NOTÍCIAS DE ÚLTIMA HORA

Mostrando postagens com marcador Metallica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Metallica. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Apocalyptica volta a São Paulo com novo tributo ao Metallica

Crédito: Riki Murto

Banda finlandesa apresenta no Carioca Club, em 16 de outubro, a turnê do disco "Plays Metallica Vol. 2"

A banda finlandesa Apocalyptica volta a São Paulo no dia 16 de outubro, no Carioca Club, com a turnê Plays Metallica Vol. 2, em que interpreta clássicos do Metallica no violoncelo. Os ingressos estão à venda no Clube do Ingresso e a realização é da Overload junto à Livinstage.

O show é baseado no disco lançado em junho de 2024, continuação de "Plays Metallica by Four Cellos". Foi com esse álbum de estreia, de 1996, que um grupo de estudantes de música erudita da Finlândia ganhou projeção mundial no metal.

O novo trabalho foi produzido por Joe Barresi, que tem no currículo discos do Tool, do Queens of the Stone Age e do Soundgarden, e tem a participação de dois integrantes do próprio Metallica. James Hetfield e Robert Trujillo gravaram a nova versão de "One", e Trujillo também toca em "The Four Horsemen".

Em "The Call of Ktulu", a banda usou as linhas de baixo originais de Cliff Burton, morto em 1986, cedidas pelo Metallica.


Da academia ao palco do Metallica

O Apocalyptica surgiu em 1993, entre alunos da Academia Sibelius, em Helsinque, a principal escola de música da Finlândia. Os violoncelistas tocavam Metallica por diversão até que uma apresentação em um clube de metal da cidade rendeu o convite para gravar um disco. Cinco meses depois do lançamento, eles já abriam shows da banda americana.

Desde então, a relação entre as duas bandas virou amizade. Em 2011, o Apocalyptica foi convidado a subir ao palco do Fillmore, em San Francisco, nas comemorações de 30 anos do Metallica.

A carreira, no entanto, foi muito além das versões. A banda lançou dez discos de estúdio e vendeu mais de seis milhões de cópias. Também excursionou com o Rammstein e se apresentou na final do Eurovision de 2007.


Velhos conhecidos

O Apocalyptica tocou pela primeira vez no Brasil em 2005, quando abriu o show do Megadeth no antigo Credicard Hall, em São Paulo. Depois disso, voltou ao país em 2012, 2017, 2023 e 2024. Na última passagem, também se apresentou no Carioca Club.



SERVIÇO

Apocalyptica em São Paulo

Data: 16 de outubro de 2026

Horário: 19h (abertura da casa), 21h (início do show)

Local: Carioca Club Pinheiros (Rua Cardeal Arcoverde, 2899 - Pinheiros - São Paulo, SP)

Ingresso: clubedoingresso.com/evento/apocalyptica-saopaulo

Classificação: +16

Mais informações

https://linktr.ee/overloadbrasil

https://www.instagram.com/tedesco.com.midia/


terça-feira, 11 de junho de 2024

Bastardane e Ottto: Bandas farão tour em conjunto

 

A banda de Castor Hetfield (filho de James vocalista do Metallica), fará uma tour em conjunto com  o Ottto banda de Tye Trujillo filho de Robert Trujillo baixista do Metallica. Intitulada de The Reconquest tour, sendo apresentada em 24 datas pela america do norte. O Bastardane estará divulgando seu recente álbum ''Catatonic Symphony'' e vai apresentar Tito Dutra novo vocalista do Ottto.

Fonte: Kiss Fm

terça-feira, 9 de maio de 2023

Metal Time Machine #01 - Esmiuçando o clássico - Kill 'Em All do Metallica

Texto: Mauricio Filho.

Kill 'Em All foi o álbum de estreia do Metallica, lançado em 1983. É considerado um dos álbuns mais importantes da história do thrash metal.

Possui influências provenientes dos clássicos do metal, como, Iron Maiden, Judas Priest, Motörhead e Diamond Head.

Kill 'Em All combinou essas influências para criar um som único e inovador, que estabeleceu as bases do thrash metal e influenciou inúmeras bandas de metal nas décadas seguintes.

A autoria das músicas pode ser creditada a James Hetfield, Dave Mustaine, Lars Ulrich e Cliff Burton. Após a demissão do Dave Mustaine antes do lançamento do Debut, Kirk
Hammett assumiu o posto, vindo diretamente do Exodus.
Kirk basicamente manteve as linhas criadas por Dave, dando sua interpretação aos solos e adicionando algumas coisas, como por exemplo o solo melódico no meio de “The Four Horsemen”, a versão mais próxima a “original” composta antes da entrada de Kirk, que consta no disco de estreia do Megadeth com o nome de “The Mechanix” não possui este trecho melódico no meio da música.

No registro ao vivo “Power Metal” disponível no YouTube, temos as músicas todas executadas com Dave Mustaine na guitarra solo. É perceptível que os solos posteriormente
gravados por Hammett, foram mantidos em 80% das ideias originais, sendo lapidados e interpretados por Kirk, como citei acima.

Ouça o “Power Metal” no link abaixo: 

As letras do álbum "Kill 'Em All" são em sua maioria agressivas e apresentam temas como violência, morte, guerra e rebelião. Muitas das músicas falam sobre lutar contra o sistema e a opressão, e expressam um sentimento de raiva e frustração.

A faixa de abertura, "Hit the Lights", é uma canção sobre viver rápido e aproveitar a vida ao máximo. "The Four Horsemen" é uma música que fala sobre a destruição e o fim do mundo.

"Whiplash" é sobre a paixão pelo heavy metal e a emoção de ir a shows e tocar música alta.

A música "Seek & Destroy" apresenta um tema de caça e destruição, com a letra pedindo ao ouvinte para caçar e destruir tudo o que estiver no caminho. "Jump in the Fire" é sobre assumir riscos e enfrentar desafios sem medo.
Há também uma música instrumental no álbum, intitulada "Anesthesia (Pulling Teeth)", que apresenta um solo de baixo de cinco minutos de Cliff Burton. Faixa que atribui um grande valor a Cliff como compositor e um virtuoso baixista, demonstrando habilidades incríveis no instrumento além de conhecimento musical.



No geral, as letras de "Kill 'Em All" refletem a atitude rebelde e sem limites do metal dos anos 80, mas também são um reflexo das experiências pessoais e das crenças da banda
na época.

O álbum traz riffs poderosos, que como guitarrista e professor posso afirmar, são uma verdadeira escola para bases e padrões cíclicos (Patterns) sobre a escala Pentatônica.

Os riffs trazem técnicas como, palhetadas alternadas contínuas velozes e as tradicionais palhetadas rápidas para baixo, forma esta de tocar que atribuiu muita moral ao James Hetfield como um dos maiores guitarristas base da história do Metal. Seu auge e consolidação viriam em Master Of Puppets.

Os solos criados e lapidados respectivamente por Dave Mustaine e Kirk Hammett, apresentam padrões clássicos de repetição sobre a penta, incluindo diversas combinações
dos mesmos, em alta velocidade, tudo tocado de forma frenética. Padrões estes já utilizados por caras como Hendrix ou Page, porém a herança recebida em Kill 'Em All, foi utilizada com muito mais agressividade.

Apesar de muitos criticarem a produção do disco, eu particularmente gosto muito. Os timbres de guitarra a cargo dos amplificadores Marshall, (provavelmente um JCM 800 empurrado com drives como Rat e Boss DS-1) trazem um som de guitarra matador, rasgado, definido e potente, talvez datado para as produções modernas, mas que representa com fidelidade a agressividade e sonoridade da banda na época.

As gravações soam muito orgânicas, e mostram uma banda bem entrosada, que vinha há tempos, executando as mesmas músicas em shows e ensaios.
Os vocais de James evoluíram muito com o tempo, porém o vocal “gritado” desta fase, refletia bem sobre o conceito lírico do disco, que combinava com a idade e rebeldia do
mesmo.

Se você é fã de letras que expressam um sentimento de raiva e frustração, este álbum é para você.

É um álbum divertido e energético, que faz você querer se mover, cantar junto e “bangear” a cabeça. As músicas são rápidas, agressivas e cheias de energia, fazendo deste álbum uma escolha perfeita para qualquer headbanger que queira um som pesado e cativante.

Diversão define, e a tristeza espanta.

Mauricio Filho.

terça-feira, 18 de abril de 2023

Metallica: 72 Seasons - Review

Quando "Hardwired...To Self-Destruct" foi lançado em 2016 nós da Rock Vibrations tínhamos apenas 3 meses de existência, aliás, o review do mesmo foi feito ainda quando os posts eram disponibilizados apenas em nosso Facebook, alguns meses depois através do Tony Melo (um dos idealizadores da evolução natural de nossas idéias, principalmente na edição) sugeriu a construção deste Blog e como devem imaginar, tudo fluiu até aqui onde estamos neste momento.

Então de modo geral, há 7 anos o Metallica não lançava um novo álbum e nós iremos completar 7 anos de existência em muito breve, portanto achei prudente tudo isso ser marcado por algo único e que mostrasse nosso amor pelo o que fazemos e também exaltando nossas parcerias que abrem portas desde sempre, sendo isto uma forma de agradecimento por cada um que está assim como nós, fazendo o que gosta.

Qual foi a idéia?chamarmos algumas pessoas deste meio e fazermos um faixa-a-faixa com o máximo de dinamismo possível, sendo 7 pessoas envolvidas (entre 4 redatores e 2 músicos, além deste que vos fala, Vinny Almeida)... 
E não é que número 7 aparece novamente?será um tipo de mística?hahaha

Bem, os redatores escolhidos foram Johnny Z., Vitor Franceschini, Bruno Costa e Emerson Silva, enquanto que os músicos são o baterista/vocalista Edson Graseffi e o professor de guitarra/guitarrista Mauricio Filho.

Abaixo você pode conferir nossas opiniões e lembrando que cada um dos envolvidos tem responsabilidade sobre cada palavra dita, isto é, deixamos que ambos ficassem livres para opinarem de modo pessoal, sem nossa supervisão ou interferência em algum tópico.


72 Seasons (por Edson Graseffi):
Ahhhhh, Diamond Head! É nisso que se resume essa faixa, alguma coisa de Thin Lizzy no vocal, ou seja, Metal Old School! E isso é sensacional! O velho e bom Metallica rápido em boa forma. E tome palhetada pra baixo, temas com Cry Baby, e um refrão pesado. Em 4:55 entra a rifferama totalmente inspirada nos dias do Kirk no Exodus. Excelente!!! Uma faixa que acaba e você quer ouvir de novo!


Shadows Follow (por Emerson Silva):
Primeiramente agradecer ao meu amigo Vinny, pela oportunidade para compartilhar minhas impressões sobre 2 músicas do novo álbum do Metallica, "72 Seasons".

Shadows Follow é uma música onde o seu riff principal se repete inúmeras vezes na música e no todo é uma canção de riffs e melodias mais simples, mas de muito bom gosto. 

Às vezes, quando escuto os álbuns do Metallica mais atuais me falta um pouco da criatividade nos riffs que eles tinham nos primeiros 5 álbuns, talvez a pressão que eles não tem hoje em dia em cima deles faz com que simplesmente eles façam as músicas de uma forma diferente, já que hoje em dia eles não precisam provar nada pra ninguém, afinal eles são o METALLICA! 

A linha de bateria segue bem reta na música toda. Pra mim, a melhor parte é o solo do Kirk Hammet, que traz um gás diferente na música. Pra quem gosta das fases mais atuais do Metallica, dos últimos 2 discos, certamente vai gostar.


Screaming Suicide (por Vitor Franceschini):
Quase sete anos depois do bom “Hardwired... to Self-Destruct” (2016), o Metallica chega ao seu décimo primeiro disco de estúdio e mais uma vez comete a façanha de se reinventar, sem perder sua essência. 

Se no seu antecessor a banda mostrava claras influências de Black Sabbath e seu rock clássico, a homenagem não intencional em “72 Seasons” é visivelmente à New Wave Of British Heavy Metal (NWOBHM), movimento que influenciou demais a banda. 

Mas, o novo disco é nitidamente um trabalho que teve sua figura central em James Hetfield. O vocalista e guitarrista compôs todas as faixas (revezando as parcerias com os outros integrantes), e o reflexo disso fica nos riffs espetaculares do álbum, assim como uma das melhores performances vocais do artista. Vide uma de suas principais faixas, a já hit “Screaming Suicide”. 

Uma das faixas divulgadas previamente, a música é uma fábrica de riffs e mostra o Metallica reinventando o Thrash Metal, o trazendo para os tempos atuais. Sem dúvidas, além dos ‘drives’ de James, a música conta com o melhor ‘pré-chorus’ do trabalho e a letra mais emotiva. 

Muitos sabem que Hetfield tem passado poucas e boas com sua saúde mental, e em “Screaming Suicide”, resumidamente, ele busca quebrar o tabu que existe em torno da palavra e ato ‘suicídio’, mostrando que além de uma composição fenomenal, a faixa é útil pra sociedade.


Sleepwalk My Life Away (por Edson Graseffi):
De cara já posso afirmar que essa música estaria facilmente no Black Álbum, nesta faixa é o Metallica soando como na época daquele álbum. Inclusive o famoso "beat" de quase todas as músicas do Black Álbum também está presente aqui.

Kirk apesar de todas as polêmicas dos últimos dias sobre seus solos, contínua eficiente e com um puta bom gosto pra solar, sou fã dele. Mas o que me estranha nessa faixa é o baixo do Trujilo com o timbre do Infectious Groove. Se eles quiseram dar uma assinatura mantendo o som de baixo tão característico dele, infelizmente isso não combina com o som do Metallica. 

Por outro lado temos o Lars usando o famoso Kit Tama branco, o que traz o peso necessário para o disco.


You Must Burn! (por Mauricio Filho):
Abre com um belo riff, em andamento cadenciado que após algumas repetições, entra em uma vibe a lá Sab But True. James segue cantando sobre sobre o riff que vai progredindo, aumentando a quantidade de tempos até chegar ao refrão. Gostei da abordagem da linha melódica e interpretação do refrão, algo diferente do que o James costuma cantar. 

A música segue então sem muito alarde, basicamente com acentuações e frases de batera na caixa, para dar uma dinâmica diferente, preparando a repetição do verso e refrão. Temos então um curto trecho mais quebrado, que aos 3:40 nos presenteia com um ótimo riff que certamente bebeu na fonte do Black Sabbath, impactante e pesado, com uma linha vocal sinistra quase sussurrada por cima. 

Antecedendo o solo temos uma variação muito legal do riff fraseando com o baixo, dando uma cara novamente Sabbath a música. O trecho do solo é dividido em três partes, sendo que a segunda muda a tonalidade, voltando depois para a terceira parte no mesmo tom da primeira. 
O solo termina seguindo com o riff melódico feito com wah wah, que é depois oitavado, bem no estilo de Load e Reload. A música então segue direto para o refrão, repetindo o riff com wah novamente para finalizar. 

Uma das minhas favoritas do disco. 


Lux Æterna (por Mauricio Filho):
Foi o primeiro single do novo disco do Metallica, "72 Seasons”. Toda vez que uma banda do porte do Metallica lança algo novo, os fãs vão a loucura, com a expectativa lá em cima, inevitavelmente logos após os primeiros segundos de audição, nossa mente começa a nos pregar peças, comparando automaticamente o novo material aos clássicos absolutos lançados pelo Metallica. Porém aprendi que devemos entender o momento da banda e acima de tudo do mercado musical atual. 

De cara o riff inicial me lembrou de forma tímida o clássico “Hit the Lights”. Seguindo então para a entrada do verso, a música vai pra uma “vibe” divertida, a linha vocal construída sobre o riff de guitarra é bem interessante, flui muito bem, a base traz uma progressão simples, mas eficiente, priorizando o destaque da voz. O trecho final do riff, serve de preparação para o refrão, que apesar de curtinho, tem uma linha melódica grudenta e com uma bela interpretação vocal por parte do James. 

Sem muitas firulas, o main riff é repetido após o refrão, com a inclusão de um pequeno lick de guitarra solo, para dar aquela “chamada” para a volta do segundo verso. Seguimos então para o segundo verso e o segundo refrão, que finaliza com marcações quebradas feitas por toda a banda, servindo de ponte pro solo. 

O solo basicamente traz os clássicos licks usados por Hammett ao longo de sua carreira, é praticamente um resumo de tudo que ele fez nos últimos anos. O solo abre com frases palhetadas sobre a penta, o que remete a trechos dos solos de The Four Horsemen ou Metal Militia. 

Seguindo para frases em double stops, cordas soltas, alavancas, sequências de bends rápidos e finalizando em uma frase cromática, algo muito usado pelo Kirk em outras músicas também, como Seek and Destroy. Após o solo, temos um riff que serve de ponte para a repetição do riff principal, terceiro verso e refrão final.

Com um pouco mais de 3 minutos, Lux AEterna é uma ótima faixa, mas precisa de algumas audições para cair no gosto dos fãs mais conservadores.


Crown of Barbed Wire (por Bruno Costa): 
Na faixa, a banda parece ter encontrado um bom equilíbrio entre o instrumental mais pesado e denso dos seus primórdios, com um vocal mais melodioso e refrões “grudentos” da fase pós Black Album. 

A música para mim foi uma grata surpresa, há anos que as músicas novas do Metallica não me impactavam positivamente, eu sentia que era mais do mesmo. 
Crown of Barbed Wire me trouxe algo novo, daquelas músicas que ficam na mente, com seu riff bem “arrastado” e cadenciado, cheio de peso mas melodia vocal de fácil aceitação.


Chasing Light (por Johnny Z.):
É um peso só! E acredite, seu início me lembrou bastante o andamento e o peso do riff de “Pumping Blood”, do pavoroso “Lulu” e, de novo, algo de “Murder One”. “Ué, você disse pavoroso?”. “Você está citando o “Lulu”? Sim, o “Lulu” é nojento, mas ESSA faixa, e o meio da “The View”, tem o peso da guitarra de James daqueles que gostamos, e, em “Chasing Light”, temos isso de sobra! Escute e vai concordar comigo! 

Seu andamento muda da água para o vinho e descamba em uma levada mais rápida no melhor estilo “Moth Into Flame”. Excelente, uma das que mais gostei! 


If Darkness Had a Son (por Johnny Z.):
É Metallica anos 2000 purinho (pós-fiasco St. Anger). 
Com andamento médio, peso, rifferama, vocais de James que às vezes sangram (principalmente nos “… Temptation!!”, aquilo arrepia!). O trabalho das guitarras aqui realmente me encantaram, a melodia, as linhas vocais bem estruturadas, letra, tudo. Essa é uma espécie de “Broken, Beat & Scarred” (de “Death Magnetic”), ou seja, aquela que você escuta com sorriso (e gana) de orelha a orelha. Sim, para mim é a melhor do álbum junto com “Chasing Light”. 

A guitarra base – em certos momentos – traz, sim, muitos resquícios e lembranças mais clássicas de um “And Justice For All”. Duvida? Coloque no 5m 54s em diante e me diga que estou enganado! 


Too Far Gone? (por Vinny Almeida/Rock Vibrations):
E não é que eles quiseram realmente revisitar certos momentos da carreira, principalmente o passado glorioso?
aqui vemos exatamente isso e com boas pitadas do atual momento de uma produção impecável, eficiente, trazendo não só os riffs cativantes e cavalares de James Hetfield mas também um refrão acessível/empolgante em meio as linhas de bateria do sempre contestado Lars Ulrich.

Sendo uma das últimas a ganhar videoclipe em uma promo muito bem-vinda assim como foi em seu álbum antecessor com todas as faixas divulgadas no YouTube, novamente demonstrar toda a gana de antes por caras que passaram dos 60 anos de idade e que ainda podem mostrar muito ao cenario Thrash que ajudaram a popularizar em outrora é realmente de aplaudir de pé.

Quando ouvi pela primeira vez essa faixa, logo peguei a guitarra e tentei incessantemente procurar seus riffs e progressões, melodias... tem sido bem legal aprendê-la, inclusive, e sim senhor Hetfield, você não engana ninguém tentando resgatar pitadas de "No Remorse" hahaha


Room of Mirrors (por Vitor Franceschini):
Praticamente todas as canções de “72 Seasons” viraram música de trabalho e “Room Of Mirrors” não foi diferente. Há poucos dias, seu videoclipe foi lançado, mostrando o poderio deste tracklist. 

A música, que fala de crise de identidade, parece uma composição simples de início, mesmo apresentando mais um riff sensacional do álbum.  O fato é que ela cresce dentro de si mesma, ganhando força e nos apresentando um ‘gran finale’ magistral. 

Supostamente uma das composições mais simples do disco, tem a melodia dos solos mais bacanas de “72 Seasons”, com direito a partes de guitarras gêmeas, muito comuns na já mencionada cena da NWOBHM. 

O Metallica está mais vivo do que nunca! 


Inamorata (por Emerson Silva):
Uma música que começa super pesada, já lembrando algo de Black Sabbath. O Metallica colocando elementos do Doom Metal na sua música e que ficou bem interessante.

A parte no meio com o solo de baixo e o solo que vem depois são excelentes e mantém a música super interessante. É ótimo ver o Metallica arriscando em uma música super longa que fecha o trabalho. 

Eu particularmente que gosto de Doom Metal e uma sonoridade mais lenta e pesada, gostaria de vê-los fazendo algo mais nesta linha, acho que a voz do James Hetfield super combina para uma sonoridade mais pesada e arrastada. O final onde a bateria cresce junto com os pratos e o solo do Kirk Hammet conduz muito bem para o final da música.

Confesso que me surpreendi super positivamente com essa música e certamente voltarei a ouvir mais vezes, o que provavelmente não deva passar muito com Shadows Follow. Não que Shadows Follow seja ruim, longe disso, mas sabendo o que esses caras são capazes de fazer, ela soa muito mais do mesmo. Já Inamorata é um Metallica se renovando de uma forma muito mais interessante...
Pelo menos no meu gosto!



Deixo aqui a minha gratidão por terem aceito o nosso convite para essa experiência, espero que em breve possamos novamente fazer algo assim e claro, abaixo você pode conferir o contato de cada um dos envolvidos:

Johnny Z. (Instagram do Metal na Lata)
Vitor Franceschini (Instagram da VH Press)
Emerson Silva (Instagram da EM Music Management e de suas bandas, Les Memoires Fall e Paranoid Existence)
Bruno Costa (Instagram da Nova Era do Rock e do seu Curso Musical)
Mauricio Filho (Instagram e YouTube)
Edson Graseffi (Instagram pessoal e de sua banda, o Cosmic Rover)


Pode parecer simples mas, você leitor é nosso maior incentivador para isto, então, siga o trabalho de cada um dos citados acima, além de outros que assim como nós têm a paixão pelo mesmo produto: a música!


O álbum está em pré-venda e será distribuído no Brasil através da Universal Music com previsão de estoque para junho (mas sim, é possível adquirir sua versão importada, porém, com taxas e frete ultrapassa facilmente a casa dos 300 reais, ou mesmo beirando 700 reais em sites famosos de e-commerce, basta fazer sua pesquisa para crer).


Mas e você?gostou das opiniões aqui expressas?

segunda-feira, 28 de novembro de 2022

Metallica: anunciando novo single, videoclipe e data para novo álbum

Após 6 anos de seu último álbum, o ótimo "Hardwired... To Self-Destruct", a banda de James Hetifield & Cia anuncia o seu sucessor.

Intitulado "72 Seasons", o álbum chega em 14 de abril de 2023 sob a produção de James Hetifield, Lars Ulrich e novamente Greg Fidelman, elogiado principalmente pelo som de bateria que conseguiu obter em 2016.

As datas da turnê começam na Europa no mesmo mês, antes de uma série de shows na América do Norte no final do ano. Passagens extras estão programadas para a Europa e América em 2024.


“Lux Æterna” é o seu mais novo single e dá um gostinho de quero mais para os fãs!


Confira o novo single clicando aqui!


Tracklist:

01 72 Seasons
02 Shadows Follow
03 Screaming Suicide
04 Sleepwalk My Life Away
05 You Must Burn!
06 Lux Æterna
07 Crown of Barbed Wire
08 Chasing Light
09 If Darkness Had a Son
10 Too Far Gone?
11 Room of Mirrors
12 Inamorata


Link:

Facebook

sábado, 26 de dezembro de 2020

Metallica: Zaria, famosa no Tik Tok, é criticada por usar camiseta da banda e detona haters com trechos em guitarra

Um dos assuntos que movimentou a plataforma do Tik Tok nos últimos dias é relacionado a cantora de R&B chamada Zaria, pois em uma de suas fotos recentes apareceu vestindo a camiseta do Metallica referente ao clássico álbum "Ride the Lightning" de 1984.

Muitos comentários do tipo "você sabe quem são?!", "cite 3 faixas deles" foi jogado para ela, que prontamente surpreendeu muitos por tocar canções da banda e entender muito bem do que se tratava.


Você usa o Tik Tok?então confira abaixo os vídeos que Zaria gravou (sendo apenas trechos):





Depois desse exemplo, certamente muitos irão ficar com receio antes de julgar alguém apenas por usar uma camiseta.

sábado, 14 de novembro de 2020

Vetsaid: Evento online vai contar com apresentações de Jon Bon Jovi, James Hetfield e mais


 

Jon Bon Jovi, James Hetfield, Edder Veder, Alice Cooper, entre outros artistas vão se apresentar no evento online, Vetsaid. 

O evento é organizado por Joe Walsh , guitarrista do Eagles. Ingressos disponíveis no site do evento a partir do dia 18 de novembro, valor US$20.

Joe: “Nos últimos três anos, realizamos este glorioso circo itinerante em cidades de todo o país com um dia de festival de rock and roll e feira de empregos para apoiar nossos veteranos e suas famílias. Normalmente, enchemos uma arena, tocamos por cinco horas e arrecadamos muito dinheiro – quase US$ 1,5 milhão até o momento – para ajudar nossos veteranos a obter o atendimento e o apoio que merecem. Mas, por causa da COVID, este ano acontecerá virtualmente, como muitos outros eventos”.

A renda do evento vai para instituições de caridade de veteranos. 

Fonte:Kiss Fm 

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Miley Cyrus: rumando para o Rock ou seria apenas uma fase?

Considerada pelo seu público como a "rainha dos covers", a cantora tem apresentado nos últimos tempos uma postura que vem chamando atenção de um dos públicos que mais tem apreço pela música, claro, você sabe, o do Rock.

Seja pela sua atitude nos palcos ou em sua forma de se vestir, Miley tem feito muitos professores de canto pensarem sobre sua possível inserção na vertente com álbum de covers clássicos ou mesmo um trabalho autoral dedicado a isso, e além de poder ter visibilidade (por ser de um nicho extremamente satisfatório em vendas), de certa forma conseguiria angariar fãs para a vertente (já que muitos são relutantes pelos estereótipos).

Recentemente, a cantora divulgou em seu canal uma versão muito boa de "Zombie" da banda The Cranberries e tem sido um dos vídeos mais comentados de sua carreira, principalmente por se tratar de uma apresentação ao vivo no famoso Whisky A Go Go, rendendo até mesmo elogios da própria banda que não exitou em compartilhar.

Confira "Zombie" aqui


Não é de hoje que esses covers tem feito a alegria de muitos dos seus seguidores (e chamado atenção dos variados fãs de outras vertentes), inclusive, muitos têm comentado sobre a mudança de tom que a sua voz vem sofrendo nos últimos anos, gerando melodias cada vez mais "ríspidas", "ásperas", com certo grave acentuado. 


Confira logo abaixo algumas versões de canções famosas que Miley fez:

"Wish You Were Here" (Pink Floyd) aqui

"Maneater" (Hall & Oates)  aqui

"Boys Don't Cry" (The Cure) aqui

"Comfortably Numb" (Pink Floyd) aqui

"Black Dog" (Led Zeppelin) aqui

"Rebel Yell" (Billy Idol) aqui

"Nothing Else Matters" (Metallica) aqui


Outra versão recente que também tem rendido comentários positivos é a de "Heart of Glass" do Blondie com apoio de uma banda que a segue em turnês e também com certo feeling ligado ao Rock.... Confira aqui


Lembrando que, recentemente Miley Cyrus disse estar trabalhando em um álbum de covers do Metallica, então com certeza muito "pano pra manga" está por vir nos próximos meses.

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Miley Cyrus: cantora está gravando um álbum de covers do Metallica

Não é de hoje que artistas do mundo do Pop se misturam com o Rock, e Miley tem feito isso nos últimos anos (inclusive, seu início de carreira foi muito comparado ao de Avril Lavigne durante um tempo).

Depois de Lady Gaga ter feito uma apresentação "polêmica" para alguns ao lado do Metallica, é a vez da ex Hanna Montana gravar canções da banda, sendo um álbum com covers.

A informação foi divulgada pela própria cantora durante uma entrevista para a Interview, durante um papo com o estilista Rick Owens.

Confira:

“Nós estamos trabalhando em um álbum cover do Metallica. Nós temos muita sorte de poder continuar trabalhando em nossa arte durante tudo isso [pandemia]. No começo, parecia pouco inspirador e agora estou totalmente ligada”.


É esperar para ver o quanto essa criatividade irá agradar os fãs da banda e de sua carreira.

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Metallica : S&M2 batendo recordes em poucos dias de seu lançamento


Como os fãs do Metallica sabem, alguns feitos em sua carreira estão ligados ao fato de quebrarem recordes.

Há alguns anos quebrou seu recorde de continentes tocados com o show na Antártida, anos atrás, o Black Album foi reconhecido como um dos álbuns mais vendidos da história em proporção anual e agora, mais um feito é divulgado, o de conseguir o Número 1 nos charts da Billboard na categoria "Mainstream Rock" com 10 singles ao mesmo tempo.

Tudo isso graças ao dia 28 de agosto, data do lançamento do álbum concerto S&M2 ao lado da Orquestra Sinfônica de São Francisco, sendo assim, 10 faixas em evidência ao mesmo tempo, tornando-as uma das apenas seis bandas de rock a romper a marca de dois dígitos. 

Outras como Shinedown, quebrou o recorde com sua 16ª faixa no topo das paradas, e Three Days Grace, está logo atrás deles aos 15. Também no quadro de líderes estão Van Halen (13 músicas nº 1), Godsmack (11 músicas nº 1) também como Disturbed (10 canções nº 1) e Tom Petty (10 canções nº 1 - solo e com os Heartbreakers). 

Apesar dos sucessos desses outros artistas, o Metallica é o único grupo a ter uma música número 1 em quatro décadas diferentes - anos 1990, 2000, 2010 e 2020. 


A lista das canções de rock mainstream do Metallica nº 1 da Billboard é a seguinte:

"Until it Sleeps" — Load (1996)
"Hero of the Day" — Load (1996)
"Turn the Page" — Garage Inc. (1998)
"No Leaf Clover" — S&M (2000)
"I Disappear" — Mission: Impossible 2 soundtrack (2000)
"The Day That Never Comes" — Death Magnetic (2008)
"Cyanide" — Death Magnetic (2009)
"Hardwired" — Hardwired... To Self-Destruct (2016)
"Atlas, Rise!" — Hardwired... To Self-Destruct (2017)
"All Within My Hands" — S&M2 (2020)


Fonte : Loudwire

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Metallica : tendo sua linha de colecionáveis pela KnuckleBonz


A KnuckleBonz, empresa especializada em fabricar estatuetas, declarou que vai trazer a público mais uma boa chance para os fãs do Metallica adquirirem colecionáveis.


A coleção será publicada na série chamada "Rock Iconz" e terão os exemplares de James Hetfield, Las Ulrich, Kirk Hammett e Robert Trujillo.


Ambas terão tiragem limitada de 3 mil unidades, 8,5 centímetros de altura e feitas a mão, além de um certificado de autenticidade.


O kit com os quatro sairá por R$2.950,00 e o unitário por R$820,00 (claro, considerando o atual valor do dólar e suas cotações).


Adquira clicando aqui


sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Metallica : S&M 2 é liberado para o publico

Sendo uma parceria conhecida já do público da banda, a orquestra sinfônica de São Francisco novamente se juntou ao Metallica para uma apresentação especial.

O resultado você pode conferir a partir de hoje, 28/8, com dois discos gravados, sendo que as apresentações foram nos dias 6 e 8 de setembro de 2019 na Chase Center Arena, em São Francisco, nos Estados Unidos.

Os formatos disponíveis são :

– DVD;
– Blu-Ray;
– CD duplo;
– CD duplo + DVD;
– CD duplo + Blu-Ray;
– vinil quádruplo (preto ou laranja);
– digital;
– box set com vinil, CD, Blu-Ray, digital, livreto, palhetas, pôster e partituras.


Tracklist :

Disco 1:

1 The Ecstasy of Gold
2 The Call of Ktulu
3 For Whom the Bell Tolls
4 The Day That Never Comes
5 The Memory Remains
6 Confusion
7 Moth Into Flame
8 The Outlaw Torn
9 No Leaf Clover
10 Halo on Fire

Disco 2:

1 Intro to Scythian Suite
2 Scythian Suite, Opus 20 II_ The Enemy God And The Dance Of The Dark Spirits
3 Intro to The Iron Foundry
4 The Iron Foundry, Opus 19
5 The Unforgiven III
6 All Within My Hands
7 (Anesthesia) - Pulling Teeth
8 Wherever I May Roam
9 One
10 Master of Puppets
11 Nothing Else Matters
12 Enter Sandman


Ouça via Spotify aqui

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Burn Inc: banda estreia tributo ao Metallica, “Nothing Else Matters” em todas as plataformas digitais

Nota : 

Uma das revelações recentes do cenário do Metal nacional, o Burn Inc vem prestado tributo às bandas que serviram de influência aos seus músicos. Dentro dessa proposta, a banda disponibilizou aos seus fãs em todas as plataformas digitais uma versão para “Nothing Else Matters”, que pode ser ouvida no link logo abaixo.

 

https://open.spotify.com/track/68jC8xgompCpfFG77oiyty?si=W_pJRLMQRjyJTNrIpPsV_A

 

Você pode conhecer um pouco mais do trabalho do Burn Inc no seguinte link:

 

https://open.spotify.com/artist/4WSAXFRZfRQx9cRwUmaqPI?si=OqaDCyd7T7-9ibvr_f_eDA

 

Para ficar informado de todas as novidades do Burn Inc, fique ligado nas redes sociais da banda.

 

Burn Inc:

Vincenzo Nuciteli – Vocal/bateria

Gabriel Alonso – guitarra

Raphael Alonso – baixo

 

Mais Informações:

Facebook: https://www.facebook.com/BurnInc/

Instagram: https://www.instagram.com/burninc/

Roadie Metal Press: http://roadie-metal.com/press/burn-incorporated/

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Metallica Banda fará show comemorativo de 20 anos de S&M em box especial


A banda Metallica vai lançar um box ao vivo, com a performance de 20 anos de S&M, a apresentação ocorreu em setembro de 2019.O baterista confirmou durante sua participação no programa  Jimmy Kimmel Live, no último dia 10.

S&M será lançado em agosto de 2020 e terá mais duas horas e meia de show, que foi realizado no Chase Center em San Francisco.

O baterista Lars , fez uma participação virtual na série '' Health Care Hero'' no Jimmy Kimmel, onde preparou uma surpresa para a enfermeira pediatra Tracey Bednar, fã assumida do Metallica.

Ele presentou a fã com o vinil de S&M autografado e ingressos para área vip do próximo show da banda, além de claro ele ter agradecido pois a enfermeira está na linha de frente contra o covid-19.

Para ver o vídeo clique aqui

Fonte:Rockbizz

segunda-feira, 11 de maio de 2020

Metallica : Hoje Será Transmitido Show Que a Banda Toca Black Álbum na Integra


Na noite de hoje segunda feira dia 11 de maio, o Metallica irá transmitir sua apresentação completa em Nickelsdorf (Áustria), parte do Metallica Mondays.

O show foi gravado em 12 de junho , comemorando os 20 anos do álbum Black Álbum, sendo apresentado na ordem contrária. O set list está recheado de clássicos como Hell and Back e Master of Puppets.

O show será transmitido as 21 horas (horário de Brasília), para conferir clique aqui

Fonte:Rockbizz

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Álbuns Comentados R.V. : Metallica #1 - Kill 'Em All


Falar sobre o início do Metallica (ainda mais para um fã) é como aquelas histórias que todo avô nos conta e você não cansa de ouvir mesmo sendo repetida 300 vezes ao ano.

Como sabemos, James Hetfield se encontrou com Lars Ulrich em 1981 após um anúncio no "The Recycler" e o resto é somente história... claro, algumas mudanças como a de Dave Mustaine sendo despedido por abuso de drogas e álcool, além do baixista Ron McGovney saindo por conta própria após descobrir que seria substituído (dentre outros fatos) fizeram do início do "pré-Kill 'Em All" uma verdadeira jornada.


James Hetfield e Lars Ulrich, os mentores do Metallica


PapaHet era um cara muito pacato, estava "preso" em conceitos ligados à religião de sua mãe que era definida como a de "Cientista Cristão" (na qual acreditava-se no poder da fé para inúmeras situações como a de não precisar fazer exercícios ou ter curas instantâneas), conviveu recluso em muitos momentos como sabemos, viu seu pai caminhoneiro (Virgil) abandonar sua casa bem cedo, além da perda prematura de sua mãe (Cynthia) após um câncer (a mesma acreditava que não precisava de remédios pois sua fé de alguma forma poderia curar seus malefícios, o que infelizmente sabemos que não ocorreu), deixando James ainda mais problemático mentalmente (e retratado em forma de desabafo futuramente nas canções "The God That Failed" e "Until It Sleeps", além da uma faixa muito pessoal/sentimental "Mama Said").

Ainda criança por volta dos 9 anos de idade, o mesmo começou a tomar aulas de piano, assim como bateria um pouco depois, o que lhe rendeu boas influências para ter seu primeiro projeto, o "Obsession" (que em seu line-up contava com Ron Veloz no baixo e bateria, Jim Arnold na guitarra e Hetfield no vocal, além de Mcgovney e Dave Mass como seus roadies.

James e Ron Veloz durante show do Obsession


Um fato interessante é que James já compunha nessa época, mas segundo o mesmo, não gostava da reação dos que o assistiam pois sempre esperavam canções covers já que suas influências vinham de bandas badaladas da época como Black Sabbath, UFO e Thin Lizzy.

Após se mudar, ele conheceu o baterista Jim Mulligan em sua nova escola e ambos começaram a ensaiar durante seu tempo livre, quando tiveram contato com outro fanático por Rock na mesma escola, o guitarrista Hugh Tanner (que segundo James, sempre andava com um modelo quebrado com silver tape por todos os lados).

Assim, nascia o seu segundo projeto, o "Phantom Lord" (sendo que o baixo era tocado por vários amigos que se dispunham); porém, após terminar seus estudos, voltou a morar em Downey e foi morar com seu amigo Mcgovney que se convenceu de ser o baixista fixo para o line-up que havia criado, além de ter cedido uma casa que funcionaria como um "QG" dos ensaios (o espaço seria demolido pelos pais de Ron, mas o mesmo os convenceu para manter tudo e poderem usar), e então, era formado o terceiro e último projeto antes do Metallica, o "Leather Charm".

A partir daí, conseguiram tocar em alguns pubs e finalmente ganharam seus primeiros trocados, mas nem isso foi possível para que a banda pudesse continuar, pois com a saída de Tanner (sendo substituído por Troy James, guitarrista amigo de ambos) e Mulligan indo para um projeto de Rock progressivo, não tiveram opção.


Lloyd Grant ao lado de Jason Newsted e Ron McGovney já nos anos 90

Ao que se sabe, o início da reunião de James e Lars incluía uma série de idéias que jamais passou de 1 mês como a adição de um guitarrista solo chamado John Roads, a participação de Lloyd Grant (um guitarrista até versátil mas diferente do que teriam que buscar) ajudando na concepção do que seria o solo de "Hit the Lights" em sua fase demo (que contou com inúmeras versões) e até John Bush como vocalista (que em 1984 estava estreando no "Armored Saint"), além do ex Misfits Glenn Danzig (que a banda sempre demonstrou admiração).

James em um primeiro instante não quis cantar (de fato isso foi afirmado pelo mesmo como sendo um vocalista que "foi forçado a ocupar o posto" por falta de opções), mas os rumos mostraram o caminho certo para o mesmo, que só se firmou pessoalmente em "Master Of Puppets" (1986) pois em "Ride the Lightning" o plano de trazer John Bush era muito vivo ainda, o que acabou tendo assunto encerrado após reuniões com Lars e seu staff.

Um dos fatos históricos dos primórdios da banda era que Lars tinha um kit de bateria nada apresentável e James logo percebeu sua falta de destreza para o mesmo, que precisava pausar inúmeras vezes o ensaio para que pudesse recolher um prato que não conseguia ficar preso (o que fez James indagar sobre o que de fato estavam a fazer, e Lars pediu insistentemente que não desistisse dele e o projeto).

Lars, como também sabemos, veio da Dinamarca para os EUA tentar uma carreira de tenista pois seu pai era um dos melhores de sua época, lhe rendendo uma boa vida, regada á certos luxos que James logo se irritou e o apelidou de "nanico arrogante", dentre outros nomes comuns entre os que o conheciam.
O então "nanico" foi um dos primeiros a ter materiais de bandas britânicas nos EUA (tem que diga que o mesmo foi o responsável pelos primeiros discos da NWOBHM que muitos desconheciam em solo americano).


A primeira formação estável da banda com Ron McGovney, James Hetfield,
Lars Ulrich e Dave Mustaine

Com a saída de Mustaine (que segundo Lars só havia entrado na banda por ter equipamentos de última geração) no início de 1983 (segundo alguns atrapalhado a viagem da banda para as gravações do álbum pois o mesmo estaria bêbado e havia batido a van que a banda alugou), recrutaram um dos fundadores do Exodus e que o próprio Hetfield achava interessante em termos de performance, o recém saído da fase adolescente Kirk Hammett.


Dave Mustaine já nos seus últimos dias com a banda demonstrava muito interesse em disseminar seus vocais, tendo inclusive entre os fãs uma versão do debut intitulada "Dave 'Em All', um bootleg com versões do mesmo liderando toda parte cantada


Sua contribuição apareceu 1 mês depois de sua chegada quando a banda partiu para as gravações no "Music America Studios" localizado em Rochester (Nova York) em Maio de 1983, sendo que algumas das canções eram de co-autoria de Mustaine como o caso famoso da faixa "The Mechanix" que a banda adaptou com Kirk adicionando novas linhas e James redefinindo conceitos sob o título de "The Four Horsemen" (sendo assim; o formato original foi utilizado por Mustaine mais tarde em sua banda, o Megadeth).



Uma das características mais marcantes da banda é sua proximidade com o público


Já McGovney foi substituído por aquele que se tornaria um ícone em poucos anos, o magistral baixista Cliff Burton, pianista e instrumentista versátil, carregava consigo a promessa que fez ao seu irmão de ser tão bom quanto o mesmo que havia falecido.
Cliff participou de bandas desde muito cedo, as mais famosas certamente "Agents of Misfortune" (com Jeff Martin que mais tarde se tornaria guitarrista do Faith No More") e o "Trauma" (no qual Lars assistiu seu show por recomendação e se encantou pelo seu som e foi até o backstage tentar convencê-lo de alguma maneira para entrar em sua banda, o que de fato foi negado em primeira instância mas logo os planos se cruzavam para tudo dar certo).

Em 25 de Maio daquele 1983 nascia o que para muitos é o "marco zero" do Thrash Metal (que sinceramente, a banda apenas "levou" de acordo com os fãs e mídia especializada pois Lars Ulrich sempre preferiu minimizar rótulos) analisando anos depois que a banda almejava apenas bons sons e direcionamentos que pretendiam exacerbar como músicos e fãs de Metal num todo, além de poder atrair seguidores e se divertirem.



A arte de "Metal Up Your Ass" serviu para ilustrar uma demo lançada em novembro de 1982, pouco tempo após a mais famosa entre os fãs, "No Life 'Til Leader", contendo o material que viria se tornar a base de Kill 'Em All


O título?Bem, essa história também é famosa, pois naquele auge de histeria, bebidas alcoólicas e muitas festas, pensavam em muitos trocadilhos e histórias mirabolantes, portanto, nada mais justo que um nome para definir o "espírito jovem" que pairava sobre os 4 integrantes e então, "Metal Up Your Ass" em um tom bastante brincalhão surgiu e acabou fazendo a cabeça de vários, mas como todos sabem, jamais a gravadora iria aceitar tal título, sendo substituído por "Kill 'Em All" (palavras retiradas do nervosismo de Cliff Burton após reclamar do nome anterior negado pelos "magnatas" da empresa que iria distribuir seu som, proclamando "I Hate the Managers, let's just Kill 'Em All", e assim, alguém gritou "Yeahh" e o resto você deve imaginar).

Seu som era cru, rápido e denso, baseado em bandas como Misfits, Discharge e muitos nomes da NWOBHM como Iron Maiden, Diamond Head, Saxon, Motörhead e Satan (dentre muitos outros).
"Hit the Lights" (tendo Hetfield, Grant e Ulrich como autores) foi lançada inicialmente na famosa coletânea "Metal Massacre" e logo chamou atenção de muitos (tendo sido uma das grandes influências para os integrantes do Kreator no início pois os mesmos diziam ter ficado impressionados com sua velocidade e peso, algo que também buscavam mas ainda não haviam tido um exemplo real de como poderiam compor).

O desfile de clássicos continua por "The Four Horsemen" (com Hetfield, Ulrich e Mustaine compondo) "Motorbreath" (de Hetfield), "Jump in the Fire" (de Hetfield, Ulrich e Mustaine), "Anesthesia (Pulling Teeth) (um belo instrumental de Cliff), "Whiplash" (de Hetfield e Ulrich, mas que Mustaine diz ter participação em bases e solo, o que nunca foi afirmado pela banda), "Phantom Lord" (de Hetfield, Ulrich e Mustaine), "No Remorse" (de Hetfield e Ulrich), a icônica "Seek & Destroy" (de Hetfield e Ulrich) e por fim mas não menos rápida e densa, "Metal Militia" (de Hetfield, Ulrich e Mustaine).


Com Cliff e Kirk, a banda conquistou solidez e conseguiu seu lugar ao sol em apenas 4 anos com 3 excelentes álbuns


Precisamos dizer mais?sim, o Exodus iniciou em 1979 e isso faz com que muitos julguem o fato do início do Thrash Metal estar ligado à isso, mas como citado acima, Lars nunca se importou com o rótulo (James inclusive deixou escapar uma vez que achava o Motörhead o mais apropriado para o título de banda pesada e rápida como eles eram nomeados).

Os números de Kill 'Em All não foram tão abrangentes mas relevantes para uma banda de garagem, sendo 3 milhões de cópias vendidas só nos EUA e garantindo seu lugar na lista de maiores álbuns de Metal de todos os tempos da revista Rolling Stone (na posição 35).

Muitos também aderem o som deste álbum como o possível precursor do Speed Metal, mas isso também depende de sua visão sobre tal crédito, não é mesmo?!

E por falar em visão, buscamos opiniões de fãs da banda para completar ainda mais nosso primeiro review sobre o Metallica, então, acompanhe logo abaixo o que fãs da página MetallicaBrOficial do Facebook tem a dizer sobre este debut clássico :


"O 'KEA' para mim foi o marco de um gênero, é totalmente visceral e robusto com uma energia jovem. A minha faixa favorita é a 'fucking' Whiplash e o que acho de curioso no álbum, de um lado positivo, são as grandes inspirações por outras bandas que tiveram impacto preciso no final das contas em cada faixa. Kill 'Em All é uma homenagem para o metal" 
(Marcelo Sartori)


"O álbum é 'OTEEEMOOO'.
Faixa preferida é a Seek And Destroy.
Lembro-me que uma vez, na epoca do Orkut...alguém da Metallica Brasil comentou que essa mancha de sangue parece um rostinho (aqueles memes pioneiros lá ... Tipo do Poker Face)
Depois que recortaram essa mancha de sangue... eu nunca mais consegui ver como mancha de sangue e sim como um rostinho (muitos risos)."
(Kleber Urich Mena)


"Álbum foda.
Minhas preferidas são No Remorse e Whiplash."
(Rafael Silva)


"O álbum todo é maravilhoso pra mim, mas minha preferida é Metal Militia."
(David Silva)


"O Segundo melhor álbum do Metallica na minha opinião, a melhor faixa é The Four Horsemen".
(Nícolas Barbosa)


"Todas as músicas são fodas, mas minhas preferidas são "No Remorse" e "Seek and Destroy".
(Elielton Lima)


"Álbum foda demais".
(Gabriel Bueno)


"Mano, com certeza é o meu álbum favorito devido a proposta do som que eles mostram pra cena do Thrash Metal mundial com um som bem caracterizado e sujo (risos) amo de mais.
É difícil escolher uma música nesse álbum, mas eu fico entre The Four Horseman, Jump in the Fire e Metal Militia
Uma curiosidade desse álbum foi na gravação dele onde o James e o Kirk só tinham uma guitarra pra tocar (risos)".
(Josue Nascimento)


"O ano era 1991 ou 92. Época de informações escassas, só se sabia pelas rádios e revistas.
Tinha lido que o "Kill" era um disco raro, difícil de achar. Tinha um moleque brother meu que era riquinho e meio mangolão, aí tinha outro lá que vivia batendo nele.
Um dia cansei e botei o paiaço pra correr e o moleque ficou meu fã.
Foi como ganhei o Kill' Em All.
Nem acreditei quando estava levando o disco pra casa. E mais ainda, não acreditei como o disco era fantástico após ouvir".
(Rodolfo Soares)


"Precursor do Thrash Metal
Whiplash e No Remorse
Era para se chamar Metal Up You Ass, mas a gravadora censurou e Cliff  disse “Kill ‘Em All”, os caras gostaram e acabou ficando o nome do disco".
(Eduardo Ruesch)


"Falar o que? Kill 'Em All de certa forma mudou a minha vida. Pra mim um dos melhores álbuns da história do rock.
Melhor álbum de Speed Metal e creio que seja mesmo o marco zero do estilo Thrash Metal.
Marcou muito minha adolescência.
Amo até os ruidinhos das palhetas nas cordas. Rih rih rihri rih...".
(Pedro Leiva Arzola)


"Álbum maravilhoso, foi o que me fez gostar da banda, melhor música desse álbum pra mim é Seek And Destroy."
(Micael Keven)


"KEA é o marco zero do Thrash.
A minha faixa preferida é a Motorbreath.
Acho que tem uma das capas mais espetaculares do metal".
(Tiago Vieira)



Gostou?concorda com o que foi dito?Nos dê sua opinião e fique ligado pois a nossa discografia comentada está só começando, logo iremos coletar novas opiniões na página Metallica Brasil no Facebook.
Quer participar? Siga a página https://www.facebook.com/MetallicaBrOficial/ e deixe seu comentário quando ver nosso post por lá, assim, terá a chance de aparecer em nossas próximas resenhas com a sua opinião.

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Metallica : conheça o patrimônio líquido de cada integrante


Como todos sabem, desde o início dos anos 80 a banda vem angariando fãs, shows, seguidores fiéis (e por um momento sem precisar de rádios ou vídeos em televisão.

Passado à fase "Black Album", muitos milhões surgiram nas contas bancárias dos integrantes, e conforme o tempo avançou, os produtos relacionados a marca da banda foram cada vez mais sendo adquiridos (tais como camisetas, box-sets e action figures).

O Celebrity Net Worth contabilizou os valores que cada músico tem em seu patrimônio e constatou que, James Hetfield possui US$300 milhões (lembrando que o mesmo possui coleção de carros exóticos, motos customs, armas e guitarras raras).
Já Lars Ulrich lidera com US$ 350 milhões (o mesmo possui uma coleção rara de quadros que provavelmente lhe renderia até o dobro deste valor ou triplo).

Kirk Hammett por sua vez possui uma quantia de US$ 200 milhões (tendo parte disso investido em vários objetos raros e interessantes de horror, uma de suas paixões, além de colecionar guitarras, dentre outros instrumentos).

O último a entrar na banda, Rob Trujillo, tem um patrimônio líquido de US$ 50 milhões (não tão satisfatório quanto os outros mas, nada mal para quem apenas foi "contratado" durante sua carreira, não é mesmo?! (Trujillo tocou com Infectous Grooves, Suicidal Tendencies e um tal de Ozzy Osbourne, logo em seguida, integrou a banda de Zakk Wylde, dentre outros projetos).


Em 2019 o Pollstar, referência em bilheterias de turnês, registrou em seus dados que o Metallica é a banda que mais lucrou com turnês na história da música com o valor recorde de US$ 1,4 bilhão em ingressos de shows desde 1982 (ficando a frente do Guns N’ Roses, AC/DC e U2).

A banda também é a número 1 em produtos licenciados (apenas em shows nos Estados Unidos), com cerca de US$ 125 milhões desde 1991 (além de ter sido a única banda de Rock que tocou nos sete continentes, incluindo a Antártida). 


quarta-feira, 25 de março de 2020

Metallica: Anunciada datas de shows no Brasil com Greta Van Fleet


Em suas redes sociais o Metallica postou as novas datas de shows no Brasil, ainda em 2020. As apresentações foram canceladas devido ao Covid-19. Foram divulgados 4 datas de show por aqui ao lado da banda Greta Van Fleet e Ego Kill Talent.

Abaixo segue as datas divulgadas:

14.12.20 - Estacionamento da FIERGS (Porto Alegre)
16.12.20 - Estádio Couto Pereira (Curitiba)
18.12.20 - Estádio do Morumbi (São Paulo)
20.12.20 - Estádio do Mineirão (Belo Horizonte)

A organização mudou o local do show de Porto Alegre, por conta do calendário esportivo não estar definido ainda. Informações sobre o show que ocorre na capital gaucha serão divulgados em breve.

Os ingressos comprados para datas que estavam previstas aqui no Brasil, continuam validos para o show em dezembro. Em breve a Livenation vai divulgar informações sobre reembolso.  Na Eventin ainda há ingressos disponíveis.

Fonte: Kiss Fm

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Metallica : em entrevista, James Hetfield fala sobre seu início na música e o que pretende para 2020


Como todos sabem, o vocalista do Metallica fez sua primeira aparição há alguns dias após se internar em setembro de 2019 em virtude de seus problemas com o álcool, e agora sóbrio, se mostrou magro e sadio (para o alívio de muitos).

Dentre os assuntos da entrevista em meio ao evento de exposição de seus carros, James falou sobre seus primeiros dias na música :

"Eu queria estar em uma banda, eu sabia que iria acontecer, eu faria acontecer.
E comecei a tocar com alguns amigos locais numa banda chamada "Obsession", onde tocávamos covers em festas de escola.

Depois fui andar com pessoas que eram melhores que eu, e foi assim que aprendi a tocar um pouco melhor. Eu sabia o que queria, e iria alcançar meu objetivo a qualquer preço".


Aparentemente, James queria apenas tocar guitarra, mesmo que tenha tido aulas em piano e bateria.

Continua:

"Nos anos oitenta, em Los Angeles, todos os guitarristas queriam ser como Eddie Van Halen, e havia milhões de guitarristas. Todas as bandas procuravam um vocalista.
Então vendi minha guitarra, meu amp e comprei um P.A e um microfone, e então decidi ser vocalista, era meu próximo objetivo.

E então quando estive com Lars disse para ele 'Oh, não estou mais tocando guitarra, apenas canto'.
Ele respondeu 'Bem, então vamos procurar um guitarrista'. E ninguém conseguia cantar do jeito que a gente queria, então eu disse 'Ok, vou cantar até encontrarmos alguém para o posto'... então foi um caso de necessidade.

Foi desafiador para mim mas eu consegui, e tive muito apoio, muitas pessoas me diziam :
'Hey, vocês não precisam de um frontman, por que você não cuida disto?'
As pessoas ao meu redor meio que me deram confiança para eu me desenvolver nisto".


Questionado sobre o que o Metallica irá fazer daqui pra frente (e se haverá um novo álbum em breve) ele diz :

"Está aí uma boa pergunta. Não sabemos.
Neste instante eu estou aqui no Petersen Museum (risos), e não sei o que vai acontecer em seguida.
Essa é a beleza da coisa. Vamos nos reunir e ver o que funciona melhor para todos. Seja lá o que vai vir, não sabemos. E nós meio que rendemos mais com o medo do desconhecido - um pouco dele, com medo apenas o suficiente para nos sentirmos vivos".


Confira abaixo um dos vídeos do evento :



Entrevista completa (em Inglês sem legendas) :

domingo, 2 de fevereiro de 2020

Metallica : Kirk Hammett diz que Lars Ulrich fez aulas de bateria para gravar ...And Justice For All

Durante entrevista ao podcast "Let There Be Talk" (e transcrita pelo "Ultimate Guitar"), o guitarrista Kirk Hammett comentou sobre alguns detalhes das gravações de "...And Justice For All", um dos álbuns mais complexos da carreira da banda (e também polêmico pelos motivos que todos estamos cansados de saber, não é mesmo?)

Kirk comenta :

"Queríamos soar o mais estranho possível. Na época, muita música que ficava popular mostrava técnica musical. Foi o auge dos álbuns de guitarra, como os de Joe Satriani. Muitas bandas de hair metal, comerciais, todas tinham guitarristas incríveis, porém, canções que eram uma merda. Era o pensamento: 'vamos mostrar o quanto de nossa musicalidade está aqui'".


Segundo ele, por conta da sua influência em ter aprendido técnicas com Satriani e o envolvimento de Lars com as aulas, era preciso que a banda mostrasse um álbum que soasse no nível dos demais (ou superior) que estavam sendo divulgados á época, era como um desafio a ser cumprido em mostrar o quanto poderiam ser técnicos.

Ele conclui :

"Fiquei feliz com isso, pois venho de um lugar onde isso estava centrado. O álbum de Joe Satriani ('Surfing With The Alien', 1987) era a maior coisa do mundo na época".

"Em certo ponto, Lars pegou aulas com o baterista de Joe Satriani (Jeff Campitelli), então, ele conseguiu uma perspectiva e uma abordagem diferentes na bateria. Queríamos implementar isso na sonoridade e foi assim que nasceu '...And Justice For All'".


Como sabemos, o álbum foi bem recebido pela crítica (tendo vendido mais de 8 milhões de cópias só nos EUA), além de abordar uma nova musicalidade á banda, ainda mais pela ausência de Cliff Burton (vítima do acidente com o Tour Bus em 1986), sendo substituído pelo garoto Jason Newsted que até então era o "faz tudo" no "Flotsam and Jetsam" (além de fã incondicional do Metallica).

Elementos progressivos foram inseridos, alguns tons de hard rock, e muitas "dobras", rendendo canções longas e marcantes (vide a faixa título ou mesmo "One", um dos maiores singles da carreira).


"...And Justice For All" foi eleito em 2017 pela revista "Rolling Stone" o 21° maior álbum de Metal de todos os tempos.

Proxima  → Página inicial

ROCK VIBRATIONS NO FACEBOOK!

VISITAS

MAIS LIDAS DA SEMANA!