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sábado, 4 de abril de 2020

Testament : Titans of Creation - Review


A banda mais virtuose do Thrash Metal construiu uma carreira digna de poucos músicos, afinal, muitos a colocam como uma dos Big 4 como menção honrosa.

Nesses últimos anos eles conseguiram encaixar uma sequência avassaladora com os álbuns "Dark Roots of Earth" (2012) e "Brotherhood of the Snake" (2016), e agora, nos brindam com um ótimo conteúdo em "Titans of Creation", seu décimo terceiro registro de estúdio e candidato a melhor do ano em sua vertente.

O time aqui não joga para perder, muito menos empatar, o trabalho vocal de Chuck Billy está impecável, suas linhas brutais se mantém em alto nível o tempo todo.

A dupla Gene Hoglan (destruindo seu kit) e Steve Di Giorgio (virtuosidade para esse baixista é uma definição natural) fazem uma ótima junção de peso e groove com linhas extremamente visíveis e técnicas.

O início com "Children of the Next Level" (na qual aborda o culto chamado Heaven's Gate, fundado em 1974) e "WWII" (com letra inspirada no terror de Robert Egger de 2015, "The VVitch: A New England Folktale", cheia de elementos sombrios e de brinde, um teremim fechando suas melodias) salientam ainda mais aquilo que comentei inicialmente sobre serem virtuosos demais, algumas passagens estão insanas e muito bem produzidas; mas devo dizer que se você gosta de algo cadenciado (sem perder as características citadas), "Dream Deceiver" será a sua faixa preferida (comparada as duas anteriores, ela pisa no freio em termos de ferocidade mas, apresenta algo ainda mais linear e acessível, um verdadeiro hino).

"Night of the Witch" apresenta ótimo vocais densos de Peterson e mantém o feeling apresentado anteriormente, além de despejar riffs descomunais (Alex Skolnick e Eric Peterson formam uma das duplas mais consistentes de guitarristas de bandas que surgiram da cena Thrash Metal da Bay Area).

Quanto a produção, espere por algo sublime, sua gravação e pré-produção ficou sob os cuidados de Juan Urteaga do Trident Studios, já Andy Sneap foi o encarregado da mixagem e masterização, evidenciando muito bem o talento de cada envolvido, além de conseguir dar consistência as mais variadas melodias, aliás, graças a isso, podemos nos dedicar aos detalhes variados que estão inseridos nas canções mais brutais.

O conceito da bela arte criada por Eliran Kantor vem com um estilo clássico, quase renascentista, combina lindamente com a temática antiga, psicológica e iluminada abordada nas músicas.
Se designa pot três enormes titãs estão no lugar onde os planetas são criados.
Um derrama um líquido de modelar que os outros martelam formando um DNA Humano e transformando-o em um novo planeta.
Cada titã tem a chama de uma estrela moribunda queimando no peito jogando os átomos que compõem os corpos na hélice em espiral.

"City of Angels" (inspirada pelo assassino em série Richard Ramirez, mais conhecido por Night Stalker) é ótima em todos aspectos (preste atenção nos solos e linhas de baixo, que canção amigos), assim como a melódica e técnica "Ishtar's Gate" e a cadenciada "Symptoms" (abordando o tema mais recorrente da atualidade, a depressão) com ótimas linhas de Skolnick.

"False Prophet" e "The Healers" demonstram uma brutalidade ímpar (a última, nos moldes da carreira no lado extremo de Gene e Di Giorgio), assim como "Code of Hammurabi" e sua dinâmica cavalar.

A feroz "Curse of Osiris" e o pequeno tema épico "Catacombs" fecham muito bem este que poderá ser o destaque Thrash de 2020!


No geral; vejo um álbum incrível e muito superior ao seu último trabalho, a técnica dos envolvidos (como foi dita aqui várias vezes) é o que mais chama atenção, mas ainda sim vemos ambos criando momentos melódicos e menos "caóticos" por assim dizer, que enriquecem ainda mais o teor e temática do álbum.

Se você é um verdadeiro fã do Thrash Metal, ouça com muito carinho e repita o processo milhares de vezes, aliás, muito do que foi produzido aqui precisa de uma audição cuidadosa para se aperceber dos detalhes inseridos.

Em meio à pandemia mundial do COVID-19, é uma boa opção para você que também está em quarentena (mesmo que saibamos dos casos positivos de Chuck e Di Giorgio confirmados para o vírus, mas; tudo irá passar e logo um lugar ao sol surgirá).


Adquira a sua cópia através da loja dos nossos parceiros da Shinigami Records clicando aqui!

Tracklist :
1. Children of the Next Level
2. WWIII
3. Dream Deceiver
4. Night of the Witch
5. City of Angels
6. Ishtars Gate
7. Symptoms
8. False Prophet
9. The Healers
10. Code of Hammurabi
11. Curse of Osiris
12. Catacombs                                 

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quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Testament : novo álbum é anunciado pela banda


O ano mal começou e já vemos grandes bandas se movimentando para novos trabalhos.

Um dos pilares do Thrash Metal, o Testament, anunciou "Titans Of Creation", seu mais novo registro de estúdio.

A data de lançamento foi escolhida para 3 de abril via Nuclear Blast e tem uma linda capa feita por Eliran Kantor (que já havia trabalho com a banda anteriormente).


Tracklist:
Children of the Next Level
WWII
Dream Deceiver
Night of the Witch
City of Angels
Ishtars Gate
Symptoms
False Prophet
The Healers
Code of Hammurabi
Curse of Osiris
Catacombs

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Walls Of Blood : Imperium - Review


Tendo um line-up com Chris Myles e Joe DiBiase (que gravaram o baixo) e Scott Barrymore (bateria), a banda "Walls Of Blood" trás até o ouvinte um "Heavy/Thrash Metal" moderno e cheio de feeling em seu debut intitulado "Imperium".

O principal nome do novo projeto é Glen Drover (sim, ele mesmo, guitarrista que teve passagem pelo "Megadeth" de 2004 á 2008, além de ter participado de inúmeros outros projetos como artista do gabarito de "Geoff Tate", "King Diamond", e bandas como "Testament").
Sendo o produtor e compositor, Glen também ficou a cargo dos efeitos sonoros produzidos pelos teclados (além da guitarra, claro), e tudo muito bem feito, com suas melodias e virtuosidade demonstrando uma qualidade excelente.

Sendo um trabalho com vários vocalistas (um para cada faixa) temos participações especiais de Todd La Torre (Queensrÿche), Chuck Billy (Testament), Henning Basse (Firewind) e Tim “Ripper” Owens (Judas Priest, Iced Earth), que enriquecem as melodias com suas características únicas, levando até os fãs de metal grandes momentos e muito feeling (completam o time Matt Cuthbertson (Into Eternity), Dan Cleary (Striker), Lance Harvill (Arms of The Sun, Rex Brown Band) e Nils K. Rue (Eidolon, Pagan's Mind).


Se você gostou dos últimos lançamentos desses artistas citados acima, além do álbum "United Abominations" do "Megadeth" (lançado em 2007 e com participação de Glen), não deixe de conferir.

Acredto que irá agradar facilmente!


Ouça via Spotify aqui

sábado, 5 de outubro de 2019

Rock In Rio 2019 : O dia do Metal e a paixão de seus fãs


Enfim o Dia do Metal no festival mais tradicional de música no Brasil acabou há algumas horas e o que pudermos ver foi um misto de euforia, superação, atitude, e também experiência.
Pelo o que pude conferir nas últimas horas, desde que o festival voltou a ser feito no Brasil (em 2011), essa edição tem sido colocada como uma das mais marcantes, afinal, alguns dos nomes que iremos citar estão em seus fins de carreira ou sem algum tipo de previsão de existência para um futuro breve.

Algumas atrações começaram cedo e outras acabaram acontecendo um pouco mais tarde, ao início de uma noite quente na "Cidade do Rock" como conhecemos.

No palco "Supernova" (uma das novas atrações neste ano) tiveram apresentações das bandas "Firestrike" (que há algum tempo não mostrava atividades mas que surpreendeu seus fãs com o anúncio recente de sua participação no evento), e também "Jimmy & Rats" (do ex Matanza Jimmy London), "Eminence", "Noturnall" e o "Armored Dawn".

Já no palco "Sunset" (diga-se, um dos mais elogiados nesta edição) teve logo no meio da tarde o trio de meninas furiosas, digo, "Nervosas", investindo em seu Metal pesado e rápido (mesclando bem o Thrash com elementos extremos).

Seu setlist mostrou músicas variadas, cativando a todos com sua energia e entusiasmo, tendo algumas mensagens políticas entre uma canção e outra, o que nada atrapalhou em questão de apoio do público presente.
Parabéns para Fernanda Lira, Prika Amaral e Luana Dametto, guerreiras do nosso metal e que levam o nome do Brasil e da "Nervosa" para vários cantos do mundo.

Um pouco depois no mesmo palco tivemos outro grande show, desta vez envolvendo "Torture Squad" & "Claustrofobia" que. como se não bastasse a dimensão de qualidade imposta, ainda adicionaram uma cereja ao bolo, o sempre bem humorado e acessível Chuck Billy (vocalista do "Testament").
Preciso dizer mais?

Indo para o "Palco Mundo", os maiores representantes do Metal brasileiro, o "Sepultura", subiram ao palco para o sempre enérgico desfile de classicos; além de apresentarem uma nova canção sob o título de "Isolation" (que estará presente em seu novo álbum, "Quadra", previsto para 2020), além de fazerem uma bela homenagem ao saudoso vocalista Andre Matos (falecido neste ano) com uma rápida "intro" de "Carry On" (clássico do "Angra").

A noite já começava a aparecer e o "Anthrax" a subir no palco "Sunset", desfilando seus petardos sonoros e algumas mais recentes, sempre interagindo com o público, trabalho este aliás que o guitarrista Scott Ian sempre fez muito bem, tendo direito à uma versão para um clássico do "Pantera", "Cowboys From Hell" e o famoso "jogo ganho" com seu show sempre eficiente.

Para delírio dos fãs de Metal melódico, os alemães do "Helloween" subiram no "Palco Mundo" com um ótimo setlist, divulgando a sua mais recente tour onde é possível ver Michael Kiske e Kai Hansen junto aos seus antigos companheiros, sendo um atrativo mais do que obrigatório, e claro, de emocionar seus seguidores por excutarem tantos clássicos e demonstrarem uma ótima união como banda.

Voltando ao "Sunset", sem dúvidas um dos shows que serão lembrados para sempre nas memórias dos presentes é o do "Slayer", pois oficialmente ali foi feita a sua despedida do Brasil (caso alguém ainda não saiba, o que acho impossível, a banda está encerrando suas atividades) e isso criou um clima de nostalgia e também celebração, com seu som vibrante, técnico e sempre efusivo, mostrando que Kerry King e Tom Arraya poderiam sim continuar na cena... histórico!

Já passava das 21:00 horas e o público se voltava para o "Palco Mundo" pois ninguém menos que a banda liderada por Stevie Harris e Cia estava prestes a subir e detonar com seus clássicos absolutos.
Com direito a pirotecnia, efeitos diversos em cada uma das canções escolhidas, Bruce Dickinson cantava cada faixa como se não tivesse passados dos 60 anos de idade, interagindo bem e demonstrando vitalidade, entregando o típico show que o fã da "Donzela" espera.
O que dizer de uma apresentação icônica da "Legacy of the Beast Tour" que trás um Avião de cenário?
Só espero que essa não seja a última vez destes caras no festival, e que ainda voltem para a última tour (que indica ser a próxima, apoiada por um novo e último álbum).

Por fim, já passando das 00:00 horas, os veteranos do "Scorpions" trouxeram até seus fãs e espectadores um show bastante convincente (sim, vi comentários sobre a idade dos músicos, ritmos um pouco mais cadenciados, mas pense bem, quantas bandas formadas em 1965 que ainda estão na ativa e tocando com energia para mais de 100 mil pessoas?).
Seus clássicos ganharam as vozes de cada um ali presente, além da energia transmitida, e que aliás, impressiona pois estamos falando de músicos na casa dos 50/70 anos (Rudolf Schenker e Klaus Meine por exemplo possuem incríveis 71 anos).


Num modo geral, vimos bandas veteranas com vitalidade, outras que ainda irão mostrar ainda mais o seu serviço pela história da música, e algumas que não aparentam precisar parar a sua carreira.

Para mim superaram as expectativas e a edição 2017, e mais do que uma crítica porque "alguém falou isso", ou porque "aquele outro não executa como antes aquele refrão", têm de se bater muitas palmas para o "conjunto da obra"...


Para quem ainda deseja acompanhar algum tipo de Rock, no Domingo tem :

Palco Mundo
18h – Os Paralamas do Sucesso
20h10 – Nickelback
22h20 – Imagine Dragons
0h40 – Muse

Palco Sunset
21h15 – King Crimson



2019?Teve Rock sim; bebê!

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Killswitch Engage : lançando vídeos ao vivo de novos singles

Créditos : Travis Shinn

Durante os últimos dias, a banda tem divulgado em seu canal oficial no YouTube alguns vídeos de um show que aconteceu em Las Vegas no "The Space".

As canções fazem parte do seu mais novo álbum, "Atonement" (lançado no último dia 16/8) e que vem sendo extremamente elogiado por vários fãs ao redor do mundo (rendendo muitos reacts no YouTube, inclusive).

Abaixo, confira os dois vídeos lançados até aqui, de "Unleashed" e "The Crownless King" (que no álbum, tem a participação de Chuck Billy, vocalista do Testament) :









Confira também o vídeo com a tão aguardada participação de Howard Jones (ex vocalista da banda) no single "The Signal Fire" :


quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Rock In Rio 2019 : Slayer, Anthrax e mais bandas confirmadas


A próxima edição brasileira do Rock In Rio tem movimentado bastante os noticiários da mídia especializada com os anúncios que foram sendo mantidos em sigilo para confirmação.

Como sabemos, Iron Maiden, Megadeth, Scorpions e Sepultura já foram confirmados para o palco Sunset, mas, no entanto, foi divulgado pelas redes sociais do evento que algo seria anunciado ainda hoje (6/12), e, finalmente a espera terminou.

Na chamada "Noite do Metal", Slayer e Anthrax são as novidades, além de confirmarem as bandas Torture Squad, Claustrofobia com participação do vocalista Chuck Billy (Testament) e, Nervosa (que também contará com participação especial, mas ainda não revelada).

O evento será realizado entre os dias 27 de setembro e 6 de outubro de 2019.


O Card, ingresso antecipado, já está esgotado após vendas realizadas no último dia 12 de novembro, com preços de R$ 495 (inteira) e R$ 247,50 (meia).
Somente em abril de 2019 serão retomadas as novas vendas.


Abaixo, confira as atrações até aqui anunciadas :

27 de setembro: Seal (Palco Sunset)

4 de outubro: Iron Maiden, Scorpions, Megadeth e Sepultura.

Palco Sunset: Slayer, Anthrax, Torture Squad & Claustrofobia (com Chuck Billy do Testament)
Nervosa (mais convidado)

5 de outubro: Pink, The Black Eyed Peas e Anitta.

6 de outubro: Muse, Imagine Dragons, Nickelback e Os Paralamas do Sucesso.


Ainda há rumores de que o guitarrista Carlos Santana tenha fechado sua participação também.
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