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segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Rock Vibrations Podcast: confira nossa primeira entrevista pela plataforma de áudio com Edson Graseffi

Recentemente divulgamos nossa primeira entrevista através do formato da plataforma do nosso Podcast e para iniciarmos muito bem, o bate papo foi com o exímio músico Edson Graseffi, baterista consagrado em nosso cenário Metal do Brasil e que também está se enveredando muito bem pelos lados vocais.

Dentre os assuntos, falamos sobre suas duas bandas atuais, Cosmic Rover e o mais recente projeto intitulado Motor Hammer, além de sua carreira, curiosidades, dentre outras coisas.

Ficou curioso para acompanhar?siga abaixo o link da sua plataforma preferida e ouça a Entrevista:

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Obs: temos dois perfis do nosso Podcast referentes aos mesmos episódios (pois gravamos em duas plataformas e ambas dão opções interessantes de compartilhamento), por isso, aqui vai uma dica importante:

Se você deseja acompanhar nossos episódios de forma completa, acesse o perfil chamado:
R.V.P. (Rock Vibrations Podcast)

Caso deseje ouvir o nosso Podcast por partes (como a Entrevista citada acima, por você estar com falta de tempo, correria do dia a dia, etc) acesse o segundo perfil chamado:
Rock Vibrations Official Podcast


E se por acaso algum episódio de nosso segundo perfil estiver demorando para sair uma nova parte referente a alguma continuação de Entrevista ou mesmo episódio normal, não se preocupe, as plataformas são responsáveis por tal demanda, então, não temos controle do compartilhamento, alguns são liberados rapidamente (em algumas horas), já outros em no máximo 24 horas após o upload, portanto, fique de olho nos dois perfis.


Além da Entrevista, já temos alguns outros episódios por lá, não deixe de conferir e claro, se gostar, compartilhe.

terça-feira, 11 de junho de 2019

Rock Vibrations Entrevista : Cosmic Rover


Poder entrevistar músicos de grandes projetos sempre me anima, e este caso é um deles sem dúvida, afinal, essa é a terceira vez que Edson Graseffi me cede uma exclusiva e fala sobre o seu trio intitulado "Cosmic Rover", dono de um ótimo Stoner que recentemente lançou via selo Abraxas o seu debut, "Spitting Fire".

Aliás, não só Edson nos concedeu algumas respostas mas também o guitarrista Rick Rocha e o baixista Rodrigo Felix.

Confira abaixo o nosso bate papo sobre o novo disco, curiosidades e outras coisas mais :


1 - Na última vez que nos falamos, o E.P. (homônimo) estava sendo divulgado... Agora com o recém lançamento do debut "Spitting Fire", pude comprovar a qualidade que era prevista... as novas canções apresentadas nele ficaram prontas um pouco depois do E.P. ou já tinham uma idéia fixa de como elas seriam?
Edson Graseffi: Obrigado mas uma vez pela oportunidade da entrevista, isto esta sendo incrível, porque podemos falar sobre o novo disco,
Quanto a pergunta , quando acabamos o EP, já estávamos compondo material novo, nós produzimos muito rápido e de forma muito natural.
Então quando chegamos no momento de gravar o disco tínhamos praticamente tudo composto.

Uma curiosidade é que a musica Lessons in a Bottle, foi gravada sem nenhum ensaio, havíamos composto ela e fomos gravar, ela saiu de forma “jam session” e mantivemos no disco, porque o resultado final funcionou muito bem.

Já as outras músicas, já as tínhamos de forma bem sólida porque já haviam sido tocadas em shows.

Rick Rocha : Mushroom Memories por exemplo foi criada junto com o E.P., mas ouvimos todo o material e decidimos deixa-la para o Full, foi uma decisão correta, já que soa tão boa quanto as outras


2 - Devo dizer que faixas como "Our Tattoos", "Yesterday Was Crazy" e "Spitting Fire" me surpreenderam positivamente pelo peso e cadência, além de várias outras que são tão relevantes quanto as citadas... a escolha da sequência entre elas foi difícil ou surgiu naturalmente? Tinham desde o início por exemplo a idéia de como o álbum começaria e terminaria?
Rick Rocha: Obrigado, fico feliz que tenha gostado tão positivamente (risos) Bem, na realidade esse processo de sequência foi conversado entre nós 3, pois queríamos que o álbum fosse interessante do início ao fim, pensamos no andamento das músicas justamente para ser algo que o prendesse quando desse Play, sacas? E no final, acho que ficou como queríamos e obtivemos um bom feedback de quem ouviu.




3 - Após uma ótima gravação em estúdio sob o nome "Cosmic Session", vocês partiram para os shows e mostraram o poder do trio... como foram as experiências até aqui em termos de apresentação? já se sentem seguros com as execuções?
Rodrigo Felix: Todos nós já temos boa relação com os palcos de outros trabalhos e com a Cosmic Rover tem sido uma experiência bem diferente, tanto pelo fato do Edson Graseffi aparecer cantando além de tocar bateria e pela minha volta à frente dos palcos onde passei uma temporada também como baterista em outros trabalhos.

Estamos ensaiando muito pra ganharmos cada vez mais confiança e com certeza as apresentações trouxeram mais confiança pra todos nós.


4 - Falando em shows, em breve vocês estarão tocando com o Reytoro no Uruguai e tenho certeza que essa experiência será única... como está a expectativa?
Rick Rocha: A expectativa é sempre boa e a cobrança ainda mais (risos) é a primeira ida do Cosmic Rover para fora do Brasil mostrar nosso trabalho, então estamos muito felizes porém, com a seriedade de fazer um grande show e claro, nos divertir também.
O Reytoro é uma banda parceira, então será realmente algo incrível para nós.


5 - Devo também ressaltar a ótima arte elaborada, ela contrasta perfeitamente com a sonoridade que se baseia nos anos 70, assim como os tópicos abordados em suas faixas... a concepção surgiu rapidamente para tal?
Edson Graseffi: Talvez alguns não saibam , mas além de musico eu sou tatuador e ilustrador.

Eu queria conceber uma capa que trouxesse a essência de algumas letras dentro dela. Acabei mostrando alguns esboços para o Rick e Rodrigo e eles gostaram.

Ai vc pode ver grande influência de tatuagem oriental, arte psicodélica e arte fantástica. Sempre me inspirei no trabalho do Frank Frazzeta e suas mulheres guerreiras nuas. Acabei juntando todas influências e produzindo essa capa com arte digital, que é algo que tenho explorado nos últimos anos.

Parece que as pessoas gostaram do resultado.


6 - Sabemos de algumas das influências da banda, mas, há algo nas bandas recentes que vocês estudaram para também soarem atuais?ao meu ver, existe uma mescla nas faixas que não apenas surgem com veias clássicas mas também atuais...
Edson Graseffi: Acho que esse lance “atual” que você cita é devido a produção, pois tudo soa muito cristalino. 
Mas produzimos o álbum da forma mais tradicional possível, ou seja com toda a banda tocando junto no estúdio e valendo. 

Neste álbum não usamos metrônomo na bateria, edições em protools , etc...Falando por mim, eu ouço sim bandas atuais, mas que trazem um olhar para o passado, bandas como Sasquatch, Monster Truck, Spiritual Beggars.

Acho que a mistura de tudo isso fez a sonoridade desse álbum, que é bem única e verdadeira.


7 - Quais foram as principais preocupações de vocês quando estavam em processo de criação? O Stoner é um estilo bem variado e também underground, feito por quem gosta, então, creio que muito veio do amor pelo estilo, certo?
Rick Rocha: exatamente, quando compomos alguma música nós sempre tentamos soar únicos e principalmente característicos, as músicas são compostas às vezes de forma rápida, ali mesmo na sala de estúdio com algum riff ou a idéia sobre algum tema, eu diria que nossa única preocupação é soar Rock n Roll (risos), o Cosmic Rover é uma banda que não se limita unicamente a uma fórmula de composição, gostamos de ser diferentes, isso tem nos trazido ótimos feedbacks





8 - A idéia de lançarem apenas nas mídias digitais foi muito bem sacada, pois o mundo está focado em streamings... a escolha pela Abraxas foi por algum motivo específico?aliás, sei o quanto eles trabalham bem...
Edson Graseffi: Eu já mantinha um contato com a Abraxas desde o lançamento do nosso primeiro EP, neste período de conversas existia o interesse deles pelo nosso trabalho e nós tínhamos interesse de estar com eles devido a seriedade do trabalho da produtora e selo. 

Quando finalizamos o álbum, tive a resposta positiva deles e está sendo ótimo trabalhar com um selo tão respeitado no cenário


9 - Existe a chance de lançarem algo em formato físico, como por exemplo uma tiragem limitada?
Rodrigo Felix: A princípio somente digital, mas existe sim chances de material físico, estamos conversando bastante sobre isso.


10 - A escolha de não terem tantos overdubs foi essencial para esse clima de banda ao vivo, além de poderem reproduzir fielmente nos shows o que está no disco...
A idéia sempre foi serem um trio e captarem esse clima?
Rick Rocha: a banda sempre conversou a respeito do lance ao vivo, nós gostamos de como as músicas soam no disco pois é exatamente como soam ao vivo, algo fiel, não tem nada tecnológico ou moderno como é feito atualmente, é 1,2,3 e todos nós tocando, e sobre ser um trio, eu acho que foi nossa melhor escolha, menos cabeças opinando (risos), mas essa foi a idéia inicial da banda


11 - Falando em especial com um amigo, chegamos à conclusão de que o som do disco é feito para se pegar uma estrada com um belo V8 e curtir a paisagem... como vocês definiram em ponto de vista o que representam essas faixas apresentadas?
Edson Graseffi: Ah, cara, Spitting Fire é um disco que traz letras bem desencanadas e divertidas até. Ele tem extremos, Never Forget por exemplo é uma música séria e introspectiva, já Yesterday Was Crazy é pura zueira. Pegar o V8 e pisar fundo na estrada talvez seja a melhor forma de entende-lo...(risos).

Rick Rocha: melhor jeito possível de se curtir "Spitting fire" (risos). Acredito que se chegaram a essa conclusão, nosso trabalho foi bem entregue (risos).


12 - Bom, para terminarmos, o que podemos esperar daqui para frente? Alguma coisa que pode ser dita com exclusividade por exemplo? hahaha
Rodrigo Felix: Estamos sempe pensando em algo novo pra lançar, a curto prazo lançaremos Lyric vídeo, mas já iniciamos as produções de um clip. Algo pra ser dito exclusivamente? (Muitos risos) ...
Estamos conversando sobre o lançamento limitado do álbum em fita K7.


13 - Vamos finalizando... gostariam de acrescentar mais ao nosso papo?o espaço é de vocês...
Rodrigo Felix: Só temos a agradecer à vocês da Rock Vibrations pela oportunidade de poder falar um pouco sobre nosso trabalho e manter essa parceria muito forte com a Cosmic Rover.




Facebook :

Ouça "Spitting Fire" Aqui

sábado, 1 de junho de 2019

Cosmic Rover : Spitting Fire - Review


Algumas bandas surgem com uma certa áurea que nos encantam, e obviamente, quando o trabalho atinge níveis altos não tem o que dizer... ou melhor, temos muito a dizer.

O trio Paulista "Cosmic Rover" surgiu em meio às idéias de Edson Graseffi (que assumiu muito bem o posto de vocalista, além de ser um dos melhores bateristas do Brasil) ao lado do ótimo guitarrista Rick Rocha e Rodrigo Félix (baixista, e responsável pela ótima "cozinha" da banda).

Após o E.P. (homônimo), tivemos a oportunidade de conhecer um pouco melhor a proposta sonora da banda, e agora no fim de maio, chega para nossos ouvidos sedentos por rock clássico o debut finalizado, "Spitting Fire".

A produção ficou á cargo de Henrique Baboom (conhecido da cena e baixista da banda do Supla), no estúdio "Sonoro Brasil", mantendo o clima de banda ao vivo, algo que realmente acontecia nos anos 70, tendo somente vocal e solos em overdub, e a linda arte de capa pelo próprio Edson (ilustrador e tatuador), se baseando em Frank Frazzeta, mestre da arte fantástica.

O ótimo início com "Our Tattoos" mostra ao ouvinte o clima que permeia pelo álbum, canções com certa cadência, peso, vocais rasgados e característicos do Stoner (sendo mesclados ao Metal), soando muito bem em cada nuance, assim como em "Yesterday Was Crazy" que cresce um pouco na velocidade e peso, outra ótima canção e com excelente progressão, refrão acessível e solo bem executado.

"Cosmic Rover" é uma das faixas presentes no E.P. de 2018, portanto, conhecida dos ouvintes do trio, tendo peso na medida, cadência e riffs bem pesados, assim como ótimas linhas vocais, algo que também aparece em "Spitting Fire" (uma das melhores), evidenciando todo o clima "setentista", mais uma vez se destacando pelo ótimo solo e refrão enérgico.

"Electrify" tem vocais eficientes e novamente instrumental digno de um trio que sabe o que faz, assim como em "Bright Highway" e "Never Forget" (sendo as duas últimas faixas, presentes no E.P.), tendo uma sequência excelente de riffs e solos.

"Leassons in a Bottle" (enérgica), "Mushroom Memories" (densa) e "Space Motherfucker" (a melhor faixa da banda para mim) fecham muito bem este registro, mostrando o quanto eles merecem a sua atenção.


Preciso ressaltar novamente a excelente produção, assim como as progressões de cada faixa que transparecem muito bem a proposta inicial de soarem como banda ao vivo (afinal, as gravações foram feitas exatamente desta forma), as letras também possuem um conteúdo muito bom... enfim, se você ainda não se convencer com este registro, meu amigo, você precisará rever seus conceitos sobre música.


O lançamento é apenas em formato digital pelo selo da Abraxas Records.

Escolha a mídia de sua preferência para ouvir "Spitting Fire" clicando aqui!




Tracklist :
1 - Our Tattoos
2 - Yesterday Was Crazy
3 - Cosmic Rover
4 - Spitting Fire
5 - Electrify
6 - Bright Highway
7 - Never Forget
8 - Leassons in a Bottle
9 - Mushroom Memories
10 - Space Motherfucker


Muito breve, fiquem ligados que teremos uma entrevista sobre este registro... Não percam!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Cosmic Rover : Cosmic Sessions - Review


Quando conheci o projeto do meu brother Edson Graseffi, logo me identifiquei por seu lado vintage, sem deixar de soar moderno, atual... e agora, temos o lançamento das canções do E.P. em versões ao vivo.

O ambiente é dos melhores possíveis para o estilo, gravado no estúdio "Casa da Vó" em São Paulo, vem com pegada consistente, cadência muito bacana, um ótimo ar de banda entrosada... afinal, sabemos da competência desse trio.

Para completar, ainda temos a inédita "Mushroom Memories, outra porrada que estará presente no debut da banda no ano de 2019.

Confira o ótimo lançamento e claro, não deixe de ouvir também o E.P. que foi lançado há alguns meses.
É muito promissor o projeto, além de competente.


Tracklist :
1 - Cosmic Rover
2 - Mushroom Memories
3 - Bright Highway
4 - Space Motherfucker
5 - Never Forget

Line-up :
Edson Graseffi - Vocal e Bateria
Rick Rocha - Guitarra
Rodrigo Felix - Baixo

Ouça o disco no link abaixo via Spotify :

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Discografia Comentada #1 : Edson Graseffi - Cosmic Rover


Os discos lançados por inúmeras bandas demonstram não só a atitude, feeling e comprometimento com o som, mas também, passam uma mensagem através das letras, além de todo um trabalho por trás daquela produção que pode durar meses (ou até anos).

Estamos iniciando um conceito que vai abordar justamente isso, mostrando o músico/banda explicando sobre a produção, execução, e outros muitos detalhes de um determinado lançamento.


Neste primeiro episódio convidei o meu brother Edson Graseffi (que também atua como baterista no veterano grupo "Panzer"), para falar um pouco sobre o seu mais novo projeto, o "Cosmic Rover", que lançou recentemente um E.P. que apresenta muito bem uma sonoridade Stoner.


Confira abaixo o papo :


1 - Como se iniciou a idéia de ter o Cosmic Rover?

Edson: Eu sempre fui fã de Stoner Rock e sempre planejei em ter uma banda assim. O Cosmic Rover já era uma idéia antiga na minha mente. Por muitas vezes falei sobre esse lance todo, o conceito que eu pensava para este trabalho, com vários músicos, mas nunca tinha achado os caras certos para isso. Sempre tive a vontade de unir o lance de cantar e tocar ao mesmo tempo e em todas as outras bandas que toquei isso era impossível.

Além disso eu tinha muito material escrito, toda essa piração de letras espaciais, ficção cientifica e histórias malucas que eu vivi até hoje, tudo isso não se encaixava nas outras bandas.
Com o Cosmic Rover eu teria um caminho livre para usar todo esse material e foi o que eu fiz.

E aqui estou hoje completamente realizado com esse trabalho!!!


2 - Muitos não devem saber mas você é um amante do Classic Rock... conte um pouco sobre essa paixão e o que tem influência através disso...

Edson: Eu sou apaixonado por música e principalmente por Rock n Roll, em todas as suas formas. Com o passar dos anos venho percebendo a surpresa das pessoas quando falo que gosto de determinadas bandas, percebo que a maioria da galera acredita que porque um músico toca um determinado estilo ele só ouve aquilo.

Outro dia uma pessoa ficou espantada porque gosto de Reo Speedwagon, por exemplo. Tudo isso na verdade é um  erro, porque antes de tudo sou fã de Rock e esse estilo tem muito a oferecer em todas suas vertentes.
Além disso um músico não pode ter sua mente limitada.
Por exemplo, muita gente fica surpresa quando eu digo que não ouço só Thrash Metal, porque foram 27 anos tocando em uma banda (Panzer) que tem esse estilo como mola mestra do seu som, então as pessoas acham que ouço Thrash 24 horas por dia.
Enfim, na minha coleção de discos tem muita coisa diferente e tudo isso foi o que moldou minha formação musical.


3 - A escolha do line-up foi natural?

Edson: Cara, eu conheci o Rick por acaso no meu estúdio quando ele veio se tatuar comigo. Depois que fizemos amizade eu o convidei para iniciar o Cosmic Rover, expliquei para ele o que eu pensava em termos de estilo, que onda de Stoner Rock estava afim de fazer e as idéias bateram. Começamos a ensaiar só nós 2 e compusemos algumas coisas.

O Rodrigo veio na sequência, ele também  veio se tatuar comigo e enquanto tatuava ele contei dessa nova banda e ele se ofereceu como baixista.
Posso dizer que somos uma banda unida pela tatuagem... (risos)... Eu não poderia ter achado os melhores caras como músicos e pessoas para tornar essa banda uma realidade.


4 - As canções soam bem trabalhadas e tem um feeling de show... A proposta era soar como uma banda tocando ao vivo?

Edson: Na verdade o que se ouve no EP é realmente uma banda ao vivo. Eu estava cansado de produções rebuscadas e editadas, não queria viver mais isso e ouvir um resultado que não me agradava, mas agradava produtores. Optamos nós 3 pelo lance de gravar ao vivo, como se fazia nos anos 70.

O produtor Henrique Baboom entendeu perfeitamente a proposta e fez isso com maestria. O que se ouve ali são os 3 tocando juntos e ao mesmo tempo com os instrumentos separados por biombos, apenas as vozes foram feitas em overdub e conseguimos um resultado orgânico e sensacional.


5 - Seria interessante você falar um pouco sobre a inspiração das faixas gravadas... O que representam as letras?

Edson: Como disse acima, o conceito de letras dessa banda é algo bem maluco ligado a ficção cientifica e experiências malucas que vivi nas ultimas décadas.
Curto muito histórias em quadrinhos também, “ Space Mother fucker” por exemplo,  fala do personagem LOBO da DC Comics.

Já “Cosmic Rover”  é sobre viajar em outras dimensões enquanto dorme, algo meio que espiritual e mágico ao mesmo tempo. Temos uma nova faixa que vamos lançar chamada “Mushroom Memories” , que fala sobre um cara que conheci no passado , seus chá de cogumelos e viagens que ele vive até hoje.

“Bright Highway” tem uma vibração Southern Rock na sua composição e a letra é super positiva, falando que tudo vai ficar ok, mesmo que no passado as coisas não tenham sido boas.
Não pretendo mais fazer algum tipo de questionamento social, coisa que fiz em todos os discos que gravei com minhas outras bandas.

Tudo que escrevo agora é por pura diversão.


6 - O E.P. soa bem demais e obviamente, nos dá uma esperança de um álbum completo... Como está essa parte?

Edson: Estamos compondo musicas novas, para fechar um álbum. O Rick e o Rodrigo tem trazido um material ótimo e podem esperar coisa boa vindo por ai.


7 - Como você bem sabe, a canção que mais gostei foi "Space Motherfucker"... Seus vocais me remetem a bastante coisa dos anos 70, e percebi um certo vibrato de Ronnie James Dio... Isso é fantástico, não?

Edson: Obrigado pela comparação, mas estou longe de soar como o Dio. Mas realmente eu me inspiro em vocalistas dos anos 70, de bandas como o "Grand Funk" por exemplo. Gosto também de vocalistas de outras décadas, do Eric Wagner do "Trouble", do Korey Clarke do "Warrior Soul" e da forma como o Peter Criss cantava.

Todos eles que citei são vocalistas cheios de drive e minha voz tem esse lance de drive natural, até falando ela soa meio que assim. Então foi muito natural  soar dessa forma.


8 - Sobre a idéia de videoclipes, pretendem fazer algo como "lyric video" ou mesmo oficiais?

Edson: Nós já lançamos um Lyric para “Never Forget”, e provavelmente teremos mais 2 clipes oficias para este EP.


9 - Me tire uma curiosidade importante... Cantar soou naturalmente para você? imagino que para um baterista, o trabalho seja 10 vezes mais complicado...

Edson: Vou contar algumas coisas que poucas pessoas sabem, pois sempre fui apenas visto como baterista.

Na verdade eu canto desde criança, tive uma formação vocal cantando em corais infantis por muitos anos e participei de muitas competições de corais infantis.
Em 1987 eu montei minha primeira banda, onde eu seria o vocalista, mas muitas coisas aconteceram e fui empurrado sempre para a bateria.
Depois com o passar do tempo deixei esse lance de cantar  para trás e me dediquei somente as minhas bandas e ao estudo de batera. Alguns anos atrás tocando em bandas cover, comecei a exercitar o lance de cantar e tocar ao mesmo tempo, porque nos shows eu sempre fazia 2 ou 3 músicas.

O lance de tocar e cantar para mim veio naturalmente, claro que tive que passar por um período de adaptação para essa banda, pois afinal, tocar bateria e cantar não é a tarefa das mais fáceis. O fato de eu ter estudado muita técnica de independência no passado como baterista me ajudou muito nesse sentido.
Na real, são como 2 cérebros funcionando simultaneamente e fazendo coisas diferentes.
É um lance bem louco de se fazer.


10 - Para finalizarmos, deixe algum recado para a galera...

Edson: Agradeço a oportunidade da entrevista e conheçam nosso trabalho no Spotify:

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