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terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Hate : Auric Gates of Veles - Review


Certamente você que é fã da cena extrema do Metal está atento aos inúmeros nomes emergentes, mas também aos clássicos que influenciam desde sua existência como os poloneses do "Hate".

Chegando ao seu oitavo registro de estúdio, entregam em "Auric Gates of Veles" um desfile de competência, peso, técnica, ferocidade, brutalidade, vitalidade e acima de tudo, profissionalismo.

Seus riffs densos se comunicam com vocais extremamente técnicos, bem produzidos, além da sua ótima junção de baixo e bateria que fazem uma das melhores cadências e "ataques" da atual cena extrema.

Poucas bandas conseguem manter uma regularidade acima da média para seus lançamentos, e o "Hate" faz isso com primor, seja pelo seu instrumental coeso ou por suas temáticas devidamente elaboradas para a proposta da vertente que transitam.

Sua produção é um grande ponto positivo, demonstrando a qualidade dos músicos, evidenciando todo o poderio envolvido, e como a própria banda descreve, dando noção do tamanho de um verdadeiro "cataclismo" sonoro.


Canções como "Seventh Manvantara", "Sovereign Sanctity" e "Path to Arkhen" lhe darão boas doses de um verdadeiro Metal extremo, riffs inspirados e tempos musicais sublimes, mas para sua total apreciação, não deixe de ouvir por completo pois este é um dos grandes álbuns de 2019.


Os nossos parceiros da Misanthropic Records lançaram "Auric Gates of Veles" em 2019 e você pode adquirir sua cópia através da loja deles clicando aqui!


Ouça via Spotify aqui


Ouça via YouTube abaixo :




Agradecemos à Misanthropic Records pelo envio do material físico.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

In The Woods... : Cease the Day - Review


A mescla que os músicos noruegueses do "In The Woods..." fazem é muito intuitiva e eficiente, e nada mais justo que comprovar essa afirmação com o último álbum, "Cease the Day".

Com um ótimo Metal pesado e sempre ligado à vertente extrema, os riffs se consolidam para a proposta, tendo andamentos e viradas características e vocais que são um primor no gênero.

Os efeitos também são bem feitos, curiosos e que combinaram em meio ao "caos sonoro", sendo então, um dos melhores títulos extremos de 2018.

Recomendar apenas algumas faixas seria desperdício, portanto; ouça por completo.


O disco tem distribuição limitada com um ótimo slipcase através dos nossos parceiros da Misanthropic Records.

Tracklist :
1) Empty Streets
2) Substance Vortex
3) Respect My Solitude
4) Cloud Seeder
5) Still Yearning
6) Strike Up with the Dawn
7) Transcending Yesterdays
8) Cease the Day



Agradecemos á Misanthropic Records pelo envio do material físico.

sábado, 6 de abril de 2019

Opera IX : Back To Sepulcro (2015) e The Gospel (2018) - Reviews

Logo

Falar de "Occultan Black Metal" ou também "Symphonic Black Metal" e não citar esses italianos é o mesmo que renegar uma grande parte de algo criado em meio à cena "Obscura".

Desde o fim dos anos 80, a banda se propôs a atingir seu público com temas pesados; sonoridade rispida, tudo com o máximo de cuidado possível para serem fiéis as características necessárias.

Conforme o tempo passou; alguns lançamentos importantes surgiram e, outros acabaram sendo "revisitados", como este primeiro que iremos abordar, pois "Back To Sepulcro" (originalmente disponível a partir de 2015), trouxe aos fãs "um novo respiro" a temas já conhecidos e venerados do estilo.

O registro foi feito no "Occultum Studios" de Ossian e "Authoma Studios" de Federico Pennazzato entre janeiro e fevereiro de 2015, trazendo uma nova formação, e que chamou à atenção pois após 13 anos com vocais feitos apenas pelo lado masculino, agora tiveram com a oportunidade de trabalhar com uma mulher, Abigail Dianaria, que se saiu muito bem.

"Consacration" e "The Cross" são as únicas faixas inéditas aqui (dentre as 6 disponíveis), mostrando ótima dinâmica, climas densos e tudo muito bem produzido, trazendo "novas roupagens" e orquestrações excelentes, uma verdadeira volta ás raízes da banda.


O segundo registro que iremos abordar (e mais recente), é "The Gospel" (lançado no fim de 2018), e trás consigo novamente um som que não compromete e mantém o alto nível, com ótimas melodias, rico em detalhes que fazem toda a diferença para o Black Metal e obviamente, uma orquestração que mantém a carreira intacta.

O conceito é focado no mito italiano de “Aradia e o Evangelho das Bruxas”, escrito por Charles Godfrey Leland e contendo o que ele acreditava ser o texto religioso de um grupo de bruxos pagãos na Toscana, Itália, documentando suas crenças e rituais.

Além de terem um certo feeling do passado nestas novas faixas, também trocaram a vocalização, sendo agora feito por Dipsas Dianaria, mantendo o ótimo vigor do legado adquirido até aqui.

O novo álbum foi gravado e masterizado na "Music Ink" e "Occultum Studios", produzido por Ossian e Federico Pennazzato (Death SS).


São 2 títulos bem impactantes e que merecem a sua total audição, ainda mais se você for fã do cenário extremo, e caso não conheça ainda o "Opera IX", aqui está uma boa oportunidade para mergulhar à fundo nesse clássico italiano.




Tracklist "Back To Sepulcro" :
1. Sepulcro
2. The Oak
3. Act I,The first seal
4. Maleventum
5. Consacration
6. The cross (Outro)




Tracklist "The Gospel" :
1 - The Gospel
2 - Chapter Ii
3 - Chapter Iii
4 - Moon Goddess
5 - House Of The Wind
6 - The Invocation
7 - Queen Of The Serpents
8 - Cimaruta
9 - Sacrilego

Facebook :


Ambos os discos estão disponíveis no Brasil graças aos nossos parceiros da Misanthropic Records (no qual agradecemos pelo envio dos materiais físicos) e que estão distribuindo através de seu selo com apenas 300 cópias de cada.

Acesse o site e confira :
http://www.misanthropic.com.br

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Miasthenia : XVI/Batalha Ritual - Review


Se tem uma banda que dispensa apresentações no que diz respeito ao Pagan/Black Metal, sem dúvidas é o Miasthenia.

Formada em 1993 em Brasília, a banda passou por algumas reformulações, lançaram E.P., participaram de Split, até por fim lançarem "XVI" (2000), um debut de respeito, com sonoridade bem trabalhada e também conteúdo lírico de extremo bom gosto, passando por histórias Incas, Maias e dos Astecas (pois é amigos, o estilo não vive apenas de ocultismo ou satanismo), e abrange o conceito de mostrar batalhas por honra em terras sul americanas no século XVI.


Quer mais?era o início de Hécate assumindo os vocais, tendo ritmos cadenciados, flertando no extremo e também no lado melódico... sem dúvidas, um dos melhores registros feitos no estilo pelo Brasil, e que você não deve perder nenhuma faixa (pois recomendar apenas uma é algo complicado, sendo tão bem produzidas).




Já em "Batalha Ritual" (2004) conseguimos ver o que seria "impossível" em tese, superarem o trabalho anterior... pois aqui, a evolução é muito notória.
Um feito e tanto para esses músicos, que conseguiram mostrar serviço à um nível alto novamente, trazendo a tona elementos novos, mas mantendo suas características.

Acredito que as guitarras e os teclados são bem evidenciados como grandes mudanças nesse novo registro, tendo uma preocupação mútua entre soarem pesados, melódicos, extremos, sem deixarem o lado lírico que novamente está impecável.


Se você ainda não conseguiu encontrar alguma banda no Brasil que consiga ser tão coesa e competente em várias partes de sua carreira, aqui está uma grande prova de que sim, temos conteúdo rico para exportar e influenciar qualquer pessoa que goste de metal.

O Digipack lançado em 2017 trazendo estes dois discos é outro show a parte, tendo informações importantes impressas em 2 dos 3 painéis, além de encarte detalhando as letras, e claro, um layout extremamente bonito e favorável aos colecionadores.

Não deixe de conferir, adquirir e recomendar, ambos possuem faixas de muito destaque, além de conteúdo de extrema pesquisa e qualidade.




Line-up das gravações :
Hécate (vocais, teclados e violão)
Thormianak (guitarras)
Mist (contrabaixo)
Mictlantecutli (bateria)


Tracklist :

Disc 1 – XVI
1. Prelúdio 00:55
2. XVI 08:12
3. Lagrimones do Falcão 06:12
4. De Volta ao Reino de Paa-zuma 07:01
5. Rituais de Rebelião 05:17
6. Onde Sangram Pagãs Memórias 05:42
7. Brumas Xamânicas 04:30
8. Malquis Imortais 03:18


Disc 2 – Batalha Ritual
1. Necromânticos Ritos de Guerra 06:07
2. Soturna Selvageria 05:22
3. Dimensão Totêmica Ancestral 03:54
4. De Natureza Infernal 03:18
5. Sacrifício Final 01:44
6. Nos Domínios de Cã 05:18
7. Zôster 03:54
8. Mítica Escuridão do Eldorado 02:23
9. Essência Canibalística 18:36

Bonus Tracks:
Brumas Xamânicas
Hynno A Pan


Agradecemos aos parceiros da Misanthropic Records por cederem o Digipack gentilmente.
(http://www.misanthropic.com.br)

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Necrobiotic : The Extinction of Faith - Review


Com uma proposta de praticar um Death Metal de respeito, a banda Necrobiotic (natural de Minas Gerais) trás consigo desde 1994 o melhor do estilo, seja no peso, no feeling, na fluidez, eles conseguem imprimir tudo aquilo que o bom fã do metal extremo pede.

"The Extinction of Faith" (2016) é um grande exemplo disso, com suas 10 faixas (sendo uma delas bônus regravada do álbum“Alive and Rotting”, lançado em 2011) demonstra vitalidade, técnica, vocais fortes, riffs clássicos do estilo e, andamentos precisos.

"Prelude", "War and Hate" e "Doença Mental" são ótimas pedidas, uma trinca de respeito para abrir um álbum, assim como a sequência com "Gehena" e "The Beginning of the End"... mas cá entre nós, com tanta competência, só podemos esperar conteúdo ótimo.

Não deixe de ouvir todo o álbum, vai lhe garantir muitos motivos para ser seguidor da banda.

A bela arte da capa foi feita por Pablo Rodrigues e lançado por inúmeros selos, tais como Cianeto Discos, Rock Club, Jazigo Distro e nossos parceiros da Misanthropic Records.



Tracklist :
I – Prelude
II – War and Hate
III – Doença Mental
IV – Gehena
V – The Beginning of the End
VI – Concentration Camps
VII – The Extinction of Faith
VIII – Religious Dead End
IX – Hymn of a Genocide
Bonus Track:
X – Shame

Line-up:
F.A.C.O. Guitars
Broka Drums
Fabrício Franco Bass
Humberto Silva Guitars


Agradecemos aos parceiros da Misanthropic Records por cederem o disco gentilmente.
(http://www.misanthropic.com.br)

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Escarnium : Interitus - Review


Com certa experiência na cena metal, a banda natural de Salvador (Bahia) executa com primor o Death Metal, sendo comparada facilmente á grandes nomes do estilo, além claro da sua competência.

O ótimo álbum "Interitus" (lançado em 2016) representa uma parcela grande da qualidade atual do metal extremo feito pelo Brasil, e também leva consigo uma técnica muito apurada, sendo melódico por algumas vezes (isto é, em nuances das guitarras em certas passagens).

"While the Furnace Burns", "Starvation Death Process", "Radioactive Doom", "Omnis Mortuus Est Interitus" e "Macabre Rites" são primorosas em seus andamentos rápidos, vocais urrados, riffs clássicos do estilo e que também estão em evidência no momento atual, além de bateria e baixo precisos, com muita técnica.


Não deixe de conferir esse petardo, recomende também se possível, e claro, coloque no "repeat".

A versão Digipack disponível é tão boa quanto o conteúdo, tendo 3 painéis (2 deles completados pelas letras e informações da banda, sem o encarte em livreto, sendo um ótimo layout).



Tracklist :
1. The Horror 00:24
2. While the Furnace Burns 03:43
3. Starvation Death Process 06:12
4. Radioactive Doom 03:00
5. Omnis Mortuus Est Interitus 05:30
6. Macabre Rites 00:50
7. Genocide Ritual 03:20
8. The Gray Kingdom 06:12
9. 100 Days of Bloodbath 04:27
10. Human Waste 04:21

Line-up da gravação :
Nestor Carrera Drums
Victor Elian Guitars, Vocals
Vitor Giovanni Bass
Maurício Souza Guitars


O disco tem distribuição no Brasil pela Cianeto Discos e pelos nossos parceiros da Misanthropic Records.

Agradecimento em especial aos nossos parceiros da Misanthropic Records por cederem gentilmente o disco para este review

Incarceration : Catharsis - Review


Tendo sido criada em Manaus (hoje residindo como Duo em Hamburgo, Alemanha), a banda tem uma base sólida, pesada, extrema, e de nível altíssimo em produção, além do seu profissionalismo.

"Catharsis" demonstra maturidade, feeling, precisão, técnica, deixando evidente que já estão influenciando com seu som no Death Metal brutal.

"The Beckoning" prepara o ouvinte para o caos, e "Evoking the Possession" demonstra tal afirmação com seus andamentos rápidos, vocais ríspidos, ótimas guitarras, tudo em muita sintonia e precisão...
"Devouring Darkness", "Infernal Suffering" e "Chaos and Blasphemy" são canções rápidas, mantém um bom nível entre si, conseguem fluir e deixar o álbum interessante, e claro, isso segue com as demais faixas, sendo um registro apreciável num todo.

O belo Digipack disponível pela Misanthropic Records é um grande atrativo para os fãs com um layout muito bacana (tendo detalhes em auto-relevo)...

Ouça e prepare seus ouvidos para uma "porrada sonora" de qualidade ímpar.


"Catharsis" foi lançado em 2016, mas soa extremamente atual em nossa cena.

Facebook :
https://www.facebook.com/incarceration/


Tracklist :
1. The Beckoning
2. Evoking the Possession
3. Devouring Darkness
4. Infernal Suffering
5. Chaos and Blasphemy
6. Purification
7. Obsessed by Death
8. Neverending Agony
9. Resignation
10. Into the Blackest Void

Line-up da gravação :
Daniel Silva Guitars, Vocals
Björn Freese Bass
Michael Koch Drums


Agradecimento em especial aos nossos parceiros da Misanthropic Records por cederem gentilmente o disco para este review

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Corporate Death : Reborn - Review


Oriundos de Jundiaí (interior de São Paulo) começaram a trilhar seu caminho no lado extremo do Metal em 2001, tiveram mudança em line-up, e desde então, fazem do seu som algo muito bem trabalhado, cru e técnico.

"Reborn" foi lançado em 2017 e certamente irá agradar o headbanger mais exigente no estilo, pois o Death Metal apresentado nestas 8 faixas são dignos de uma grande banda.

"The Godseed" e "Perverse Devotion" são boas amostras do poder de fogo que esse trio consegue imprimir, além claro de esbanjar técnica, feeling, e temáticas obscuras, feitas por quem entende a necessidade do estilo para tal, sendo uma junção perfeita de conteúdo e instrumentais/vocais.

"Human Jigsaw Obsession", "In the Name of Sacred" e "Reborn in Suffering" são outras ótimas pedidas para se "bangear" sem fim, mas claro, recomendo sua total audição, afinal, é um ótimo disco.
A bela arte de capa demonstra todo o cuidado visual da banda para com sua temática casar perfeitamente, o que torna prazeroso ter sua mídia física.


A distribuição é feita pelos selos Brutaller Records, Cianeto Discos e nossos parceiros da Misanthropic Records (http://www.misanthropic.com.br).

Tracklist :
1. The Godseed
2. Perverse Devotion
3. Human Jigsaw Obsession
4. In the Name of Sacred
5. Devoured by Abyss
6. Ignorance Prevails
7. Reborn in Suffering
8. In the Vastness of Time

Line-up :
Damien Mendonça - Guitars, Bass
Rafael Cau - Drums
Aline Lodi - Vocals



Agradecemos à Misanthropic Records que nos cedeu o álbum gentilmente.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Svatan : Awakening Of The Mighty Flame - Review


O Brasil é tão rico em Metal extremo que deveríamos exportar muita coisa boa para ninguém botar defeito!

Cá estamos novamente para apresentar uma banda que demonstra tanta maturidade com seu som genuíno no Black Metal que, fica difícil dizer tais características com tanta qualidade imposta.

Visualmente falando, eles representam exatamente a vibe do seu som nos palcos, que é sublime ao estilo e uma mescla de tantos nomes clássicos com novos que você consegue identificar rapidamente, levando o ouvinte para uma "viagem tenebrosa" (só que em ótima perspectiva).


Arrisco a dizer que poucos discos nacionais soam tão bem quanto este no estilo, pois seu primor aliado à técnica, deixam qualquer fã do lado mais oculto "assustado" com sua execução e destreza... épico!

Seria muito injusto indicar a você leitor apenas uma faixa deste ótimo registro, portanto, adquira, ouça, procure o quanto antes, se deixe levar por essa vibe densa, soturna, soberba, e se deleite...
Vale ressaltar que o Digipack encontrado para venda é outro atrativo, sendo um modelo de 3 painéis (uma das artes encontradas forma um belo pôster).

Recomendado para ouvidos e almas fortes! Nota 10!



"Awakening of the Mighty Flame" foi lançado em 2016 e tem distribuição através das gravadoras Sulphur Records e Misanthropic Records (nossa parceira).



Tracklist :
1. Act I – The Awakening of the Mighty Flame
2. Act II – The Quest into My Darkest Enlightenment
3. Act III – Oppositor – Claritate doctrinae Sathanas
4. Act IV – The Principle of thy Wisdom… (…and Grief)
5. Act V – Blessed Be the Godless Man
6. Act VI – This Freedom Justify Thy Existence
7. Act VII – Algol

Line-up :
Domminus Drums
Foizer Keyboards, Guitars, Bass
Lamferniis Vocals


Deixo aqui o agradecimento à Misanthropic Records por ter cedido o disco para o review.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Silent Empire : Dethronement Of All Icons - Review


A cena brasileira dedicada ao lado extremo do metal sempre nos brinda com ótimos discos, e, obviamente este que iremos abordar não foge à regra.

Naturais de Criciúma (Santa Catarina), há 7 anos abordam um Death Metal técnico (com flerte para o Thrash) cheio de feeling, obrigando você headbanger raiz agitar, fazer o "chifrinho" com a mão e admirar essas canções.

A dinâmica imposta é de "gente grande", remetendo a grandes grupos do estilo como podemos ver nas faixas "Unique and Primordial", "Abolish the Reins of Men" e "Blessed by Wisdom", cheias de muito groove, peso, guitarras "cortantes", vocais guturais na medida, e cadência por vezes obrigatória.

"Unscathed Before the Unknown", "Hail the Legions" e "I Am the Empire" também darão trabalho ao seu pescoço... mas obviamente, com uma produção muito boa, não seria diferente.

É recomendada a sua total audição!

"Dethronement of All Icons" vem para ser um debut de respeito, e se você ainda não os conhece, fique esperto pois eles irão alcançar muito brevemente o seu espaço entre os grandes nomes do Death Metal.


O disco teve lançamento através de muitos selos da cena metal :

Violent Records, Antichrist Hooligans Distro, Rapture Records, LAB 6 Music, Brutaller Records e nossos parceiros da Misanthropic Records.

Tracklist :
1. Unique and Primordial 03:00
2. Abolish the Reins of Men 05:58
3. Blessed by Wisdom 04:00
4. Unscathed Before the Unknown 03:13
5. Hail the Legions 02:56
6. I Am the Empire 04:35
7. Conquest the Throne of Blasphemy 05:54
8. Among the Faceless 04:42

Line-up:
Israel Horstmann Drums
Aline Iladi Guitars
Ivan Fábio Agliati Vocals, Guitars
Arthur Neto Bass




Agradecimento especial aos nossos parceiros da Misanthropic Records pelo envio do disco.

sábado, 22 de dezembro de 2018

Melhores do Ano 2018 : Confira nossas listas


Enfim o ano está acabando, tivemos vários acontecimentos, lançamentos, e claro, inúmeros shows, portanto, chegou a hora de eleger alguns dos mais importantes discos/bandas de 2018.

Lembrando que, às opiniões são diferentes obviamente, portanto, listas são interessantes para descobrirmos os gostos de cada um, e, respeitamos toda e qualquer opinião divergente.

Nossas escolhas cabem aos 2 redatores
(Vinny Almeida e Anne Angels) :


Confira as escolhas do redator Vinny :

Top 10 Internacional :

10 - Anthem Of The Peaceful Army (Greta Van Fleet) :
Não só porque é uma grande revelação dos últimos 2 anos, mas este disco mostra o quanto a banda manteve seu som, e se saiu um pouco do "estereótipo" de ser uma "cópia" do Led Zeppelin mesmo com várias lembranças ainda, acabaram por dar um toque diferente para mostrarem sua originalidade.

9 - Vicious (Halestorm) :
Um disco que soa pop, mas também soa pesado (talvez o mais pesado da carreira de Lzzy Hale), acessível, transborda canções de fácil assimilação, e claro, manteve uma coesão com a base conhecida.

8 - For the Love of Metal (Dee Snider) :
Para muitos é o disco do ano, mas, como citei acima, escolhas são escolhas... gostei e muito do que Dee Snider fez aqui, mesmo que algumas faixas soem um pouco repetidas, mas, seus vocais chamam muito atenção ainda, trabalho impecável e que poderia estar sim no top 3 facilmente.

7 - Ritual (Soulfly) :
Um grande disco que mostra aquele Max das antigas, rasgando sua voz, guitarras cobrindo muitas pistas nas faixas e claro, uma bateria que engrandece... nota 10 para um dos melhores discos dos últimos anos da carreira do senhor Cavalera.
(Obs : o coloquei na lista internacional pois sabemos o quanto Max se dedica fora do país, sendo um músico de gama mundial há anos e a banda tendo ligação americana).

6 - The Face Of Fear (Artillery) :
Tive o prazer de ter compartilhada a resenha que fiz sobre este disco pela própria banda em sua página, mas, independente disso, ele está nessa lista por conta de sua sonoridade ímpar... um grande disco de Thrash Metal, e ao meu ver, superior ao anterior lançado em 2016.

5 - Gateways (The Vintage Caravan) :
"Esses caras são tão novos mas fazem um som tão velho"... ouvi essa frase em algum lugar, mas é realmente o que acontece hahaha e não há mal algum nisso, pois são também inovadores, trazendo uma base consistente, além de ótima vibe.

4 - Northward (Northward) :
Um dos discos que mais gostei das últimas semanas, é sem dúvidas uma ótima opção para quem quer ver uma Floor Jansen diferente, flertando com o Hard e também o Metal alternativo... ótimo!



3 - Thunderbolt (Saxon) :
Este era um dos esperados desde dezembro de 2017, e claro que iria estar entre os melhores, levando consigo aquela sonoridade que já conhecemos, porém, ainda devendo em relação à alguns anteriores, mas, ainda sim muito bom... É Saxon, headbanger!



2 - Sometimes the World Ain't Enough (The Night Flight Orchestra) :
Este me deu trabalho para resenhar, afinal, o que dizer sobre músicos que tocam Metal extremo e de repente se aventuram pelo lado do progressivo/hard/psicodélico?

O resultado é de se espantar com tamanha qualidade! E não só este mas os outros discos também... nota 10 é pouco!



1 - Firepower (Judas Priest) :
Acho que desde o momento que ouvi este disco pela primeira vez, já imaginava ser o melhor do ano para mim, e mesmo que vários tenham dado um ponto negativo à ele (até mesmo gente de grandes mídias), ainda sim o considero um petardo sonoro com inúmeras qualidades... talvez a produção polida deixe o pessoal de forma negativa, mas, Andy Sneap não faria produções sem consentimento das bandas que trabalha, portanto, o Judas quis fazer o melhor e para mim, conseguiu ser o melhor de 2018.


Menção honrosa :

Ghost (Prequelle) :
Ele certamente está entre os melhores do ano, com sua veia pop, canções de fácil assimilação, singles que realmente funcionam para as rádios, e claro, uma renovação sonora aplicada por Tobias Forge...
Só não está entre os 10 acima por escolha pessoal, mas, merece toda a atenção, sim!


Top 10 Nacional :

10 - Mundo Imundo (Makinária Rock) :
Com mensagens fortes, vocais precisos e musicalidade bacana, a Makinária voltou à cena com este ótimo disco e que mostra uma parte de indignação à nossa política brasileira, e também um lado crítico sem forçar... Ponto positivo e ótimo disco.

9 - Barril de Pólvora (Barril de Pólvora) :
Uma grata surpresa para mim, e que realmente me animou... misturar elementos do blues e country ao metal é algo que realmente deu um toque refinado a este álbum... E feito sob uma intensa qualidade...
Mais que merecido figurar entre os melhores de 2018.

8 - Barbarians In Black (Armored Dawn) :
Uma grande produção, arte, canções mostrando evolução e técnica, além de terem um apelo comercial mais acentuado... Sem dúvidas é um grande disco, e que mostra o quanto esses caras são bons... O lado Heavy aqui está em evidência e isso tornou a audição mais ampla... nota 10!

7 - Maze Of Madness (Sinaya) :
Peso, brutalidade e feeling desde a primeira faixa... elementos de "gente grande", tudo feito com bastante qualidade... Essas meninas ainda vão longe!

6 - Downfall Of Mankind (Nervosa) :
O trio mais "nervoso" do Brasil trouxe em 2018 um disco que renova suas expectativas de som, pois novamente com outra baterista, transcendem suas nuances e trazem um Thrash bem acentuado, mas cheias de pitadas do metal extremo... impecável!

5 - Reason For Violence (Brutallian) :
Grande disco e que merece a atenção do mundo!
Recheado de participações, o Thrash Metal desses caras é superior à muitos nomes pelo mundo, e claro, uma técnica apurada que só os melhores possuem...
Confira e fique impressionado por esse feeling.

4 - The Trick (Attomica) :
Os mestres dos "riffs cavalares" voltaram com um disco técnico, agora em trio, André Rod assume os vocais e mostra que pode fazer a diferença com suas canções novas... cadenciado e cheio de coesão.



3 - Accept the Dead (Funeratus) :
Quando ouvi o novo disco do Krisiun, fiquei impressionado que mantiveram sua essência, mas, preciso confessar, quando ouvi este do Funeratus, não tive dúvidas de que era o disco extremo do ano!
Guitarra, baixo (que precisão ótima), bateria e vocal... Esse disco é para ser reconhecido mundialmente!



2 - A Circus Called Brazil (Mx) :
Grande registro do MX, outro grande nome voltando à gravar e que expôs suas impressões sobre a política, e obviamente, um disco cheio de coisas ótimas, produção, e técnica de quem tem experiência.



1 - Enraged (Sacrificed) :
Não faz muito tempo que os conheci... mas, bastou algumas faixas do seu último disco para crer o quanto eles evoluíram, pois mesmo que o debut tenha sido ótimo, "Enraged" trouxe uma gama maior, uma produção de banda veterana, digna de reconhecimento além do Brasil, e claro, vocais ótimos, instrumental sublime, elementos esses que o transformam em um grande lançamento e que me deixou empolgado... O Melhor para mim!


Top 5 Revelações :

5 - Catarse (Peoria) :
Uma das últimas bandas que descobri em 2018, e, que vou seguir por 2019... ótimo debut, produção muito boa, e certamente merece sua atenção.

4 - Cosmic Rover - E.P. (Cosmic Rover) :
Stoner feito por quem entende do assunto!
O competente Edson Graseffi montou este trio e além de tocar sua bateria, assumiu o microfone... Estou muito ansioso por um álbum completo da banda, mas, este E.P. já mostra que estão em um nível acima.

3 - Abismo/Pørtal (Ministério da Discórdia) :
De fato eu não conhecia a banda, e assim que recebi seu último disco, fiquei impressionado com a veia "Sabbath" que carregam... viciante e técnico, tem um feeling clássico por aqui, e que merece atenção.

2 - Rebuilding the Future (Deep Memories) :
"O Doom Metal do Ano"... Sim!
Douglas Martins é o responsável pela concepção deste clássico recente... Se você é fã do estilo, não ouse em recusar... Tenha em mãos este divino álbum.



1 - Sociexit - E.P. (Inraza) :
É claro que eu iria deixar eles no primeiro lugar!
Os acompanho desde quando nem tinham o primeiro single, e mesmo assim vi uma banda com muito potencial, cheia de influências legais, e principalmente, profissionalismo de pessoas sérias...
Merecidamente a revelação nacional!



Indicações :

É claro que muitas escolhas acabam ficando de fora, afinal, queremos manter alguma coesão de vertentes dentro do Rock/Metal, mas, não poderia deixar de recomendar algumas outras bandas...

Scars : A maior volta do Metal nacional, estes caras pegaram muitos de surpresa com seu ressurgimento, e óbvio, faço uma pequena parte disso por saber desde o início em detalhes...o resultado é um grande single lançado recentemente, "Armaggedon", que trás toda essência e temática sublimes que já são conhecidos da banda... Fique de olho nesses monstros!

Krisiun : Como citei acima, é um grande álbum, eles conseguem manter o nível elevado sempre, portanto, não deixe de ouvir "Scourge Of the Enthroned".

Facing Fear : Uma descoberta de alguns meses atrás e que realmente gostei... O ótimo E.P. "Lutaremos pelo Metal" demonstra uma banda com gana de tocar e produzir, inspirada nos anos 80, e logo, será lançado o debut "Ana Jansen", portanto, não perca.

As Dramatic Homage : Se você gosta de produções impecáveis, além de instrumentais no melhor do Doom Metal, não deixe de conferir o single "Consternation", uma canção que serve de influência para qualquer banda que queira praticar o estilo.

Chaosfear : Uma grata volta à cena nacional, os músicos já anunciaram um novo disco, "Global Atrocity", além de um single divulgado recentemente que demonstra ótimo feeling... confira sem medo!

Vox Ígnea : Uma das bandas mais legais que conheci este ano, e que certamente irá agradar com o novo single "Agora é a Minha Vez"... confira e vicie.

Affront : Tive o prazer de ouvir o novo disco desses caras que ainda será lançado, e posso garantir que o Metal nacional está bem representado... ouça as faixas que eles irão soltando até o lançamento oficial.

Shadows Legacy : Metal com nuances modernas, acessível, facilmente caindo no gosto... confira o ótimo disco "Lost Humanity" e fique ligado neles.

Faces Of Death : Outra banda que lançou um ótimo disco em 2018, e se não ficou na lista acima acentuado entre os 10, não o faz demérito algum pois se trata de um lançamento ímpar... confira e aprecie "From Hell", com ótima produção e arte.

Blanchez : Uma das últimas que divulguei mas que me impressionou... vocais de nível internacional, além de sonoridade que mistura o lado clássico e o moderno... confira os singles já lançados e "viage".

Mordeth : Um grande registro brutal foi feito por esses caras neste ano, "The Unknown Knows" merece sua audição... ainda vem com faixas bônus do E.P. "Robotic Dreams" de 2009... Não deixe de adquirir.

Sun Diamond : Acessíveis, possuem uma ótima influência em suas faixas, sendo o debut um registro para se ouvir num todo, sem pausas... ótimo!

Warleggion : Peso, técnica, letras bacanas... fique de olho nesses caras que estão aí para algo muito sério!
Confira o E.P. auto - intitulado e tire suas conclusões.

Alluria : Tendo descoberto esses caras nesta semana, trazem o seu primeiro single, "Circle of Life", cheio de ótimas influências, com peso e técnica na medida...
Merecem a sua atenção sem dúvida alguma.

Amorfo : Com seu ótimo disco "Prazo Vencido", são uma das ótimas bandas do underground nacional..
Procure acompanhar esses caras e se divirta.



Abaixo, você pode conferir as escolhas da redatora Anne Angels :


1.Sirenia (Arcane Astral Aeon)
2.Judas Priest (Firepower)
3.Saxon (Thunderbolt)
4.Therion (Beloved Antichrist)
5.Three Days Grace (Outsider)
6.Kamelot (The Shadow Theory)
7.Dimmu Borgir (Eonian)
8.Mayan (Dhyana)
9.Northward (Northward)
10.Amaranthe (Helix)


Algumas das nossas escolhas envolvem bandas que tem materiais distribuídos ou assessorados por alguns dos nossos parceiros... São eles :

Metal Media :

Shinigami Records :

Misanthropic Records :

Roadie Metal :

Heavy Metal Rock :

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Absent : Towards The Void - Review


Natural de Brasília (DF), o grupo se funde ao melhor do Death, Doom e o Atmosférico, tendo um clima denso, cadenciado, técnico, e nuances cruas.
Com canções longas (sendo a primeira faixa, a menor, tendo pouco mais de 8 minutos), demonstram um comprometimento bacana, digno de grandes bandas do estilo praticado.

Para falar a verdade, as 4 faixas encontradas neste E.P. refletem bastante juntas a melhor atmosfera possível dentro do contexto apresentado, sendo assim, obrigatória sua audição por completa.

Se você conhece o estilo, embarque nessa viagem e se sinta preso a nuances realmente pesadas...
Mas se você não é familiarizado, não tem problema, aqui está uma boa amostra de um ótimo trabalho.

Sua produção deixa o ouvinte realmente vidrado!

Não perca nenhuma faixa e se sinta um viajante neste mundo sorumbático.


O E.P. está sendo distribuído pelos nossos parceiros da Misanthropic Records (seguido dos selos Resistência Underground, The Metal Vox (também parceiros) e Left Hand Records), ambos unindo forças para este lançamento.

Tracklist :
1. Ophidian Womb 08:34
2. Semen Prayer 10:12
3. Funeral Sun 10:21
4. Urine 11:32

Line-up:
Maurício Caio - Drums
Luan Lima - Guitars
Thiago Satyr - Vocals, Bass

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Preceptor : Dogmatismo - Review


Quanto mais se da ênfase ao nosso cenário de bandas, mais o nosso conhecimento se enriquecem com petardos sonoros de respeito.

Oriundos de Belo Horizonte (Minas Gerais), começaram em 2004 com uma proposta em unir o Death Metal de essência noventista, ao Metal extremo que se funde à grandes nomes... Isto é, de forma técnica e, recheado de feeling.

"Dogmatismo" tem uma linha clássica, e um fato que logo chama atenção é sobre o idioma, no nosso bom e velho português... sendo assim, a faixa "A Peste" abre de forma sublime, extrema, rápida, pesada, demonstra uma grande produção e técnica, assim como na faixa "Corporações Criminosas" que mantém o nível alto, com certa cadência, mas que soa agradável.

"Maldição", "Universo de Máscaras" e "Preceptor" são outros petardos rápidos, feitos por quem consegue imprimir a força do Death Mundial, executando da melhor forma possível o que de melhor se tem no Brasil no lado extremo.

Novamente ressalto a ótima produção (que teve como espaço de gravação o "Estúdio Riff" em Belo Horizonte, a mixagem na Alemanha por Dennis Israel (Clintworks Audio Prod.), dando todo um requinte para o registro num todo.

A bela arte de capa é assinada por Daniel Tavares (tendo o layout pelo baterista Morone Hifer junto ao guitarrista Sérgio W. Vilhena).

"Poseidon", "Dogmatismo" e Desespero" são outras recomendadas, e ainda ao seu fim, fecham com "Depression Field", canção em inglês que deu muito certo na proposta adquirida aqui.


Sua total audição é obrigatória a você headbanger!

Line-up :
Morone Hifer : Drums, Backing Vocals
Grilão : Guitars
Sérgio W. Vilhena : Guitars
Dú : Vocals
Freddy Stefani : Bass

Tracklist :
1 - A Peste
2 - Corporações Criminosas
3 - Maldição
4 - Universo de Máscaras
5 - Preceptor
6 - 2810
7 - Poseidon
8 - Dogmatismo
9 - Alienação Corrupção
10 - Desespero
11 - Depression Field

O disco é distribuído pelos nossos parceiros da Misanthropic Records que gentilmente nos cedeu uma cópia do mesmo (além dos selos Songs for Satan, Jazigo Distro e Philosofic Arts).

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