oriente Médio e da África. A banda usa o rótulo “Ithyphallic Metal” para se autodefinir.

A entrada de Roethlisberger, que substitui Dan Vadim Von, trouxe novo fôlego à dinâmica ao vivo, segundo o fundador e guitarrista Karl Sanders.

A boa recepção às primeiras apresentações da nova formação, incluindo um registro completo da performance no Rock Hard Festival 2025, na Alemanha, confirma esse momento.

No setlist desse show, que deve ser reproduzido na nova vinda ao Brasil, estiveram músicas clássicas como “Stelae Of Vultures”, “To Strike With Secret Fang”, “Sacrifice Unto Sebek”, “Defiling The Gates Of Ishtar”, entre outras.

A discografia do Nile reúne títulos amplamente reconhecidos pela crítica, como Black Seeds of Vengeance (2000), In Their Darkened Shrines (2002), Annihilation of the Wicked (2005) e Those Whom the Gods Detest (2009), obras que consolidaram sua reputação dentro do death metal técnico.

O lançamento mais recente, The Underworld Awaits Us All, repercute bem na crítica mundial. Alicerçado na fórmula habitual, o álbum demonstra o domínio absoluto da banda com o que faz com maestria: riffs avassaladores, ritmo frenético, e atmosfera épica e brutal. O site Loudersound afirma que o disco “reafirma que ninguém soa como o Nile”. Já a revista britânica Kerrang! afirma que o álbum “captura o Nile no seu melhor”.

Além de São Paulo, o Nile se apresentará em março de 2026 em outros países da América Latina. A turnê completa é uma realização da LBN Agency.

Erebobos, banda de abertura

Formada em 2022 no Rio de Janeiro, a Erebobos tem como proposta musical a mistura de black metal atmosférico com death metal clássico/violento, descrita como blackened death metal. A banda declara buscar arte obscura, misturar agressividade e atmosferas densas.

O nome da banda traz uma referência simbólica ao “Erebos", da mitologia grega, que é a personificação da escuridão primordial, e também ao “Ouroboros”, que representa o símbolo ancestral da serpente devorando a própria cauda, evocando ideias de renovação, ciclo, morte e renascimento.



SERVIÇO

Nile em São Paulo em 2026

Data: 22 de março de 2026

Local: Burning House (Av. Santa Marina, 247 - Água Branca, SP/SP)

Ingresso: 101tickets.com.br/events/details/Nile-em-Sao-Paulo

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Polifonia abre calendário de festivais em 2026 com a inédita edição Verão

festivalpolifonia verao2026 post

Arte: Vinicius Gut (@gut42)


O Festival Polifonia (@polifonia) está de volta e apresenta sua primeira edição de verão! A estação mais esperada do ano está chegando e trazendo de volta para casa o Polifonia no dia 11 de janeiro de 2026, no Vivo Rio (Rio de Janeiro/RJ), com um lineup plural e antenado.

Ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/113141

O lineup do Polifonia Verão tem Supercombo, Kamaitachi, Karen Jonz, Dibob, Catch Side e Melton Sello, montado especialmente para aquecer o coração de todos que amam aquela tarde de domingo com muita música.

O Polifonia Verão é apenas um 'esquenta' na temporada de 2026 do Festival Polifonia, que chega à sua 11ª edição. Preparem-se que vem muito mais por aí, o verão é só o começo!

O Polifonia Verão, apresentado pela Sympla, é uma realização da agência Olga em parceria com o Viva Rio, com patrocínio da Eisenbahn e apoio da Converse e da SG Strings. O merch oficial do evento será produzido pela Time Bomb Wear e o UOL é o media partner.


As atrações do Polifonia Verão

Supercombo tem mais de 15 anos de estrada no rock alternativo nacional, combinando irreverência e experimentação sonora. Em 2025 lançou Caranguejo (Parte 1), álbum que mistura rock com ritmos brasileiros e reforçou a evolução criativa do quarteto.

Kamaitachi, nome artístico de Rafael da Cruz Gonçalves, construiu carreira sólida misturando rock, rap e estética própria desde sua estreia solo em 2017. O artista lançou em 2025 um projeto acústico ao vivo abrangente e é celebrado por letras introspectivas e intensas.

Karen Jonz, tetracampeã mundial de skate, vem transpondo sua vivência no esporte para a música com um som que transita entre rock alternativo, bedroom pop e lo-fi. Depois de seu álbum Papel de Carta e singles recentes como “Tóxico” (2025), Jonz une bagagem cultural e autenticidade em composições que refletem experiências pessoais e artísticas.

Dibob é uma banda de pop punk carioca que marcou gerações com seu humor e energia nos anos 2000 e voltou às atividades regulares após hiatos. Clássicos como “1 x 0 Eu” e “Amante Profissional” consolidaram seu legado.

Catch Side é um dos nomes emblemáticos do pop rock/emo nacional dos anos 2000. Celebrando mais de 20 anos de carreira e marcada pelo reencontro com fãs em shows recentes, a banda reafirma sua presença na cena com repertório que mistura nostalgia e energia.

Melton Sello está em ascensão no rock brasileiro, conhecido por sua abordagem criativa e bem-humorada na composição e performance.


SERVIÇO

Polifonia Verão

Local: Vivo Rio (Av. Infante Dom Henrique, 85, Praia do Flamengo, Rio de Janeiro)

Data: 11 de Janeiro de 2026 (domingo)

Horário: 15h (abertura da casa)

Classificação etária: 18 anos

Ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/113141

Valores: De R$ 70,00 a R$ 260,00 (1º lote), com opções de pista e camarote

Mais informações

instagram.com/polifonia

tedesco.com.midia

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Com alta demanda, show do Terror em São Paulo (25/01) muda de local

Terror, de Los Angeles (EUA), sempre foi sinônimo de hardcore potente, com mensagens diretas, riffs e breakdowns alucinantes. Desde sua formação, em 2002, a banda demonstra um nível de dedicação inabalável e inspiradora dentro da cena mundial e enfim retornam ao Brasil, em janeiro de 2026, com dois shows: em São Paulo, dia 25/01, no Fabrique Club (trocou de local após sold out), e dia 24/01 em Curitiba, no Belvedere.

Ingresso em SP: fastix.com.br/events/terror-eua-em-sao-paulo

Na capital paulista, serão três bandas nacionais de hardcore na abertura: a experiente e histórica One True Reason e as novatas Arize e Dognerve.

A turnê é uma realização da ND Productions.


Terror, energia pura

O show do Terror é energia pura do começo ao fim do show. O frontman Scott Vogel é a figura de comando, sempre envolvente, puxando o público, exigindo participação, transformando a plateia em parte ativa do espetáculo.

O repertório ao vivo é outro ponto alto da vitoriosa carreira do Terror. A banda equilibra o set entre faixas antigas que os fãs esperam e músicas mais recentes, tornando o show acessível tanto para quem acompanha desde os primeiros álbuns como para quem descobriu a banda mais recentemente.

Com oito álbuns de estúdio, além de uma série de discos ao vivo, splits, compilações e EPs no currículo, os veteranos representam o elo entre o hardcore old school e a nova geração. Os membros fundadores ainda ativos são Scott Vogel (vocais) e Nick Jett (bateria).

O último lançamento do Terror foi Pain Into Power, de 2022, com uma mensagem direta e intensa de resistência em um mundo que pouco inspira algo além disso. É uma mão estendida aos desiludidos e um gesto de rebeldia direcionado às autoridades que vêm destruindo a sociedade como a conhecemos.


SERVIÇO

Terror retorna a São Paulo em janeiro de 2026

Data: domingo, 25 janeiro de 2026

Horário: 16h (abertura da casa)

Local: Fabrique Club (rua Barra Funda, 1071, Barra Funda - São Paulo/SP)

Ingresso: https://fastix.com.br/events/terror-eua-em-sao-paulo

Último lote: Meia Entrada / Solidária / Estudante: R$ 210,00; Inteira: R$ 420,00


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segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Jéssica Falchi traz peso no último single antes do EP, que chega em janeiro de 2026

falchi single 3

Crédito: César Ovalle


'Sweetchasm, Pt. 2' é a terceira de uma série de quatro músicas que a guitarrista brasileira lança até janeiro de 2026

A guitarrista brasileira Jéssica Falchi, desde o nascimento da banda Falchi, já mostrou versatilidade e criatividade no instrumento com músicas que destacam do groove ao progressivo e, no terceiro single, 'Sweetchasm, Pt. 2', ela traz o peso do thrash metal, sempre com a pegada moderna de suas composições.

Ouça no streaming: https://onerpm.link/SweetchasmPt2

O novo single também ganhou videoclipe, gravado no Sonastério. Assista no canal de Youtube de Jéssica Falchi, que já ultrapassou os 105 mil inscritos:

A direção, filmagem e edição é de Hideki Onuki (@eusouohideki).

'Sweetchasm, Pt. 2' é a terceira de uma série de quatro músicas que Jéssica lança até janeiro de 2026, quando enfim lança o EP de estreia com uma música que tem um convidado internacional na outra guitarra.

O single atual, conta a guitarrista, é uma continuação natural da música inédita que será apresentada em janeiro/2026.

"Enquanto eu e o João Pedro (baixo) estávamos compondo a Sweetchasm, o refrão foi pra um lado muito pesado que depois achamos que ficou muito deslocado do restante da música, mas ao invés de 'jogar fora', acabamos guardando".

Assim como todas as faixas da Falchi, 'Sweetchasm, Pt. 2' foi gravada no estúdio do Jean Patton (ex-Project46). É a faixa mais pesada desta nova fase da guitarrista, cheia de riffs precisos e com a exata assinatura que consagrou Jéssica mundo afora como uma das mais vibrantes profissionais deste instrumento.

Todas as artes são assinadas por Lauren Zatsvar. "Cada animal foi escolhido de acordo com a sonoridade que fazia mais sentido para a música na minha cabeça", completa Jéssica.

Além do EP, 2026 também será o ano da Falchi nos palcos. No dia 21 de março, a banda será a atração de abertura para os suecos do Katatonia em São Paulo/SP, no Cine Joia. Garanta seu ingresso clicando aqui.

falchi -katatonia 2026

Falchi, a banda

Fachi é uma banda instrumental e, além da Jéssica, conta com João Pedro Castro no baixo e Luigi Paraventi na bateria. A guitarrista comenta sobre suas escolhas:

"João Pedro é uma das pessoas mais próximas e confiáveis que tenho por perto, fora que é extremamente competente. Temos um gosto musical muito parecido, o que encaixou perfeitamente no perfil do projeto. As linhas de baixo ficaram precisas, expressivas e com o protagonismo que eu gostaria que tivesse".

"Na bateria, chamei o Luigi Paraventi, que trouxe ideias impecáveis e uma dinâmica rítmica incrível, incorporando elementos brasileiros com muita naturalidade. Ele conseguiu mesclar diferentes técnicas e dar a textura exata que as músicas precisavam.

Vale mencionar o papel de Jean na produção. "O Jean produziu o trabalho e foi a primeira vez dele nesse papel, dando um significado ainda mais especial pra mim. Ele foi quem me encorajou e validou cada passo e me ajudou a transformar ideias em algo concreto".


Próximos lançamentos

Nos próximos mês, em janeiro de 2026, Jéssica Falchi lançará mais um música e completará o EP de estreia.

Cada música deste primeiro EP da nova banda tem algo a mais que demonstra a técnica e feeling da guitarrista que hoje é admirada em todo o mundo.

"Cada música traz uma abordagem diferente e eu as vejo como bem distintas entre si, mas sempre partindo do princípio do rock/metal e tentando incluir uma pitada das referências brasileiras", ela revela.

O EP, com as 4 faixas, será lançado dia 23 de janeiro de 2026, data em que Jéssica estará presente na concorrida feira da indústria musical NAMM Show, em Los Angeles (EUA).

JESSICA DI FALCHI - Single 3

Capa do single Sweetchasm, Pt. 2 | Arte: Lauren Zatsvar

Jéssica Falchi: biografia

Guitarrista e compositora, Jéssica Falchi começou a tocar ainda na infância, inspirada por nomes que moldaram a linguagem da guitarra instrumental, como Joe Satriani, Steve Morse, Frank Gambale e Steve Vai. Com o passar do tempo, o metal entrou em sua vida e transformou sua forma de tocar e sentir a música. Do thrash ao progressivo, ela encontrou no instrumento uma maneira de expressar o que as palavras não alcançam.

Após anos atuando em bandas cover e construindo uma presença marcante nas redes, incluindo vídeos que chamaram a atenção do próprio Metallica, Falchi ampliou sua trajetória tocando com Aquiles Priester e gravando com Elana Dara.

Com mais de 300 mil seguidores no Instagram, a guitarrista foi anunciada como integrante fixa da Crypta, banda brasileira de death metal com a qual excursionou pelo mundo: tocou nas Américas, Europa e Ásia, consolidando-se como uma das guitarristas mais reconhecidas do cenário metal contemporâneo.

Agora, Jéssica inicia um novo capítulo: sua carreira solo, marcada pela liberdade criativa e pela busca por uma sonoridade pessoal. Suas composições exploram o diálogo entre técnica e emoção, transitando por universos que vão do rock e do metal ao instrumental moderno, com influências de nomes como Intervals e Kiko Loureiro, além de referências a Iron Maiden, Metallica, Pink Floyd, Leprous e Vola.

J. Falchi 1

Crédito: César Ovalle


terça-feira, 25 de junho de 2024

Natália Lebeis estreia entre texturas e timbres no single Égua Solta


EGUA-SOLTA COVER-SINGLE
Nota:

A nova artista do selo Toca Discos é a cantora - e produtora cultural - Natália Lebeis (@natalialebeis), carioca que experimenta com sintetizador de pista, faz refrão chiclete, cria letras irônicas, adiciona e brinca com barulhinhos eletrônicos em meio a nuances do funk, rock, MPB, new wave e pop. Antes de lançar em agosto seu álbum intitulado Choque Eletrostático, ela soltará alguns singles, como a canção 'Égua Solta'.

A música que chega às plataformas digitais é a faixa de abertura do disco de estreia de Natália Lebeis, e dialoga sobre aceitação e reconexão de uma forma irreverente.

Ouça o single aqui: https://links.altafonte.com/NataliaLebeis_EguaSolta.

"Égua Solta é um recado, mas também é um lembrete pra mim mesma. E é simbólico que ela abra o disco pois essa música nasce de uma experiência traumática que acabou transformando radicalmente a maneira como me relaciono comigo.", comenta a cantora.

O single, com requintes maximalistas na sonoridade e minimalistas na letra, é uma poesia curta, direta e endereçada, que usa a repetição pra deixar claro o desejo da cantora de que o recado seja absorvido e incorporado por quem a escuta.

Além das plataformas digitais, 'Égua Solta' chega com um videoclipe gravado 'do outro lado do mundo'. "Já tinha uma viagem marcada para o Japão e calhou de planejarmos o lançamento no período da viagem. Então, eu pude aproveitar o gancho para desenvolver a narrativa em torno da ideia de uma égua que corre solta por aí. Acabou que de um jeito muito maluco, com um diretor de fotografia japonês que não fala inglês, chamado Shota Tsukiyama, conseguimos gravar o clipe pelas ruas de Tokyo, o que foi muito alucinante e surreal".

Natália Lebeis, biografia

Natália Lebeis nasceu no Rio de Janeiro e começou a carreira no teatro, como parte da cena independente da cidade. A partir daí, começou também a produzir espetáculos e outros projetos artísticos e se apaixonou pela correria dos backstages.

"Ao longo dessa trajetória, produzi inúmeros festivais, mostras, shows e espetáculos e tenho certeza que isso me tornou uma artista mais consciente do meu lugar e das minhas possibilidades no mercado”, ela lembra.

As influências

Natália conta que seu gosto musical foi formado por muitas coisas diferentes. “Já fui grunge, metaleira e fã da Britney Spears, mas o indie rock dos anos 2000 (Libertines, Strokes, White Stripes, Electrelane, Yeah, Yeah, Yeahs, entre outros) me marcou profundamente. Foi quando eu me entendi parte de uma cena.”.

"Nessa época comecei a frequentar as casas do grupo Matriz no Rio e me apaixonei pelas bandas que usavam eletrônicos, principalmente sintetizadores, e pelo rock e o punk dos anos 60/70. Depois descobri a música nacional e fui abduzida pela Bossa Nova e todo o movimento musical e de contracultura que surgiu no Brasil dos anos 70 (Tropicalismo, Gal, Caetano, Gil, Jards, Tom Zé, Mutantes)".

A música brasileira atual também chama a atenção de Natália e ela menciona artistas como Ana Frango Elétrico, Jadsa e Maria Beraldo, além de mencionar os trabalhos de Thiago Nassif e Jonas Sá, "que tive a sorte de ter como produtores do meu disco", ela completa.

Natália entre texturas e timbres

Natália gosta de explorar a plasticidade nos seus trabalhos, seja a partir da experimentação de sonoridades, texturas, timbres, ou da própria forma como a composição poética pode se construir.

O álbum de estreia, Choque Eletrostático, foi se desenhando a partir desses desejos de provocação da artista.

"Gosto muito das coisas que não se definem facilmente, então, quando no final do processo de gravação, eu, Jonas e Thiago não soubemos definir muito bem o gênero/estilo do disco, eu entendi que o trabalho estava pronto. Acho que o disco tem um pouco de tudo o que eu gosto e sou: sintetizador de pista, refrão chiclete, letras irônicas, barulhinhos experimentais, o funk, rock, MPB, new wave e pop. Isso diz muito sobre eu ter sido uma adolescente que ouvia Nirvana e Madonna. Que gostava de Nightwish à noite e ouvia Vinicius de Moraes de manhã com o mesmo fascínio e tesão."

O álbum de estreia

Choque Eletrostático, que chega ao streaming em agosto deste ano pela Toca Discos, é um disco de composições próprias de Natália, que se arrisca no desejo de explorar sua potência performática e provocativa. É um disco de reflexões existencialistas sobre vida, morte, amor e desejo a partir de uma visão singular cheia de acidez e ironia.

O álbum foi produzido pelo Jonas Sá e Thiago Nassif, que também tocam diversos instrumentos, e recebeu participações importantes como Pedro Sá (ex guitarrista da banda Cê), Bi Beats (baterista da Jadsa), Thomas Harres (baterista da Céu e Bala Desejo), Pedro Dantas (baixista de Jards Macalé), Claudio Brito (percussionista da Martnália) e Bellacomsom (artista visual, experimental e inventora de instrumentos). "Todos eles foram fundamentais para a construção da linguagem do disco", destaca Natália.

Acompanhe a Natália Lebeis: instagram.com/natalialebeis.

Fotos de divulgação | Crédito: Davi Pacheco

sexta-feira, 21 de junho de 2024

Festa de 60 anos de Fabio Massari tem três bandas espetaculares selecionadas por ele: Acid Mothers Temple (Japão), Patife Band (SP) e Devotos (PE)

 


Nota:

Dia 20 de setembro de 2024 é aniversário de 60 anos de Fabio Massari, um dos nomes mais importantes do jornalismo musical brasileiro. Nas últimas quatro décadas, Massari tem sido um divulgador incansável dos bons sons do underground, tanto em seu trabalho na MTV e no rádio quanto nos inúmeros livros que escreveu. Fabio Massari fez a cabeça de gerações.

Nessa noite, a Maraty, produtora de eventos liderada pelo jornalista André Barcinski e pelo produtor Leandro Carbonato, vai homenagear Massari com um show 100% curado por ele no Fabrique Club, em São Paulo, reunindo três de suas bandas prediletas: Acid Mothers Temple (Japão), Patife Band (SP) e Devotos (PE).


Fabio Massari | Crédito: Divulgação

Com a palavra, Fabio Massari:

"A banda Devotos, amigos de exatos 30 anos, vem direto do Alto José do Pinho no Recife pra tocar o terror com sua ciranda punk-hardcore.

Uma das mais celebradas dentre as bandas “cult” brasileiras, a Patife Band chega pra enquadrar todo mundo no seu icônico corredor polonês.

E uma das prediletíssimas da casa vem direto do Japão pra celebrar com sua fórmula única (e devastadora!) de rock psicodélico das altas esferas".

MASSARIFEST terá ainda uma sessão de autógrafos e venda dos livros de Fabio Massari e da editora Terreno Estranho, que publica seus livros.

“Considero o Massari, junto com o saudoso Kid Vinil, os nomes mais importantes e influentes na divulgação do rock alternativo no Brasil”, diz André Barcinski. “Ele e Kid são faróis para gerações de brasileiros que apreciam o lado mais independente e alternativo da música. Essa festa é uma celebração não só dos 60 anos do Massari, mas de uma filosofia que sempre norteou a carreira dele: o gosto pelo diferente.”

Assim, a noite terá uma programação das mais ecléticas, reunindo bandas de sonoridades diferentes, mas amadas por fãs da música mais inovadora:
Do Japão, vem a insana ACID MOTHERS TEMPLE, reis da psicodelia. De São Paulo, o pós-punk anguloso e experimental da PATIFE BAND. E do Alto José do Pinho, em Recife, o hardcore furioso dos DEVOTOS. Uma noite inesquecível dos “bons sons”, como diz Fabio Massari.

Serviço:
MASSARIFEST com Acid Mothers Temple + Patife Band + Devotos
Data: Sexta-feira, 20 de setembro de 2024
Local: Fabrique Club
Endereço: R. Barra Funda, 1071 - Barra Funda, São Paulo - SP
Ingressos: R$ 130,00 (meio entrada e promocional - mediante doação de 1kg de alimento, 1º lote) e R$ 260,00 (inteira, 1º lote) | R$ 150,00 (meio entrada e promocional - mediante doação de 1kg de alimento, 2º lote) e R$ 300,00 (inteira, 2º lote)
Venda on-line: https://fastix.com.br/events/massarifest

HORÁRIOS
19h30h – abertura da casa
20h – Fabio Massari autografa livros no estande da editora Terreno Estranho
21h – Devotos (PE)
22h15 – Patife Band (SP)
23h30 – Acid Mothers Temple (Japão)


Acid Mothers Temple | Crédito: Divulgação

ACID MOTHERS TEMPLE

Formada há mais de 30 anos no Japão pelo guitarrista Kawabata Makoto, a banda já lançou, em suas muitas encarnações e projetos, mais de 100 discos de estúdio e 70 LPs ao vivo e faz uma música única, um space rock progressivo e psicodélico. Seus shows são explosivos e surpreendentes.


Patife Band | Crédito: Divulgação

PATIFE BAND

Formada em 1984 pelo músico e compositor Paulo Barnabe, lançou três discos, “Patife Band” (1985), “Corredor Polonês” e “Ao Vivo em Londrina” (2003). Paulo Barnabe recorre à técnica de composição horizontal utilizando camadas paralelas de linhas melódicas atonais dispensando quase sempre a estrutura de acordes como as usados na harmonia tradicional e abusa das células rítmicas irregulares executado sob vigorosa pressão, característica marcante de suas composições do período pós-álbum “Corredor Polonês”.


Devotos | Crédito: Tiago Calazans

DEVOTOS

Trio formado em 1988 no Alto José do Pinho, morro recifense da Zona Norte da cidade, por Cannibal (vocal e baixo), Neilton (guitarra) e Celo (bateria), faz um hardcore de letras sobre ativismo e conscientização social, marcas registradas dessa banda singular.

sexta-feira, 10 de novembro de 2023

Bayside Kings reflete sobre energias opostas da vida no EP Dualidade

Nota:

Registro lançado via Repetente Records é a terceira parte do álbum conceitual #livreparatodos

BK FOTO NOVA

Foto: Lucas Storache

As forças complementares da existência são escancaradas e dilaceradas em quatro novas músicas que a banda Bayside Kings apresenta no EP Dualidade, um lançamento de quatro faixas plurais, em termos sonoros e líricos, que chega às plataformas de streaming pelo selo Repetente Records (criado a administrado pelos músicos do CPM 22, Badauí e Phil Fargnoli, junto ao diretor artístico Rick Lion).

Ouça aqui Dualidade, o novo EP do Bayside Kings: https://ditto.fm/dualidade-livreparatodos. É o terceiro fragmento, de quatro partes, que formarão o álbum conceitual #livreparatodos.

Todas as faixas de Dualidade, como sugerem o nome do EP, tratam que antíteses, situações e posicionamentos contrários que, inevitavelmente, hora ou outra, colidem e colocam o indivíduo na encruzilhada: é preciso escolher um caminho, uma ideia, uma bandeira.

(Des)obedecer, o primeiro single deste EP, é sobre romper limites e crenças que impedem o indivíduo de ser autêntico e seguir a vida por si. É um levante contra as amarras da sociedade e encorajar as pessoas a se posicionarem contra algo que não concordam.

Entre a Guerra e a Paz traz em debate o conceito de 'os fins justificam ou meios' e incentiva o livre arbítrio, se desprender das amarras do julgamento alheio, mesmo que isso tenha o seu preço. Este foi o segundo e último single.

Já a inédita Na Dor/O Amor traz mensagens e reflexões sobre aprendizados de vida ao longo dos anos, alguns que vêm mais prazerosos, pelo amor, outros mais amargos, pela dor. O ponto de inflexão é entender qual caminho buscar a partir deste questionamento.

A também inédita, e faixa que fecha o EP, Pare(Ser), critica como a imagem, para o sociedade de consumo, é mais importante do que o indivíduo realmente é. Vale mesmo a pena publicar em redes sociais cada passo ou, ainda, publicar tudo antes mesmo de se ter de fato a experiência?

Melodias e agressividade

Dualidade mostra como o Bayside Kings amadureceu com precisão cirúrgica ao absorver influências de seus ídolos e transformá-las em músicas com o DNA do quinteto santista.

Assim, Dualidade é um dos mais registros mais agressivos da carreira do Bayside Kings, ao mesmo tempo em que traz os refrões mais melódicos e riffs com cargas de hardcore, punk rock e até thrash metal. É, ainda, a consolidação da fase da banda com letras em português.

Bayside e Repetente Records

Dualidade reafirma um 2023 de bons resultados e novidades para o Bayside Kings enquanto parte do cast da Repetente Records. Afinal, Badauí foi quem sempre incentivou a banda a começar a compor em português. A visão do vocalista do CPM22 foi certeira.

"Temos um grande objetivo para 2024 e o suporte da Repetente Records será fundamental para isso acontecer", comenta a banda.

BAYSIDE KINGS CAPA DUALIDADE MENOR

Arte da capa: w.loud

1.(DES)OBEDECER
2.ENTRE A GUERRA E A PAZ
3.NA DOR / O AMOR
4.PARE(SER)

Ficha técnica

Músicas produzida por Bayside Kings
Letras: Milton Aguiar
Músicas: Bayside Kings
Gravado, mixado e masterizado por Estúdio TOTH

Bayside Kings é:

Milton Aguiar (vocal)
David Gonzalez (bateria)
Emanuel Filgueira (baixo)
Matheus Santacruz (guitarra)

Acompanhe a banda:

https://linktr.ee/baysidekings

A mudança: letras em português

O cenário sócio-político nacional de 2018, conta Milton, foi o ponto de partida para a mudança na forma de levar a mensagem do BAYSIDE KINGS. "O agora e o futuro daquele tempo demandava à banda atingir nosso público e ir além de quem já nos conhece, e com uma mensagem uniforme".

As letras em português, portanto, é uma forma de conversa com outros públicos, outras culturas, além de estreitar a relação com a já sólida base de fãs e pessoas ligadas ao hardcore punk.

"Queremos abrir novos campos de diálogo", revela o vocalista, que estudou as métricas do português para adequar a sua forma de cantar - bandas como Colligere e Mais que Palavras são algumas referências para este processo. O resultado está em Existência, em que cada palavra da música é entendida.

"Um recomeço, com a experiência e maturidade de 10 anos. "Queremos coisas novas e esse é o momento ideal", completa Milton.

Desta forma, a nova fase foi oficialmente inaugurada no segundo semestre de 2021 com o EP Existência. Ouça aqui: https://bfan.link/existencia-livreparatodos. Continuou em 2022, com o EP Tempo. Ouça aqui: https://bfan.link/tempo-livreparatodos.

BAYSIDE KINGS PROMO 03

Crédito: Jow Head

***

Selo Repetente Records

A Repetente Records, criada e administrada por músicos da banda CPM22, Badauí, e Phil Fargnoli, surgiu em 2022 para fortalecer o rock/punk rock em parceria com uma das maiores distribuidoras de música digital do mundo, a inglesa Ditto Music, além de assessoria de imprensa da Tedesco Mídia.

No início de 2023, o selo anunciou Rick Lion como diretor artístico.

O nome tem tudo a ver com perseverança e persistência na música. Repetente tem a ver com a rebeldia contra padrões. Na escola, muitas vezes o aluno “repetente” é aquele que não se encaixa nos moldes, mas eventualmente encontra na música uma forma de vencer na vida.

Ele repete não por incapacidade, mas por não ligar, não se interessar pelas mesmas coisas ou por estar enfrentando problemas maiores e mais urgentes fora da escola. Em vez de copiar a lousa, ele está sempre criando - fazendo desenhos, escrevendo rimas, bolando planos, fantasias impossíveis, se divertindo com uma realidade menos careta e injusta.

Fazem parte do selo as bandas Anônimos Anônimos, Fibonattis, Faca Preta, Escombro, Chuva Negra, Magüerbes e Bayside Kings.

Acompanhe o selo: www.instagram.com/repetenterecords.


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