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segunda-feira, 7 de março de 2022

Rock Vibrations Entrevista: Billy Vass

Recentemente pude conhecer da Angels PR (parceria que temos diretamente da Grécia) um projeto muito legal envolvendo músicos excepcionais, Bob Katsionis e Billy Vass.

Ambos possuem projetos e ótimas ideias (nós já entrevistamos ambos em uma oportunidade há alguns anos) mas hoje, voltamos a falar com Billy para sabermos mais sobre o projeto "Vass/Katsionis" que recentemente lançou um excelente álbum, "Ethical Dilemma".

Confira abaixo mais detalhes sobre:
(English Version Below)

1. Começo dizendo que esse projeto é incrível, Bob e você são caras que estão sempre envolvidos com grandes ideias... o que você pode nos contar sobre como surgiu a ideia de fazer algo assim?
Billy Vass: Deixe-me começar agradecendo a você pela chance de escrever sobre este álbum, e por suas amáveis ​​palavras. A ideia inicialmente era produzir meu 1º álbum solo, visto que coloquei minha banda, Terra 1nc0gnita em hiato, e queria dar uma pausa nas composições para a banda. 

Bob e eu discutimos qual direção deveríamos tomar, combinando nossa paixão pelo prog. metal, e decidimos depois de ouvir o resultado final do álbum, que deveria ter nossos nomes no projeto.

2. Sem dúvida, a grande maioria das melodias tem um apelo dos anos 90, principalmente para fãs de bandas como Queensryche... a escolha da sonoridade para um nicho específico sempre esteve na mente do projeto ou as coisas foram nessa direção?
Billy: Foi escolhido porque sabíamos que sairia naturalmente. Não fomos contra nossos instintos musicais. Ambos somos fortemente influenciados pelo Dream Theater, Fates Warning, Queensryche. 

Então deixamos essas partes de nossas composições brilharem.

3. Eu posso imaginar muitos singles em “Ethical Dilemma”, vocês construíram uma base muito sólida para essas faixas, tudo se encaixa muito bem. O feedback da imprensa e do público o agradou?
Billy: Estamos até agora bastante satisfeitos com a publicidade mundial que o álbum está recebendo. Temos uma ótima equipe de relações públicas chamada Angels PR, e eles fazem um ótimo trabalho em divulgar nossa música para os fãs.

Nosso primeiro videoclipe de "Mark the Moment" foi muito bem recebido.

4. Você pretende levar a banda ao palco? Eu sei que ambos têm projetos e demandas de tempo, ainda mais agora com restrições, mas, existe essa ideia ou será apenas algo em estúdio?
Billy: Acho que se não fosse pelas restrições do Covid, já teríamos planejado muitas apresentações ao vivo. A ideia está definitivamente na mesa. 

Acreditamos que este álbum vale a pena ser tocado ao vivo para seus fãs.

5. Pretende lançar mais vídeos promocionais? Você tem ideias específicas para promover seu álbum?
Billy: Bob e eu estamos discutindo a ideia de um segundo videoclipe. Acho que vai sair neste verão. Nossa equipe de relações públicas está promovendo o álbum ao máximo. Eles conseguiram enviar este álbum para os confins da terra.

6. Tive a oportunidade de entrevistá-lo alguns anos atrás e o Bob também, vocês são pessoas adoráveis ​​e têm uma experiência muito boa na música... quando vocês estão criando seu conteúdo juntos, vocês dividem as composições, ideias pela metade ou tem uma dinâmica para um complementar o outro?
Billy: Nós definitivamente temos uma dinâmica que complementa os pontos fortes um do outro. Trabalhamos juntos há mais de 10 anos, em diferentes projetos. 

As composições para o Ethical Dilemma foram divididas. Bob escreveu a música, mandando para mim, e eu compus as letras e as melodias. 

O que é impressionante é que não fizemos alterações nas ideias originais que tínhamos. Nenhuma correção foi feita. Não sentimos necessidade disso. Isso é química.

7. Nós aqui no Brasil adoramos esse tipo de disco, infelizmente não temos muitas bandas que praticam Prog. Metal que estão em evidência, os mais populares no Rock aqui são Heavy, Thrash ou Extremo, o que não é ruim mas às vezes acaba não se diversificando. No seu país a cena também é pequena para o estilo, certo? Mas tendo vários países perto de você, é fácil exportar sua música para um feedback ainda maior?
Billy: A Grécia tem uma comunidade prog pequena, mas muito comprometida. Temos um punhado de bandas progressivas que estão em um nível muito alto. 

Em todo o mundo, o álbum está indo bem. 
Recebemos mensagens todos os dias de todas as partes do mundo, dizendo o quanto o álbum é satisfatório.

8. Muito obrigado pela oportunidade e parabéns pelo excelente trabalho, espero vê-lo um dia aqui na América do Sul! Quer deixar uma mensagem final? E diga a Bob que ele é meu produtor de metal grego favorito!
Billy: Eu agradeço muito a vocês por amarem este álbum!!
Espero tocá-lo ao vivo no Brasil algum dia. Seria um sonho realizado. 

Fique seguro, fique bem, Stay Heavy.



English Version:

Recently I got to know from Angels PR (partnership we have directly from Greece) a very cool project involving exceptional musicians, Bob Katsionis and Billy Vass.

They both have projects and great ideas (we already interviewed both of them on one occasion a few years ago) but today, we got back in touch with Billy to learn more about the "Vass/Katsionis" project who recently released an excellent album, "Ethical Dilemma".

See below for more details on:

1. I start saying that this project is amazing, Bob and you are guys who are always involved with great ideas... what can you tell us about how the idea of  doing something like this came about?
Billy Vass: Let me start by thanking you guys for the chance to write about this album, and for your kind words.

The idea initially was to produce my 1st solo album, seeing that I put my band, Terra 1nc0gnita on hiatus, and I wanted to take a break from songwriting for the band. 

Bob and I discussed what direction we should take, combining our passion for prog metal, and we decided after hearing the albums final result, that it should have both our names on the project.

2. Undoubtedly, the vast majority of melodies have a 90’s appeal, especially for fans ofbands like Queensryche... the choice of sounding for a specific niche was always in the mind for theproject or things took that direction ?
Billy: It was chosen, because we knew that it would come out naturally. We didn't go against our musical instincts. 

We are both heavily influenced by Dream Theater, Fates Warning, Queensryche. 

So, we let those parts of our songwriting shine.

3. I can imagine a lot of singles on “Ethical Dilemma”, you guys built a very solid foundationfor these tracks, everything fits together nicely. Has there turn of the press and the public pleased you today?
Billy: We are so far quite satisfied with the publicity worldwide that the album is receiving. We have a great PR team, named Angels PR, and they do a great job of getting our music out there for the fans.

Our 1st video clip for "Mark the Moment", has been received really well.

4. Do you intend to take the band to the stage? I know that both have projects and timedemands a lot, even more now with restrictions, but, is there this idea or will it just be something in the studio?
Billy: I think that if it wasn't for the Covid restrictions, we would have already planned many live performances. 
The idea is definitely on the table. 

We believe that this album is worth playing live for its fans.

5. Do you intend to release more promotional videos? Do you have specific ideas to promote your album?
Billy: Bob and I are currently discussing the idea for a 2nd video clip. I think it will come out this summer. 

Our PR team is promoting the album to the fullest extent. They managed to send this album to the ends of the earth.

6. I had the opportunity to interview you a few years ago and Bob too, you are lovely peopleand you have a very good experience in music... when you are creating your content together, do you divide the compositions, ideas in half or have a dynamics for one to complement the other?
Billy: We definitely have a dynamic that compliments one another's strong points. We have been working together for over 10 years now, on different projects. 

The compositions for Ethical Dilemma, were devided. Bob wrote the music, sending it to me, and I composed the lyrics and melodies. What's impressive is that we made no changes to the original ideas we had. No corrections were made. We felt no need for it. 

That's chemistry.

7. We here in Brazil love this kind of album, unfortunately we don’t have many bands thatpractice Prog. Metal that are in evidence, the most popular in Rock here are Heavy, Thrash or Extreme, which is not bad but sometimes ends up not diversifying. In your country the scene is also small for the style, right? But having several countries close to you, is it easy to export your music for even greater feedback?
Billy: Greece has a small, but very committed prog community. We have a handful of prog bands that are at a very high level. Worldwide, the album is doing well. 

We receive messages everyday from all parts of the world, stating how satisfying the album is.

8. Thank you very much for the opportunity and congratulations for the excellent work, Ihope to see you someday here in South America! Want to leave a final message? And tell Bob he’smy favorite Greek Metal producer!
Billy: I thank you guys so much for loving this album!!
I hope to play it live in Brazil some day. 

It would be a dream come true. Be safe, be well, stay metal.


Review "Ethical Dilemma" Here



Many Thanks to the always brother and competent Kostas Salomidis for the opportunity!



Links:

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Rock Vibrations Entrevista: Macumbazilla

Hoje é uma sexta feira 13 (13/8/2021) e o que você acha que poderíamos fazer a respeito?entrevistar uma banda com o nome Macumbazilla hahahaha claro né?!

Brincadeiras a parte, (eu, Vinny) tive o prazer enorme de ouvir o novo álbum da banda e vocês poderão conferir o review em muito breve, mas enquanto você espera, que tal ouvir da própria banda os conceitos e parâmetros sobre?

Confira logo abaixo o ótimo bate papo com o músico André Nisgoski (vocalista/guitarrista) sobre isso e muito mais em um tom bem divertido e leve:


1. Como está sendo para a banda os trabalhos e agenda em meio a pouco mais de 1 ano de pandemia?demoraram a se adaptar?
André: Salve pessoal do Rock Vibrations!

Em primeiro lugar gostaria de agradecer o espaço, e agradecer a todos que estão destinando seu tempo para poder ler essa entrevista! 

Esse um ano e meio tá parecendo uns 20 anos né?! 
Muito stress em todos os aspectos, muitas perdas e muitos sentimentos confusos. Mas quando se trata do trabalho, posso dizer que foi um reaprendizado. 

Começamos as gravações em 2019 e conseguimos manter o schedule até o fim do ano, lançando dois singles. 
Porém o Covid pegou todo mundo de surpresa e tivemos atrasos no trabalho, mas ao invés de parar, conseguimos nos remanejar e dar sequência na produção do disco, elaboramos novos métodos de trabalho e no fim das contas conseguimos até dar mais atenção à produção do disco. 

A vida nos deu um abacaxi, fico feliz em dizer que conseguimos tirar uma Pina Colada da situação.

2. Tive acesso recentemente ao novo álbum de vocês (mas fiquem tranquilos, não irei adiantar muitos detalhes hahaha), mas, preciso perguntar algumas coisas obviamente... ao que se deve essa qualidade insana que alcançaram?sem sombra de dúvidas vocês construíram um registro marcante e que irá abraçar muitos "bangers".
André: Opa!!! Ouvir as palavras “qualidade” e “insana” na mesma frase já abrem um sorriso! hahaha

Esse disco teve muita gente boa envolvida! 

Gravamos guitarras e baixos com o Gustavo Slomp, baixista e vocal do Corram para as Colinas e grande amigo nosso. Os reamps de guitarra, captação de bateria e maioria dos vocais foram feitos com o Tiago Brandão no Vox Dei, que assina a mixagem, master e produção junto com a banda, além de vários convidados que agregaram muito valor!

O processo foi longo e muito pensado, a pandemia nos deu tempo (forçadamente) para poder refinar detalhes de produção. Com isso conseguimos inserir extras nas músicas, pensar em timbres e afins com mais afinco. 

Digamos que foi o que manteve minha sanidade durante a pandemia hahahaha.

3. Uma coisa que percebi rapidamente foi a leveza e confiança em conduzir determinadas faixas para um lado radiofônico, não sei inclusive se isso foi intencional mas ficou muito legal, e certamente muitas poderiam estar tocando em muitas rádios.
O que vocês pensam sobre a qualidade de produção que atingiram para esse tipo de percepção que tive?o nível está bem alto e espero que muitos consigam enxergar.
André: Muito interessante sua colocação! 
Acho que foi um processo natural, talvez aí entre a parte da leveza e confiança. 

Nós sempre fomos muito honestos com nossas composições, nunca colocamos uma meta a atingir que não fosse a meta de “soar bem”. Acho que talvez isso tenha trazido o som para um lugar mas “simples” e acabou ficando musical no lugar de técnico, trocamos firulas por feeling. 

Achei legal você usar o termo radiofônico, porque se pararmos para pensar, as grandes bandas que até hoje estão carregando a tocha do rock, chegaram aonde estão com uma certa dose desse aspecto radiofônico.

Talvez o tempo de produção tenha nos ajudado a amadurecer mais detalhes como citado na pergunta anterior, e nos alegra saber que você gostou e esperamos que várias pessoas tenham essa experiência que você teve ao ouvir o trabalho. 

Nossa idéia é nos comunicar com todos que gostam de rock. Comunicação é a chave!

4. A arte de capa tem muitos traços e cores bem bacanas... ela se conecta diretamente a todos conceitos do álbum ou possui uma identidade paralela às canções?
André: O Vinicius Mello, artista responsável pela capa, é um MONSTRO!!!!!
Conversamos sobre a identidade da banda, isso é uma característica ímpar nossa, buscamos mais identidade como uma banda do que em relação a um estilo determinado de som. E o Vini pegou esse espírito com precisão, ele estudou todos os elementos que envolvem a banda, e como ele ouviu as tracks para poder ter maior imersão no trabalho, sim ele colocou referências, geniais por sinal! 

Por exemplo, a encruzilhada da capa é uma referência direta ao Robert Johnson, assim como a música Hellhounds, e por aí vai!



5. Acredito que devam investir em vídeos promocionais para os próximos singles mas, pensam em algumas coisas diferenciadas para tal ou irão apostar em divulgações seguidas de algum vídeo?(pouco a pouco, até pela demanda)...
André: O Macumbazilla se orgulha e ama as parcerias que faz. E nesse quesito, sempre fomos abençoados com verdadeiros irmãos de batalha.

Temos uma ótima relação com o Roberto Romero que dirigiu os dois últimos clipes, com o Rafael Forte e o Rafael Burgos que foram encarregados do clipe de The Ritual, relação próxima, não são somente os caras “do vídeo”, são amigos, trabalhamos juntos. inclusive em outras empreitadas. 

Sendo assim, temos sim planos para futuros materiais em vídeo, ainda mais hoje em dia, onde a “imagem” se tornou uma parte intrínseca da apresentação de uma música, esse universo multi plataformas que vivemos nos faz pensar em todas as opções. 

Ainda não temos um “manual” de ações, mas estamos abertos a todas as possibilidades. Mas provavelmente faremos pouco a pouco mesmo, hahahahaha.

6. Apesar de alguns tantos momentos serem cadenciados, ainda sim vemos uma energia muito boa com o feeling conhecido da banda, sendo assim uma boa também para os mais ligados a peso, técnica e versatilidade.
Vocês buscaram muitas influências ou ouviam bandas específicas durante o processo de criação?
André: Energia e feeling é o nosso lema! hahahahah.
Desde as primeiras composições, percebemos que rola um “peso” característico nosso, não conseguimos fazer “limpinho”, somos “sujinhos” hahaha.

Todos no Macumbazilla tem um gosto musical abrangente, ouvimos desde o rock primordial até às bandas modernas, creio que esse consumo mais universal de música pode explicar esses momentos nas nossas composições, toda música te diz o que ela quer ser, basta você prestar atenção, sendo assim, não colocamos exagero onde não precisa e prestamos mais atenção a certos pontos.

É um processo natural, resultado de muito tempo curtindo som! Eu pessoalmente, não ouço nada enquanto estou compondo, para não ficar sonoramente comprometido.

7. Antes de ouvir tudo, me espantei um pouco com o número de faixas que vi, porém, após a audição pude perceber que passa rápido e natural cada momento, e que momentos hein amigos?! Foi natural para vocês esse número maior de escolhas no produto final? aliás, devo até parabenizar pela escolha pois a criatividade foi imposta de forma interessante, não cansando após alguns minutos…
André: Todo mundo se espanta com o número de faixas! hahahahaha! Amigos nossos da área inclusive perguntaram se tínhamos certeza de lançar tantas faixas de uma vez, dada a capacidade menor de retenção popular nos tempos atuais.

Vou repetir o que dizemos a todos: 

Poderíamos represar material para ir lançando aos poucos? Sim! Seria honesto da nossa parte? Não!

Nesse mundo moderno que vive na base do “caça likes” seria a decisão “administrativa” correta, mas nós não somos administradores, somos músicos!

E respeitamos as pessoas que nos acompanham, eles merecem um material completo, eles merecem uma banda que age como banda e não como uma franquia de fast food!

Com o Macumbazillla você não vai ter “pegadinha”, prometemos um trabalho extenso, tá ai! 
Confiamos que nosso público vai saber lidar com esse número de músicas, e devíamos a eles isso!

Dado esse desabafo sobre o atual estado do mercado musical, só posso dizer que amei ler sua colocação sobre a fluidez e criatividade do trabalho. Muito Obrigado mesmo!!!

8. O que vocês podem dizer para os leitores sobre os pontos que acham mais interessantes no álbum e o que podem esperar?Afinal, não posso aqui entregar os pontos hahaha o que a banda enxerga em um ponto geral após tudo ter sido feito?
André: Esse álbum conta com vários momentos, dado que as músicas foram compostas ao longo de um período considerável, vale a pena relembrar que o “...At a Crossroads” é uma história de superação para a banda. 

Tínhamos gravado parte desse material para um outro disco que era para ter saído, e várias coisas saíram do controle ao ponto de encerrarmos aquela fase, e retomar tudo do zero e reconstruir a vila incendiada hahaha.

Tendo isso em mente, posso dizer que é muito difícil elencar momentos mais interessantes, porém, posso afirmar que as pessoas poderão encontrar muita pluralidade nas músicas desse álbum. E torcer para que o pessoal se identifique.

E para você Vinny, quais são os pontos mais interessantes na sua opinião?! 

(Vinny/Redator: Bem, quando o Review puder estar no ar saberão as minhas impressões, por enquanto tudo fica em off hahahaha muitos mistérios nessa entrevista hahaha)

9.Por fim, o que pretendem para os próximos meses aliado ao novo álbum?estão com muitas ideias fixas já?
André: Vamos lançar o álbum e começar a pensar na melhor maneira de mostrar ele ao público, seja através de vídeos, ou qualquer outra forma de mídia. E se tudo der certo quem sabe voltar a se apresentar em público, estamos sentindo muita falta dessa energia!

10. Muito obrigado pela oportunidade, gostaria de deixar um recado final
André: Muito obrigado pela oportunidade dessa entrevista!
Gostaríamos de agradecer a todos vocês que nos apoiaram durante os anos, só estamos lançando esse material graças a vocês!

Agradecemos em especial a nossos familiares e parceiros que nos incentivaram em cada passo dessa jornada!

E lembrar que passamos por um momento muito difícil que uma hora acabará, mantenham a positividade! 

Nos encontramos em breve!!!



Deixo aqui o meu agradecimento aos parceiros da Roadie Metal: A Voz do Rock pela oportunidade.


Link:

terça-feira, 10 de agosto de 2021

Rock Vibrations Entrevista: Adulfe

Em parceira com a Roadie Metal: A Voz do Rock tivemos o prazer de entrevistar a banda Adulfe e você pode conferir logo abaixo o bate papo:


1. Como estão indo as coisas em meio há 1 ano de pandemia?já estão conseguindo achar mais facilidade para as tarefas da banda?
Por enquanto, estamos parados e sem show por conta desse maldito virus, porém, trabalhando constantemente nas redes sociais porque agora temos algo como o EP que é nosso pra mostrar e a nossa cara pra todo mundo ver.

2. "Decadência" é um EP bem legal com ótima produção. Nos fale um pouco sobre sua concepção?quais as principais mensagens que pretendem passar com essas faixas?
Sim , claramente as 5 músicas tem um significado que tem a ver com cada um dos integrantes sendo cada música de um membro, as músicas falam basicamente tudo que nós passamos pra fazer esse EP. 

Todas as dificuldades, os obstáculos e lutas que passamos para isso acontecer. 

Mas na perspectiva de cada um dos membros:

Decadência: PH
Decisão: Matheus
Resistência: Bruno
Esperança: Rodrigo
Time for a change: Otávio

3. Estou enganado ou as guitarras foram inspiradas em Avenged Sevenfold em alguns momentos? haha eles são uma inspiração?aliás, meu ouvido não deixaria mentir a veia do Synyster Gates na faixa título por exemplo...
Sim em alguns momentos sim, pois eu (Matheus Siqueira) gosto das guitarras bem trabalhadas, com riffs pegados, duetos de guitarra, interações em solos e algumas coisas intercaladas, ah sim eles são uma inspiração pra qualquer banda, muita gente tem aquele preconceito com eles por conta de no começo usarem maquiagem, pintar unhas e tudo mais, mas quando você para pra ouvir a música os cara são sensacionais na afinação, na voz do Matt, na qualidade dos músicos, alem de berros, a voz muito bem trabalhada com corais, primeira e segunda voz de qualidade, quem fala que ele não são bons boa pessoa não é (muitos risos), e na faixa título gosto bastante de cromatismo nas guitarras e arpejos com sweep e slide, é uma delicia fazer isso.

4. Sua produção é uma das mais legais que pude ter contato recentemente, me soa como bandas americanas atuais do Metalcore/Metal alternativo, e tudo isso somado a boa escolha de melodias, vocais precisos... 
Estão tendo o retorno esperado?
Sim essa foi a nossa idéia, juntar um pouco de tudo que ouvimos e poder botar a nossa cara, muita gente já falou de várias bandas que acha nossa pegada parecida como por exemplo falaram que já ouviram um pouco de As I lay Dying, Bullet For My Valentine, o Próprio Avenged e Project 46, e sim o retorno é bacana, o pessoal elogia bastante e isso nos deixa felizes e animados em fazer mais.

5. O investimento em vídeos será algo natural creio, mas vocês gostam de algum estilo específico nisso?por exemplo, Lyric Videos se tornaram mais rentáveis e populares, porém, uma boa produção também chama atenção...
Lyric vídeos são uma parada bacana, mas ainda não pensamos em fazer isso por agora. Acreditamos que no próximo EP vamos trazer isso por ser uma maneira legal de video, mas pro "Decadência" apenas clipes mesmo, pretendemos fazer de mais uma ou duas músicas.



6. Outro ponto a ser exaltado é a dinâmica que vocês trazem juntos, soa muito natural e coeso, parecendo que estão nessa há uns 15 anos ou mais... ao que se deve essa ótima junção?
A base da banda e o inicio sou eu (Matheus Siqueira) e o PH, tocamos juntos há mais de 10 anos, temos bastante experiência tocando juntos e sabemos o que pode ser melhor pra nós, então, o entrosamento é grande, e baseado nisso acredito que isso ajuda a dinâmica ser boa e natural. 

(Rodrigo): Bom, na minha visão, eu acho que isso acontece porque a maioria de nós, temos as mesmas influências, então isso ajuda na hora de fazer algum instrumental ou algo do tipo. 

Também conseguimos chegar em um acordo ou decidir algo de forma rápida e fácil, quando chega hora de colocar vocais, eu no caso, vejo o que fica melhor naquela parte, se eu faço um berro rasgado o grave, geralmente, com a ajuda do PH, que vai me dando idéia do que por ou o que fazer, isso tem acontecido de forma natural e a gente têm se entrosado muito bem.

7. Pretendem investir em canções apenas em inglês em algum momento?"Time for a Change" foi um ótimo chamariz por assim dizer, com uma veia bem Lamb Of God, dentre outros similares, mas também mandam bem demais em português.
Valeu, a nossa meta agora é tudo a partir do "Decadência" ser em Inglês por ter o público que a gente almeja e por ser a Linguagem mundial, e ser um desejo nosso. 

A propósito as 4 faixas do "Decadência" que são em português vamos passer pro Inglês o mais rápido.

8. O que pretendem para os próximos meses?já possuem idéias fixas sobre?
Sim, a começar por alterar as músicas e transpor para o Inglês, depois gravar clipe de 2 delas, enfim depois começarmos a produção do Próximo EP. 

Logo a pandemia acaba e teremos um repertório apenas nosso e show pra fazer.

9. Muito obrigado pela oportunidade, gostariam de deixar um recado final?
Nós que agradecemos a oportunidade e gostariamos de falar que nos aguardem que tem muita coisa boa vindo aí, ouçam a gente nas plataformas de preferência e acompanhem nosso canal do Youtube onde vamos lançar músicas tocada em nossa live, documentários entre outras coisas boas vindo pra manter vocês informados.


Link:

domingo, 16 de agosto de 2020

Rock Vibrations Entrevista : Seventh Sign From Heaven


Em parceria com a Roadie Metal estamos trazendo até você leitor mais uma entrevista.
Desta vez com a banda Seventh Sign From Heaven.

Confira abaixo :


1 - Antes de começarmos, gostaria de saber como estão as coisas em meio à pandemia?muitos planos foram reajustados?espero que estejam bem e seguros.
Estamos todos bem e seguimos fortes. Bem, a pandemia afetou a todos, e atrasou muito nossos planos em termo de divulgação presencial e shows que já estavam começando a ser agendados, e com tudo isso tivemos que parar com tudo, menos com o lançamento do Álbum, que mantivemos o cronograma de lançamento, primeiramente com mídia física em diversas lojas do Brasil e depois em streaming.


2 - "The Woman and the Dragon" é excelente em muitos aspectos, principalmente por sua produção.
Nos fale um pouco da sua concepção... ele possui muitos conceitos? suas faixas são conectadas?
Obrigado, realmente é um álbum forte, e sua produção que foi assinada por Thiago Bianchi, nos deu amplitude no que poderíamos alcançar com o material que tínhamos em mãos, sem falar do Estúdio Fusão, que em termos de metal é o melhor que há no nosso país. As faixas em suas historias não são conectadas entre si em termos de continuidade ou temas, apesar que dentro de todas existe o conflito entre o bem e o mal, depressão versus luz, Satan versus Deus, superação em diversos sentidos, sem falar da literalidade de algumas delas, como a queda da babilônia em “The Fall of Babylon” e o êxodo em “Judgement of Egypt”. A faixa titulo é o capitulo 12 do livro de apocalipse, que é intitulada de “A mulher e o dragão”, e a sua concepção, bem como a descrição vem desse livro, assim o álbum não é conceitual em termos de conectividade entre as musicasporque falam de historias diferentes em tempos diferentes.


3 - Outra coisa que também acho bacana comentarmos é a bela arte produzida... Quem a criou?ela demonstra quais parâmetros em meio às faixas?tiveram muitas idéias para tal?
A capa foi criada por Marcus Lorenzetti, que pegou a letra da faixa titulo e criou o conceito, tendo em vista que as características dos personagens se encontram tanto na letra como no livro de Apocalipse em seu capitulo 12, diante disso escolhemos a temática dessa faixa para criar todo o conceito gráfico do álbum.


4 - Como citei acima, existem vários elementos excelentes no álbum, e claro, muitas faixas certamente poderiam ser singles, bem como se destacam de forma única e exclusiva, dando um parâmetro muito legal para o ouvinte que poderá escolher a sua favorita.
O retorno do lançamento tem sido o esperado?tanto público como mídias estão aprovando?
O álbum está tendo um retorno acima do esperado, pois em meio a toda essa pandemia, algumas lojas em São Paulo tiveram seus estoques zerados no primeiro dia de lançamento, tendo uma procura muito boa não só na lá, mas também em diversas lojas do Brasil, estamos negociando o licenciamento para outros países nesse exato momento, mais segundo a Voice Music, distribuidor do álbum, o mesmo já foi vendido para diversos países, como França, Espanha e Japão. Sobre as mídias ainda estamos esperando mais resenhas sobre o álbum, mas todas que saíram até agora foram todas muito positivas, e músicas como “Rise” e “Stayed in the dark” já estão sendo tocadas em várias rádios do Brasil e de outros países, assim posso concluir que a recepção tanto do público como da mídia está sendo espetacular.


5 - Tendo em vista que a banda ainda é recente, com pouco anos de existência, podemos dizer que estão em seu auge criativo?devo dizer que "The Woman and the Dragon" é um álbum para se lembrar pelos próximos anos...
Como falei para nosso produtor esses dias, ainda estamos “eclodindo do ovo”, pois é uma banda de apenas 04 anos de existência, e que estamos evoluindo musicalmente e profissionalmente a cada dia, mas já temos alguma bagagem na nossa história, onde já dividimos palco com grandes nomes do metal nacional e mundial, como Mike Portnoy, Edu FalaschiNoturnall e outros. 
Temos muito para oferecer ainda, e um próximo álbum já está sendo composto, e acreditamos que “The Woman and the Dragon” é apenas o começo de uma grande história que ainda não sabemos onde vai nos levar, assim vamos buscar sempre superar o álbum anterior.


6 - Podemos esperar criações em vídeos para a promoção das novas faixas?gostam dos formatos atuais como os já famosos lyric?
Não sou adepto do Lyric, mas talvez ainda faça algum, mas por enquanto prefiro o vidio clipe tradicional, tanto que laçamos no nosso canal no Youtube o clipe da faixa “Rise”, com imagens do nosso show em São Paulo no fim do ano passado, e agora estamos produzindo material para divulgação no Brasil e exterior, que iremos divulgar em breve.


7 - Quais os próximos planos para a banda?Acredito que com uma certa flexibilização da pandemia, algumas coisas irão retornar pouco a pouco e isso ajudará, não é mesmo?!
Nosso plano atual é buscar distribuir o nosso cd o máximo possível, estamos em negociação com alguns selos para distribuição na Europa, Japão e toda américa latina, nosso foco está nisso, para assim que podermos planeja nossa turnê, quando as coisas voltarem ao normal. A palavra hoje é “Incerteza”, muitas coisas não temos como prever, mais assim que tudo voltarem ao normal, iremos retomar de onde paramos mas só que colhendo os frutos do álbum.


8 - Obrigado pela atenção e oportunidade.
Gostariam de deixar um recado final?o espaço é de vocês.
Quem deve agradecer somos nós por essa oportunidade de falar com os seus leitores, e divulgar ainda mais o nosso álbum “the Woman and the Dragon”, e informar que o mesmo está sendo comercializado em várias lojas no Brasil inteiro, como também em lojas virtuais, e está disponível em todas as plataformas de streaming.


Link :

segunda-feira, 20 de julho de 2020

Rock Vibrations Entrevista : Anjos da Sombra


Através da nossa parceria com a Roadie Metal estamos trazendo mais uma nova entrevista para você, leitor.
Confira abaixo o bate papo com Henrique Simões (Baixista/Vocalista) da banda Anjos da Sombra.


1 - Antes de iniciarmos, gostaria de saber o que a banda tem feito em meio a pandemia... muitas coisas foram adaptadas?
R: A banda fez uma Live no dia 02 de Julho.
Neste momento estamos ensaiando para um show que faremos num evento de Motociclismo, o Juntos&Misturados, no Rock in Sítio.

Será o nosso primeiro show presencial desde que foram estabelecidas as regras de prevenção contra a Covid-19.


2 - Nos conte sobre o início e conceitos por favor?até para que nossos leitores os conheçam melhor... Vocês começaram em 2015; certo?
R: 2015 foi exatamente onde tudo começou para os Anjos da Sombra. Eu e o batera Rick Freitas recrutamos guitarristas para começarmos os nossos trabalhos. Sendo assim veio o Leonardo C. Truda e mais outro, que por motivos pessoais nem chegou a fazer shows, apenas alguns ensaios. Para o lugar deste chamamos o Alex Heink, que atua hoje na banda Circus Rock. Depois de alguns shows Leonardo acabou saindo. Atualmente ele toca violino e dá aulas. Alex, após termos conquistado o premio de melhor banda num festival na extinta Planet Music. Aí veio o Paulo Arruzzo, que nos apresentou Guilherme Benaion.

Com ambos atuamos em vários eventos de motociclismo e bares. Paulo saiu e no lugar dele entrou Marcelo Vilardo, guitarrista e fundador da banda Vingança. Neste período estávamos gravando o CD, apenas com o Guilherme tocando guitarras e produzindo. No final das gravações Marcelo fez algumas participações. Após a saída do Guilherme, veio então Paulo Guedes, oriundo da banda Kill também aqui do Rio de Janeiro.

E segue a atual formação.


3 - Acho muito bacana essa idéia de tocarem em motoclubes, geralmente a galera é fiel ao som e respeita muito, o que também da uma gama maior para a banda ser reconhecida.
Foi complicado ter que mesclar sons autorais entre os covers ou isso de certa forma foi um desafio interessante?afinal, sabemos que escrever uma canção e atrair é algo desafiador.
R: Enquanto ensaiávamos, entrei em contato com vários motoclubes e motogrupos, oferecendo show em seus eventos. Foi quando um dos membros do Cara de Tigre Motogrupo, de nome Amauri (Ele se tornou o padrinho da banda no meio), me telefonou e nos convidou para tocarmos no evento promovido por vários motoclubes em Jacarepaguá/RJ.

Não pensei duas vezes e logo agendamos a primeira data, que foi dia 05/08/2015. A partir dalí começamos a receber convites de outros Motoclubes. O mais interessante é ver pessoas, filmando e até cantando as musicas autorais.

Sobre as musicas, nestes eventos temos realmente que mesclarmos, pois eles curtem muito bandas das quais somos muito influenciados. Tocamos por exemplo: versões bem pessoais de Pink Floyd (Eu uso um pedal de Overdrive no baixo, deixando Another Brick the Wall bem pesada). Fazemos junção de musicas, como Whole Lotta Love e Rock and Roll do Led Zeppelin. Tocamos outras bandas como UFO, B. Sabbath, Deep Purple, RUSH, entre outas.

É claro que nós procuramos caprichar nas musicas autorais. No início muitos me chamaram de louco, mas eu sou de uma geração que só tocava musica própria. Fui baixista e back vocal da banda Khéops, que dividíamos palcos com Azul Limão, Metalmorphose, Overdose, Dorsal Atlantica e muitas outras bandas. Era uma época em que fazer musica era bem tranquila e natural. Tanto que lotávamos os lugares, principalmente Circo Voador e o nosso maior reduto o Caverna II.


4 - Já que falamos sobre o lado autoral, vocês estão trabalhando em um álbum... o que podem nos contar sobre?e junto com ele, podemos esperar também vídeos promocionais para singles?
R: Temos 4 musicas prontas, sendo apenas melhoradas. Eu costumo compor sozinho e depois fazemos os arranjos. Tenho mais algumas que estou trabalhando. O próximo álbum será mais trabalhado que o primeiro. Teremos inclusive baladas. Uma delas pode ser vista no vídeo da Live que fizemos.

Continuaremos com a mesma personalidade do primeiro álbum, mas com aproximação maior de musicas de bandas do mercado atual, sem perder a nossa essência.


5 - Nesses quase 4 anos que venho divulgando bandas, tenho visto uma lista bem grande de bandas do RJ, e sempre são muito competentes.
O cenário carioca está sendo benéfico nos últimos tempos para o Rock/Metal em um todo, tendo em vista o número grande de músicos?
R: Então. Esta é uma pergunta a qual gosto muito de responder. Sou de uma geração que saía de casa para assistir shows até em Colégios. Com isto as bandas se animavam em estarem trabalhando com um propósito sempre de lançar as suas musicas e fazer muitos shows.

Hoje em dia, apesar de um numero grande de bandas, muitas delas tocam apenas Covers. De certa forma uma imposição de locais, onde ganhar dinheiro é mais importante do que mostrar um trabalho novo e buscar o resultado depois. Não é fácil, mas gerou uma grande competição, fazendo com que grandes músicos ou bandas percam o estímulo e acabem não aparecendo.

O Rock Pesado aqui no Rio de Janeiro hoje em dia precisa de mais assessoria, mais lugares, mais profissionalismo e o principal, que é publico.
Outra coisa que eu como Publicitário venho questionando bastante, é sobre o termo Underground. Muitas bandas se acomodam nesta situação.

Se tornar famoso não é pecado e sim demonstração de que o seu trabalho está sendo bem veiculado, bem visualizado e bem aceito pelo publico. Isto de certa forma está faltando para muitas bandas ou músicos excelentes, que acabam ficando no anonimato.


6 - Vi que vocês estão concorrendo a uma participação em um festival que será realizado em abril de 2021...
Se quiserem falar sobre, bem como pedirem uma ajuda, fiquem a vontade...
R: É muito proveitoso estar participando do Eba Rock Experience. Não só pela oportunidade de sermos visualizados por músicos de diversas vertentes, mas também nos aproxima mais das outras bandas, assim como acontece dentro da Roadie Metal.

Sei que muitos colegas estão participando e aqueles que ainda não receberam o meu voto, com certeza receberão. Para mim em particular, o mais importante do que ganhar é poder mostrar o nosso trabalho.

Para quem quiser votar na Anjos da Sombra segue o link: https://www.instagram.com/p/CClnX9mg0Mq/


7 - Quais os próximos planos?
R: O ano de 2020 está bastante complicado, mas pretendemos lançar um EP até o final do ano ou no inicio de 2021. Estamos estudando a possibilidade de lançarmos um vídeo. Aguardem.


8 - Obrigado pela atenção... gostariam de deixar um recado final?
R: É sempre um grande prazer poder expressar a minha opinião. Sou grato a Roadie Metal por isto.
E aproveito para dizer a galera que gosta de Rock Pesado, que vá aos shows, compre os CDs ou produtos da sua banda favorita e conheçam o trabalho das outras bandas que temos no Brasil.

E aos colegas músicos, vamos nos encontrar, debater assuntos inerentes ao nosso estilo de som, vamos trocar bastante e elevarmos os nossos trabalhos. Woodstock é lembrado até hoje como o maior festival de Rock de todos os tempos não é a toa. Muitas bandas de estilos diferentes, mas que falavam a mesma língua e que uniu o publico da época num único objetivo.

Então vamos todos juntos. Valeu? Abraços.


Link :

sexta-feira, 17 de julho de 2020

Rock Vibrations Entrevista : Insanidade


Em mais uma boa oportunidade em parceria com a Roadie Metal, trazemos mais um bate papo bacana sobre uma banda muito legal.

Conheça a "Insanidade" logo abaixo através do bate papo com o Lucas Tamandaré Borges (vocalista).

1 - Como tem sido essa época de pandemia para a banda?espero que estejam bem e mantendo a criatividade...
Insanidade: Começamos a focar na parte visual, trabalhamos com vários desenhistas fantásticos, fazendo arte na música. Começamos a explorar o universo das rádios onde estamos muito bem aceitos, rádios de toda América Latina toca o nosso som, rádios de Norte a Sul do Brasil, estamos investindo em 5 clipes agora no momento e já temos 7 músicas prontas, sendo que 3 já estão gravadas.

Não paramos nenhum minuto.


2 - Apresentem um pouco da banda e conceitos para nossos leitores, por favor...
Insanidade: A banda é formada por Lucas (vocal), Éder (guitarra), Ricardo (baixo) e Wilsner (bateria).
Somos uma banda goiana. O conceito da banda é trazer de volta o lance das guitarras estridentes, distorcidas, sujas com o vocal rasgado e intenso, a bateria pesada e o baixo bastante marcado. Trazer o Rock n Roll disordeiro de volta, com muita energia.

Bandas como The Stooges, Dead Boys com uma pitada bem moderna. O Rock n Roll para bater cabeça.


3 - "Hello Suckers" é um álbum bem legal e seguro, demonstra uma banda cheia de vontade para se expressar e consegue entregar muitas coisas boas. Como foi o seu processo de composição?
Insanidade: As 12 músicas do álbum foram compostas por mim (Lucas - vocal), eu chegava no estúdio com as guias e lá, começávamos a mudar, a mexer, a encrementar os arranjos.

Todos deram os pitacos que achavam necessários e íamos encaixando tudo de acordo que cada música pedia. As letras vão desde o questionamento social, a até as loucuras, às doideira do que é estar em uma banda de Rock.

O álbum foi gravado e produzido pelo nosso guitarrista, no estúdio dele (Multisom). É um álbum bastante intenso, que realmente faz você querer pegar uma cerveja e sair dançando. Eu costumo falar que é um álbum para escutar acelerado.


4 - O clipe da faixa "Gasolina" ficou muito bacana... Pretendem investir mais nesse formato? Aproveitando, como está sendo a recepção dele e do álbum?
Insanidade: Sim, inclusive tem mais 3 clipes que estamos fazendo, que serão nesse formato, porque além de gostarmos de caricaturas, desenhos bastante coloridos e lado b, nessa pandemia está bem complicado reunirmos todos para fazermos um clipe junto.

A recepção do clipe e do álbum estão sendo maravilhosas. Estamos sendo muito bem recebidos por todos e inclusive estamos sendo muito bem aceitos em outros países. Toda a América Latina, a Europa, USA, Austrália, estão repercutindo de uma maneira bastante positiva.


5 - Cantar em português gera uma mensagem direta para seu público e isso é muito bom, mas em algum momento pretendem explorar o inglês?
Insanidade: Sim, das 7 músicas que já estão prontas, 6 são em inglês, inclusive as 3 que já estão gravadas. Vamos explorar esse mercado internacional agora, porque vimos que temos oportunidades e estamos agradando muito o pessoal de fora.

O inglês é a língua universal, você consegue se comunicar com todos, é mais acessível.


6 - O que mais podemos esperar para os próximos meses?
Insanidade: Estamos batendo muito forte na divulgação de Hello Suckers, vocês irão ver bastante clipes bem legais, cada um numa pegada mais arrojado do que outro, vão escutar a gente em várias rádios e ler muito sobre a gente em blogs, sites, zines, insta, etc...


7 - Obrigado pela atenção... gostariam de deixar um recado final?
Insanidade: Muito obrigado pelo espaço, são pessoas como vocês que não deixam e nunca vão deixar o Rock n Roll morrer, sabemos o quão trabalhoso é, e vocês poderem abrir espaço para uma banda nova é sensacional. Muito obrigado de coração mesmo.
KEEP ROCK FOREVER

Link:
Instagram

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Rock Vibrations Entrevista : Diabo Verde


Em mais uma boa oportunidade, trazemos até você leitor uma nova entrevista em colaboração aos nossos parceiros da Roadie Metal.

Confira abaixo o bate papo com a banda Diabo Verde :

1 - Para iniciarmos, gostaria que falassem sobre o início da banda e suas influências…
A Diabo Verde nasceu no finalzinho de 2010, início de 2011. Eu e o Fellipe (Madureira, guitarra) tocamos juntos desde moleques e quando a banda que estávamos acabou, eu disse a ele que seguiria tocando e perguntei se ele queria me acompanhar.

Falei que ia tocar hardcore que era onde eu fui criado e o que eu sabia fazer melhor e ele também.
Na mesma hora ele topou, eu liguei pro Bruno Baiano (hoje baterista do Uns e Outros) e pro Junior Vernin (baixista do Cabeçudos) que toparam a missão na hora. Expliquei que seria um som calcado num tripé de bandas que pra gente são essenciais: Bad Religion, Pennywise e Rise Against.

Todo mundo ficou louco e o resto é história… *risos*


2 - Gostei bastante do E.P. "Losar"... ele é bem acessível e achei interessante ser cantado em português.
Nos fale um pouco sobre sua concepção e arte, por favor.
O "Losar" é um EP conceitual. É a primeira vez na nossa vida que trabalhamos algo assim. Nenhum dos quatro, nem aqui na Diabo Verde, nem nas outras bandas por onde passou, já fez um disco conceitual que as faixas fossem todas amarradas entre si com apenas um único assunto.

As letras são baseadas em conversas minhas com meu saudoso amigo e ídolo Marcelo Yuka sobre a vida dele. "Karma" é sobre como o Marcelo tratava as vezes as coisas com raiva, ódio e não compreendiam o porquê daquilo voltar a vida dele de forma tão ruim.

É um recorte muito específico antes dele ser um cara famoso e também dos tiros que o deixaram na cadeira de rodas.

"Sankalpa" é o momento exato após os tiros, quando ele abre os olhos no hospital e os médicos contam toda a verdade a ele sobre o estado dele. Só resta a ele vencer ou vencer. E "Sankalpa" é um movimento que eu praticava na yoga, logo no início da aula.

Consiste em fechar os olhos, colocar as mãos juntas, como se fosse rezar - chamada de anjali mudra - esvaziar a mente e repetir uma frase que vai ser o seu mantra, aquilo que você quer atingir, o seu Sankalpa. O meu sempre foi "eu vou vencer!".

Quando o Marcelo me contou isso, percebi que, obviamente sem saber, tínhamos os mesmos desejos.
E aí nasceu a música. "A alavanca" é o momento após a expulsão dele do Rappa e do lançamento de todos os trabalhos dele.

O Yuka percebeu que o grande lance era dividir ao máximo todo o conhecimento que ele tinha para fazer o mundo girar, tal qual uma alavanca faz com uma engrenagem. E conhecimento nunca é demais, além de ser libertador.

Já a última música "Finalmente livre" trata de um dos nossos últimos papos quando ele dizia que tudo que estava ao alcance dele já estava feito e que ele estava cansado de viver daquele jeito, de cadeira de rodas e com todas as limitações que ela o impunha.

Eu sempre argumentei que a família, nós, os amigos deles e os fãs o amavam demais e ele ainda tinha muito o que fazer aqui, mas ele tava cansado. Ele se foi e eu fiquei arrasado por um lado, mas aliviado por outro.

Paralelo a isso, a banda tinha rachado e tinham chegado o Leandro Nô (Ex-Dead Fish) e o Fábio "Bolinha" Barreto (Serial Killer) que trouxeram sangue novo, uma ótimo clima, vontade de trabalhar...era uma espécie de ano novo pra gente, novas perspectivas e também um recomeço para o Yuka, aonde quer que ele esteja.

Pesquisando sobre ano novo, cheguei a palavra "Losar", que é o ano novo tibetano e dura três dias de festa entre família e amigos, mas montanhas. O clima de harmonia que nós e o Yuka precisavam. Tava fechado o conceito!

E o projeto gráfico acabou sendo todo criado pelo Mottilaa e pela Mari Cersosimo do Petit Pois Studio que eram também amigos pessoais do Yuka.

Não poderia ter sido melhor. E a cereja do bolo é o Yuka na capa do EP.


3 - Cantar em português foi uma escolha natural?devo dizer que a dinâmica ficou muito boa, e por mais que estejamos no Brasil, vários ainda apostam no inglês, não é mesmo?!
Foi natural. Funciona muito bem pra gente sim, como se trata de uma banda de hardcore eu acredito que o fato da gente cantar na nossa língua natal faz com que a mensagem fique ainda mais forte, mas confesso que desde o nosso segundo disco, o "Veni, Vidi, Vici!" eu penso sempre em fazer versões em inglês das músicas.

O português é uma língua que poucos países falam e nos tranca aqui no Brasil. O inglês, ainda que a banda não aconteça comercialmente nos EUA, nos abre portas no resto do mundo. Então, não é algo que está descartado escrever músicas em inglês não.

Mas eu gostaria de trabalhar sempre com esse esquema de versões porque trabalhar na nossa língua também é sensacional.


4 - Quais as principais mensagens e conceitos que a banda carrega consigo?conheci o trabalho de vocês há pouco tempo e já estou gostando bastante.
A Diabo Verde é uma banda que têm alguns conceitos muito bem definidos. Nós queremos inspirar as pessoas a serem a melhor versão delas diariamente, mas também, somos uma banda que faz questão de dar abrigo a todos aqueles que o necessitam.

Então, todos aqueles que são tratados como cidadãos de segunda classe - pretos, gays, lésbicas, trans, pobres e etc - são justamente as pessoas que queremos ao nosso lado porque são gente como a gente.

O hardcore / punk, meio onde crescemos e do qual somos crias, não é só uma cena musical, mas política e que tem na empatia com o próximo um dos seus pilares também. Então, as nossas mensagens são escritas e direcionadas para as pessoas boas de coração, honestas e que batalham por um mundo melhor e mais justo e igualitário para todos.


5 - Como tem sido o apoio do público e mídia após o lançamento de "Losar"?Estão atingindo o esperado?
A reação de todo mundo no geral tem sido extremamente positiva. É o nosso terceiro registro, porém, o primeiro com uma formação diferente, então, por mais que Nô e o Bolinha sejam muito experientes e o processo de composição não tenha sido alterado, nós ganhamos dois novos elementos que, na hora de estruturar as músicas, trouxeram novas perspectivas e referências e é claro que isso sempre gera alguma insegurança.

Mas, paralelo a isso, todo mundo estava tão á vontade com as músicas, com o conceito, com tudo, que a coisa naturalmente se equilibrou. Quando as pessoas que seguem a banda ouviram as músicas, rolou uma mistura de sentimentos porque elas acompanharam as lives no nosso Instagram onde apresentamos cada canção e falamos sobre o conceito delas.

As mensagens que recebemos foram inspiradoras de verdade. Na mídia especializada - como vocês aqui e que é o que de verdade conta para nós! - o EP tem sido muito elogiado também. A gente não pode reclamar, só podemos agradecer e torcer pra chegar ao máximo de pessoas no país todo.


6 - Vocês tiveram que adaptar muitas coisas em meio a pandemia?aproveitando, o que a banda tem feito nessa época?estão ouvindo muitas coisas?
Infelizmente, todos os nossos shows foram cancelados. Com isso, o nosso foco ficou em lançar o EP e divulgar ele ao máximo e cuidar de toda a parte de merchandising junto com o Mottilaa, além de organizar os clipes das músicas de tal forma que a banda não fure o isolamento e também não atrase ainda mais a divulgação do trabalho. Ah, e logo deve rolar uma live com a banda tocando a vera!

É um xadrez complicado, mas vamos vencer!

De música, a gente fica muito atento as bandas nacionais aqui como o Surra, Pense, Dead Fish, Manual, Circus, Cannon of Hate, NDR, Plastic Fire, Garage Fuzz, CPM 22, Matanza INC, Força & Honra, Pavio, DFC, Raimundos, RDP, Zander, Norte Cartel, Cabeçudos, enfim, o que não falta é banda boa aqui...


7 - Obrigado pela atenção... gostariam de deixar um recado final?
Muito obrigado pela generosidade conosco. Esse espaço é importante demais para todas as bandas do país e o trabalho que vocês fazem é essencial.

E claro, sigam a Diabo Verde em todas as nossas redes sociais que são @bandadiaboverde: Youtube, Instagram, Facebook, Twitter, Spotify, Deezer, TikTok, site oficial e etc.

O mais importante de tudo: protejam-se! Ouçam a ciência, os médicos e cuidem de quem vocês amam e que amam vocês!

Fiquem bem.


Link :
https://www.facebook.com/BandaDiaboVerde/
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