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sexta-feira, 13 de março de 2020

Rock Vibrations Entrevista : Drowned


Em 2018 tivemos a oportunidade de entrevistar o Drowned e muita coisa aconteceu de lá para cá.
Abaixo você pode conferir o bate papo que tivemos sobre o momento atual e algumas outras coisas com os músicos Fernando Lima (vocals) e Marcos Amorim guitar) :

1 - Acredito que devam lembrar que conversamos em dezembro de 2018 (na ocasião, por outra parceria)...
O que mudou naquele Drowned para o atual em termos de ideias?
Fernando:
Acho que as ideias musicais continuam as mesmas, porém, mudamos a maneira de trabalhar isto com o passar do tempo. Fomos melhorando a maneira de fazer os arranjos e criar os riffs. Mas a ideia é fazer Metal sem limites. 

O assunto dos discos varia e vai de acordo com o momento que estamos vivendo.


2 - Falando em ideias, a de terem versões para músicas famosas deu realmente certo e neste ano vocês irão lançar um álbum físico com as faixas, não é mesmo?
Teremos mais algumas além das já divulgadas?
Fernando:
Teremos sim, mas eu prefiro fazer surpresa e deixar para o disco! (Risos).


3 - "Damned Alive" também é um ótimo registro, mostra o poder da banda e o que o fã pode esperar.
Como é o terceiro lançamento ao vivo, pretendem fazer outro em algum momento futuramente? pergunto isso pois algumas bandas não costumam registrar tanto material ao vivo (na maioria das vezes para algo específico).
Marcos:
ao vivo propriamente fizemos 3, porém a gente produz bastante coisa pra youtube com material ao vivo de show, ensaios etc., na verdade a gente gosta da linguagem, porque reflete bem o que somos.

Fernando: Ainda não temos um plano futuro de fazer outro disco ao vivo. Pode ser que façamos outro, mas ainda é cedo para prever.


4 - Quando conversamos pela última vez, foi mencionado que a banda estava se preparando para registrar algo ao vivo e com qualidade... o álbum em questão era o que estavam querendo dizer ou pretendem lançar algo em vídeo também?
Fernando
: Estávamos nos referindo ao “Damned Alive” mesmo. Ao vivo temos alguns registros atuais no nosso canal do Youtube. Quem quiser conferir é só acessar. 

Temos muitas novidades no canal e sempre postando algo para os fãs e quem curte Metal em geral.


5 - A banda está com a agenda aberta para 2020, não é mesmo?! Em 2019 vocês participaram de alguns eventos bem legais e acredito que isso tenha expandido ainda mais o som que fazem.
Qual foi o melhor momento no palco, que vocês realmente se sentiram em total conexão com o público?
Fernando:
Sempre que subimos ao palco queremos fazer o melhor para o público e ter a melhor resposta por parte deles também. Isto faz parte do show, esta interação. 

Não me recordo de um momento específico, mas os shows do fim do ano com a banda em sexteto ou com a formação dos álbuns “By the Grace of Evil” e “Bonegrinder” foram legais para nós e os fãs curtiram muito e tivemos shows bem insanos!


6 - O que a banda tem ouvido ultimamente? estão ligados às coisas novas que vêm surgindo no cenário e que possam dar influências?
Fernando
: Posso falar por mim... Sempre escuto muitas coisas novas e antigas. Curto bandas Stoner como Black Feather Klan,  Dirty Grave. Tem uma banda de Death Metal do Rio, o Piah Mater, que eu também gosto. Labirinto de São Paulo também é foda! 

Curto uma banda de Metal Industrial chamada Maldita que acho bem legal. Aqui em BH tem uma banda nova de Heavy chamada Low Hord que está fazendo um trabalho legal e tem temas sobre cinema. 

Estou ouvindo também o segundo disco do “Blood Incantation”, o “Quadra” do Sepultura, o “Mereridt” da Myrkur, o “Colorado” do Neil Young e mais um monte de coisas... (risos)
Tem as bandas que também sempre ficam no som, tipo Paradise Lost, Nevermore e Voivod.

Marcos: eu procuro escutar muito as bandas das novas gerações, eu acho equivocado ficar congelado no tempo, ainda mais sendo músico. E há muita coisa boa rolando, nova ou não tão nova assim, mas ainda não tão conhecida. 

Acho muito bom o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Periphery, Between the Buried and Me e Blood. Incantation, fora do Brasil e aqui, entre as nossas, acho legal o som do Sepultura novo, Quadra, Antípodas do Miasthenia, gosto muito de Carro Bomba e ainda escuto os Viper, Chakal, Overdose, Sarcófago, The Mist, Witchhmmer, claro.


7 - "7TH" é um ótimo álbum e acredito que alcançou as expectativas que a banda almejava, e também sei que os álbuns de vocês (apesar de consistentes) não possuem uma "continuação sonora", apenas fluem muito bem mas se diferenciando entre si.
O que podemos esperar do novo registro em estúdio?
Fernando
: Sinceramente eu não sei! (Risos). Ainda não entramos em um processo de composição efetivo, apenas temos algumas ideias aqui e ali, principalmente do Marcos. 

Como é um processo que mesmo planejado previamente e com direcionamento pré-definido, na hora de compor e arranjar as músicas não temos muito controle, porque é um processo muito natural e envolve a ideia de seis músicos.
Pretendemos surpreender com algo?
Fernando: Sim, sempre! (Risos)! Com certeza será outro álbum diferente com foco em outros setores do Metal não explorados no 7TH, por exemplo. 

Marcos: a ideia é buscar um campo ainda não explorado ou pouco explorado. A gente tem a nossa personalidade musical, a ideia é, sem abrir mão dela, passear por paisagens musicais ainda não visitadas por nós. De toda forma, acredito que serão músicas fortes as que virão.


8 - Outra coisa que foi falada em nossa última conversa é que vocês tinham a ideia de provavelmente lançarem canções antigas "repaginadas"... Essa ideia amadureceu?
Fernando
: Não! (Risos)... É uma ideia que ainda está no ar, mas nada efetivo.

Marcos: é uma ideia que pode ocorrer não exatamente como pensamos no começo, mas como desdobramento de algum outro projeto. Temos vários em estudo, muitas vezes vai um ou outro na frente por questão de momento, não é uma questão de ideia melhor vs pior, muitas vezes.


9 - Como anda as questões do "merch" da banda?
Marcos
: vamos trabalhar um novo material para o biênio 2020-2021, esperamos ter algo mais adiantado até meados do ano, a formação mudou, o foco mudou e as demandas também, então estamos nos ajeitando. 

Apesar de a formação ser “nova”, o que menos tem tempo de casa tem mais de 7 anos de Drowned então vivemos tempos diferentes (Risos).


10 - Obrigado pela entrevista... gostariam de deixar um recado final?
Fernando
: Obrigado pela entrevista! 
Aos leitores, espero vocês nos shows e confiram nosso canal do Youtube que sempre tem novidades.




Agradecemos aos nossos parceiros da Roadie Metal pela entrevista cedida diretamente de seu casting.
Acesse : http://roadie-metal.com

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Rock Vibrations Entrevista : Drowned

Foto : Diane Paschoal

Em uma ótima oportunidade cedida pelos nossos parceiros da Metal Media, trazemos uma entrevista bem bacana com o guitarrista/vocais limpos Marcos Amorim da banda Drowned.

Confira abaixo nosso papo :

1 - Como informação sempre é bem vinda, por favor, informem aos nossos leitores um pouco sobre a trajetória da banda?
R: O Drowned é uma banda que foi idealizada em 1994.
Em 1998 a banda ganhou uma formação fixa, mais sólida e com ela gravou a primeira demo, lançada em 1999.

Houve uma excelente repercussão no Brasil e fora, resultando num contrato com a Cogumelo Records. 

Lançamos o primeiro disco pelo selo em 2001, Bonegrinder. De lá pra cá, já chegamos ao 7° disco de estúdio, fizemos tours pelo Brasil e também na Europa.
E não desistimos do Metal no Brasil.


2 - "7th " se mostra coeso, técnico, e viciante... como foi a produção deste ótimo disco?demoraram até chegar no resultado final?
R: 7th foi um disco demorado para se produzir.
Tivemos alguns contratempos de agendas individuais, demoramos uns 2 anos ou mais pra engrenar e começar a fazer música.

Gravamos o disco também um pouco diferente, não fizemos sessões intermináveis num estúdio.
Cada um registrou suas partes em suas casas, exceto a bateria (que foi registrada nos derradeiros dias do DR Studio em Nova Lima/MG).

Cada um fez no seu tempo, trocamos muitos arquivos pela internet, muitas ideias indo e vindo, ao todo começamos em agosto de 2017 e só terminamos de incluir coisas lá para dezembro. Possivelmente foi o disco mais trabalhoso no total, porque fizemos praticamente tudo o que estava ao alcance para que saísse como precisávamos.


3 - Aproveitando que abordamos "7th", como tem sido a resposta de mídia e público?
R: Em geral, boa pra muito boa. O Drowned não costuma lançar discos iguais. Mesmo que venhamos a transitar no estilo central (thrash/death metal), sempre temos visões diferentes a cada lançamento, não somos uma banda fechada, radicalizada e sentada no próprio rabo.

E essa ousadia, digamos assim, tem o preço de não absorção imediata dos sons. A resposta inicial é boa, mas pela nossa experiência, tende a melhorar com o tempo, quando a música amadurece entre os ouvintes.


4 - E para a banda?ficaram 100% satisfeitos quando viram o sétimo álbum sendo colocado nas prateleiras?
R: Sim, é o primeiro disco que a produção nos agradou, não houve qualquer “senão” nesse disco. Não quer dizer que seja impossível superar, mas quer dizer que as ideias musicais foram bem traduzidas e quem ouve pode facilmente identificar as mensagens musicais etc. 


5 - Vocês estão preparando um novo lançamento para muito breve, certo?poderiam falar sobre?
R: Estamos com algumas coisas sendo preparadas em paralelo. Estamos trabalhando em versões cover, em breve vamos disponibilizar para as pessoas ouvirem. 
Possivelmente será um lançamento somente on-line (não haverá disco físico).

Também já começamos a trabalhar no próximo disco, não queremos um hiato tão expressivo entre o 7th e o seguinte. 

Também estamos cogitando a hipótese de uma recapitulação da carreira, regravando músicas que ficaram marcantes nos discos anteriores.
Tudo isso em paralelo, uma coisa não atrapalha a outra.


6 - O Death Metal que vocês praticam tem muita melodia, não só o lado mais cru (digamos, não só o "sujo")... do que vocês gostam fora da cena extrema para terem essa influência melódica?
R: Veja, eu compro CD e vinil até hoje. Na minha coleção, você vai encontrar de Dire Straits a Nile, de Kiss a Immortal, de Pink Floyd a Vader, de Kamikaze a Sarcófago, apenas pra citar minhas lembranças imediatas.

Eu escuto de tudo dentro do rock pesado e rock bom em geral. Minhas bases musicais é acima de tudo rock bem feito, inspirado.
Não vai fazer diferença alguma se é um Helloween Keepers ou se é um Cannibal Corpse, eu vejo arte em tudo isso, acho legal o que é feito com musicalidade, paixão pelo treco e tudo mais.

Eu creio, contudo, que bandas como Iron Maiden, o Thrash metal americano (Metallica, Slayer, Anthrax e Exodus) e alemão (Sodom e Kreator) foram mais importantes pra mim do que outras. A cena mineira do final dos 80 também foi fundamental, Mutilator, Sepultura, Chakal, Overdose, Witchhammer - eu era adolescente e essa galera conterrânea me fez empunhar uma guitarra.

Não necessariamente na música, mas a vontade de tocar, de buscar um caminho na música. Aqui falo por mim, mas os demais do Drowned provavelmente não vão ter uma história muito diversa da minha.


7 - Quais os planos para 2019?
R: Além do material de cores que mencionei acima, queremos adiantar bastante o disco novo e ver algum show possível de se registrar com qualidade, para um futuro ao vivo.


8 - Vocês já fizeram tour por vários países... hoje, apesar de muitos falarem que a cena nacional está precisando de mais união, também temos uma facilidade em saber onde e o que acontece... O que fazer para que a cena seja como é vista lá fora?
R: Creio que para tentar nos aproximar do que ocorre fora do Brasil, precisaríamos mudar a cultura.
O Rock aqui não é muito valorizado.

Se você for tocar na noite, jamais se cogitaria de tocar de graça. Tenha uma banda de metal e não faltarão propostas para que você próprio banque tudo… Então, com um cenário desses, em que não há valorização dos músicos, difícil crescer.

Outro ponto é que o link entre o jovem brasileiro e o rock está se perdendo. Estamos caminhando para idiotização da população. E está sendo bem feito o trabalho, porque realmente está bravo o negócio.


9 - Gosto da interação que vocês têm para com os fãs, sempre querendo saber suas opiniões... primeiramente devo dar os parabéns, e segundo, perguntar algo inusitado... imaginem que façam um disco ou E.P. com sonoridade "diferente" do que acostumaram a ter... teriam medo ou receio do seu público que é tão participativo?
R: Na verdade, acho que a gente não consegue fugir muito da personalidade que a gente tem, musical (coletiva). 

Dificilmente iríamos cogitar de fazer algo fora da casinha demais. Possivelmente poderia haver é uma interpretação de que assim procedemos, mas na nossa cabeça, teríamos feito dentro, mais ou menos, dos nossos limites.
Não temos muito medo de receptividade negativa.

Se eu disser que não faz diferença se é positiva ou não a resposta do público, estaria sendo hipócrita, porque qualquer ser humano normal tem suas ideias, visões e não gosta de ver de ponta a cabeça o seu legado.
Digo num sentido de que não é isso que nos pauta.

Em verdade, o que sempre nos pautou foi o nosso sentimento de “fã”, a gente sempre pensa em fazer aquilo que a gente acha que seria legal se alguma banda estivesse fazendo, mas não estão. Sempre foi nosso feeling. E disso a gente não abriria mão, no caso.


10 - Finalizando, gostaria de deixar algum recado?
R: Deixo aqui um forte abraço aos leitores, um agradecimento especial a você pela oportunidade e um ótimo 2019 para todos, com muito som pesado!!!



Agradeço a oportunidade cedida pela banda para a entrevista e agradeço novamente a Metal Media.


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