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quinta-feira, 25 de abril de 2024

Hamferð: Men Guðs hond er sterk - Review

Diretamente de Tórshavn, Ilhas Faroé, vem a nossa indicação de hoje, uma banda que tem como base o Doom Metal europeu, já ultrapassa pouco mais de 10 anos de carreira e vem demonstrando cada vez mais sua evolução.

O Hamferð tem como essência criar temas densos e também reflexivos, possuem 2 EP's e agora chegam em seu terceiro álbum completo, o ótimo "Men Guðs hond er sterk", sendo o primeiro lançamento após alguns anos.

Seu conceito gira em torno de uma tragédia ocorrida em 1915 quando 14 homens sofreram um acidente fatal num baleeiro, fato ocorrido em Sandvik, nas Ilhas Faroé, chocando os moradores locais á época.

O título do álbum em uma tradução livre seria "Mas a mão de Deus é forte", inspirado através de relato de um sobrevivente que relatou o ocorrido preferindo ver o lado benéfico da história, sem pensar na tragédia e sim no milagre.

A ótima produção criada pelo guitarrista Theodor Kapnas (também responsável pelas composições e mixagem) demonstra um cuidado muito bom com cada detalhe, entregando características famosas do gênero em meio a um instrumental denso e cadenciado.

Os vocais fortes e também melódicos de Jón Aldará criam uma atmosfera única e densa, combinando perfeitamente com o instrumental coeso, aliás, mesclar esses tons mais suaves em meio ao tom dark foi um acerto muito legal.

As guitarras bem timbradas também se tornam um destaque, riffs marcantes entre linhas de baixo e bateria sincronizadas criamcuma atmosfera única.

Acredito que se você iniciar suas audições por faixas como "Ábær" e "Marrusorg" certamente irá entender a proposta, e não por acaso são as mais populares deste registro.


No geral, trata-se de um álbum bastante cadenciado e denso, que permeia em temas bastante pesados (como citado acima) e que também acaba criando um clima perfeito para os adeptos a essa sonoridade.


Ouça:

Links:

sexta-feira, 21 de abril de 2023

Downfall of Gaia: Silhouettes of Disgust - Review




O mais recente trabalho da banda alemã Downfall of Gaia, lançado em março de 2023, nos brinda com um registro primoroso, digno de levar a nossa mente ao reino mais sombrio.

Silhouettes of Disgust é focado nas histórias de oito pessoas diferentes, como moradores de uma metrópole fictícia. Cada um com suas próprias preocupações e lutas. “Solidão, vício, medo do amanhã, pressão da sociedade.

O single Bodies as Driftwood, foi lançado com um vídeo que retrata muito bem essa ideia do álbum, vou deixar o link no final do texto. 

Após algumas audições do álbum Silhouettes of Disgust, sinto-me confiante para redigir um breve review, porém digno deste poderoso lançamento.

A banda aposta em um black metal atmosférico, trazendo muito elementos dramáticos em sua sonoridade, mas mantendo características básicas do estilo, tais como o blast beat, riffs e melodias contínuas de guitarra.

A música Existence of Awe abre o disco de forma magistral, com momentos empolgantes que caberiam em uma cena de filme, como aqueles de ação, onde o protagonista precisa superar um momento de dificuldade para subjugar o vilão. Os vocais beiram ao desespero, agregando um fator dramático empolgante extra as músicas.

Momentos de guitarras clean como na própria Existence of Awe ou Bodies as Driftwood enxertam ainda mais clima as músicas, muito bem orquestradas com riffs contínuos e uma batera muito trabalhada.

Outra faixa que me chamou muito a atenção foi Eyes to Burning Skies, cuja intro acrescenta um belíssimo vocal feminino, um lirismo digno de trilhas de séries como Vikings ou The Last Kingdom.


Fãs de metal extremo, principalmente black metal com sonoridade “atmosférica”, não vou chamar de depressivo, pois o disco pelo menos para mim, cria uma sensação muito forte de “superação”, tem pela frente um belo trabalho disponível para apreciar com devida atenção.  


Tracklist
1. Existence Of Awe
2. The Whir Of Flies
3. While Bloodsprings Become Rivers
4.  Bodies As Driftwood
5. Eyes To Burning Skies
6. Final Vows
7. Unredeemable
8. Optograms Of Disgust


Ouça:


Vídeo clipe da música Bodies as Driftwood


Gravadora
Metal Blade Records 


Links:
Website

quinta-feira, 1 de abril de 2021

Metal Blade Records: Fundador da gravadora relembra gravações de "Show no Mercy" do Slayer

Nota:

Na última edição do mês de março, o canal do Youtube HEAVY CULTURE recebeu Brian Slagel, fundador e CEO da mítica gravadora Metal Blade Records, onde ele pôde recordar os primeiros dias do selo, algumas bandas que por lá passaram, além de causos envolvendo suas principais bandas, como o Slayer, e também sua posição sobre o atual mercado da música. Slagel iniciou cedo em sua jornada no som pesado, trabalhando inicialmente em uma loja especializada em Rock, e tão logo descobriu a efervescente cena britânica, deu início a um fanzine especializado, o The New Heavy Metal Venue, o que lhe abriu caminho para colaborações nas revistas Kerrang! Sounds Magazine. 

Para criar um selo, foi um pulo. Em 1982 começou a organizar a coletânea “Metal Massacre”, que em sua primeira edição trouxe bandas como Cirith Ungol, Bitch, Steeler, Malice, Ratt e aquela que depois viria tomar o mundo de assalto: Metallica. Esse primeiro lançamento de Slagel lhe deu experiência para o que viria a seguir.

 

Dentre os primeiros lançamentos do selo estava “Show no Mercy”, debut do Slayer, lançado em 1983, relembrado no bate-papo com o HEAVY CULTURE, onde ele disse que foi a primeira que vez que acompanhou uma banda em estúdio, podendo acompanhar o dia a dia das gravações e ainda contou um fato engraçado sobre o álbum: “Esta foi a primeira vez que estive em estive em um estúdio produzindo um disco com uma banda que era tão boa, e todos nós éramos tão jovens, mas eles são uns dois anos mais novos do que eu, tinham uns 18/19 anos quando estavam trabalhando naquele álbum. 

E todos os dias andando no estúdio ouvindo-os gravar todas essas coisas foi uma experiência simplesmente incrível, e você sabe, todos eles ainda são bons amigos meus, o que é muito legal. 

Uma coisa engraçada sobre esse disco é que obviamente não tínhamos muito dinheiro e tivemos um tempo muito limitado para gravar em um estúdio muito pequeno, então o engenheiro disse que os pratos da bateria estavam vazando em todos as “tracks”, então Dave Lombardo teve que gravar o disco sem nenhum prato! 

Em seguida, tivemos que fazer overdubs dos pratos e eu nunca vou esquecer uma imagem que está sempre em minha mente, dele sentado lá esperando para bater nos pratos e fazer o overdub. É uma loucura, mas ele é tão bom que você nem perceberia quando ouvisse o disco”.

 

Slagel também deu sua opinião sobre outros discos clássicos lançados pelo selo: “Tomb of the Mutilated”, do Cannibal Corpse“Forward to Termination”, do Sacrifice.

 

Confira o bate papo com Brian Slagel:

https://www.youtube.com/watch?v=9Q_jzcV55FM


 

Capitaneado por um time experiente dentro do Heavy Metal, o HEAVY CULTURE tem em suas fileiras Jay Kay (ex-colaborador das revistas Roadie CrewLucifer Rising e site Metal Attack), Ivan Fabio Agliati (guitarrista e vocalista do Silent Empire) Miguel Martins (guitarrista e responsável pela Get a Voice Portugal – empresa de gravação de voz para plataformas e experiência na mídia radiofônica desde a década de 1990), este último correspondente direto de Portugal. O trio também utiliza as redes sociais do canal para postar curiosidades e indicações de álbuns.

 

Confira a agenda de abril:

 

06/04 – Randy Burns – Produtor de álbuns como “Seven Churches” (Possessed) – 19h

13/04 – Fred Estby – Baterista da banda sueca Dismember - 18h

17/04 – Thrash Wall – Banda portuguesa – 18h

20/04 – John Gallagher – Baixista/vocalista do Raven – 18h

27/04 – Eric Cutler – Guitarrista/vocalista do Autopsy – 19h

 

Mais informações:

Facebook: https://www.facebook.com/heavyculturebra  

Grupo: https://www.facebook.com/groups/159610798712141

Instagram: https://www.instagram.com/heavyculture

Youtube: https://www.youtube.com/HeavyCulture

E-mail: heavyculture2020@gmail.com

Assessoria de Imprensa: www.wargodspress.com.br

terça-feira, 10 de março de 2020

Týr : Hel - Review


Uma das bandas mais legais do cenário Metal europeu (especificamente com ligações ao Viking/Folk Metal), o Týr (natural de Thórshavn, Ilhas Faroé) teve um intervalo de 6 anos para lançar o seu mais recente registro de estúdio, o que fez com que seus fãs ficassem fervorosos por um novo registro.

Se em "Valkyria" (2013) elevaram ainda mais o seu som com qualidade acima da média, o que vemos em "Hel" (2019) é justamente a superação em dobro no melhor sentido da palavra, pois suas melodias, vocais, riffs e solos estão mais do que acessíveis, estão soberbos em praticamente todos os momentos.

O nome do álbum é uma referência direta à denominação "Hell" em inglês (inferno, e que serve como nome à Deusa da mitologia nórdica também conhecida por ser a "Rainha do reino dos mortos"), portanto; em tese isso já sirva de exemplo para você entender o que irá encontrar por aqui, não é mesmo?!

Canções com ótimo apelo melódico se fazem presentes e mesmo que algumas delas se enveredam pelo lado denso, a sensação continua sendo ótima.
O trabalho das guitarras está estupendo!

A produção está impecável, consegue fazer com que cada faixa tenha sua personalidade e importância, além de evidenciar uma mixagem de muito bom gosto.


Não deixe de ouvir por completo, indicar apenas uma faixa é muita covardia, tudo aqui soa ótimo, mas ainda sim, caso precise de ajuda, ouça "Fire and Flame" e se impressione, e aliás, posso assegurar que este é um dos melhores álbuns da banda (se não o melhor).


Ouça via Spotify aqui

No Brasil você pode adquirir o álbum pela loja da Urubuz Records


segunda-feira, 9 de março de 2020

BOLT THROWER: RELANÇAMENTO DE “HONOUR – VALOUR – PRIDE” JÁ À VENDA


Nota :

O BOLT THROWER lançou durante toda a sua carreira, até sua separação definitiva em 2016, ótimos álbuns e “Honour – Valour – Pride”, lançado em 2001, não poderia ser a exceção.

Pese a muitos fãs da banda terem torcido o nariz devido à troca de vocalistas (o vocalista original Karl Willetts precisou sair por razões pessoais e, no seu lugar, foi recrutado o ex vocalista de Benediction, Dave Ingram), “Honour – Valour – Pride” mostra uma banda madura que não se preocupava apenas em chocar as pessoas, como muitas outras bandas da cena na época, mas sim em compor boas músicas. 

E se você é um desses fãs que torceu o nariz, temos certeza que após ouvir o álbum sem ideias pré-concebidas, você o incluirá na sua lista de melhores álbuns da banda e de Death Metal.

“Honour – Valour – Pride” é um álbum cheio de batalhas, raiva, fogo e medo. Simplesmente um prato cheio para quem é fã de histórias de guerra e de death metal.

Item obrigatório na sua coleção e que não te deixará desapontado.

Adquira sua cópia no seguinte link:

Um lançamento da parceria Shinigami Records/Metal Blade Records

Shinigami Records nas redes sociais:
Facebook - @ShinigamiRecords
Instagram - @shinigami.records.br
Twitter -  @shinigamirec

BOLT THROWER: RELANÇAMENTO DE “THOSE ONCE LOYAL” JÁ DISPONÍVEL


Nota :

“Those Once Loyal”, de 2005, é uma prova viva e a reafirmação do lugar do BOLT THROWER no panteão do gênero.

O álbum é um marco na carreira da banda especialmente por dois motivos. 

Em primeiro lugar, este álbum é infelizmente o último da carreira da banda que entrou em hiato neste mesmo ano e anunciou sua separação definitiva em 2016 após a morte do baterista Martin Kearns ocorrida no ano anterior. 

E em segundo, este trabalho traz de volta o vocalista original da banda, Karl Willetts, que tinha deixado a banda por problemas pessoais antes da gravação do álbum “Honour – Valour – Pride” de 2001.

Musicalmente, o álbum pode ser descrito como Death Metal com raízes e influências profundas no Thrash Metal. Já liricamente, a banda aborda de forma particular a Primeira Guerra Mundial, continuando com a tradição de falar sobre guerras. 

As letras enfatizam especificamente a injustiça da morte imposta a homens e mulheres e sobre lembrar de todos os que caíram neste grande conflito.

“Those Once Loyal” é uma adição muito valiosa a sua coleção, já seja você um fã de death metal ou de qualquer outro gênero.

Adquira sua cópia aqui https://bit.ly/2TF48XY

Um lançamento da parceria Shinigami Records/Metal Blade Records

Shinigami Records nas redes sociais:
Facebook - @ShinigamiRecords
Instagram - @shinigami.records.br
Twitter -  @shinigamirec

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Hate : Auric Gates of Veles - Review


Certamente você que é fã da cena extrema do Metal está atento aos inúmeros nomes emergentes, mas também aos clássicos que influenciam desde sua existência como os poloneses do "Hate".

Chegando ao seu oitavo registro de estúdio, entregam em "Auric Gates of Veles" um desfile de competência, peso, técnica, ferocidade, brutalidade, vitalidade e acima de tudo, profissionalismo.

Seus riffs densos se comunicam com vocais extremamente técnicos, bem produzidos, além da sua ótima junção de baixo e bateria que fazem uma das melhores cadências e "ataques" da atual cena extrema.

Poucas bandas conseguem manter uma regularidade acima da média para seus lançamentos, e o "Hate" faz isso com primor, seja pelo seu instrumental coeso ou por suas temáticas devidamente elaboradas para a proposta da vertente que transitam.

Sua produção é um grande ponto positivo, demonstrando a qualidade dos músicos, evidenciando todo o poderio envolvido, e como a própria banda descreve, dando noção do tamanho de um verdadeiro "cataclismo" sonoro.


Canções como "Seventh Manvantara", "Sovereign Sanctity" e "Path to Arkhen" lhe darão boas doses de um verdadeiro Metal extremo, riffs inspirados e tempos musicais sublimes, mas para sua total apreciação, não deixe de ouvir por completo pois este é um dos grandes álbuns de 2019.


Os nossos parceiros da Misanthropic Records lançaram "Auric Gates of Veles" em 2019 e você pode adquirir sua cópia através da loja deles clicando aqui!


Ouça via Spotify aqui


Ouça via YouTube abaixo :




Agradecemos à Misanthropic Records pelo envio do material físico.

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Mercyful Fate : relançamentos especiais em vinil

Assim como o líder do grupo, King Diamond, havia lançado uma parte de sua discografia solo em picture disc, agora é a vez da banda ganhar suas versões.

Serão 3 discos, "Melissa" (1983), "Don't Break The Oath" (1984) e "The Beginning" (1987) em formato 180 gramas e que estarão disponíveis a partir de 12 de outubro (via Metal Blade).


Já estão em pré venda por US$24,99 (aproximadamente R$ 101,00 cada + taxas)
Confira no site :


"Melissa" (1983) faixas:

Lado A
01. Evil
02. Curse Of The Pharaohs
03. Into The Coven
04. At The Sound Of The Demon Bell
Lado B
05. Black Funeral
06. Satan's Fall
07. Melissa


"Don't Break The Oath" (1984) faixas:
Lado A
01. A Dangerous Meeting
02. Nightmare
03. Desecration Of Souls
04. Night Of The Unborn

Lado B
05. The Oath
06. Gypsy
07. Welcome Princess Of Hell
08. To One Far Away
09. Come To The Sabbath


"The Beginning" (1987)
Lado A
01. Doomed By The Living Dead
02. A Corpse Without Soul
03. Nuns Have No Fun
04. Devil Eyes

Lado B
05. Curse Of The Pharaohs (BBC Radio 1 Session)
06. Evil (BBC Radio 1 Session)
07. Satan's Fall (BBC Radio 1 Session)
08. Black Masses

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Sacred Reich - Nova gravadora e novo disco em breve


Fonte : Sepulchralvoicefanzine.com

Após um acordo com a veterana gravadora Metal Blade Records, o grupo anunciou que após 22 anos, está em processo de composição para um novo álbum...

Segue declaração do vocalista Phil Rind :

“Estamos muito felizes em anunciar que o SACRED REICH está de contrato assinado com a Metal Blade Records e que estamos compondo músicas para um novo álbum. Nosso plano é entrar em estúdio neste entre julho e setembro deste ano e lançar um novo trabalho no começo do próximo. Estamos muito empolgados e mal podemos esperar para mostrar a vocês nossas novas músicas!”.
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