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domingo, 1 de abril de 2018

Rock Vibrations Recomenda : HellSakura

Eu não sei se você já conhece a história de Cherry Taketani (ou também conhecida como Cherry SickBeat), mas, tratava-se de uma carismática vocalista e guitarrista que, sendo já conhecida com um certo sucesso pelo underground com seu grupo chamado Okotô, despertou a visão de muitos headbangers que ali frequentavam a cena.

Com seu estilo único, ganhou notoriedade e certamente se você ainda não ouviu, vai "viciar" no melhor sentido da palavra com algumas canções que a mesma compôs na HellSakura (fundada em 2007).

Cherry tinha pais japoneses e total influência do país nipônico (e claro, também buscou ter a realidade do cotidiano da cidade de São Paulo), trazendo para seu som elementos necessários para um Metal bem feito, além de letras inspiradas.

O disco chamado "Blood to Water" (de 2012, e, mais um com produção de Marcello Pompeu e Heros Trench do Korzus no famoso estúdio "Mr. Som") rendeu boas críticas e trouxe elementos extremos, além claro de melodias, e em 2015 lançaram o último registro, "Venömrizer", mantendo suas características e algumas participações especiais como músicos do NervoChaos e Behemoth.

Infelizmente no fim de 2017, Cherry acabou falecendo por problemas de saúde (ela à época integrava também o NervoChaos), mas, seu legado continua para sempre e claro, no ouvido de cada headbanger que aprecia boa música.


Confira abaixo dois videoclipes da banda :

"Hate" : clique aqui

"Death Row" : clique aqui

sexta-feira, 30 de março de 2018

Rock Vibrations Recomenda : White Wizzard

Formado em 2007 na Califórnia (Los Angeles, EUA), o grupo já possui 4 álbuns de estúdio além de 2 E.P.s e 4 singles, levando para os fãs de Heavy Metal sua sonoridade de vocais limpos e precisos.

Com várias mudanças em seu line-up em pouco tempo, o grupo parece ter se firmado atualmente com seu último disco (Infernal Overdrive, já de 2018), mas, o que iremos recomendar para que você se familiarize é o registro lançado em 2013 intitulado "The Devils Cult".

Com sua introdução "Forging the Steel" já se pode ver o quanto o grupo tem suas raízes ligadas ao Heavy (vale ressaltar as melodias que remetem ao que se ouve por exemplo em "Genghis Khan" do Iron Maiden), dando aquele preparo para a faixa "Strike the Iron" que nada mais é que uma ótima canção desta nova geração de bandas que carrega consigo a alma e vontade que víamos nos aos 80 neste estilo.

Cheios de feeling, solos bem elaborados (são bastante virtuose diga-se) conseguem fazer do seu som um belo atrativo para os headbangers fãs de metal tradicional.


Para conferir o álbum via Spotify, clique aqui


Se você é fã de bandas como Enforcer que resgata de certa forma a "sonoridade oitentista" e vibrantes acordes acompanhados de muita melodia, precisa então dar uma chance a este grupo o quanto antes.

domingo, 25 de março de 2018

The Sword : Used Future - Review

Conhecidos por terem suas raízes ligadas ao Doom Metal (algumas vezes foram comparados ao Sabbath), agora apostam em um Rock "swingado" (ainda com veias anos 70), mas cheios de groove e feeling renovados...

O sexto registro abre com a faixa "Prelude", uma pequena intro para a primeira faixa, "Deadly Nightshade", canção esta que dita as regras do álbum com sua levada encontrada em canções de Led Zeppelin ou Black Crowes por exemplo.

"Twilight Sunrise" te dá mais noções ainda sobre o direcionamento adotado, cheia de feeling setentista...
"Don't Get to Comfortably" é outra canção que te faz viajar até os tempos áureos do Rock, mas, por outro lado, tem seus toques de modernidade...

É um álbum para se ouvir com calma, ele tem muito experimentalismo, parece um disco feito para fãs de stoner ou estilos que sejam um pouco flertados ao melhor do hard dos anos 70, porém, suas várias faixas podem cansar o ouvinte que deseja algo com mais energia, porém, é uma aposta do grupo...

Se você espera por um álbum típico de bandas com Led Zeppelin, Thin Lizzy, entre outras nesse âmbito, ouça sem medo.


Confira via Spotify clicando aqui!

Sepultura - Machine Messiah - Review

O melhor disco da "era Derrick"...

Sim, é desta forma que início este pequeno review sobre o último registro (décimo quarto da carreira) do icônico grupo.

Muito bem produzido, muito bem "clean"...
Bastante elemento do chamado "Prog. Metal", quase que uma mescla entre Dream Theater, Symphony X, e alguns derivados que já conhecemos do Metal...

"Machine Messiah" é a canção que abre o disco e com quase 6 minutos mostra cadenciamento, vigor, melodias marcantes... E claro, vocais ao melhor estilo Derrick.

"I Am The Enemy" é uma faixa rápida, andamentos "violentos", além de energia do hardcore ao thrash...

"Phantom Self" mescla um pouco os ritmos brasileiros com o metal (quem nunca viu eles fazerem isso?)...
Mas não necessariamente é um fato, pois basta alguns segundos para perceber a "porrada sonora"...

"Alethea" tem vocais característicos e um instrumental extremamente competente, com várias nuances de thrash (algumas beirando ao death metal), mostrando toda técnica do grupo (que bateria hein?!)...

Faixas como "Resistant Parasites" e "Vandals Nest" mostram uma essência do que o grupo vem fazendo nos seus últimos registros, porém, o que Eloy Casagrande conseguiu imprimir aqui é digno de nota a cada faixa.


Algumas pessoas acharam este disco na época um pouco superior à "Gods of Violence" do Kreator...
Algumas não estão assim "tão erradas" em afirmar (mas eu ainda fico com o álbum do Kreator)...
Porém, Machine Messiah é o disco que Derrick precisava na banda!


Para ouvir via Spotify, clique aqui!

quarta-feira, 21 de março de 2018

Tenebrario : Second Act: Pain - Review

Sim, se trata de um relançamento, mas, não se trata de qualquer relançamento... pois o veterano grupo paulista mostrou neste registro o seu feeling e disposição para que pudessem resgatar esse material tão bem feito.

O material dispõe de 12 faixas (contendo a demo "Tenebrario" gravada em 1997 com a produção de Cassio Martins no Pró Studio e Marcelo Pompeu (Korzus) no Mr. Som Studio), e obviamente, tudo foi melhorado digitalmente (mas sem perder o detalhe e essência de outrora).

Sendo um grupo de raízes Doom/Heavy, não poderiam faltar riffs pesados (soando as vezes melódicos na medida) facilmente agrada com seu groove (como na canção de abertura "Second Act: Pain")...

"The Thousand Faces in the Mirror" em seus pouco mais de 5 minutos leva a uma "viagem" sonora com bastante feeling, vocais na medida, solos bem elaborados (devo ressaltar que a produção ficou muito boa realmente)...
"God Symphony" tem aquele riff bacana que todo "banger" bate cabeça, groove intenso, cadenciada, solo com bastante harmonia... Assim como na faixa "Twins Souls" que agrada ao ouvinte mais exigente do estilo.

"The Other Mountain Dweller" acabou se tornando a minha canção preferida do grupo, um verdadeiro épico de 9 minutos que evidencia bastante a força do Doom (seu solo é uma verdadeira aula).

Aconselho que você adquira este material, que certamente irá agradar e, te fazer bem com tantos riffs e melodias ricas no melhor estilo "Tenebroso"...
Digo, Tenebrario!!!!


Sua formação á época era composta por :

Alexdog (Baixo/vocal)
Roberto Bressan (Guitarra)
Claudio Screpetz (Bateria)
Eduardo Borrego (Guitarra)


Tracklist:

1. Second Act : Pain
2. The Thousand Faces in the Mirror
3. There Are Somethings That Never
4. God Symphony
5. Twins Soul's
6. The Other Mountain Dweller
7. The Evil Heart of Stone
8. Sacred Mask
9. Again on the Road
10. O Meu Ser (Uma Imagem no Espelho)

Bonus:
11. Wickedness on Eyes My Dreams
12. Spirits Obscure Forest


Para conferir o disco online, acesse :



Contato: alexdog74@hotmail.com


Links relacionados:






quarta-feira, 14 de março de 2018

Judas Priest - Firepower - Review

Um dos discos que mais esperei para este ano de 2018 e felizmente estou muito satisfeito.

Que disco, meu povo!

Começamos já com a faixa título "Firepower" com seu refrão acessível, melodias extremamente Heavy Metal, além de andamentos rápidos (mostrando muito vigor).

"Lightning Strike" tem aquele feeling que já conhecemos do grupo (andamento clássico desde os tempos áureos), Halford mantendo um aspecto interessante (cantando bem firme e seguro de suas limitações).

"Evil Never Dies" é outra canção para você abrir "aquela gelada" e curtir sem moderação, com ótimo riff, refrão, e claro, o trabalho de guitarra impecável!

"Never the Heroes" tem clima denso, pesado, soturno, mas com aquele mesmo feeling das canções anteriores (um dos singles, então, seu apelo comercial impera e bem).

"Necromancer" é outra canção que facilmente ficará em sua mente (apelo comercial em seu refrão acessível), e claro, feito da forma correta, solo bem cativante...

"Children of the Sun" é outra densa e cadenciada, vocais acessíveis, produção ótima...

"Guardians" é uma intro que prepara o ouvinte para a épica "Rising From Ruins", um som que agrada nos primeiros acordes com seus riffs hipnóticos (e que solos).

"Spectre" acabou virando uma "queridinha" do grande público que já a pede na nova tour, mas também, uma canção tão boa dessa não tem nem como comentar!
Ouça e me diga o que acha!


Podemos estar diante do disco do ano!


Para ouvir via Spotify, clique aqui!


Lembrando que, há alguns dias, Halford revelou que Glenn Tipton (recentemente afastado por problemas de saúde) não está fora do grupo e que, já pensa no próximo álbum (compondo sempre que possível).

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Halestorm - ReAniMate 3.0 : The CoVeRs eP - Review

Autor : Vinny Hetfield

(Irei trazer aqui também alguns discos de 2017 que fizeram parte de minhas playlists para que possamos descobrir ou redescobrir bons lançamentos, e este EP é um caso)...

Seguindo a cronologia (desde 2011) o grupo liderado por Lzzy Hale soltou em janeiro de 2017 a terceira parte de covers, mostrando ótimas versões e influências do grupo.

"Still of the Night" (cover do Whitesnake) ganhou interpretação cheia de feeling e "drives" de Lzzy, clima mais hard (dos anos 2000) além de base vibrante.

"Damn I Wish I Was Your Lover" (de Sophie B. Hawkins), tem interpretação ímpar (parecendo até como uma canção do grupo), andamento natural, assimilando facilmente em nossa mente (talvez a melhor do registro).

"I Hate Myself For Loving You" de Joan Jett tem "apelo" mais voltado ao pop rock nesta versão, e também agrada.
Lzzy cria uma ambientação bacana (lembrando um clima de festa entre amigos, ou como uma jam session)...

"Heathens" (cover do Twenty One Pilots) é outra canção que ganhou a "marca" do grupo, clima agradável, interpretação vibrante, caindo também na linha comercial.

"Feel On Black Days" (cover do Soundgarden) é uma das canções mais legais do grupo de Seattle, e Lzzy e CIA conseguiram criar um clima nostálgico, trazendo algo "clean" e hard (vocais um pouco mais graves, claro).

"Ride the Lightning" (cover do Metallica) é provavelmente a canção que mais me chamou atenção quando soube que iriam gravar, afinal, jamais iria imaginar isto... porém, me agradou e muito (refrão usado por Lzzy soando bem alto, uma mudança que chama atenção e benéfica).


Para ouvir via Spotify, clique aqui!


Se você curte um álbum "despretensioso" e "relax", siga em frente e ouça estas ótimas versões.

Dizzy Reed - Rock 'N Roll Ain't Easy - Review

Autor : Vinny Hetfield

Hard Rock em alma, Heavy em riffs (algo fácil de se assimilar), e não muito diferente do que se esperar.
É assim que me soou o debut do competente tecladista do Guns N' Roses lançado recentemente.

"This Don't Look Like Vegas" é o tipo de single que fixa na mente, linhas acessíveis, vocais fáceis, teclados bem distribuídos por sinal (obviamente o centro de tudo), além de andamento flertando com o chamado "Hard n' Heavy".

"Mother Theresa" é um pouco mais "nervosa", riffs mais abafados dão um clima "pesado" (mesmo assim continua seguindo a linha acessível), além de cadenciada.

"Cheers 2 R Oblivion" tem linhas iniciais interessantes (certamente agradará fãs de Poison e Santa Cruz), outra vez explorando os riffs mais pesados, quebradas, e seu solo bem executado com muito "wah-wah".

"Dirty Bomb" parece o típico "som ambiente de bares do melhor estilo Hard" com suas fáceis linhas de canto, guitarras vibrantes, bateria mantendo uma base simples...

"I Celebrate" e "Crestfallen" possuem apelo comercial, vocais que fazem você cantar junto, mas não tenho certeza se sairiam facilmente como singles (porém, são canções boas para este álbum), algo que já seria diferente com a faixa "Reparations" com andamentos "radiofônicos", assim como a faixa título "Rock 'N Roll Ain't Easy" que trás interpretação legal, clima de "balada", refrão acessível, elementos de uma boa canção.


Gostei do álbum, e acredito que muitos fãs de Hard Rock (seja da nova geração ou da antiga) irão gostar também.
Dizzy é multi-instrumentista e com certeza esteve focado nesses últimos 10 anos (sim, este foi o tempo de elaboração) para lançar o registro.
Richard Fortus (guitarrista do Guns N’ Roses), Mike Dupke (ex-baterista do W.A.S.P) e Mike Duda (baixista do W.A.S.P), entre outros, também participaram do projeto.

Para ouvir o disco via Spotify, clique aqui!

Vale a sua total audição.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

¡TILT! - Rock e Alternativo direto da Alemanha

"¡TILT!" ( como é na grafia original), surgiu em 2015 com uma proposta bem legal de mesclar o rock clássico com algo moderno, misturando sons do hard, grunge e funk.

Sua sonoridade por vezes alternativa e acessível mostra um tom bem interessante e vibrante para o ouvinte, fazendo assim ritmos agradáveis e convincentes.

Se a sua playlist for de sons alternativos, é uma ótima pedida!

Ouça pelo Spotify clicando aqui!

Para acessar alguns vídeos ao vivo do grupo :
https://www.tiltband.de/videos/

Para acessar o perfil no Instagram :
https://www.instagram.com/tiltgermany/

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

R.V. Curiosidades - Iron Maiden - Você sabia que já existiu outro grupo com este nome?

Autor : Vinny Hetfield

Sim meus amigos, antes do veterano grupo britânico de Heavy Metal, existiu um grupo natural de Essex (também Inglaterra) que, lançou apenas um registro.


O quarteto era formado por :

Barry Skeels (baixo e voz)
Steve Drewett (voz e harmónica)
Trev Thoms (guitarra)
Steve Chapman (bateria)


Segundo a época, eles faziam um estilo único com linhas marcantes no baixo; guitarras com riffs vibrantes, além de fundirem um pouco do progressivo em seu som denso (sendo assim uma sonoridade que hoje chamamos de "Doom Metal", talvez até um dos pioneiros do cenário).

"Maiden Voyage" foi gravado entre 1968 e 1969, mostrando toda uma técnica ímpar, além de canções longas (mas que evidenciavam a qualidade da época), que apesar de sua produção não condizer com isso, mostrava o potencial suficiente para chamarem atenção.

Lançado em 1969, abriram shows para The Who, entre outros nomes que iriam se tornar famosos à época, mas, sem motivo aparente, encerram as atividades por volta de 1972 (obviamente, todo fã do Iron Maiden que conhecemos sabe que Steve Harris recebeu uma ligação em 1976 de uma pessoa o ameaçando por direitos autorais, mas logicamente essa prática nunca foi concretizada).

Para conferir o álbum, clique aqui!


Se você gosta de som psicodélico, progressivo, pode ser que irá curtir (apesar de sua produção não ser boa), mas, vale de curiosidade para os que ainda não conheciam.

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Sharon Den Adel - Projeto solo da vocalista ganha mais um video

Confira a matéria completa aqui : Blabbermouth.net

A linda e talentosa vocalista do Within Temptation está para lançar dia 20 de abril o seu álbum solo intitulado "My Indigo", e explicou alguns pontos sobre...

Sharon descreveu "muito pessoal" e revelou que as composições das músicas eram uma experiência terapêutica que ajudava a lidar com uma "crise" familiar não revelada.


Continua :

"Durante muitos anos, estamos fazendo turnês e toda vez que chegamos em casa, eu costumava começar a escrever músicas quase que imediatamente e estava feliz em fazê-lo. Após a última turnê, tentei fazer o mesmo, mas não era o mesmo. Eventualmente, encontrei-me numa crise maior do que simplesmente não poder escrever músicas. Os anos de turnê e trabalho sob uma certa pressão tomaram seu impacto e, além disso, havia coisas na minha vida pessoal e eu tinha que lidar com isso.

"Eu realmente me demorei, mas quando comecei a escrever novamente, era algo totalmente diferente do Within Temptation, mas isso era o que eu precisava e abracei. Uma música levou a outra e se transformou em um álbum inteiro.
Eu dei um nome e é chamado "My indigo".
E é sobre a minha jornada nos últimos anos e gostaria de compartilhar com vocês".


Confira o video de Where Is My Love clicando aqui!


Tracklist :

01. My Indigo
02. Indian Summer
03. Out Of The Darkness
04. Star Crossed Lovers
05. Crash And Burn
06. Someone Like You
07. Black Velvet Sun
08. Lesson Learned
09. Safe And Sound
10. Where Is My Love

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Butcher Babies - Lilith - Review

Autor : Vinny Hetfield

Lançado em 27 de outubro de 2017, o último álbum da banda capitaneada pelas belas Carla Harvey & Heidi Shepherd vem logo em sua faixa de abertura, "Burn the Straw Man", mostrando o andamento que o álbum toma, com riffs rápidos e pesados, além de vocais rasgados.

A produção bem feita também contribui para que soe um pouco moderno e também acessível (o que é muito bom), além claro de evidenciar o talento de ambos.
Seguindo, temos a faixa título "Lilith", que se não é a mais densa e pesada do álbum, gera certa discussão facilmente sobre sua mescla de ser extrema e acessível, fazendo com que a audição seja agradável.
Headspin tem uma sonoridade que se assemelha com o metal atual; refrão bem legal e marcante, além de andamento convincente (em certos momentos com "breakdowns" que nos remetem a cena metalcore).

É um disco agradável de se ouvir, acredito inclusive que seria uma boa "porta de entrada" para quem ainda não conhece o projeto, e além disso, sua temática gira em torno da "Deusa/rainha" Lilith (que para algumas culturas e muito citada no ocultismo, seria a primeira mulher de Adão)... Ouça sem medo, a maturidade do grupo está evidenciada, e acredito que isso é mais que positivo.


Tracklist :

01. Burn The Straw Man
02. Lilith
03. Headspin
04. Korova
05. #Iwokeuplikethis
06. The Huntsman
07. Controller
08. Oceana
09. Look What We've Done
10. Pomona (S**t Happens)
11. Underground And Overrated

Steve Evetts (THE DILLINGER ESCAPE PLAN, SEPULTURA, SUICIDE SILENCE) foi o responsável pela produção, além de ter sido a estréia do baterista Chase Brickenden (substituindo Chris Warner).

Para conferir o disco via Spotify, clique aqui!

Primordium: banda disponibiliza “Old Gods” para streaming

Nota :

A fase de pré-lançamento do álbum “Old Gods” (2017) com a liberação do lyric video de “Nuit”, preparou o público da Primordium para o seu segundo full length que conquistou várias listas de melhores do ano, tanto no Brasil como no exterior, e deixou de queixo caído a multidão que já seguia os “filhos de Hórus”, pois a energia emanada de seus dez títulos mais a releitura para “Chernobyl” do Hammeron, trouxe uma banda mais madura em termos de produção e com timbres de guitarra distintos aos praticados em “Todtenbuch”, seu antecessor que fez a banda debutar em 2014 – porém, a agressividade e clima obscuro se mantiveram intactos e ainda mais presentes.

Tais predicados foram resultados de duas paixões: o death metal e o antigo Egito e, como consequência, a geração de belas notas na grande mídia underground.



“O death metal cheio de efeitos e arranjos que lembram o cenário egípcio continua firme e forte nas composições, resultando na fúria gutural do vocal e o poder dos riffs de guitarra” – Leonardo M. Brauna (Roadie Crew);

“Para quem ainda não conhece a banda e deve estar pensando que o Primordium é uma cópia do Nile, está enganado. O death metal do Primordium tem muito da escola sueca que consagrou nomes como Entombed, Dismember, Grave e Unleashed ” – Bruno Rocha (Whiplash.Net);

“'Old Gods' marca um momento decisivo na carreira do Primordium, pois desse disco em diante, o grupo já não cabe mais no Brasil” – Marcos “Big Daddy” Garcia (Metal Samsara);


Agora, além do CD que pode ser adquirido pela Rising Records, Metal Understore e própria banda, “Old Gods” também está disponível em várias plataformas de streaming e, para encontrá-lo, basta digitar o nome da banda no campo de pesquisa dos sites e aplicativos que oferecem esse serviço.


Presente em mais de CINQUENTA plataformas, o segundo álbum da Primordium ainda pode ser ouvido pelo Bandcamp: https://primordiumbr.bandcamp.com/.
Não perca tempo e confira o que uma multidão e mídia especializada aprovaram.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Rock Vibrations Entrevista - The Malice (PT-EN)

Felizmente o projeto de trazer entrevistas internacionais está surtindo efeito, e agora, com uma banda européia chamada The Malice, onde o seu principal membro, Hubbe, comentou sobre vários pontos interessantes e que certamente farão com que você procure a banda para uma boa audição.


Vamos a entrevista (em português e Inglês) :


1 - Primeiramente, gostaria que falasse um pouco sobre como tudo começou...
R: O The Malice começou como um projeto em 2014.
A idéia era criar uma banda que interpretasse o estilo americano de death metal, como Hate Eternal, Morbid Angel, Deeds of Flesh, Origem etc. Eu entrei em contato com meu velho amigo Claudio, porque eu sabia que ele realmente tinha um ótimo "grunhido" com boa articulação, que eu realmente prefiro no death metal. Então eu perguntei se ele queria se juntar a este projeto, e ele disse "hell yeah!" Isso parece ótimo!
Então começamos a escrever e compor algumas músicas de death metal, e lançamos o EP "Malevolent Creature of Kings" com o single Envill, começamos a colaborar com instrumentos orientais e bíblica babimônica e sumério como um tema para o The Malice. Para tocar brutal death metal técnico com as harmonias e instrumentos orientais, e desenvolver o gênero ainda mais usando suas escalas, como as balanças de notas micro do oriente.

2 - A sonoridade deste último EP é fantástica.. Poderia contar um pouco sobre a produção e composição?
R: Obrigado, cara! Estamos muito satisfeitos com a produção de Ulf Blomberg nos estúdios de Hoborec (Suécia). Ele realmente fez um ótimo trabalho e entendeu como queríamos que o som fosse.
Eu queria ter um som claro e pungente, e ele realmente o pregava. Sobre a composição deste EP, minha visão foi o som "brutal e bruto", com explosões e ataques rápidos, mas ao mesmo tempo criou uma dinâmica com as sessões orientais, para criar a emoção da antiga Babilônia/Sumeria (que você tenha a sensação de que você participa de uma história) Para explicá-lo mais simples, eu vejo todas as músicas como um filme, com um começo e um fim, e a ação ocorre em diferentes sessões de cada música.


3 - Como é poder fazer um som tão extremo, mas ao mesmo tempo ter o equilíbrio mostrando técnica e feeling?
R: Eu acho que tem muito a ver com a produção.
O som que você tem em suas guitarras e também na bateria. Com uma típica distorção sueca de death metal como Dismember/Entombed, nunca teria funcionado. Quando você toca esses tipos de riffs, você precisa de uma distorção clara e pungente, e os tambores precisam ter um monte de ataque e desencadear, caso contrário, tudo será um maldito caos de sons e é difícil ouvir as sombras e as harmonias. Mas também tem muito a ver com a técnica, como você toca o instrumento e quão preciso você está em sua parte. Eu toquei diferentes estilos de música desde que eu fui para a escola de música aqui na Suécia como adolescente e acho que minha peça dessa maneira tornou minha parte mais ampla e dinâmica.
Se você ouve atentamente os riffs, eles também são baseados na perfuração e fraseamento oriental, e ao mesmo tempo muito típico do gênero Death Metal.
Eu quero criar riffs que são brutais no som, mas também têm um ritmo e melodia especiais para ele.

Eu adoro experimentar com triangulos e batidas diferentes neles e a música no todo. Eu acho que torna a música mais interessante e não tão previsível. Também é muito para fazer o que você prefere no som e na sua guitarra. Para mim, é muito importante em solos que as notas realmente saem com um bom fraseio e vibrato, e que você é um com a música. As sessões orientais que ocorrem neste EP são baseadas na tradicional peça de música oriental.

Tive a oportunidade de aprender esses instrumentos pelo meu amigo Nenos Sahar do Iraque. Ele é assírio e sua herança da Suméria/Mesopotâmia, de modo que foi realmente grande de muitas maneiras, mas também um desafio musical. Realmente tenho que pensar "fora da caixa" e entender as harmonias de uma maneira totalmente diferente. Para compor essas harmonias no nosso sistema de 8 notas do Ocidente, o sistema de 12 notas (micronote) deles pode ser bastante complicado, mas funcionou no final.


4 - Teria uma previsão para um álbum completo?pensa em investir em videoclipes?
R: Eu tenho materiais e idéias para um álbum inteiro, mas a maioria do trabalho criativo agora foi criar este EP Lamashtu e promovê-lo em todo o mundo em revistas, blogs, bandcamp, diferentes canais de metal etc. Mas para lhe dar uma resposta para um álbum completo, eu teria que dizer que, quando eu me sentar novamente no meu estúdio, um álbum emergirá definitivamente (risos). Engraçado que você mencione um video de música, porque tenho um amigo que está me ajudando com isso agora mesmo, então é ótimo e demais, e isso acontecerá muito cedo. Será mais um vídeo lírico promocional, e isso é algo que muitas bandas fazem estes dias devido às mídias sociais e ao efeito de chegar a muitas pessoas em todo o mundo.

Se depois tivermos finanças para fazer um verdadeiro vídeo de metal nas veias, gostaria que fosse como "God of Emptiness" do Morbid Angel, adoro esse vídeo. Bem, isso seria ótimo!


5 - Como tem visto o apoio às bandas por aí?o público comparece para ajudar as bandas iniciantes?
R: Toda a indústria da música mudou muito desde o início deste milênio, quando basicamente a maioria das pessoas atualmente transmite sua música.
Com isso dito, devo dizer que a resposta que recebemos dos "metalheads" e dos nossos fãs é fantástica. Muitos caras neste gênero de metal extremo apoiam as bandas e compram suas coisas.

Eu acho que também tem que fazer que eles conheçam o esforço, o tempo e o trabalho que você realmente colocou para criar esse tipo de música. Mesmo que a cena do Death Metal seja maior hoje e mais apreciada em todo o mundo, ainda é uma pequena cena se você compara a cena da música popular. Mas, em geral, acho que o suporte foi ótimo, já que somos uma banda independente sem rótulo para o momento e para todos. E o por que escolhemos fazer este EP para download digital é mais do que a maioria das pessoas não compra cds naquela quantia, como costumava fazer. Os colecionadores ficam entre si com coisas que já possuem, então, para esse grupo, acho que não é a resposta. A outra questão é que, se você for fazer uma imprensa física, você precisa de finanças, e sabe que você vai se equilibrar nas vendas. É por isso que fizemos esta decisão essa vez.


6 - Qual seria no momento o maior desejo com a banda?
R: Bem, é um monte de coisas que você deseja! Primeiro é ser reconhecido pela cena de metal e tocar ao vivo em todo o mundo. Como uma banda. Hoje é só eu e Claudio, mas usaremos músicos de sessão para esse tipo de eventos. Como a banda Satyricon e outros fazem estes dias. Eu sempre tenho uma visão com as faixas que compor e é assim que eu quero.

Ele tem muito a fazer isso quando você está nessa posição, você pode controlar o resultado de outra forma quando você escreve e compõe, e eu tenho uma ótima rede de fantásticos músicos que nos ajudarão, então isso é ótimo. A outra coisa que desejamos é encontrar um rótulo que acredite em nós e nosso som, que podemos fazer um acordo que seja bom para nós dois. Nós conseguimos algum tipo de negócios com rótulos, mas não foi nada que realmente possamos fazer por nós mesmos. Isso realmente facilitaria as coisas se você tivesse um rótulo/gerenciamento para ajudá-lo com fundos para fazer um álbum inteiro com todas as coisas que um ótimo álbum precisa. Tal como excelente produção, cobertura, layout etc.


7 - Conhece ou gosta de alguma banda brasileira?se sim, nos diga qual ou quais...
R: Vocês tem muitas grandes bandas! Um dos meus primeiros discos que comprei foi "Beneath the Remais" do Sepultura, e esse disco é "fodidamente Rock", juntamente com os outros álbuns! Mestres do Thrash Metal!
A banda de death metal Krisiun é realmente boa.
É muito cru, escuro e agressivo, de modo que realmente me fala de muitas maneiras. Sua cena em metal progressivo também é muito boa com bandas como Ayreon e Almah (o baixista é um amigo meu). Músicos e música muito bons. 

A última banda que descobri do seu país foi a Nervosa! Foda-me! Foi um amor instantâneo quando as ouvi. Este som da velha escola thrash metal misturado com alguns dos primeiros death metal como Death and Possessed!
Então, elas são um dos meus novos favoritos, e estou ansioso pelo seu novo álbum no qual estão trabalhando. Eu escutei uma banda quando era mais jovem chamado Torture Squad, mas não sei se eles tocam mais uma música bruta!


8 - Com o avanço da Internet, é possível dizer que as mídias físicas realmente estão perdendo espaço, ou você acredita que é possível mediar estes dois lados?
R: Bem, como eu disse antes, toda a indústria mudou muito, mas acho que você só precisa aceitar como é hoje em dia e ser criativo e encontrar formas que o beneficiem. O engraçado é que as vendas de vinil aumentaram bastante nos últimos anos, então é bastante bom ter um registro em suas mãos. O ritual inteiro para sentar-se lá com ele em seu colo e seguir as letras e "headbangear" para ele. E o que é visto é que não é apenas um registro que você compra.

Pode ser uma biografia para o registro, cartazes ou patches, um pacote com uma camiseta, Um código de download quando você compra um registro físico para algum outro material ou um dvd. Vá com o fluxo e siga o desenvolvimento, e encontre algo único. Eu tenho muitas idéias sobre isso, então a resposta é que você precisa encontrar maneiras. Mas também fale para os fãs e outras pessoas que fazem música com boa produção e cobrir o dinheiro dos custos, e se todas as pessoas não querem comprar para isso, o resultado final do produto não terá qualidade. "Estou totalmente certo para comprar sua cerveja, mas a música deve ser gratuita".. Isso sugere que você tenha que se dizer o que você valoriza.

A música é importante para ajudar você a permanecer vivo e contribuir com a grande cultura como o metal é!


9 - Existe muita concorrência com outras bandas do mesmo estilo ou costumam se ajudar sempre?
R: Eu acho que é tão "maldito e infantil" se as pessoas vêem isso como uma competição. Como você pode competir em música? Eu vejo metalheads como meus irmãos e irmãs, não importa em que gênero você está. Pode ser qualquer coisa do power, do black, doom, death, progressivo, não importa. Somos todos de família! Se você está tentando escrever música para as massas, porque você quer ser famoso, você sempre falhará e perderá. Sempre deve fazer o seu.

O que você gosta e o que você pensa ser bom é honesto em sua criatividade. Sempre serão as pessoas que amam e odeiam o que você faz, é a vida. Não pode deixar ninguém. Mas o que eu vejo no gênero em que tocamos, é realmente suporte. Nós compramos coisas de cada um, ajudamos uns com os outros com shows, comentários etc., e isso é algo que eu realmente amo sobre a comunidade de metal. 
Se você tem ciúmes em outras bandas, perderá o foco.

Se as pessoas dizem que o que você faz é merda, você deve ignorá-lo e pensar. Quem dá uma merda, eu gosto do que eu faço e essa é a minha maneira de expressá-lo. Você sempre encontrará "fodidos" com suas diferentes visualizações. As pessoas em geral são merda! Então fique perto de pessoas que te amam e ajudem você a sair!


10 - Chegamos ao fim... Gostaria de deixar algum recado?
R: Quero agradecer-lhe muito por esta entrevista. Que você tomou o tempo para nos ouvir, tanto na música quanto nas pessoas que somos. Visite nossa página do Facebook onde publicamos sobre atualizações e outras notícias de qualquer tipo.

E nossa página de bandcamp onde temos toda nossa música e apoiamos nossa obra de arte!
E gostaríamos de fazer turnês e tocar no Brasil com The Malice algum dia e provar sua cerveja!

Obrigado Brasil !!
Cheers Hubbe - The Malice



Fortunately the project to bring international interviews is working, and now with a European band called The Malice, where its main member, Hubbe, commented on several interesting points and that will certainly make you look for the band for a good hearing.

Let's interview (in Portuguese and English):

1 - First, I'd like you to talk a little about how it all began ...
The Malice began as a project in 2014 . The idea was to create a band that plays the american style of death metal such as Hate Eternal, Morbid Angel, Deeds of Flesh , Origin etc . Ive contacted my old friend Claudio , because i knew he really has a great growl with good articulation, that i  really prefer in death metal . So i asked him if he wanted to join this project, and he said  Hell yes! That sounds fucking great! So we began to write and compose some death metal songs , and we released the EP Malevolent Creature of Kings , and later on the single Enlil . And with that single, we started to collaborate with oriental instruments and babylonic,sumerian mysticiscm as a theme for The Malice. 

To play brutal technical death metal with the oriental harmonies and instruments, and develop the genre even further by using their scales such as the micro note scales of the orient .


2 - The sound of this last EP is fantastic .. Could you tell a little about the production and composition?
Thank u man! We are very pleased with the production by Ulf Blomberg at Hoborec studios (Sweden) He really did a terrific job and understood how we wanted the sound to be. I wanted to have a clear punchy sound to it , and he really nailed it . About the compostion for this EP, my vision was the sound to be brutal and raw, with blast beats and fast kickdrums , but at the same time create a dynamic to it with the oriental sessions , to create the emotion of ancient babylon/Sumeria. That u get the feeling that u participate in a story. To explain it more simple. I see every song as a movie with a beginning and an end , and the action take place in different sessions of each song.


3 - How can you make a sound so extreme, but at the same time have the balance showing technique and feeling?
I think it has alot to do with the production. The sound u have on your guitars and also the drums. With a typical swedish death metal distortion such as Dismember/Entombed it would have never worked. When u play these kinds of riffs, u need a clear and punchy distortion , and the drums need to have alot of attack and trigger to it, otherwise it will all just be a fucking chaos of sounds, and its hard to hear the shades of the harmonies . But it also has alot to do with the technique , how u play the instrument and how precise u are in your play . Ive played different styles of music  since i went to the music high school here in Sweden as a teenager , and i think that my play in that way have made my play more wide and dynamic.

If u listen closely to the riffs, they are also based on the oriental drilling and phrasing , and at the same time very typical for the genre Death Metal . I want to create riffs that are brutal in sound but also have a special rythm and melody to it . I love to experiment with triplets and different beats in them and the music in whole. I think it makes the music more interesting , and not so predictable. It has also alot to to do what u prefer in sound and in your guitarplay. For me its very important in solos that the notes really sings out with a good phrasing and vibrato , and that u are one with the music.

The oriental sessions that occur in this EP is based on the traditional play in oriental music. I had the opportunity to learn these instrument by my friend Nenos Sahar from Iraq . He is Assyrian and his heritage  from Sumeria/Mesopotamia, so that has been really great in so many ways , but also a musical challenge . U really have to think outside the box , and understand the harmonies in a total different way,. To compose these harmonies to our western 8 note system, and theirs 12 note (micronote) system can be quite tricky, but it worked at the end.


4 - Would you have a preview for a complete album? Do you plan on investing in music videos?
I have materials and ideas for a whole album, but most of the creative work right now has been to create this EP Lamashtu , and promote it all over the world in magazines, blogs, bandcamp, different metal channels etc . But to give u an answer for a complete album, i would have to say that, when i sit down again in my studio, an album will emerge definetly (laugh) .

Funny that u mention a music video, bcz i have a friend that are helping me with this right now , so thats fucking great, and it will come out very soon . It will more be a promotional lyric video , and thats something that many bands do these days due to social media and the effect to reach out to many people all over the world . If we later have finances to do a real metal video in the veins of God of Emptiness with Morbid Angel , i love that video . Well that would be great ofc!


5 - How have you seen the support for the bands out there? Do the audience attend to help beginners?
The whole music industry has changed alot since the start of this milennia , when basically most of the people nowadays stream their music . With that said , i must say that the response we got from metalheads and our fans is fucking fantastic. Many guys in this genre of extreme metal do support the bands and buy their stuff. I think it also has to do that they know the effort, time and work u really put down to create this kind of music. Even if the Death Metal scene is bigger today and more appreciated all over the world , its still a small scene if u compare it to the popular music scene . But in general i think that the support has been great, since we are an independent band with no label for the moment and all. And why we choosed to do this EP for digital download is more that the most  people dont buy cds in that amount as they used to do.Well metalheads are collectors and always compete about their collection (Laugh) so for that group i think its not the answer.

The other issue is that if u are going to do a physical press u need finances , and know that u will break even in sales . Thats why we made this desicion this time .


6 - What would be the greatest desire with the band at the moment?
Well its alot of things u desire ! First is to be aknowledged by the metal scene and to perform live all over the world .as a band. Today its only me and Claudio , but we will use session musicans to these kind of events . Such as the band Satyricon and other do these days . I always have a vision with the tracks i compose and thats the way i want it . It has alot to do that when u are in that position , u can control the outcome in another way when u write and compose , and i have a great network of terrific musicians that will help us, so that feels great. The other thing we desire is to find a label that believes in us and our sound . that we can make a deal that fits good for us both.

We have got some kind of deals with labels, but it has not been anything that we actually can do for ourselves. It would really make things easier if u had a label/management to help u out with funds to make a whole album with all things that a great album need . Such as great production, cover, layout etc


7 - Do you know or like any Brazilian band? If so, tell us which one or ...
U guys has alot of great bands! One of my first records i bought was Beneath the remains with Sepultura, and that record still fucking rocks , together with the other albums! Thrash Metal masters!!!!
The death metal band Krisiun is really good. Its very raw, dark and agressive so that really speaks to me in so many ways . Your scene in progressive metal is also very good with bands like Ayreon and Alma (the bassplayer is a friend of mine) . Very great musicians and music. The latest band i discovered from your country is Nervosa! Fuck me!

It was instant love when i heard them .This sound of old school thrash metal metal mixed with some of the early death metal like Death and Possessed! So they are one of my new favourites , and im looking forward to their new album that they are working on. Ive listened to a band when i was younger called Torture Squad, but i dunno if they play anymore , but great raw music!


8 - With the advancement of the Internet, is it possible to say that the physical media is really losing space, or do you believe that it is possible to mediate these two sides?
Well as i said before , the whole industry has changed alot, but i think u just need to accept how it is these days and be creative and find ways that benefits you . The funny thing is that the vinyl sales has increased alot in the latest years , bcz its actually quite nice to have a record in your hands . The whole ritual to sit there with it in your lap and follow the lyrics and headbang to it . And what ive seen is that its not only a record u buy . It can be a biography to the record, posters or patches, a bundle package with a t shirt.

A  download code when u buy a physical record to some other material or a dvd. Go with the flow and follow the development , and find something unique.
I have alot of ideas about that , so the answer is that u need to find ways . But also tell fans and other people that make music with good production and cover cost money, and if all people dont wanna buy for that, the end result of the product will lack quality . U are totally ok to buy your beer , but music shall be free . It hink u have to tell yourself what u value. Is music important for u u will help it to stay alive and contribute to great culture as metal is !


9 - Is there a lot of competition with other bands of the same style or do they usually help each other?
I think its so fucking lame and childlish if people see it as a competition. How can u compete in music? I see metalheads as my brothers and sisters, no matter what genre u are in. It can be anything from power, black,doom,death,grind,progressive it doesnt matter.

We are all family! If u are trying to write music for the masses, becuase you want to be famous u will always fail and loose. U shall always do your thing .What u like, and what u think is good and honest in your creativity. It will always be people that love and hate what u do, thats life.
U cannot please anyone. But what ive seen in the genre we play in, is actually support . We buy each others stuff, we help out each other with gigs, reviews etc, and thats something i really love about the metal community.

If u are jealous on other bands, u will loose focus .
If people say that what u do is shit , u shall just ignore it and think. Who gives a fuck, i like what i do and this is my way of expressing it. U will always meet fuck ups with their different views . People in general is shit! So stay close to people that love u, and help u out!


10 - We got to the end ... Would you like to leave a message?
I want to thank u so much for this interview. That u took the time to listen to us , both in music and as the people we are . Please visit our facebook page where we post about updates and other news of any sort . And our bandcamp page where we have all our music , and support our work of art!
And we would love to tour and play in Brazil with The Malice someday and taste your beer ofc!

Obrigado Brazil!!
Cheers Hubbe from The Malice


Gostaria de agradecer muito pela oportunidade e certamente poderão contar conosco em futuras divulgações


I would like to thank you very much for the opportunity and you can certainly count on us in future announcements


Acesse o Facebook do grupo aqui :
http://facebook.com/themalicelegions

Acesse o Bandcamp para ouvir as canções do último EP :
https://themalicelegions.bandcamp.com/album/Lamashtu/
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