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terça-feira, 9 de maio de 2023

Metal Time Machine #01 - Esmiuçando o clássico - Kill 'Em All do Metallica

Texto: Mauricio Filho.

Kill 'Em All foi o álbum de estreia do Metallica, lançado em 1983. É considerado um dos álbuns mais importantes da história do thrash metal.

Possui influências provenientes dos clássicos do metal, como, Iron Maiden, Judas Priest, Motörhead e Diamond Head.

Kill 'Em All combinou essas influências para criar um som único e inovador, que estabeleceu as bases do thrash metal e influenciou inúmeras bandas de metal nas décadas seguintes.

A autoria das músicas pode ser creditada a James Hetfield, Dave Mustaine, Lars Ulrich e Cliff Burton. Após a demissão do Dave Mustaine antes do lançamento do Debut, Kirk
Hammett assumiu o posto, vindo diretamente do Exodus.
Kirk basicamente manteve as linhas criadas por Dave, dando sua interpretação aos solos e adicionando algumas coisas, como por exemplo o solo melódico no meio de “The Four Horsemen”, a versão mais próxima a “original” composta antes da entrada de Kirk, que consta no disco de estreia do Megadeth com o nome de “The Mechanix” não possui este trecho melódico no meio da música.

No registro ao vivo “Power Metal” disponível no YouTube, temos as músicas todas executadas com Dave Mustaine na guitarra solo. É perceptível que os solos posteriormente
gravados por Hammett, foram mantidos em 80% das ideias originais, sendo lapidados e interpretados por Kirk, como citei acima.

Ouça o “Power Metal” no link abaixo: 

As letras do álbum "Kill 'Em All" são em sua maioria agressivas e apresentam temas como violência, morte, guerra e rebelião. Muitas das músicas falam sobre lutar contra o sistema e a opressão, e expressam um sentimento de raiva e frustração.

A faixa de abertura, "Hit the Lights", é uma canção sobre viver rápido e aproveitar a vida ao máximo. "The Four Horsemen" é uma música que fala sobre a destruição e o fim do mundo.

"Whiplash" é sobre a paixão pelo heavy metal e a emoção de ir a shows e tocar música alta.

A música "Seek & Destroy" apresenta um tema de caça e destruição, com a letra pedindo ao ouvinte para caçar e destruir tudo o que estiver no caminho. "Jump in the Fire" é sobre assumir riscos e enfrentar desafios sem medo.
Há também uma música instrumental no álbum, intitulada "Anesthesia (Pulling Teeth)", que apresenta um solo de baixo de cinco minutos de Cliff Burton. Faixa que atribui um grande valor a Cliff como compositor e um virtuoso baixista, demonstrando habilidades incríveis no instrumento além de conhecimento musical.



No geral, as letras de "Kill 'Em All" refletem a atitude rebelde e sem limites do metal dos anos 80, mas também são um reflexo das experiências pessoais e das crenças da banda
na época.

O álbum traz riffs poderosos, que como guitarrista e professor posso afirmar, são uma verdadeira escola para bases e padrões cíclicos (Patterns) sobre a escala Pentatônica.

Os riffs trazem técnicas como, palhetadas alternadas contínuas velozes e as tradicionais palhetadas rápidas para baixo, forma esta de tocar que atribuiu muita moral ao James Hetfield como um dos maiores guitarristas base da história do Metal. Seu auge e consolidação viriam em Master Of Puppets.

Os solos criados e lapidados respectivamente por Dave Mustaine e Kirk Hammett, apresentam padrões clássicos de repetição sobre a penta, incluindo diversas combinações
dos mesmos, em alta velocidade, tudo tocado de forma frenética. Padrões estes já utilizados por caras como Hendrix ou Page, porém a herança recebida em Kill 'Em All, foi utilizada com muito mais agressividade.

Apesar de muitos criticarem a produção do disco, eu particularmente gosto muito. Os timbres de guitarra a cargo dos amplificadores Marshall, (provavelmente um JCM 800 empurrado com drives como Rat e Boss DS-1) trazem um som de guitarra matador, rasgado, definido e potente, talvez datado para as produções modernas, mas que representa com fidelidade a agressividade e sonoridade da banda na época.

As gravações soam muito orgânicas, e mostram uma banda bem entrosada, que vinha há tempos, executando as mesmas músicas em shows e ensaios.
Os vocais de James evoluíram muito com o tempo, porém o vocal “gritado” desta fase, refletia bem sobre o conceito lírico do disco, que combinava com a idade e rebeldia do
mesmo.

Se você é fã de letras que expressam um sentimento de raiva e frustração, este álbum é para você.

É um álbum divertido e energético, que faz você querer se mover, cantar junto e “bangear” a cabeça. As músicas são rápidas, agressivas e cheias de energia, fazendo deste álbum uma escolha perfeita para qualquer headbanger que queira um som pesado e cativante.

Diversão define, e a tristeza espanta.

Mauricio Filho.

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Metallica : tendo sua linha de colecionáveis pela KnuckleBonz


A KnuckleBonz, empresa especializada em fabricar estatuetas, declarou que vai trazer a público mais uma boa chance para os fãs do Metallica adquirirem colecionáveis.


A coleção será publicada na série chamada "Rock Iconz" e terão os exemplares de James Hetfield, Las Ulrich, Kirk Hammett e Robert Trujillo.


Ambas terão tiragem limitada de 3 mil unidades, 8,5 centímetros de altura e feitas a mão, além de um certificado de autenticidade.


O kit com os quatro sairá por R$2.950,00 e o unitário por R$820,00 (claro, considerando o atual valor do dólar e suas cotações).


Adquira clicando aqui


quinta-feira, 2 de abril de 2020

Álbuns Comentados R.V. : Metallica #1 - Kill 'Em All


Falar sobre o início do Metallica (ainda mais para um fã) é como aquelas histórias que todo avô nos conta e você não cansa de ouvir mesmo sendo repetida 300 vezes ao ano.

Como sabemos, James Hetfield se encontrou com Lars Ulrich em 1981 após um anúncio no "The Recycler" e o resto é somente história... claro, algumas mudanças como a de Dave Mustaine sendo despedido por abuso de drogas e álcool, além do baixista Ron McGovney saindo por conta própria após descobrir que seria substituído (dentre outros fatos) fizeram do início do "pré-Kill 'Em All" uma verdadeira jornada.


James Hetfield e Lars Ulrich, os mentores do Metallica


PapaHet era um cara muito pacato, estava "preso" em conceitos ligados à religião de sua mãe que era definida como a de "Cientista Cristão" (na qual acreditava-se no poder da fé para inúmeras situações como a de não precisar fazer exercícios ou ter curas instantâneas), conviveu recluso em muitos momentos como sabemos, viu seu pai caminhoneiro (Virgil) abandonar sua casa bem cedo, além da perda prematura de sua mãe (Cynthia) após um câncer (a mesma acreditava que não precisava de remédios pois sua fé de alguma forma poderia curar seus malefícios, o que infelizmente sabemos que não ocorreu), deixando James ainda mais problemático mentalmente (e retratado em forma de desabafo futuramente nas canções "The God That Failed" e "Until It Sleeps", além da uma faixa muito pessoal/sentimental "Mama Said").

Ainda criança por volta dos 9 anos de idade, o mesmo começou a tomar aulas de piano, assim como bateria um pouco depois, o que lhe rendeu boas influências para ter seu primeiro projeto, o "Obsession" (que em seu line-up contava com Ron Veloz no baixo e bateria, Jim Arnold na guitarra e Hetfield no vocal, além de Mcgovney e Dave Mass como seus roadies.

James e Ron Veloz durante show do Obsession


Um fato interessante é que James já compunha nessa época, mas segundo o mesmo, não gostava da reação dos que o assistiam pois sempre esperavam canções covers já que suas influências vinham de bandas badaladas da época como Black Sabbath, UFO e Thin Lizzy.

Após se mudar, ele conheceu o baterista Jim Mulligan em sua nova escola e ambos começaram a ensaiar durante seu tempo livre, quando tiveram contato com outro fanático por Rock na mesma escola, o guitarrista Hugh Tanner (que segundo James, sempre andava com um modelo quebrado com silver tape por todos os lados).

Assim, nascia o seu segundo projeto, o "Phantom Lord" (sendo que o baixo era tocado por vários amigos que se dispunham); porém, após terminar seus estudos, voltou a morar em Downey e foi morar com seu amigo Mcgovney que se convenceu de ser o baixista fixo para o line-up que havia criado, além de ter cedido uma casa que funcionaria como um "QG" dos ensaios (o espaço seria demolido pelos pais de Ron, mas o mesmo os convenceu para manter tudo e poderem usar), e então, era formado o terceiro e último projeto antes do Metallica, o "Leather Charm".

A partir daí, conseguiram tocar em alguns pubs e finalmente ganharam seus primeiros trocados, mas nem isso foi possível para que a banda pudesse continuar, pois com a saída de Tanner (sendo substituído por Troy James, guitarrista amigo de ambos) e Mulligan indo para um projeto de Rock progressivo, não tiveram opção.


Lloyd Grant ao lado de Jason Newsted e Ron McGovney já nos anos 90

Ao que se sabe, o início da reunião de James e Lars incluía uma série de idéias que jamais passou de 1 mês como a adição de um guitarrista solo chamado John Roads, a participação de Lloyd Grant (um guitarrista até versátil mas diferente do que teriam que buscar) ajudando na concepção do que seria o solo de "Hit the Lights" em sua fase demo (que contou com inúmeras versões) e até John Bush como vocalista (que em 1984 estava estreando no "Armored Saint"), além do ex Misfits Glenn Danzig (que a banda sempre demonstrou admiração).

James em um primeiro instante não quis cantar (de fato isso foi afirmado pelo mesmo como sendo um vocalista que "foi forçado a ocupar o posto" por falta de opções), mas os rumos mostraram o caminho certo para o mesmo, que só se firmou pessoalmente em "Master Of Puppets" (1986) pois em "Ride the Lightning" o plano de trazer John Bush era muito vivo ainda, o que acabou tendo assunto encerrado após reuniões com Lars e seu staff.

Um dos fatos históricos dos primórdios da banda era que Lars tinha um kit de bateria nada apresentável e James logo percebeu sua falta de destreza para o mesmo, que precisava pausar inúmeras vezes o ensaio para que pudesse recolher um prato que não conseguia ficar preso (o que fez James indagar sobre o que de fato estavam a fazer, e Lars pediu insistentemente que não desistisse dele e o projeto).

Lars, como também sabemos, veio da Dinamarca para os EUA tentar uma carreira de tenista pois seu pai era um dos melhores de sua época, lhe rendendo uma boa vida, regada á certos luxos que James logo se irritou e o apelidou de "nanico arrogante", dentre outros nomes comuns entre os que o conheciam.
O então "nanico" foi um dos primeiros a ter materiais de bandas britânicas nos EUA (tem que diga que o mesmo foi o responsável pelos primeiros discos da NWOBHM que muitos desconheciam em solo americano).


A primeira formação estável da banda com Ron McGovney, James Hetfield,
Lars Ulrich e Dave Mustaine

Com a saída de Mustaine (que segundo Lars só havia entrado na banda por ter equipamentos de última geração) no início de 1983 (segundo alguns atrapalhado a viagem da banda para as gravações do álbum pois o mesmo estaria bêbado e havia batido a van que a banda alugou), recrutaram um dos fundadores do Exodus e que o próprio Hetfield achava interessante em termos de performance, o recém saído da fase adolescente Kirk Hammett.


Dave Mustaine já nos seus últimos dias com a banda demonstrava muito interesse em disseminar seus vocais, tendo inclusive entre os fãs uma versão do debut intitulada "Dave 'Em All', um bootleg com versões do mesmo liderando toda parte cantada


Sua contribuição apareceu 1 mês depois de sua chegada quando a banda partiu para as gravações no "Music America Studios" localizado em Rochester (Nova York) em Maio de 1983, sendo que algumas das canções eram de co-autoria de Mustaine como o caso famoso da faixa "The Mechanix" que a banda adaptou com Kirk adicionando novas linhas e James redefinindo conceitos sob o título de "The Four Horsemen" (sendo assim; o formato original foi utilizado por Mustaine mais tarde em sua banda, o Megadeth).



Uma das características mais marcantes da banda é sua proximidade com o público


Já McGovney foi substituído por aquele que se tornaria um ícone em poucos anos, o magistral baixista Cliff Burton, pianista e instrumentista versátil, carregava consigo a promessa que fez ao seu irmão de ser tão bom quanto o mesmo que havia falecido.
Cliff participou de bandas desde muito cedo, as mais famosas certamente "Agents of Misfortune" (com Jeff Martin que mais tarde se tornaria guitarrista do Faith No More") e o "Trauma" (no qual Lars assistiu seu show por recomendação e se encantou pelo seu som e foi até o backstage tentar convencê-lo de alguma maneira para entrar em sua banda, o que de fato foi negado em primeira instância mas logo os planos se cruzavam para tudo dar certo).

Em 25 de Maio daquele 1983 nascia o que para muitos é o "marco zero" do Thrash Metal (que sinceramente, a banda apenas "levou" de acordo com os fãs e mídia especializada pois Lars Ulrich sempre preferiu minimizar rótulos) analisando anos depois que a banda almejava apenas bons sons e direcionamentos que pretendiam exacerbar como músicos e fãs de Metal num todo, além de poder atrair seguidores e se divertirem.



A arte de "Metal Up Your Ass" serviu para ilustrar uma demo lançada em novembro de 1982, pouco tempo após a mais famosa entre os fãs, "No Life 'Til Leader", contendo o material que viria se tornar a base de Kill 'Em All


O título?Bem, essa história também é famosa, pois naquele auge de histeria, bebidas alcoólicas e muitas festas, pensavam em muitos trocadilhos e histórias mirabolantes, portanto, nada mais justo que um nome para definir o "espírito jovem" que pairava sobre os 4 integrantes e então, "Metal Up Your Ass" em um tom bastante brincalhão surgiu e acabou fazendo a cabeça de vários, mas como todos sabem, jamais a gravadora iria aceitar tal título, sendo substituído por "Kill 'Em All" (palavras retiradas do nervosismo de Cliff Burton após reclamar do nome anterior negado pelos "magnatas" da empresa que iria distribuir seu som, proclamando "I Hate the Managers, let's just Kill 'Em All", e assim, alguém gritou "Yeahh" e o resto você deve imaginar).

Seu som era cru, rápido e denso, baseado em bandas como Misfits, Discharge e muitos nomes da NWOBHM como Iron Maiden, Diamond Head, Saxon, Motörhead e Satan (dentre muitos outros).
"Hit the Lights" (tendo Hetfield, Grant e Ulrich como autores) foi lançada inicialmente na famosa coletânea "Metal Massacre" e logo chamou atenção de muitos (tendo sido uma das grandes influências para os integrantes do Kreator no início pois os mesmos diziam ter ficado impressionados com sua velocidade e peso, algo que também buscavam mas ainda não haviam tido um exemplo real de como poderiam compor).

O desfile de clássicos continua por "The Four Horsemen" (com Hetfield, Ulrich e Mustaine compondo) "Motorbreath" (de Hetfield), "Jump in the Fire" (de Hetfield, Ulrich e Mustaine), "Anesthesia (Pulling Teeth) (um belo instrumental de Cliff), "Whiplash" (de Hetfield e Ulrich, mas que Mustaine diz ter participação em bases e solo, o que nunca foi afirmado pela banda), "Phantom Lord" (de Hetfield, Ulrich e Mustaine), "No Remorse" (de Hetfield e Ulrich), a icônica "Seek & Destroy" (de Hetfield e Ulrich) e por fim mas não menos rápida e densa, "Metal Militia" (de Hetfield, Ulrich e Mustaine).


Com Cliff e Kirk, a banda conquistou solidez e conseguiu seu lugar ao sol em apenas 4 anos com 3 excelentes álbuns


Precisamos dizer mais?sim, o Exodus iniciou em 1979 e isso faz com que muitos julguem o fato do início do Thrash Metal estar ligado à isso, mas como citado acima, Lars nunca se importou com o rótulo (James inclusive deixou escapar uma vez que achava o Motörhead o mais apropriado para o título de banda pesada e rápida como eles eram nomeados).

Os números de Kill 'Em All não foram tão abrangentes mas relevantes para uma banda de garagem, sendo 3 milhões de cópias vendidas só nos EUA e garantindo seu lugar na lista de maiores álbuns de Metal de todos os tempos da revista Rolling Stone (na posição 35).

Muitos também aderem o som deste álbum como o possível precursor do Speed Metal, mas isso também depende de sua visão sobre tal crédito, não é mesmo?!

E por falar em visão, buscamos opiniões de fãs da banda para completar ainda mais nosso primeiro review sobre o Metallica, então, acompanhe logo abaixo o que fãs da página MetallicaBrOficial do Facebook tem a dizer sobre este debut clássico :


"O 'KEA' para mim foi o marco de um gênero, é totalmente visceral e robusto com uma energia jovem. A minha faixa favorita é a 'fucking' Whiplash e o que acho de curioso no álbum, de um lado positivo, são as grandes inspirações por outras bandas que tiveram impacto preciso no final das contas em cada faixa. Kill 'Em All é uma homenagem para o metal" 
(Marcelo Sartori)


"O álbum é 'OTEEEMOOO'.
Faixa preferida é a Seek And Destroy.
Lembro-me que uma vez, na epoca do Orkut...alguém da Metallica Brasil comentou que essa mancha de sangue parece um rostinho (aqueles memes pioneiros lá ... Tipo do Poker Face)
Depois que recortaram essa mancha de sangue... eu nunca mais consegui ver como mancha de sangue e sim como um rostinho (muitos risos)."
(Kleber Urich Mena)


"Álbum foda.
Minhas preferidas são No Remorse e Whiplash."
(Rafael Silva)


"O álbum todo é maravilhoso pra mim, mas minha preferida é Metal Militia."
(David Silva)


"O Segundo melhor álbum do Metallica na minha opinião, a melhor faixa é The Four Horsemen".
(Nícolas Barbosa)


"Todas as músicas são fodas, mas minhas preferidas são "No Remorse" e "Seek and Destroy".
(Elielton Lima)


"Álbum foda demais".
(Gabriel Bueno)


"Mano, com certeza é o meu álbum favorito devido a proposta do som que eles mostram pra cena do Thrash Metal mundial com um som bem caracterizado e sujo (risos) amo de mais.
É difícil escolher uma música nesse álbum, mas eu fico entre The Four Horseman, Jump in the Fire e Metal Militia
Uma curiosidade desse álbum foi na gravação dele onde o James e o Kirk só tinham uma guitarra pra tocar (risos)".
(Josue Nascimento)


"O ano era 1991 ou 92. Época de informações escassas, só se sabia pelas rádios e revistas.
Tinha lido que o "Kill" era um disco raro, difícil de achar. Tinha um moleque brother meu que era riquinho e meio mangolão, aí tinha outro lá que vivia batendo nele.
Um dia cansei e botei o paiaço pra correr e o moleque ficou meu fã.
Foi como ganhei o Kill' Em All.
Nem acreditei quando estava levando o disco pra casa. E mais ainda, não acreditei como o disco era fantástico após ouvir".
(Rodolfo Soares)


"Precursor do Thrash Metal
Whiplash e No Remorse
Era para se chamar Metal Up You Ass, mas a gravadora censurou e Cliff  disse “Kill ‘Em All”, os caras gostaram e acabou ficando o nome do disco".
(Eduardo Ruesch)


"Falar o que? Kill 'Em All de certa forma mudou a minha vida. Pra mim um dos melhores álbuns da história do rock.
Melhor álbum de Speed Metal e creio que seja mesmo o marco zero do estilo Thrash Metal.
Marcou muito minha adolescência.
Amo até os ruidinhos das palhetas nas cordas. Rih rih rihri rih...".
(Pedro Leiva Arzola)


"Álbum maravilhoso, foi o que me fez gostar da banda, melhor música desse álbum pra mim é Seek And Destroy."
(Micael Keven)


"KEA é o marco zero do Thrash.
A minha faixa preferida é a Motorbreath.
Acho que tem uma das capas mais espetaculares do metal".
(Tiago Vieira)



Gostou?concorda com o que foi dito?Nos dê sua opinião e fique ligado pois a nossa discografia comentada está só começando, logo iremos coletar novas opiniões na página Metallica Brasil no Facebook.
Quer participar? Siga a página https://www.facebook.com/MetallicaBrOficial/ e deixe seu comentário quando ver nosso post por lá, assim, terá a chance de aparecer em nossas próximas resenhas com a sua opinião.

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Metallica : conheça o patrimônio líquido de cada integrante


Como todos sabem, desde o início dos anos 80 a banda vem angariando fãs, shows, seguidores fiéis (e por um momento sem precisar de rádios ou vídeos em televisão.

Passado à fase "Black Album", muitos milhões surgiram nas contas bancárias dos integrantes, e conforme o tempo avançou, os produtos relacionados a marca da banda foram cada vez mais sendo adquiridos (tais como camisetas, box-sets e action figures).

O Celebrity Net Worth contabilizou os valores que cada músico tem em seu patrimônio e constatou que, James Hetfield possui US$300 milhões (lembrando que o mesmo possui coleção de carros exóticos, motos customs, armas e guitarras raras).
Já Lars Ulrich lidera com US$ 350 milhões (o mesmo possui uma coleção rara de quadros que provavelmente lhe renderia até o dobro deste valor ou triplo).

Kirk Hammett por sua vez possui uma quantia de US$ 200 milhões (tendo parte disso investido em vários objetos raros e interessantes de horror, uma de suas paixões, além de colecionar guitarras, dentre outros instrumentos).

O último a entrar na banda, Rob Trujillo, tem um patrimônio líquido de US$ 50 milhões (não tão satisfatório quanto os outros mas, nada mal para quem apenas foi "contratado" durante sua carreira, não é mesmo?! (Trujillo tocou com Infectous Grooves, Suicidal Tendencies e um tal de Ozzy Osbourne, logo em seguida, integrou a banda de Zakk Wylde, dentre outros projetos).


Em 2019 o Pollstar, referência em bilheterias de turnês, registrou em seus dados que o Metallica é a banda que mais lucrou com turnês na história da música com o valor recorde de US$ 1,4 bilhão em ingressos de shows desde 1982 (ficando a frente do Guns N’ Roses, AC/DC e U2).

A banda também é a número 1 em produtos licenciados (apenas em shows nos Estados Unidos), com cerca de US$ 125 milhões desde 1991 (além de ter sido a única banda de Rock que tocou nos sete continentes, incluindo a Antártida). 


terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Metallica : em entrevista, James Hetfield fala sobre seu início na música e o que pretende para 2020


Como todos sabem, o vocalista do Metallica fez sua primeira aparição há alguns dias após se internar em setembro de 2019 em virtude de seus problemas com o álcool, e agora sóbrio, se mostrou magro e sadio (para o alívio de muitos).

Dentre os assuntos da entrevista em meio ao evento de exposição de seus carros, James falou sobre seus primeiros dias na música :

"Eu queria estar em uma banda, eu sabia que iria acontecer, eu faria acontecer.
E comecei a tocar com alguns amigos locais numa banda chamada "Obsession", onde tocávamos covers em festas de escola.

Depois fui andar com pessoas que eram melhores que eu, e foi assim que aprendi a tocar um pouco melhor. Eu sabia o que queria, e iria alcançar meu objetivo a qualquer preço".


Aparentemente, James queria apenas tocar guitarra, mesmo que tenha tido aulas em piano e bateria.

Continua:

"Nos anos oitenta, em Los Angeles, todos os guitarristas queriam ser como Eddie Van Halen, e havia milhões de guitarristas. Todas as bandas procuravam um vocalista.
Então vendi minha guitarra, meu amp e comprei um P.A e um microfone, e então decidi ser vocalista, era meu próximo objetivo.

E então quando estive com Lars disse para ele 'Oh, não estou mais tocando guitarra, apenas canto'.
Ele respondeu 'Bem, então vamos procurar um guitarrista'. E ninguém conseguia cantar do jeito que a gente queria, então eu disse 'Ok, vou cantar até encontrarmos alguém para o posto'... então foi um caso de necessidade.

Foi desafiador para mim mas eu consegui, e tive muito apoio, muitas pessoas me diziam :
'Hey, vocês não precisam de um frontman, por que você não cuida disto?'
As pessoas ao meu redor meio que me deram confiança para eu me desenvolver nisto".


Questionado sobre o que o Metallica irá fazer daqui pra frente (e se haverá um novo álbum em breve) ele diz :

"Está aí uma boa pergunta. Não sabemos.
Neste instante eu estou aqui no Petersen Museum (risos), e não sei o que vai acontecer em seguida.
Essa é a beleza da coisa. Vamos nos reunir e ver o que funciona melhor para todos. Seja lá o que vai vir, não sabemos. E nós meio que rendemos mais com o medo do desconhecido - um pouco dele, com medo apenas o suficiente para nos sentirmos vivos".


Confira abaixo um dos vídeos do evento :



Entrevista completa (em Inglês sem legendas) :

domingo, 2 de fevereiro de 2020

Metallica : Kirk Hammett diz que Lars Ulrich fez aulas de bateria para gravar ...And Justice For All

Durante entrevista ao podcast "Let There Be Talk" (e transcrita pelo "Ultimate Guitar"), o guitarrista Kirk Hammett comentou sobre alguns detalhes das gravações de "...And Justice For All", um dos álbuns mais complexos da carreira da banda (e também polêmico pelos motivos que todos estamos cansados de saber, não é mesmo?)

Kirk comenta :

"Queríamos soar o mais estranho possível. Na época, muita música que ficava popular mostrava técnica musical. Foi o auge dos álbuns de guitarra, como os de Joe Satriani. Muitas bandas de hair metal, comerciais, todas tinham guitarristas incríveis, porém, canções que eram uma merda. Era o pensamento: 'vamos mostrar o quanto de nossa musicalidade está aqui'".


Segundo ele, por conta da sua influência em ter aprendido técnicas com Satriani e o envolvimento de Lars com as aulas, era preciso que a banda mostrasse um álbum que soasse no nível dos demais (ou superior) que estavam sendo divulgados á época, era como um desafio a ser cumprido em mostrar o quanto poderiam ser técnicos.

Ele conclui :

"Fiquei feliz com isso, pois venho de um lugar onde isso estava centrado. O álbum de Joe Satriani ('Surfing With The Alien', 1987) era a maior coisa do mundo na época".

"Em certo ponto, Lars pegou aulas com o baterista de Joe Satriani (Jeff Campitelli), então, ele conseguiu uma perspectiva e uma abordagem diferentes na bateria. Queríamos implementar isso na sonoridade e foi assim que nasceu '...And Justice For All'".


Como sabemos, o álbum foi bem recebido pela crítica (tendo vendido mais de 8 milhões de cópias só nos EUA), além de abordar uma nova musicalidade á banda, ainda mais pela ausência de Cliff Burton (vítima do acidente com o Tour Bus em 1986), sendo substituído pelo garoto Jason Newsted que até então era o "faz tudo" no "Flotsam and Jetsam" (além de fã incondicional do Metallica).

Elementos progressivos foram inseridos, alguns tons de hard rock, e muitas "dobras", rendendo canções longas e marcantes (vide a faixa título ou mesmo "One", um dos maiores singles da carreira).


"...And Justice For All" foi eleito em 2017 pela revista "Rolling Stone" o 21° maior álbum de Metal de todos os tempos.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Metallica : batendo marca histórica no Spotify


"UM BILHÃO DE STREAMS. 
1.026 décadas de música do Metallica tocando em 2019 via stream! Inacreditável. 
Obrigado aos mais dedicados fãs do mundo...
vocês são todos incríveis!"

Foi assim que a banda americana agradeceu aos seus fãs mais fiéis após a marca histórica.
Normalmente grandes nomes do Pop e R&B chegam perto dessa marca facilmente pela sua popularidade e apelo de marketing em torno do produto para rádios e mídias sociais, mas convenhamos, ver um dos gigantes do Metal mundial entrando em um posto tão importante é de se apreciar.

O Metallica tem no Spotify sua discografia desde dezembro de 2012 (além de conteúdo ao vivo, singles, remixes e muito mais, como um documentário feito para a própria plataforma).


Não ouviu Metallica hoje?
Então acesse o perfil da banda no Spotify aqui

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Lars Ulrich fala sobre o incrível apoio depois de James retornar a reabilitação

Lars Ulrich concedeu uma entrevista recentemente ao USA TODAY. Ele falou sobre James, depois do vocalista retornar a reabilitação:

P: Vocês anunciaram recentemente que estão adiando sua turnê de outono na Austrália e na Nova Zelândia enquanto James entra em reabilitação. Como ele está agora, que você saiba? 
R: Ele está fazendo o que precisa; ele está no processo de se curar. Sinto-me mal por todos na Austrália e na Nova Zelândia, mas estamos empolgados em voltar à força total e mais fortes e saudáveis do que nunca. Ao longo do caminho, obviamente há um impacto ocasional na estrada. Mas tem sido um passeio incrível, e estamos ansiosos para voltar para lá, espero que no próximo ano.
P: James tem falado sobre suas lutas com o vício e a sobriedade ao longo dos anos. Você ficou surpreso quando ele lhe contou sobre sua decisão de voltar ou como você reagiu?
R: Não tenho mais nada a acrescentar - publicamos uma declaração há uma semana. Eu acho que a maior surpresa é o quão positivo foi o feedback de nossos fãs, amigos e colegas. É muito emocionante, e simplesmente surpreendeu o quanto de amor, apreço e apoio recebemos na última semana desde que tivemos que adiar isso. É uma coisa incrível.

Fonte: USA Today

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Metallica : ganhador do prêmio Polar Music Prize


O importante prêmio (considerado o “Nobel da música") foi entregue á Lars Ulrich e Robert Trujillo no último dia 16/6 (em Estocolmo, Suécia).

Nomes como Paul McCartney, Elton John, Bruce Springsteen, Bob Dylan, Led Zeppelin, Pink Floyd, Chuck Berry e outros, conquistaram o prêmio que, teve sua primeira edição em 1992 (sendo o Metallica a primeira banda de metal a receber).


Como forma de "homenagem", canções como “No Leaf Clover” e “Wherever I May Roam” tiveram sua execução pelo multi-instrumentista sueco Loney Dear, além do vocalista do "Refused" (Dennis Lyxzén), e Mickey Dee (atual Scorpions), apresentando uma música exclusiva para a celebração.


Tobias Forge (líder da banda Ghost) junto á músicos do Candlemass e do duo Vargas & Lagola na parte instrumental, fizeram um cover bem "clean" do clássico Enter Sandman de 1991 e que você pode conferir abaixo :

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Metallica - Anunciando nova tour com 34 shows pela América do Norte

Estava um certo mistério diante da banda após um pronunciamento de anúncio para esta segunda feira, e a espera acabou quando foi divulgada uma nova tour.

Ela passará apenas pelo hemisfério norte e conta com cidades que ainda não haviam visitado ( Grand Forks, na Dakota do Norte, irá receber o primeiro show da banda em 30 anos em 8 de Setembro, enquanto eles também irão para El Paso, Birmingham, Alabama e Sioux Falls, na Dakota do Sul, pela primeira vez em 25 anos).

Confira em vídeo o baterista Lars Ulrich explicando (vídeo em inglês, sem legendas) :

clique aqui!

Seu início é em 2 de setembro, perdurando até 13 de março de 2019.


terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Metallica - Happy Birthday Lars Ulrich

Autor : Vinny Hetfield

Em 26 de dezembro de 1963 (há exatos 54 anos) nascia uma das figuras mais icônicas do Metal.

Criticado por vários bateristas, mas sempre quis mostrar sua garra e competência para os "negócios da banda", esforçado e dedicado (algo que os fãs cobram há anos), foi de rebelde à pai de família.
Lars é filho do ex tenista Torben Ulrich, portanto, seu gosto pelo esporte nasceria junto às suas atividades, e foi essa a idéia para sua possível futura carreira, mas quis o destino que algo mudasse, (a entrada do Rock em sua vida para ser mais exato).

Aos 13 anos como presente de sua avó, ganhou seu primeiro kit de bateria, e já aos 16 anos, se mudar para os EUA com o intuito de ser músico (Lars ouvia muito falar sobre a NWOBHM), e com isso, começava ali aquela clássica história que todos conhecemos, o anúncio no jornal The Recycler, até o contato de James.
Lars era muito fã de Diamond Head, chegando até mesmo a morar um tempo com o grupo, e foi nessa época que Brian Slagel (Metal Blade) estava a procura de bandas para uma coletânea (a famosa Metal Massacre), e o mesmo, após conhecer James, o convoca para gravarem uma demo (já que havia se oferecido a Brian para participar, mas disse não ter uma banda).

Ron McGovney (baixo) e Dave Mustaine (guitarra) se juntaram depois ao grupo, formando assim a primeira base para o início das canções e alguns shows (mas atingindo o ápice somente com a entrada de Cliff).

Com um patrimônio estimado em 300 milhões de dólares (segundo dados da Forbes), Lars Ulrich se consolidou como um ótimo empresário do Rock/Metal, e ainda, estando nas listas de melhores bateristas de todos os tempos (por sua técnica de outrora).

domingo, 12 de novembro de 2017

Metallica - Lars & Kirk comentam sobre último show com Cliff Burton

Metallica no seu auge
Fonte : www.rollingstone.com

Em entrevista a Rolling Stone, os músicos do Metallica revelam um pouco sobre as últimas horas com o então baixista do grupo que acabou falecendo em um acidente com o ônibus da banda.


Segue abaixo as declarações :


Lars Ulrich :

Nós tocamos em Estocolmo [capital da Suécia] e foi incrivelmente bem. Fizemos uma música a mais que não estava na setlist e isso é raro, mas estava muito bom. Tinha uma energia boa.”


Kirk Hammett :

“Eu lembro que o show foi muito bom e quando saímos do palco, estávamos muito positivos e nos sentindo bem, pois James estava de volta e íamos voltar a ser o que éramos. E então o acidente aconteceu e literalmente pareceu que estávamos indo para um buraco negro muito fundo.”

“Eu lembro quando estávamos indo para o ônibus e os fãs começaram a correr em nossa direção. Então Cliff disse ‘Olha para eles. Eles parecem zumbis!’ e ele adorava zumbis. Rimos muito e fomos jogar carta. Passamos muito tempo no ônibus e então… todo mundo sabe o que aconteceu.”


O show está disponível no novo box de Master of Puppets em sua versão Deluxe (lançada no último dia 10).

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Metallica - Banda pretende relançar Master Of Puppets ainda em 2017

Poster inspirado na Arte de Master of Puppets
Fonte : Blabbermouth.net

Em recente entrevista, o baterista Lars Ulrich confirmou que estão trabalhando para a versão remasterizada do icônico álbum de 1986.

O baterista Lars Ulrich
Além de ser totalmente produzido com inúmeras tecnologias disponíveis (assim como aconteceu em abril de 2016 com os relançamentos de Kill 'Em All e Ride the Lightning), estará disponível em vários formatos possíveis, além de um Box-set exclusivo.

Metallica em recente divulgação
Segue abaixo o comentário de Lars sobre :
"Deve sair mais tarde... vamos tentar soltar no final deste ano. Não vai demorar, estamos trabalhando nisto. Há muita coisa associada ao 'Master of Puppets', é um projeto grandioso. E passamos muito tempo trabalhando no 'Hardwired... To Self-Destruct', mas o MoP é, obviamente, o nosso próximo projeto. Deve sair ainda no final deste ano, ou no máximo logo em seguida".

terça-feira, 18 de julho de 2017

Metallica - Tour de Hardwired...To Self-Destruct com expectador ilustre

Metallica recebendo o amigo Steve Harris
(Publicado pelo Iron Maiden 666), no último fim de semana a banda estava pelo Canadá e recebeu uma visita especial, ninguém menos que Steve Harris (o líder do Iron Maiden) que também estava em turnê com a "Donzela".

Lars Ulrich e seu amigo de longa data Steve Harris
Lars Ulrich, amigo de longa data do baixista (e um dos seus maiores fãs) postou em seu Twitter as seguintes declarações sobre Steve :

"Realeza do rock" e o cara "mais legal de todos".

Lars & Steve no Backstage do show em Quebec
Ross Halfin (conceituado fotógrafo e que acompanha o Metallica) disse ter ficado contente em reencontrar Steve, que aproveitou para acompanhar o show da banda.

domingo, 16 de julho de 2017

Metallica - James Hetfield fala sobre o assunto "Projeto Paralelo"

O vocalista e guitarrista James Hetfield
Em entrevista a rádio WRIF antes do show do último dia 12 em Comerica Park, Detroit, Michigan (divulgado pelo portal Blabbermouth.net), o vocalista do Metallica disse um pouco sobre se possivelmente poderia estar pensando em algum projeto paralelo para a carreira.

Lars Ulrich, o dono da "marca" Metallica,
além de manager e baterista do grupo
Segue abaixo a declaração do músico :

"METALLICA é praticamente meu projeto paralelo.
Eu faço o que quiser no METALLICA. [Risos]
Não há realmente necessidade disso. Eu escrevo coisas que fazem eu me sentir bem, e se elas acabam no METALLICA, então isso é ainda melhor.

Jason Newsted, ex baixista do grupo
Em 2015 o mesmo havia dito a seguinte declaração ao fã clube So What! sobre o assunto :

"Eu acho METALLICA, para Lars [Ulrich, baterista do METALLICA] e para mim - falo principalmente por mim, mas sei que ele sente o mesmo - METALLICA também é o nosso projeto paralelo. É nosso projeto principal ,
É o nosso projeto paralelo, é o nosso projeto 24-7.
Isso não significa que eu não quero tentar outras coisas, como trabalho de voiceover, um livro, fotografia, arte, carros ... você o nomeia. Eu quero que ele Adicione-me, não subtrair METALLICA. "

"Antes, eu poderia ter vindo à mesa com uma atitude negativa em torno de projetos paralelos:
" Você está fazendo isso, o que significa que você não está na banda tanto quanto eu sou ou Lars é ".
Estou cansado desse sentimento e estou cansado desse ressentimento.

"No final do dia, eu conheço Lars e eu somos os guias disso. Dirigimos METALLICA na maioria das vezes, e os outros dois são muito felizes por isso ser assim.
E todos somos iguais. Nós todos contribuímos no nosso caminho. Mas acho que a Lars e eu estamos muito confortáveis ​​sendo o ponto de partida. E estamos em um ótimo lugar agora, porque todos sabem que a banda é priorizada acima de tudo, mas todos também se sentem livres para Para explorar outras coisas ".


Anos atrás, Jason Newsted havia sido demitido por certo "apoio" do casting da banda em seu projeto paralelo Echobrain que causou certo ódio em Hetfield.

sábado, 8 de julho de 2017

Lars Ulrich - Baterista explica o porque não demonstra mais técnica como antes

O sempre bem humorado Lars Ulrich
Em dezembro de 2016, o site MetalRemains.com divulgou uma entrevista de Lars feita por Chris Jericho do podcast 'Talk Is Jericho', e nela consta uma certa explicação do "baixinho" sobre o porque deixou de ter sua técnica (algo evidenciado em ...And Justice For All de 1988).

Muito se fala sobre sua regularidade inexistente em shows atuais, inclusive para muitos músicos, ele é apenas um "manager que toca bateria" de uns anos para cá, além de alguns fãs também criticarem.

James Hetfield ao lado de Lars na tour Live Shit em 1989
Segue abaixo as palavras de Lars :

'As coisas começaram tão rapidamente [no Metallica], e literalmente, meia hora depois que começamos, estávamos em São Francisco, e então Jonny Z [o antigo empresário do Metallica e dono da gravadora Megaforce] me ligou e estávamos na Costa Leste, e então estávamos fazendo um disco...
Digo, as coisas se moveram tão rapidamente.
E quando nós voltamos do 'Ride the Lightning', foi tipo, 'Uau!'. E tivemos um pouco de folga.
Na época, um ou dois meses eram uma eternidade.
Era tipo, 'O que eu farei agora por um mês inteiro?'.
E então Kirk [Hammett, guitarrista do Metallica] voltou a ter aulas de guitarra com [Joe] Satriani.
E eu voltei e pensei que eu poderia...
Eu nunca realmente tive aulas.
Eu só queria estar no Diamond head e no Motörhead.
Foi tipo, 'Oh, você precisa aprender a tocar instrumentos?'.
Digo, foi quase como um karaoke no começo.
Eu só queria estar em uma banda de heavy metal de karaoke. Isso é o que [James] Hetfield [frontman do Metallica] e eu fizemos - nós apenas nos sentamos e tocamos juntos do Diamond Head.
Então, de repente, foi tipo, 'Uau! Está se tornando real'. Não foi realmente planejado dessa forma.
E então eu nunca realmente tive aulas.
Então eu tive algumas aulas com um dos caras do Satriani, um cara super legal. E Kirk teve aulas, e nós estávamos meio que correndo atrás do tempo perdido. Então eu passei por um período que provavelmente culminou no álbum 'Justice' onde eu senti meio que obrigado a tentar mostrar habilidade.'

Lars em frente ao Cristo Redentor
Um dos cartões postais do Rio de Janeiro,
em 1989 na primeira passagem da banda pelo Brasil
O mesmo ainda afirma que após uma questão de visão durante os anos, percebeu que a "competição" era grande em um cenário rico de bateristas competentes :

'Ouça, quando você tem o Dave Lombardo [Slayer] e Charlie Benante [Anthrax] respirando nas suas costas, foi tipo, 'Ok, eu preciso...'. Eu tentei ir um pouco além e tentei fazer minha coisa própria e todas essas coisas loucas. 'Eu estava realmente me esforçando para colocar a bateria meio que no plano principal. E então, depois de tipo um ou dois anos disso, eu fiquei, tipo, 'Ok, sério? Apenas faça sua coisa. Se acalme. Apoie os riffs. Faça o que é melhor para a música'. Então desde eu acho que o final dos anos 80 - então eu acho que faz, tipo, 25 anos agora - a única coisa que realmente me interessa é fazer a melhor coisa para a música. E me sentar e fazer o four-on-the-floor, quando for preciso, isso é o que eu realmente amo fazer. E apenas poder fazer os riffs do James se destacarem e meio que dar vida a eles e fazer todo esse tipo de coisa. Eu apenas passei da fase onde eu simplesmente parei de me interessar em tentar fazer loucuras na bateria. É, tipo, deixe o Lombardo ser o Lombardo, e eu meio que farei minha própria coisa. Mas todo mundo passa por períodos desse tipo de coisa, e eu tirei isso do meu sistema bem cedo.'

Era Load/ReLoad em que a banda se assimilava ao Hard
É claro que estamos diante de um baterista que cria ritmos e tempos que só ele consegue fazer, também sabemos que seu desempenho não está mais como antes (apesar de estar fazendo um ótimo trabalho em estúdio, vide seu último trabalho, Hardwired...To Self-Destruct de 2016), mas fica na mente de alguns sobre o que realmente quer o dono dos direitos da "marca" Metallica, e se irá durar mais anos e/ou possivelmente substituído algum dia.

Não sabemos! portanto, vamos saudar o presente e que Lars possa proporcionar aquilo que os fãs mais querem!

domingo, 2 de julho de 2017

Lars Ulrich escolhe seus 15 discos preferidos do Metal em todos os tempos

Lars Ulrich em seu novo programa de rádio
Semana passada (assim como aconteceu com Rob Halford, entre outros), Lars foi perguntado pela revista Rolling Stone sobre seus discos prediletos (a revista estava fazendo sua própria lista dos 500 melhores álbuns do Metal).


Veja sua lista (sem ordem específica) :

AC/DC – “Let There Be Rock” (1977)
Alice In Chains – “Dirt” (1992)
Black Sabbath – “Sabotage” (1975)
Blue Öyster Cult – “On Your Feet Or On Your Knees” (1975)
Deep Purple – “Made In Japan” (1972)
Diamond Head – “Lightning To The Nations” (1980)
Guns N’ Roses – “Appetite For Destruction” (1987)
Iron Maiden – “The Number Of The Beast” (1982)
Judas Priest – “Unleashed In The East” (1979)
Mercyful Fate – “Melissa” (1983)
Motörhead – “Overkill” (1979)
Rage Against The Machine – “The Battle Of Los Angeles” (1999)
System Of A Down – “Toxicity” (2001)
UFO – “Strangers In The Night” (1979)
Warrior Soul – “The Space Age Playboys” (1994)





Ian Paice e Lars Ulrich na indução do Deep Purple ao Rock And Roll Hall Of Fame.
 Paice é um de seus maiores ídolos

Fã confesso de Deep Purple e Ian Paice (não atoa o Made In Japan, o melhor disco ao vivo da história para ele e muitos outros como Bruce Dickinson, está em sua lista), brincou certa vez dizendo que "Beethoven e tantos outros maestros da música mundial são perfeitos, mas que não chegam perto da coleção dele de discos do Purple".

Lembrando que Lars também fez em seu programa It’s Electric na Apple Music Beats 1 um especial sobre suas escolhas de cada um desses discos e suas importâncias.
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