A cantora e compositora Aléxia, artista do cast da Venus Concerts, acaba de lançar o clipe de 'I Don’t Wanna Die', faixa do álbum de estreia Garra, com participação de Mi Vieira, do Gloria.
O vídeo foi gravado durante o show de lançamento do disco, no Manifesto Bar, em São Paulo, com captação, direção e edição de Vitor Duik e Allan Toledo. Assista aqui.
A escolha pelo registro ao vivo parte de uma intenção direta: mostrar a artista no palco, em contato com o público e com a banda, em um formato que ainda não havia sido explorado em seus lançamentos anteriores. A apresentação no Manifesto reuniu fãs, banda e participação especial de Mi Vieira, criando a base visual para um clipe mais ligado à presença física da música.
“A ideia era fazer um clipe com cenas do show mesmo, dos fãs e tudo mais, porque até então não tínhamos um clipe com esse formato. Eu acho muito massa captar a energia do ao vivo, ainda mais com a presença do Mi”, afirma Aléxia.
Na letra, I Don’t Wanna Die trata de arrependimentos, dores internas e do impulso de resistência que permanece mesmo em momentos de esgotamento. A faixa trabalha uma tensão entre peso emocional e permanência, com versos que falam sobre a dificuldade de conviver com aquilo que machuca e com a sensação de, em alguns momentos, não querer existir.
Segundo Aléxia, o refrão em inglês nasceu de uma referência direta a I Wanna Be, música de Pitty. A artista vê na mistura de português e inglês uma forma de ampliar o alcance da mensagem e, ao mesmo tempo, suavizar parte do peso da letra.
“Eu curto essa brincadeira de misturar as línguas, mas a mensagem ainda chegar em todas as pessoas. Talvez isso também amenize o peso da letra”, diz.
A sonoridade de I Don’t Wanna Die combina elementos de metal moderno, metalcore, dark pop e rock. A música tem teclados de Tom Vicentini, também integrante da banda Gloria, bateria de Guga Valência, baixo de Léo Aoyagui, guitarra e produção musical de Gustavo Campos. A gravação, mixagem e masterização ficaram a cargo de Alê Gaiotto, vencedor do Grammy Latino.
Assim como todas as faixas do álbum Garra, a faixa foi gravada no estúdio Gargolândia, em Alambari, interior de São Paulo. O disco marca uma fase em que Aléxia aproxima peso, melodia e narrativa pessoal, com composições que partem de experiências íntimas sem perder o diálogo com o rock pesado contemporâneo.
Aléxia
A trajetória no interior paulista é outro ponto central de Garra. Para Aléxia, nascer, crescer e seguir vivendo no interior tornou a busca pela música mais difícil, mas também mais formadora.
“Ser uma pessoa que nasceu, cresceu e ainda vive no interior me fez ter muito mais garra para lutar pelo meu sonho. Sempre morando a quilômetros de distância de tudo, sem tanto acesso às coisas, eu precisei acreditar muito, persistir e me mudar muitas vezes para ir alcançando aos poucos cada objetivo. Existem muitos interiores no nosso país e acho que isso nos conecta. Milhões de pessoas vivendo para sobreviver”, afirma.
Com quatro anos de trajetória e mais de 400 shows realizados, Aléxia chega a esse lançamento com um percurso já consolidado nos palcos.
A artista venceu a seletiva Sudeste do Porão do Rock 2025, o 23º Festival de Rock de Indaiatuba e abriu a turnê brasileira do The Calling. Também já dividiu eventos com nomes como CPM 22, Stone Temple Pilots, Nando Reis e Detonautas.
Crédito: @tog.fotografia
Ficha técnica do clipe
| ▪ | Direção artística: Vitor Duik, Allan Toledo e Aléxia |
| ▪ | Filmagem e edição: Vitor Duik e Allan Toledo |
| ▪ | Assistentes de palco: Dann Ferreira, Felipe Ferracioli e Bruno Giovanolli |
| ▪ | Banda: Léo Aoyagui, Guga Valencia e Guzz Campos |
| ▪ | Maquiagem: Stefani Grande | Metal Drag |
| ▪ | Local: Manifesto Bar, São Paulo/SP |
| ▪ | Produção executiva: Vênus Concerts |