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sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Lyria divulga agenda de lives que inclui banda italiana

Nota :

Ficar em casa quando possível, é uma responsabilidade para com a própria saúde e de outras pessoas. É a partir desta ideia que o Lyria está participando de diversas lives durante este período. Nos dias 24/08 (segunda-feira) e 27/08 (quinta-feira), a banda de metal sinfônico brasileira será representada por Aline Happ (voz) em duas lives diferentes: a primeira falando sobre carreira e marketing musical, no canal no YouTube do Elas na Música; e a segunda será em inglês, também no YouTube, com a banda italiana Ravenscry.

O programa Elas na Música é apresentado por Cris Rizo, Andrea Dorea e Jaqueline Sangalo. Nesta edição elas conversam com Aline Happ e Liliane Ferrari sobre Marketing Digital. Aline Happ é vocalista do Lyria e responsável pela estratégia de marketing nas redes sociais da banda. O sucesso na administração é tanto que a banda já alcança públicos de outros países. Já Liliane Ferrari é consultora de Mídias Sociais de grandes marcas e atualmente é professora do MBA em Marketing Digital da USP.

Um dos destaques do metal italiano, a Ravenscry conta com quatro álbuns lançados "One Way Out" (2011), "The Attraction of Opposites",  "The Invisible" (2017) e o mais recente, "100". Com mais de 10 anos de banda, eles agora fazem a ponte entre Milão e Rio de Janeiro com a entrevista com Aline Happ, vocalista e principal compositora do Lyria. A conversa descontraída gira entorno da carreira da banda brasileira, abordando destaques e curiosidades.

Um dos grandes nomes do metal nacional, o Lyria é formado por Rod Wolf (guitarra), Thiago Zig (baixo) e Thiago Mateu (bateria), além de Aline. Criada em 2012 a banda tornou-se conhecida no Brasil e em países da Europa, América do Norte e América Latina já no disco de estreia, “Catharsis” (2014), lançado via financiamento coletivo. Atualmente a banda segue lançando materiais extras e inéditos em seu canal oficial no YouTube, além de participar de festivais online durante a quarentena.


Serviço

Elas na Música

Quando: 24/08/2020 (segunda-feira), às 20h

Onde: https://www.youtube.com/channel/UC6vOArmwYGu3S4CcwOnX-ig


Entrevista com Ravenscry (inglês)

Quando: 27/08/2020 (quinta-feira), às 17h30 

Onde: https://www.youtube.com/channel/UCo0dFknrB9cPd84EP28R5-A

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Rock Vibrations Entrevista : Ravenscry


Em meio a pandemia que estamos vivendo nos últimos meses temos visto inúmeras mudanças em vários setores, sejam aqui no Brasil ou pelo mundo, todos estão tomando os devidos cuidados para que estejam a salvo e com a saúde plena.

Uma das bandas mais legais que pude conhecer da Itália é o Ravenscry, inclusive, há alguns meses conversamos com eles sobre sua carreira (à época não tinham planos de lançar um novo álbum rapidamente), então; porque não falarmos novamente com os músicos para sabermos como estão?

Recentemente eles lançaram o seu mais novo álbum, "100" e várias dúvidas me surgiram... então, confira abaixo a nossa conversa :
(English Version Below)

1 - Antes de começar, quero saber como estão as coisas no meio da pandemia ... A Itália foi um dos primeiros países a passar por enormes problemas e inúmeras mortes, infelizmente ... a banda passou por muitas mudanças nos últimos meses?
Obrigado pela pergunta. Decidimos não ficar parados com a situação e lançar nosso novo álbum “100” de qualquer maneira, porque acreditamos que a música pode ajudar e motivar as pessoas, e nada pode mudar isso. A música é nossa paixão e nosso trabalho. Adoramos fazer música, e tudo o que é feito com o coração é um presente. Então, por que parar com isso?


2 - Desde a última vez que nos falamos, várias coisas aconteceram e você lançou o ótimo álbum "100". Quais são os principais pontos de mudança se compararmos esse registro atual com o anterior?
Primeiro, temos um novo membro da banda, Federico Schiavoni na guitarra, que se juntou à banda em 2018 como substituto de Paul na atividade ao vivo.
Ele nos deu uma grande contribuição para a composição, porque ele tem um fundo musical diferente do nosso, com muitas idéias "novas".

De qualquer forma, Paul ainda está na banda como compositor, então não perdemos nosso som principal. Falando no disco, “The Invisible” era um álbum conceitual, então todo o processo de composição era bem diferente: estávamos focados em contar uma história e expressar na música os sentimentos dos personagens contidos nela.

Em '100', tomamos uma direção mais "direta", tentando compor músicas muito melódicas sem perder a coragem e a alma "pesada".

Ao mesmo tempo, escrevemos letras sobre assuntos sociais e psicológicos extraídos de nossa vida cotidiana.


3 - Em "100", notei que muitas músicas soam radiofônicas e acessíveis, quase em tom pop.
Houve uma idéia para mudar a direção ou tudo aconteceu naturalmente? Algumas músicas são demais e são facilmente cantadas.
Tudo aconteceu naturalmente, nós não decidimos isso antes. Quando começamos a ouvir as idéias de cada um e a trabalhar nas músicas, percebemos que todos nos aproximamos espontaneamente dessa direção. Então nós apenas seguimos esse caminho e gostamos do modo como todas as músicas se conectam ao som da próxima.

Foi assim que todo o álbum nasceu como um todo, mas, por outro lado, todas as músicas podem ser apreciadas separadamente.


4 - Conte-nos sobre a arte do álbum ... ela tem muitas conexões com as músicas ou existe um conceito próprio? Aproveitando o assunto, em nossa última conversa, foi dito que em "The Invisible" vocês tinham que estudar muito para que as músicas fossem feitas da maneira que conhecemos ... e atualmente? Quais são as principais idéias incluídas nessas músicas? Vocês reduziram o comprimento e o número de faixas, e sinceramente vejo que acertaram ... "Binary", "The Door Inside" e principalmente "Destiny: Nowhere" são os meus favoritos.
Optamos por trabalhar com Mario Sanchez novamente, porque ele fez um trabalho tão incrível em "The Invisible" que não esperávamos nada menos para este. Estamos muito felizes com o resultado.

Como na época anterior, demos a Mario total liberdade e confiança para obter sua inspiração pessoal da música para criar a obra de arte.
Tínhamos certeza de que Mario é capaz de entender a música e captar as mensagens nela. Ele realmente fez isso.

As principais idéias por trás de nossas músicas são todas sobre as lutas internas do ser humano. Mario capturou todos os sentimentos de contraste que tentamos explicar com música e letra.

De qualquer forma, estamos felizes por você gostar dessas músicas, obrigado!


5 - Os fãs podem esperar muito conteúdo visual ainda em meio às divulgações do novo álbum?hoje em dia vídeos de letras, por exemplo, conquistaram o mercado fonográfico.
Sim, hoje em dia você pode fazer praticamente tudo em termos de material visual, e isso é ótimo para os artistas. Achamos que os vídeos das letras são uma boa maneira de transmitir a mensagem de uma música, e fizemos quatro deles para os singles de "100".

Recebemos bons feedbacks sobre essas músicas e pareceu-nos que música, palavras e gráficos podem funcionar muito bem juntos: eles ajudam os ouvintes a entender e sentir a música de uma maneira mais próxima da idéia da banda.


6 - Sem dúvida, as vendas se complicaram em alguns setores hoje; mas notei uma grande demanda por materiais específicos, e a música vem ganhando cada vez mais espaço em várias casas ao redor do mundo.
Vocês estão se adaptando bem para divulgar o material? Estão recebendo o suporte esperado após o lançamento de "100"?
Estamos muito felizes com o apoio que estamos recebendo por "100". Não esperávamos nada específico, apenas tentamos fazer o nosso melhor, como sempre, e estamos contentes que as pessoas gostem do que fazemos e como o fazemos.

Obviamente, estamos tentando seguir as necessidades das pessoas e deixar tudo sobre o Ravenscry disponível em todos os lugares e plataformas que pudermos.


7 - Uma das coisas mais legais sobre este novo álbum é a abordagem vocal ... é suave e cativante.
Citando "Destination: Nowhere" novamente, tornou-se minha faixa favorita e, coincidentemente, uma das minhas editoras (Anne Angels, que também é vocalista) achou a música incrível.
Você criou algum parâmetro para os vocais serem destacados dessa maneira?
Sou músico há muito tempo e sei que podemos direcionar certas faixas durante a produção, mas aqui vejo algo natural e que "conversa" muito bem com o instrumental, não sei muito bem como foi feito, mas é muito limpo, ótimo.
Antes de tudo, obrigado pelas amáveis ​​palavras. Achamos que Giulia está melhorando em todas as sessões e, é claro, ela fez a maior parte do trabalho, quer dizer, sua voz é boa como é, mas ela trabalha duro para usá-la da melhor maneira possível.

No entanto, queríamos que tudo parecesse muito natural e suave; portanto, durante as gravações, nos concentramos em perseguir esse objetivo em cada tomada: sobre isso, provavelmente recebemos muita ajuda dos anos de experiência atrás da carreira de Fagio como produtor.

Também gravamos no “TimeTrack Studios”, que é um ótimo lugar para se trabalhar dessa maneira, e recebemos muitas boas sugestões de Roberto Laghi: ele é o nosso cara do mix desde “The Attraction of Opposites” e é um dos melhores profissionais do mundo ... ele fez um trabalho incrível também desta vez.


8 - Um assunto que, sem dúvida, é discutido por muitos músicos é o Streaming ... Acredito que vocês façam uso de plataformas digitais por causa da facilidade, mas vocês gostam de comprar materiais? Recentemente, tive contato com alguns álbuns em digipack, versões slipcase (incluindo um Mediabook do HammerFall muito bonito, um formato que você não costuma ver aqui no Brasil) e me deparei com pessoas me perguntando: você gosta? digital não é melhor? ... Eu faço uma coleção de DVDs de Rock / Metal (tenho um pouco mais de 700) e até encontrar novos dispositivos que funcionam com essas mídias é complicado.
Será que a tendência é o fim do material físico? 
No seu país, também é complicado adquirir essas coisas? 
Achamos que não. Quero dizer, é claro, o streaming é o presente e o futuro da música e, como banda, você quer se adaptar à tendência, mas achamos que as pessoas sempre amarão material físico.

Ainda existem muitos fãs e colecionadores no mundo que querem ter a experiência completa de segurar nas mãos o digipack e o livreto de um álbum: é mais gratificante e também é uma maneira de se sentir mais perto da banda.

Talvez a música no material físico diminua, mas provavelmente não vai morrer completamente.


9 - Para finalizar, gostaria de saber o que vocês ouviram que serviu de inspiração para o trabalho atual ... Se desejam recomendar nomes de sua cena ou até bandas que fazem parte de suas listas de reprodução; fiquem à vontade.
O fato engraçado é que muitas vezes ouvimos música muito longe do metal e do que tocamos!
Você realmente quer os nomes? Aqui estão elas: Billie Eilish, The Weekend, Dua Lipa, Drake, Daft Punk, Flume, Vulfpek, Ludovico Einaudi, The Cinematic Orchestra, Black Pumas, Andy Timmons, etc.

Esses tipos de audições foram úteis para compor uma interessante combinação de gêneros e talvez também melodias ou partes instrumentais mais fascinantes.
No entanto, ainda temos muitas bandas de rock e metal em nosso fundo, tanto clássicas quanto novas: Tesseract, Gojira, Faith No More, Korn, Haken, Protest The Hero, Soilwork, In Flames, Jinjer, Stone Sour, etc. nossa cena ... bem, acho que a cena italiana tem muitas grandes bandas que estão esperando para serem descobertas, principalmente falando de vozes femininas.

Por exemplo, você pode conferir nossa lista de músicas do baterista Simon, "Italian Female Metal Voices", você pode descobrir algo bastante interessante nela. ;)


10 - Muito obrigado pela oportunidade e atenção, sempre podem contar conosco ... gostariam de deixar uma mensagem final?
Obrigado pela oportunidade! Queremos apenas agradecer a todas as pessoas que estão nos apoiando e nos seguindo, recomendamos permanecer seguro e confiar na música; pode ser um grande amigo ao seu lado!




English Below :


In the midst of the pandemic that we are experiencing in the last few months, we have seen countless changes in various sectors, whether here in Brazil or around the world, everyone is taking the proper care so that they are safe and in full health.


One of the coolest bands I was able to meet in Italy is Ravenscry, including, a few months ago we talked to them about their career (at the time they had no plans to release a new album quickly), so; why not talk to the musicians again to find out how?


Recently they released their newest album, "100" and several questions came to me ... So, check out our conversation below:

1 - Before we start, I want to know how things are in the middle of the pandemic ... Italy was one of the first countries to go through huge problems and countless deaths, unfortunately ... the band has gone through many changes in the last few months?  Thanks for the question. We decided not to be stopped by the situation and to release our new album “100” anyway, because we believe music can help and motivate people, and nothing can change that. Music is our passion and our job.

We love making music, and everything done with the heart is a gift. So, why stop this?


2 - Since the last time we spoke, several things have happened and you have released the great album "100". What are the main points of change if we compare this current record with the previous one?
First of all, we have a new band member, Federico Schiavoni at the guitar, who joined the band in 2018 as a substitute for Paul in the live activity. He gave us a big contribution to the songwriting, because he has a different musical background from our, with a lot of “fresh” ideas. Anyway, Paul is still in the band as a composer, so we didn’t lose our main sound.

Speaking of the record, “The Invisible” was a concept album, so the entire process of composition was quite different: we were focused on telling a story and express in music the feelings of the characters within it. In ‘100’ we took a more “straight – forward” direction, trying to compose very melodic songs without losing our grit and our “heavy” soul.

At the same time, we wrote lyrics about social and psychological matters excerpt from our everyday life.


3 - In "100" I noticed that many songs sound radio and accessible, almost in a Pop tone.
Was there an idea to change the direction or did it all happen naturally?

Some songs are too much and are easily sung.  It all happened naturally, we didn’t decide it before.
When we started listening to each one’s ideas and working on the songs we realized that we all got spontaneously in this direction. So we just followed this path and we liked the way every song connected to the sound of the next one.

That’s how the entire album was born as a whole work, but on the other hand, every song can be appreciated separately. 


4 - Tell us about the album art ... does it have many connections with the songs or is there a concept of its own? Taking advantage of the subject, in our last conversation, it was said that in "The Invisible" they had to study hard for the songs to be made in the way we know ... and currently? what are the main ideas that are included in these songs? even, they reduced the length and number of tracks, and I sincerely see that they got it right ... "Binary", "The Door Inside" and mainly "Destination: Nowhere" are my favorites. 
We chose to work with Mario Sanchez again because he did such an amazing job for “The Invisible” that we expected nothing less for this one. We are very happy with the result. Like the previous time, we gave Mario full freedom and trust to get his personal inspiration from the music in order to create the artwork.

We were sure that Mario is able to understand the music and catch the messages in it. He actually did it. The main ideas behind our songs are all about the inner struggles of the human being. Mario captured all the feelings of contrast that we tried to explain with music and lyrics. Anyway, we are glad you like those songs, thank you!


5 - Fans can expect a lot of visual yet amid the disclosures of the new album - nowadays lyric videos, for example, have won the phonographic market. 
Yes, nowadays you can do pretty much everything in terms of visual material, and this is a great thing for artists. We think lyric videos are a good way to convey the message of a song, and we did four of them for the singles of "100".

We received good feedbacks about these songs and it seemed to us that music, words, and graphics can work very well together: they help listeners to understand and feel the song in a closer way to the band idea about it.


6 - Without a doubt, sales have become complicated in some sectors today; but I have noticed a great demand for specific materials, and music has been gaining more and more space in various houses around the world.
Are you adapting well to disseminate the material? Are you receiving the support expected after the release of "100"?
 
We are very happy with the support we are receiving for “100”. We didn’t expect anything specific, we just tried to do our best as always, and we are glad that people like what we do and how we do it.

Of course, we are trying to follow people’s needs and to let everything about Ravenscry available in all the places and platforms we can.


7 - One of the coolest things about this new album is the vocal approach ...it is smooth and captivating. Quoting "Destination: Nowhere" again, it became my favorite track and coincidentally, one of my editors (Anne Angels, who is also a vocalist) found the song incredible.
Did you create any parameters for the vocals to be highlighted in this way?
I've been a musician for a long time and I know that we can direct certain tracks during production, but here I see something natural and that "talks" very well with the instrumental, I don't really know how it was done but it is very clean, great.

First of all, thank you for the kind words.
We think that Giulia is getting better on every session, and of course, she did most of the job, I mean, her voice is good as it is, but she works hard to use it in the best way possible.

However, we wanted that everything sounded very natural and smooth, so during the recordings, we focused to pursue this goal in every single take: about this, we probably got a lot of help from the years of experience behind Fagio’s career as a producer.

We also recorded at the “TimeTrack Studios”, which is a very good place to work in this way, and we got many good suggestions from Roberto Laghi: he is our mix guy since “The Attraction of Opposites” and is one of the best professionals in the world... he did an amazing job also this time.


8 - A subject that is undoubtedly discussed by many musicians is Streaming ... I believe that you make use of digital platforms because of the ease, but do you like purchasing materials? I recently had contact with some albums in digipack, slipcase versions (including a Mediabook from HammerFall very beautiful, a format that you don't see often here in Brazil) and I came across people asking me: do you like it? isn't digital better? ... I make a collection of Rock / Metal DVDs (I have a little more 700) and even finding new devices that work with these media is complicated.
Could it be that the trend is the end of physical material? In your country is it also complicated to acquire such things?
 
We don’t think so. I mean, of course, streaming is the present and the future of music and as a band, you want to adapt to the trend, but we think people will always love physical material.

There are still a lot of fans and collectors in the world that want to get the complete experience of holding in their hands the digipack and the booklet of an album: it’s more fulfilling and it’s also a way to feel closer to the band.

Maybe music in physical material will diminish, but probably it won’t die completely.


9 - To finish, I would like to know what you have heard that served as inspiration for the current work ... If you want to recommend names of your scene, or even bands that are part of your playlists; feel free.
The fun fact is that we often listen to music very far from metal and from what we play! Do you really want the names? Here they are: Billie Eilish, The Weekend, Dua Lipa, Drake, Daft Punk, Flume, Vulfpek, Ludovico Einaudi, The Cinematic Orchestra, Black Pumas, Andy Timmons, etc.

These kinds of listenings were useful to compose an interesting combination of genres and maybe also more fascinating melodies or instrumental parts. However, we still have loads of rock and metal bands in our background, both classics and new stuff: Tesseract, Gojira, Faith No More, Korn, Haken, Protest The Hero, Soilwork, In Flames, Jinjer, Stone Sour, etc.  About our scene…well, I think the Italian scene has many great bands that are waiting to be discovered, especially speaking of female voices.

For example, you can check our drummer Simon playlist, “Italian Female Metal Voices”: you may discover something quite interesting in it. ;)


10 - Thank you very much for the opportunity and attention, you can always count on us ... would you like to leave a final message?
Thanks to you for the opportunity! We just want to thank all the people who are supporting and following us, we recommend to stay safe and to have trust in music, it could be a great friend on your side!


Spotify Here

terça-feira, 7 de julho de 2020

Ravenscry : 100 - Review


Há mais ou menos 3 anos tive o primeiro contato com a música desses italianos e logo me chamou atenção a forma de compor dos envolvidos com suas influências vindas do Prog. Metal em meio ao lado acessível e também técnico, interagindo com vários públicos e dando dinâmica suficiente para que você possa compreender rapidamente suas idéias.

Em "The Invisible" (2017) vimos uma banda mais densa, sem deixar a técnica e o feeling Prog. que citei anteriormente... já em "100", o lado Pop/Gothic também foi evidenciado, sendo assim algo muito mais acessível e radiofônico.

Faixas como "Maybe" e "Binary" dão facilmente uma gama de opções para o ouvinte gostar rapidamente de tais melodias abordadas, mas sem dúvida alguma mantém o seu legado como uma banda de Metal (só que de uma forma diferente, atual e convincente).

Para aqueles que gostam de peso e técnica a faixa "The Gamer" poderá saciar um pouco, mas devo acrescentar que como o álbum busca uma proposta diferente da já citada, as canções cadenciadas se sobressaem (por exemplo, ouça "The Door Inside" e perceba como os vocais precisos invadem a sua mente rapidamente e logo cria ótimas sensações).


Outras faixas que destaco também são "Destination: Nowhere" com sua ótima dinâmica e "Leader" com o apelo radiofônico muito bem vindo... mas sendo bem sincero, você leitor deve ouvir este registro por completo!


No geral, trata-se de um álbum muito criativo, talvez a forma como o seu antecessor tenha chegado fosse um dos pontos para reduzirem o set neste registro atual (41 minutos divididos em 11 faixas, bem menos que 1 hora e alguns minutos divididos em 19 faixas anteriormente)., mas claro, todo músico cria e expressa o momento atual, então, tudo pode ser uma questão de vivência e influências... o que vale é a sensação de que o dever foi cumprido, e aqui está completo.


Ouça via Spotify aqui


Em 2019 promovemos uma entrevista com a banda e você pode conferir aqui

Confira também o nosso review para "The Invisible" aqui


Link :
https://www.facebook.com/RavenscryBand/

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Rock Vibrations Entrevista : Ravenscry


Fico muito feliz que cada vez mais as bandas internacionais tenham receptividade, e por esse motivo, estamos novamente promovendo uma entrevista... Agora com a banda Ravenscry, diretamente de Milão (Itália), que faz um som muito consistente, pesado, e vocais com certa personalidade.


Confira abaixo a nossa conversa sobre o momento atual da banda :


1 - Para iniciarmos, por favor, falem um pouco sobre o início da banda...
R:
Paul, Simon e Fagio formaram a Ravenscry em 2008, e então Mauro e Giulia se juntaram quase imediatamente. Queríamos criar algo único com sua voz e nossos instrumentos tocando partes pesadas.


2 - O último álbum lançado, "The Invisible", possui muita consistência... ao que se deve essa qualidade?devo ressaltar que é excelente.
R:
Muito obrigado!
O processo de fazer um álbum conceitual é muito diferente de fazer um álbum "padrão".

Você tem que fazer muito trabalho além da música.
Fizemos muitos estudos para criar uma história interessante e divertida.

Quando você trabalha em um álbum conceitual, você quer que todos os aspectos sejam perfeitos, incluindo a história, a qualidade das músicas e a produção.
Estamos muito orgulhosos do resultado.


3 - Qual a temática que gira em torno dessas canções? A arte de capa é linda, por sinal...
R:
Sim, nós amamos a obra de arte! Mario S. Nevado (aka Aègis) fez um trabalho incrível.

"O Invisível" é a história de uma jornada, tanto física quanto interna. Coral, a personagem principal, é uma jovem bibliotecária assistente de um orfanato.

Livros e física são suas maiores paixões, e graças a um livro, ela decide começar sua jornada: em uma capa de livro, ela vê uma foto que mostra um lugar, que lembra sua infância, e de repente ela sente a necessidade de alcançar este lugar e esperamos conhecer suas origens.

Cada faixa do álbum é um capítulo da jornada de trem da garota que, como em qualquer outra história de amadurecimento, é muito arriscada e difícil, mas também é uma ótima oportunidade para encontrar independência e identidade pessoal, com uma verdade surpreendente sobre ela que sai no final ...


4 - Acho muito importante que as canções façam transições naturais entre si e vocês conseguem isso... com quase 2 anos desde o lançamento de "The Invisible", conseguem enxergar aquela produção da mesma forma que anteriormente?acham que ele passou no teste do tempo?
R:
Absolutamente. Ainda estamos orgulhosos do resultado.

Nós aprendemos muito trabalhando com Roberto Laghi e com as experiências dos outros álbuns, e achamos que esta é a melhor produção que pudermos fazer.


5 - Com tanta qualidade, vocês "alçaram vôos mais altos" em 2018, certo?Como foi poder fazer tours no último ano com ótima repercussão?
R:
Acreditamos que fizemos um bom trabalho com "The Invisible" e queríamos trazer as novas músicas em turnê.

Aproveitamos as oportunidades que tivemos da melhor maneira que pudemos, e estamos muito felizes e orgulhosos do que fizemos esse ano, especialmente em turnês com uma banda tão boa como o Angra.


6 - Já que estamos falando em shows, gostariam de em algum momento tocar aqui no Brasil ou na América do Sul?Tenho alguns amigos que adoram vocês, inclusive alguns músicos...
R:
Sim absolutamente. Gostaríamos muito de tocar no Brasil porque, como você disse, temos muitos fãs por aí e porque gostaríamos de sair em turnê pela América do Sul, talvez novamente com o Angra.
Nós nos juntamos a eles durante a "Omni World Tour" em Abril de 2018, pessoas incríveis e grandes músicos!


7 - A cena musical italiana é favorável ao estilo que praticam ou acreditam ter mais fãs fora de sua área?
R:
Infelizmente, temos que ser honestos: a cena musical italiana não é muito favorável agora.
Nós temos mais fãs fora da Itália.
Os dados nos dizem que estamos indo muito bem na América do Sul, falando de mídia digital.


8 - O que podemos esperar do novo álbum de vocês?
R:
Nós não podemos dizer muito sobre o nosso novo álbum por agora, mas você pode esperar riffs de guitarra poderosos, melodias cativantes e tudo que caracterizou a Ravenscry até agora.
Você não vai se decepcionar.


9 - Podemos esperar algum novo vídeo da banda em breve?
R:
Sim, porque não?
Nós achamos que nossas novas músicas se prestam muito bem para isso e não podemos esperar para filmar um novo vídeo!


10 - Vamos finalizando... gostariam de deixar algum recado?
R:
Olá, fãs brasileiros e sul-americanos da Ravenscry!
Esperamos tocar o mais rápido possível em seu país e ver todos vocês em nossos shows ao vivo.



Quero deixar o meu agradecimento à banda pela oportunidade cedida, muito obrigado pela receptividade.
Podem contar conosco sempre!

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Ravenscry : The Invisible - Review


Em seu terceiro álbum na carreira, a banda natural de Milão, Itália, constrói suas bases no melhor do metal gótico, imprimindo peso, certa técnica, além de vocais fortes, por vezes cadenciados.

Para quem não conhece, a banda Ravenscry iniciou suas atividades em 2008 com membros vindos de Milão e Roma, e desde então, passa por sua discografia ótimas canções com temas muito legais, e claro, muitos atrativos.

Em "The Invisible" (lançado em 2017), demonstram uma ótima maturidade, que logo em seu início podemos perceber por conta de sua complexidade em duas intros (sim, e fizeram muito bem)...
"The Entanglement" e "Whispered Intro", mostrando todo o feeling e técnica, até chegarmos nos primeiros acordes de "Hypermnesia", deixando o lado soturno para algo mais pesado... dinâmica excelente.

As interpretações vocais são impecáveis, assim como o instrumental (aliando por vezes alguns teclados), algo que realmente consegue unir bem com o mundo do Gothic Metal.

Alguns interlúdios legais, passagens interessantes, muita coisa está inserida neste álbum, e diga-se, um álbum com grande apelo comercial (mas muito bem executado, não soando forçado)...
Diria que todo fã de bandas como Evanescence, Epica, Within Temptation e Sirenia certamente ficará vidrado, ainda mais com incríveis 19 faixas.

É um álbum completo, e que merece sua total atenção, portanto, não deixe de conferir, faixas como "Coral (As Seen By Others)", "The Mission" e muitas outras como "The Deepest Lake", "(The Grandmother Talks About Coral Part 1)" e "More Than Anything" farão sua mente ficar vidrada, sem contar o ótimo single "Oscillation" que ganhou até videoclipe.

A Europa é um celeiro de ótimas bandas para o estilo praticado, não perca a chance de conhecer mais uma.


Line-up :
Giulia Stefani - Vocals
Federico Schiavoni - Guitars
Mauro Paganelli - Guitars
Andrea "Fagio" Fagiuoli - Bass
Simone "Simon" Carminati - Drums

Ouça via Spotify o álbum "The Invisible" :

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