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quarta-feira, 22 de novembro de 2023

Dead Or A Lie: Ambivalence - Review

Eu acredito que essa história é uma das mais comuns que ocorre aqui pelas páginas da Rock Vibrations: alguém sugere um conteúdo, nós o analisamos e em 95% dos casos é algo muito bom... e não é que aconteceu de novo?!

Recebi um contato recente de um dos membros da banda, o Matheus Vieira (já deixo aqui meu agradecimento pela confiança em nosso trabalho) e pude saber mais detalhes do mais novo material de sua banda Dead Or A Lie e intitulado "Ambivalence".

Fundada no fim de 2009, foram headliner em duas edições do Araraquara Rock e uma vez do Festival Rock Na Estação (São Carlos/SP), passaram por experiências legais na carreira como dividir palco com nomes do calibre de Angra e Viper, e agora ainda mais experientes e munidos de muito feeling e criatividade, o já citado Matheus (conceito e guitarra), Carlos Oliveira (guitarra) e Wiliam Albino (vocal) mesclam muito bem elementos conhecidos do Rock atual (dentro de seu gênero) com referências de outras décadas, aliás, muito legal a dinâmica que possuem entre si.

Inspirado pelas teorias do renomado sociólogo polonês Zygmunt Bauman, o trio exacerba através de riffs vindos do Stoner e dinâmicas do Hard moderno com certa facilidade uma cadência muito boa e consistente, sem forçar nada ou querer "vender um conceito popular", tudo está redondinho e eficiente.

Chegando em seu sexto registro de estúdio, "Ambivalence" tem participações especiais de Daniel Cestari (bateria, amigo da banda e substituto de Wiliam Albino que por conta de logística acabou não participando das gravações nas baquetas, concentrando seu trabalho então pelas linhas vocais) e Matheus Botelho (teclado), além de Ali Zaher Jr (baixo), sendo este último integrante do CPM 22 e o produtor deste registro, responsável pela mixagem e masterização em seu próprio estúdio, o Sunrise Music.

Musicalmente falando, o álbum gira em torno de 5 faixas bem coesas e consistentes, acessíveis na maioria das vezes e também interessantes conceitualmente (como já citado acima) que elevam ainda mais sua discografia, permeando entre bons riffs, vocais característicos e dinâmicas que facilmente apetecem qualquer fã de Rock.

Acho que pra cada momento aqui criado existe um tipo de sentimento e tempo para digerir, não são canções vazias que você usa como "trilha sonora de fundo", é interessante conferir cada detalhe pois você entende a mensagem e reflete naturalmente pela forma acessível de comporem.


No geral, acho que este registro foi lançado no momento certo pois casa muito bem com o que o cenário está produzindo, tudo muito bem encaixado e também desenvolvido de forma que o ouvinte não encontre um "ponto sem nó"... divertido para ouvir a qualquer momento.


Fique ligado nas redes sociais da banda para saber quando você poderá ouvir o material por completo!


Tracklist:
Helpless Again
The Price Of Beauty
Ambivalence (On a Radioactive Planet)
Amazement Garden
An Eternity Of Lies


Links:

sábado, 3 de outubro de 2020

Dead Or A Lie : Monster - Review


Poder conhecer novos nomes para complementar a sua playlist é algo que aprecio bastante, principalmente porque as recomendações surgem diretamente por quem está envolvido nos projetos.

Através do músico (e agora brother) Matheus Vieira, pude ter contato com sua banda chamada Dead Or A Lie (que até pouco tempo se intitulava Dead Or Alive), e claro, com um cuidado muito grande em analisar seu trabalho pude ver o quanto existe de dedicação e empenho por aqui.

Em seu mais recente registro, "Monster", vemos uma mescla muito legal do tipo de Metal que vem sendo executado nos últimos anos por bandas como Soilwork, In Flames e outras parecidas, mas também dinâmicas que conhecemos desde os anos 90 (sejam do nosso Metal brasileiro ou não).

Seu trabalho é muito bem cuidado em mínimos detalhes, desde sua intro com violão e climas distintos/agradáveis á riffs densos (cobertos por camadas vocais acessíveis de muito bom gosto), bem como sua sequência com certa cadência e bom gosto (repare como eles conseguem se manter em alta em muitos momentos).

O que me deixou realmente satisfeito foi a forma que encontraram para que suas faixas ficassem densas e ao mesmo tempo acessíveis (perceba por exemplo "Monster", a faixa, o clima de Type O Negative ao mesmo tempo que conseguem estar cheio de melodias ricas em nuances conhecidas do público e vertente que praticam).

Em termos de produção pude perceber rapidamente a qualidade imposta, e mesmo que sua duração esteja na casa dos 25 minutos, temos a opção de podermos voltar e ouvir tudo de novo, sendo assim prazerosa a idéia (ou você vai me dizer que essas melodias aplicadas não são de prender a sua atenção?!).


No geral, o feeling imposto neste registro é sensacional, os músicos se deixaram levar pela qualidade e também a destreza, pois não consigo ver outra forma para descrever um E.P. tão coeso e direto como este (melodicamente falando irretocável), dando um orgulho danado para mim.


Se ainda não teve contato, por favor, ouça e recomende!


Faixas:
1. Intro
2. Never Look Away
3. Bad Dreams… No Crimes
4. Leave No Trace
5. Monster
6. Life Itself

Ouça via Spotify aqui


Lineup:
Matheus Vieira (Baixo/Guitarra)
Carlos Oliveira (Guitarra base/Solo)
William Albuno (Bateria/Vocal)

Link:
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