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quarta-feira, 12 de abril de 2023

The Winery Dogs: III - Review

Ainda me lembro da época em que anunciaram um supergrupo envolvendo músicos famosos do cenário Rock/Metal para a criação de algo descompromissado, apenas por diversão e também mostrar a sinergia juntos.

E lá se vão 10 anos desde que o The Winery Dogs debutou, muita coisa mudou de lá para cá na carreira de Richie Kotzen, Mike Portnoy e Billy Sheehan, em alguns momentos até demonstraram que não era apenas um projeto qualquer, estavam empenhados em sair pelo mundo tocando suas então novas faixas, mas no fundo aconteceu o que prevíamos, com agenda lotada e inúmeras bandas, realmente o projeto ficou no patamar que esperávamos, mas isso claro não signifique algo ruim, longe dessa idéia.

Após um hiato, "III" chegou em 2023 com canções novamente técnicas, com o mesmo feeling de seu antecessor mas sem por um pezinho no Metal (algo que alguns torciam para ocorrer, apesar de eu achar que nunca foi essa a proposta de ambos neste novo âmbito).

A produção novamente eficiente mantém o nível da banda como conhecemos, algumas faixas como "Xanadu" e "Breakthrough" entram na mente facilmente, não tendo novidades enquanto grupo, mas pelo menos não perdendo a qualidade.

O fato de algumas faixas serem mais longas também ajuda em uma compreensão pouco intuitiva de imediato, a coisa de esperar por um refrão acessível também é bem previsível e beira um território de comodidade (ou talvez seja isto mesmo a proposta, sem arriscar tanto).

Para um público que não tem costume de ouvir algo da carreira de ambos, existem momentos para se impressionar pela destreza e técnica apuradas, mas para alguns como eu que sabe com o que lidar aqui, torna-se algo por vezes repetitivo.

Destaco também as faixas "Rise", "Gaslight", "Stars" e uma das mais legais da banda, "The Vengeance" (sendo a minha preferida do álbum até o momento deste review).


Acredito que de modo geral o fã do projeto apreciará, não é ruim, mas talvez não seja o momento para vermos algo novo por aqui, ainda sim como sabemos, é o melhor que os caras puderam fazer e isso conta positivamente.

Longe do que já foi... ...mas ainda audivel?Com certeza!


Ouca:

segunda-feira, 2 de março de 2020

Demons & Wizards : III - Review


Junte elementos épicos, melodias bem construídas, vocais consistentes em meio à tons graves e agudos, além de riffs inspirados, e então, nós teremos uma nomenclatura : Demons & Wizards.

"III" chegou no último dia 21/2 e trouxe certa expectativa pois sabemos o quanto Hansi Kürsch (Blind Guardian) e Jon Schaffer (Iced Earth) são aclamados em suas posições e bandas.
Essa união sempre rendeu uma ótima atenção da mídia especializada, além de conseguirem angariar uma grande parcela de fãs.

Se mantendo melódico (como o esperado) e cadenciado em muitos momentos, o terceiro disco da carreira da banda foca em uma produção que não arrisca muito, alguns momentos certamente você irá encontrar peso e feeling; porém, mantendo um certo nível de cadência (o que não é ruim, a não ser que você seja ligado à bandas do lado melódico que aceleram seus tempos em várias nuances).

Obviamente que estamos falando de um projeto que já dura ao menos 20 anos e garantiu estabilidade, portanto, não necessariamente precisam mostrar aquilo que fazem em suas bandas principais mas sim, criar algo que possa ser caracterizado como o som que precisam fazer em conjunto (ou seja, não espere alguma coisa ligada em 100% às suas raízes).

Algumas faixas possuem apelo soturno (algo como semi-balada), "Timeless Sleep" que se mantém muito bem com sua base acústica e "Children Of Cain" (com um clima mais sombrio) são bons exemplos, mas claro, se o seu foco é no lado Metal, ouça faixas como a já divulgada há algum tempo "Diabolic", a acessível e radiofônica "Invincible", a pesada "Wolves in Winter", a épica "Dark Side of Her Majesty" e "Split" (que em sua concepção lembra algumas coisas da carreira de Jon).


No geral; o álbum se mostra um pouco diversificado, mantém uma linha interessante se pensarmos que a proposta é soar diferente de suas bandas, mas talvez isso possa causar algum receito aos que ainda não estão familiarizados (principalmente por não haver tantas referências ao Metal pesado à todo instante) mas sim à nuances épicas, riffs Heavy, vocais alternando entre o lado brutal e o melódico, e em alguns momentos solos bem legais (pontos estes que farão os fãs do projeto felizes).

Acredito que irá dividir opiniões, mas não deixa de ser um bom álbum e bem produzido.


Ouça via Spotify aqui

domingo, 21 de abril de 2019

A Day In Venice : III - Review


Formado em 2013 por Andrej Kralj em Trieste, (Itália), "A Day In Venice" trás até nós ouvintes um Rock alternativo de qualidade, com ótimos timbres.

Apesar de Andrej ser o líder (em composição e produção), ele também conta com inúmeras participações para seus álbuns e canções, fazendo ótimos momentos ligados ao chamado "Post Doom" de bandas como Anathema e My Dying Bride.

"III" possui 9 faixas bem consistentes, tendo um pouco do "Dark Rock" como uma ótima opção, além de andamentos bem conhecidos do estilo, e a produção que está muito boa.

Não deixe de conferir mais este lançamento deste mês de abril de 2019.
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