NOTÍCIAS DE ÚLTIMA HORA

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Art of Anarchy - Debut incompreendido?

Arte do álbum lançado em 2015, o debut do grupo
Autor : Vinny Santana

Vamos aos seguintes detalhes logo de início :

Um projeto com músicos um pouco diferentes em suas áreas, porém, o virtuosismo impera da parte de alguns...
Scott Weiland não estava em sua melhor fase de fato, mas atente um pouco ao que acontece no álbum, esqueça aquelas fases de Stone Temple Pilots ou Velvet Revolver, dê um crédito a sonoridade que ainda era buscada como identidade para os 5 membros.

Scott Weiland e o grupo em foto promocional
O que vemos na primeira canção Smell Batch Whiskey (em seguida da intro intitulada Black Rain com um belo flamenco) é uma mescla de peso e melodias interessantes, estilo fácil de se tocar nas rádios (ao meu ver), solos virtuosos, vários drives de Scott...

Time Every Time não foge daquilo que "pega" na mente, pode ser chamada de canção comercial (ou radiofônica), e certamente não decepciona nos aspectos de seus andamentos (lembrando como havia citado, preste atenção no Scott e os demais na atual fase, sem comparações com o passado).

Get On Down para mim é um momento ímpar no "início de sintonia" do grupo, uma semi balada, refrão acessível, solo bem executado, base pesada...

Grand Applause tem os riffs mais pesados do álbum, uma pegada Metal que Bumblefoot conseguiu fazer com mestria, e se parecer "diferente" por conta da mixagem da bateria, siga as guitarras com seus solos virtuosos e sua base pesada que está tudo certo (Scott parece cantar em tons baixos propositadamente, ao contrário do que a maioria chamou de "cansativo").

Imagem capturada do clipe de 'Til Dust is Gone
'Til the Dust is Gone tem um toque de balada, outra canção que cairia bem nas rádios, vocais interessantes (Scott lembrando um pouco a época de Velvet), nuances legais até o refrão que mais uma vez é de fácil compreensão.

Death It In tem interpretação de Scott junto ao piano em seu início para uma caída nas melodias de violão e guitarras muito bem timbradas, e seu refrão facilmente fica na mente, a "vibe" da canção também é para rádios.

Superstar parece ser a canção mais "estruturada" em termos de banda e sintonia, riffs legais, pesados, dinâmica Metal, baixo cobrindo bem, bateria com andamentos interessantes com um toque alternativo.

Aqualung tem uma pegada tão "anos 2000" que poderia ser feita até por bandas como Korn ou P.O.D., acessível demais (Scott ao meu ver não deixa a desejar aqui, seguindo as melodias até o refrão com certo conforto).

Long Ago (mais uma vez) é uma das canções que caberiam em rádios, refrão facilmente decorado, clima melancólico...

The Drift tem um tom meio Stone Temple Pilots atual, massante, rápida, pesada, facilmente agrada também.


Porque será que todas as mídias insistiram tanto em dizer que o álbum ficou "horrível", "chato", "sem vocais interessantes"... Não sei responder essa "cisma"...
Eu sei que, após mostrar para alguns o álbum, sem dizer quem estava envolvido no projeto, a grande maioria aceitou a proposta sonora e recomendou...

Se você simplesmente prefere comparar as mudanças ao ouvir um álbum que certamente agrada a muitos, pode ser apenas escolha, mas julgar o último lançamento de Scott em vida como um lixo é audácia demais (como acabei lendo em vários lugares).
Talvez as declarações de Scott por não se considerar parte do grupo tenham ganhado proporções maiores, mas creio que com o tempo apareçam defensores do trabalho que foi imposto por aqui...

Sim, Scott Stapp deu outra cara para o grupo atualmente e seu novo disco fica evidente, mas o debut surgiu de uma forma despretensiosa e isso foi legal, era uma banda "testando caminhos"...
Dê uma chance com calma para a audição do disco 😊

Til the Dust is Gone em versão acústica ficou bela!

ROCK VIBRATIONS NO FACEBOOK!

VISITAS

MAIS LIDAS DA SEMANA!